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Últimas opiniões enviadas

  • Arthur

    Filme péssimo. Mas entendo as pessoas gostarem. É que de fato ele teve uma ótima - e aliás premiada - edição (mérito que não se pode deixar de reconhecer). Mas, dessa forma, bem editadinho, até O Assassino Maluco 4 poderia se transformar num cult super tenso e profundo. Ou seja, o que basicamente passa a contar nesse quesito é o andamento da coisa, o ritmo de ação, a ênfase colocada na hora certa, a harmonia de elementos em tela (cenários, objetos, música...), enfim, a experiência puramente sensorial e imagética. Enquanto isso, a estória em si, que nesse caso é uma bosta, fica relegada a um campo de pouca importância na apreciação subconsciente do espectador médio. E isso, pra mim, só pode significar um fator de apelação cinematográfica.

    Fora essa questão, compreendo também as pessoas gostarem tanto, devido a outro aspecto bastante apelativo ali: todo o universo estético e comportamental construído em torno da senhorita Salander. Sim, entendo perfeitamente as pessoas renderem uma admiração pervertida (talvez por uma lamentável identificação) a um tipo cretino como essa personagem, pois é o que está em sintonia com o espírito degenerado de nossos tempos. Trata-se, afinal, de um estereótipo de garotinha problemática, revoltadinha, que se rebela contra o mundo simplesmente aderindo a todas as modas possíveis e imagináveis de adolescentes idiotas, que não param de fumar, se tatuar, se furar com piercings, fazer sexo promíscuo (inclusive lésbico, claro), e enfim, toda a cartilha de comportamentos calculadamente auto-destrutivos, geralmente praticados por crianças mimadas a fim de chocar os pais e fazer a sociedade sentir peninha: "oh, como ela é desajustada, solitária, triste, teve um passado difícil... ohhh, ui ui ui." Enfim, todos esses clichês bobos, que obviamente atraem a admiração rasa e fetichista de um público moderninho. Eu, por outro lado, sempre desprezei esses tipos, e portanto só pude me irritar ao ver essa palhaçada retratada de forma tão artificial e inverossímil (pois no mundo real, via de regra esses tipos não possuem nenhuma habilidade além de fazer merda mesmo), o que, ainda por cima, acaba servindo de propaganda negativa para jovens desmiolados que reforçarão suas crenças infantis de que o "cool" é ser retardado mesmo.

    Mas indo para a estória (já avisando que agora teremos spoilers). Confesso que quase fui fisgado pela trama investigativa que se vislumbrou a partir da contratação de Mikael pelo rico industrial que ansiava desvendar o sumiço de sua sobrinha - momento esse, aliás, que demora muito pra chegar, pois até então o filme desenvolve a trama paralela da disputa judicial entre Mikael e o outro magnata envolvido em corrupção, juntamente com o trabalho de espionagem de Salander. E aqui mesmo pude detectar o maior problema do filme: a trama de investigação da menina desaparecida poderia até ser interessante (no fim acabamos por descobrir que não...), já a trama política é extremamente pretensiosa, desnecessária, artificial, chata. Que a estória fosse apenas sobre um detetive particular contratado e toda a investigação (e o filme) se justificaria aí, sem necessidade dessa trama paralela... ou seja, não existe razão de ser para que as duas coexistam numa mesma obra; uma torna-se apenas um peso morto que a outra deve carregar ao custo de tempo e fôlego essenciais para o desenvolvimento próprio.

    Assim, enquanto a investigação da menina desaparecida segue um curso relativamente instigante, com as entrevistas de suspeitos, recolhimento de pistas, análise de fotos etc. (que em certo ponto também acabam ficando repetitivos e maçantes), a outra trama segue num grande tédio, só quebrado pela mini-trama de Salander e o tutor abusivo. A cena do estupro é de fato impactante e gera grande comoção no espectador. O problema aí é como esse conflito se resolve: claro que nós, pessoas normais e saudáveis, desejaríamos ver a garota se vingar desse monstro asqueroso... mas não de modo tão doentio quanto o próprio crime cometido. Ter aceitado tudo aquilo desde o início, friamente aguardando o momento certo para agir, tratando tudo como um jogo cínico de manipulação, em que a maiores ofensas e agressões podem ser suportadas em nome de um mero cálculo perverso de capitulação do inimigo, em uma armadilha psicótica, e em que a recompensa é tão-somente o benefício financeiro... bom, isso é o que não podemos chamar de ato heróico, ou qualquer coisa imbuída de valores admiráveis, e sim traços de psicopatia pura, de completa degradação da humanidade. E essa personagem é que será vendida como o grande "símbolo de conduta bacana" - não podendo ela mesma se desculpar através da confissão de ser "maluca", já que não é a personagem que tem poder de redimir suas ações, e sim os produtores/diretores/roteiristas, verdadeiros responsáveis por definir o valor dos personagens no contexto do que lhes acontece, e a luz que é lançada sobre seus atos. Pois não importa o quão pervertida e psicótica é a conduta de Salander (e mesmo do protagonista, para quem o relacionamento extra-conjugal parece ser apenas um fato normal da vida), no fim tudo é vendido como transgressões bacanas, já que ela aparentemente está autorizada a tudo, por ser a doidinha cool, que faz o que quer, é livre, sempre com aquela expressão de menininha insatisfeita, utilizando suas roupas descoladas, tatuagens e piercings maneiraços. Uma lástima de referência para essa juventude lixo...

    Enfim, voltando à trama investigativa. Bom, se no início essa parecia instigar pela apresentação de um cenário razoavelmente curioso, aos poucos, porém, vai perdendo força, já que os caminhos nunca levam a nada de surpreendente, e quando uma coisa se conecta à outra, é de forma forçada e tosca. Tudo ali acaba virando um clichezão, em que as pistas são jogadas sem muita sutileza, tudo resolvido por acasos muito fáceis... o protagonista mal obtém a única pista quente (ocasionada pela filha religiosa que lhe presenteia com a relação entre os números e os versículos da bíblia... outro clichê babaca, aliás) e já precisa pedir ajuda para Salander... que na verdade entra como o caro Watson da estória. Só que agora são duas pessoas fazendo a mesma coisa tediosa: revirar papelada e comparar fotos antigas...

    Também não poderia faltar o pano de fundo nazista ultra clichê de sempre, que ali até pareceu um tipo de crítica canalha generalizando o povo sueco. Sim, um dos povos mais civilizados, decentes, ordeiros, na verdade é composta por pessoas muito muito muito muito malvadonas. Por quê? Porque... uhhhh.. eles têm um passado nazista.... e por essa razão, até mesmo os que não aparentam guardar mais ligação com esse passado nazi, no fundo ainda possuem as raízes da perversidade "anti-semita", tudo apenas escondido por uma máscara de neutralidade cívica, e só por conta disso também devem ser assassinos em série, estupradores, torturadores sádicos e lunáticos. Afinal todos os soldados que lutaram pela Alemanha - e pelos países aliados ao Eixo, como a Suécia - não eram seres humanos normais mobilizados para um guerra, como os soldados americanos, ingleses, franceses, russos (esses todos grandes patriotas, que só matavam e bombardeavam populações civis inteiras imbuídos dos mais altos valores humanitários mesmo)... não, esses eram psicopatas, estupradores, encarnações puramente diabólicas. Exatamente da forma mais maniqueísta e babaca possível, que hollywood já nos vende desde 1945.

    (E veja só: as vítimas eram todas de nome judaico, por conta do "anti-semitismo" do assassino, que ainda por cima usava a bíblia como justificativa para colocar em prática as penalidades insanas prescritas no antigo testamento... mas ora, não faria mais sentido então o assassino ser um judeu, já que toda essa insanidade está contida num livro judaico??? Ora, eram os próprios judeus que praticavam essas loucuras!!!)

    Por fim, devo dizer que o final é extremamente broxante. Aliás, todo o desfecho, já a partir do momento em que o protagonista se vê na casa do vilão... daí tudo acontece numa sucessão magicamente acelerada por empurrões do acaso que vão solucionando todos os conflitos como numa ejaculação precoce (após horas de uma maçante sessão de preliminares que quase nos fez dormir na metade). Vilão aparece, vilão se revela, vilão prende o protagonista numa sala de tortura super elaborada a la Jogos Mortais, vilão conta tudo, elemento x (a super sad girl Salander) surge e com poucos movimentos acaba com o maior vilão da estória... Daí só precisam resolver os enigmas, o que é feito não com uma investigação esperta, mas com uma simples sacada do protagonista, um momento de iluminação divina soprado por um anjo ex machina entediado com o filme, que deseja terminar logo com aquilo. Daí temos o grande plot twist: a garota desaparecida era uma das suspeitas entrevistadas. Pô, legal...

    Mas, ah, essa porcaria ainda não terminou! Agora a super sad girl, além de salvar todo mundo, precisa também resolver a trama paralela de politicagem. Então agora ela arma o maior golpe financeiro de todos os tempos, burlando todas as regras do sistema bancário, todas as leis internacionais, todas as possibilidades do mundo real e concreto em que vivemos, e transfere pra si bilhões de dólares da conta do camarada corrupto através de hackeamentos e disfarces toscos... e pronto, agora ela é a rainha do mundo, e logo será a imperatriz do universo depois que tiver comprado todos os projetos secretos de armamento nuclear e viagens espaciais das grandes potências, colonizar Marte e criar uma raça de seres híbridos por clonagem que dominará outras galáxias. Legal mesmo...

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  • Arthur

    Ixu mêmo, migaaa! Vamos libertar o corpo da mulher pra que todas possamos agir como putas baratas, piranhas sem valor, vadias miseráveis, lixos humanos, objetos descartáveis de mera fetichezação sexual! E olha que arrebatador este meu argumento: Os homens (essas criaturas malditas causadoras exclusivas de todos os problemas do mundo) fazeeem o meeesmo!! E os gringos também fazem o meeesmo! Então nós mulheres também podemos, ora! Não vamos nos concentrar na questão em si, apenas nos escorar na desculpa de que "o outro também faz"! Então vamos também destruir toda nossa floresta, porque "o gringo também destrói e ninguém fala nada, hãhãhã"! E assim vamos continuar mantendo o tráfico, a exploração, a criminalidade, o analfabetismo, porque "o gringo também faz"! Bããhãhãhã.... E viva as mulheres libertas, livres pra serem umas vagaranhas, só porque não devemos conter nossos instintos mais animalescos... até porque controlar esses impulsos é coisa da "mentalidade cristã opressora". Por isso vamos nos entupir de drogas também, roubar, matar, trair... Ué, é contra essas coisas? Ah, então você é um alienado que acredita em "10 mandamentos" da bíblia, porque não matar e não roubar é só um dogma bíblico em que bitolados religiosos acreditam. Não há nenhuma razão fundamental pela qual a sociedade reprime o roubo e assassinato, apenas uma imposição arbitrária da mentalidade retrógrada cristã, assim como não há nenhuma razão fundamental para se manter o pudor, apenas mais imposição religiosa, com sua ditadura conservadora e machista. Então vamos liberar tudo mesmo, vamos fazer todas as merdas que desejamos, vamos trepar no meio da rua, iniciar crianças no sexo, fazer grandes orgias a céu aberto, regado a todo tipo de droga, sujeira, bestialidades. Vamos transformar todos os espaços públicos em uma grande parada gay de batidão funk sado-masoquista! Viva todos os caprichos individualistas, viva o grito de liberdade absoluta para todas nossas vontadezinhas carnais (e claro, vamos envernizar isso com uma aura de luta ideológica)! Heil Satã!!! Lacreeei!

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  • Arthur

    Tudo parecendo muito cenográfico. Falso. O que são essas roupas? Parecem trajes comprados em uma loja de fantasia. Não parecem os personagens, mas simples crianças fantasiadas de personagens da Turma da Mônica para uma apresentação de teatro na escolinha. Ou, ainda, posando para fotos de publicidade infantil. Não tem um amarrotado, um cisco de sujeira sequer. Muito manipulado, regular, falso.

    E que Cascão branco é esse? Está claro que o traço do personagem sugere que ele é pardo e tem cabelo crespo (fora a ironia de estar tão limpinho, sendo que ele era sujo). Parece, assim, que fizeram uma espécie de — como dizem os esquerdistas... — whitewashing no coitado.

    A Mônica não parece dentuça e sim que, mais uma vez, fantasiada que está, usa uns dentinhos postiços colados sobre os dentes verdadeiros. Faltou capricho e competência na caracterização.

    O Louco talvez tenha sido o que mais se aproximou de uma coisa real... e isso, ironicamente, foi o ponto negativo aí. Porque, de fato, chega a assustar. Parece que estamos diante de um maníaco, um pedófilo, sei lá. Pesado para um público infantil.

    Enfim, achei muito falso.

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