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Últimas opiniões enviadas

  • Alessandra

    o filme é emocionante. nesse momento do Brasil de cortes em políticas públicas e desemprego (em que pipocam ocupações urbanas), nos mostra as potencialidades das mobilizações enquanto alternativas de resistência no sistema capitalista.

    assisti após iniciar a leitura do "calibã e a bruxa" de silvia federici, teve então - em mim - sua capacidade de emocionar e formar politicamente dobrada. o que federici argumenta sobre a terra e sobre as mulheres, que na transição do feudalismo para o capitalismo os aldeões perderam a terra, mas ganharam uma serva (o corpo feminino tornando-se então o espaço de exploração e resistência, enquanto o dos homens eram as fábricas), foi potencializado em mim com "terra para rose". os espaços comunais de trabalho que silvia traz (e a necessidade com que ressurjam na modernidade, principalmente no trabalho reprodutivo/"doméstico") são exemplificados no reaprender a dividir o trabalho de reprodução, tão bem exposto pelas mulheres no filme - o cozinhar em conjunto, cuidar das crianças, costurar, etc. silvia argumenta que no espaço comum esse trabalho reprodutivo não é mais um fardo e, para isso, chama a atenção para a necessidade de reconhecê-lo como trabalho tanto quanto o trabalho masculino nesse processo de produção/reprodução e sustentação da ordem social capitalista. evidente, também argumenta pela luta de ruptura com essa ordem. além, nessa transição para o capitalismo os hereges tiveram um papel crucial de mobilização, silvia os compara com o movimento da teologia da libertação da igreja católica dos anos 1970-80, aliás presente na ocupação da fazenda annoni.

    que exercício pra mim! e que filme forte.

    ainda, assisti com meu pai, somos do RS e foi mesmo bonito ver ele entender a luta pela reforma agrária a partir de um local que tem a ver com nossa vida e nossos afetos, com nossa realidade: terrinha vermelha, "erre" puxado e chimarrão no frio na mão. como disse alguém aqui embaixo: a luta continua...

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  • Alessandra

    quão genial é um road movie feminista com três mulheres indo até o mar do Pará? adorei! aliás, três mulheres enfrentando cada qual seus próprios "monstros", monstros esses que muitas de nós carregamos também. como não amar?

    melhor cena: Eva falando para Melina no carro, "você só fala de homem? você só sabe falar de homem? não sabe falar de outra coisa, não?"

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  • Alessandra

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Acho que nunca vou estar preparada o suficiente para filmes que pulam de uma cena de estupro com uma mulher desmaiada, para uma cena engraçada de festa.

    Entretanto (!), gostei muito de ver tantas mulheres fortes no filme, apesar de algumas falhas na história (houve um filho ou não?) e de tantas mortes, adorei as personagens peculiares e a fotografia do filme :)

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