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Últimas opiniões enviadas

  • Angelo Antonio

    Ano passado assisti a Cafarnaum na mesma sala em que assisti a Papicha este ano. Semelhanças que a Mostra reserva, e elas não param por aí. Ambos são dirigidos por mulheres e ambos têm jovens como protagonistas, enquanto Cafarnaum olhava para o futuro com desesperança, Papicha nos leva de volta à década de 90, também desesperançosa para um grupo de garotas e toda uma sociedade.

    Nedjma (Lyna Khoudri) é uma jovem estudante fã de moda que passa a vivenciar o impacto do extremismo islâmico e da intolerância religiosa na Argélia dos anos 90. Grupos terroristas passam a exigir que as mulheres usem hijabs, a liberdade feminina é ameaçada, mulheres devem se esconder embaixo de véus e dentro de casa. Incomodada com a situação e com as sequentes repressões, Nedjma decide se reunir com as colegas e realizar um desfile de moda em forma de protesto. Elas, obviamente, sofrerão ataques por todos os lados.

    Apenas em seu primeiro longa, a diretora Mounia Meddour impressiona com um controle absoluto da direção e na composição de cenas. Desde a cena de abertura, onde Nedjma e uma amiga são repreendidas no banco de trás de um carro, passando por uma certa cena de tiro, à sequência do desfile, Meddour dá urgência e tensão a Papicha, enclausurando suas personagens femininas - e elas são donas do filme, os homens não passam de figuras que ameaçam e questionam suas liberdades - e dando a elas a jovialidade e rebeldia que lhes é característica, as amigas que se desentendem logo fazem as pazes num momento onde apenas elas podem se reconfortar.

    Meddour acredita na força de suas personagens, principalmente Nedjma, uma propensa estilista que precisa das mãos para fazer os vestidos que tanto ama, note como a câmera da diretora sempre busca os toques, por mais invasivos que sejam - como na cena do porteiro molestador -, e é justamente na cena final que um toque esperançoso deposita fé no futuro daquelas mulheres.

    Um filme com grandes chances de encantar o público nesta 43ª Mostra de SP. O filme representa a Argélia como pré-indicado do país a uma vaga na categoria de Filme Internacional no Oscar.

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  • Angelo Antonio

    Curioso que após o episódio que quase o baniu de Hollywood - como aconteceu com o colega Kevin Spacey - Casey Affleck volte aos holofotes em dose tripla: dirigindo, roteirizando e protagonizando A Luz no Fim do Mundo. O ator que assumiu a culpa pelas acusações de assédio durante as gravações de "Eu Ainda Estou Aqui", em 2010, não usa este longa para pedir desculpas, mas é interessante vê-lo situando sua história num mundo pós-apocalíptico onde todas as mulheres que se tem notícia foram vítimas de uma praga. A única sobrevivente é sua filha (Anna Pniowsky) e ele a protege do caos que se espalhou pela sociedade.

    Mesmo que se trate de uma ideia batida - é possível enumerar alguns filmes de temática semelhante: Filhos da Esperança, Sem Rastros e A Estrada -, A Luz no Fim do Mundo tem um apelo mais íntimo na relação entre pai e filha, completamente dependente dos diálogos, inclusive o delicioso diálogo inicial que dura 10 minutos traz todo o simbolismo e arquiteta a relação entre ambos.

    Na historinha de ninar, o pai conta à filha sobre a arca de Art (numa brincadeira com a Arca de Noé, apenas uma das improvisações feitas para mantê-la atenta à história, já que ele é péssimo contador de histórias) nela nota-se que o pai se desapega da figura de Deus - já no terceiro ato ele diz a um cristão "a melhor coisa que eu já ouvi sobre fé é: enquanto reza, mova os pés" - ele dá os méritos aos seus personagens de carne e osso, na verdade raposas - como ele e a filha: corajosos e espertos -, que devem se desdobrar para sobreviver num mundo tomado por hostilidade e perigos.

    Metáforas a parte, a história só perde sua força nos momentos de fuga, algo nada muito diferente do que já vimos em outros filmes do tipo, nelas não há o mesmo respiro que Affleck imputa nas ótimas sequências de diálogos com a jovem Pniowsky - curiosamente filmadas por uma câmera do alto, talvez numa referência ao olhar divino? E é por este drama entre pai e filha que A Luz no Fim do Mundo é de valia, afinal. Affleck usa a ficção científica como pano de fundo, sem dar quaisquer tipo de respostas acerca do antes e o depois daqueles personagens, apenas mostrando o que os move e quem é o verdadeiro herói ao final do dia.

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  • Angelo Antonio

    Que Giácomo Casanova foi um conquistador inveterado já sabemos, dadas as inúmeras adaptações cinematográficas que fizeram a figura adentrar o coletivo popular como um sedutor que contabilizava mulheres em sua vida libertina. Agora, que ele se apaixonou perdidamente por uma mulher a ponto de esquecer as demais já é novidade.

    Diversos nomes já foram Casanova, de Marcello Mastroianni a Alain Delon de John Malkovich a Heath Ledger, por isso, é curioso que o diretor Benoît Jacquot tenha escalado o ator francês Vincent Lindon para o papel principal. À exceção de Malkovich (sem querer chamar o ator de feio), Mastroianni, Delon e Ledger têm uma aparência naturalmente clássica e romantizada que Lindon não tem.

    O veterano Lindon tem uma postura muito mais madura e robusta que pode ser comparada à de Malkovich. Assim, entendemos a proposta de Jacquot neste longa: mostrar como a fama precedia o nome do conquistador. Basta notarmos como aqui as mulheres o olham antes mesmo que ele tente algo. E pra ele tudo bem.

    Tudo muda quando Casanova chega exilado a Londres e conhece Marianne de Charpillon (Stacy Martin), pela qual logo se encanta. Após diversos encontros em festas, jogatinas e jantares, Casanova decide cortejar a moça, mas para sua surpresa ela não se mostra uma presa fácil aos seus avanço e exige que ele resista aos próprios desejos para que possa enfim tê-la.

    Este jogo pode parecer interessante a princípio, vermos Casanova controlando seus impulsos sexuais e vendo sua fama de sedutor sucumbir perante uma jovem prostituta que nitidamente só joga com ele é engraçado por subverter a figura que permanecia em nosso imaginário. O outrora conquistador se torna um homem amargurado e infeliz em sua própria existência.

    É pena que Jacquot dê voltas em círculos a partir de certo ponto - assim como fizera com Casanova, sua esposa e Charpillon em uma sequência em um labirinto de arbustos - o roteiro dá as mesmas voltas e não avança. Logo o joguinho cansa.

    Ao final, esta roupagem não diz muito a que veio e o personagem historicamente conquistador permanece muito mais interessante e rico em nuances do que o apaixonado Casanova.

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  • Marcelo
    Marcelo

    Amigo, kd vc no grupo Amantes da Sétima Arte, vamos lá, participe taaa, veja que seu coments do filme Chacrinha com os devidos créditos taaa, Abs!
    https://www.facebook.com/groups/amantesda7arte/

  • Jon
    Jon

    Obrigado por ter me aceitado.

  • Veri
    Veri

    Ah, acontece! Eu gostei, mas não muito, haha... a coletiva foi um pouco desanimada, não se preocupe, não perdeu muita coisa. Slender Man eu vou perder, amanhã vou nos Jovens Titãs em Ação! =P Até!

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