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Adepto aguerrido da Isabelle Huppert: “Não concebo ir ao cinema sem ser para me perturbar”.

Últimas opiniões enviadas

  • Adson

    Não sei o porquê de ter protelado Setembro por tanto tempo. Pra minha tardia surpresa, se revelou não somente um dos melhores filmes da fase bergmaniana do Allen, mas um dos seus filmes mais potentes. Acho que vê-lo hoje com toda a polêmica envolvendo suas figuras centrais apenas amplifica tudo— ainda mais por conter uma Mia Farrow (espetacular) tão sorumbática com os desencontros do amor e com os nós emocionais de uma vida estéril e solitária e cheia de traumas. As temáticas centrais também devem ser caras a ambos: quando o assunto é amor, nossas ações estão menos sob o nosso controle do que realmente gostaríamos. Somos inconsequentes, imperfeitos, irracionais e temperamentais e é essa nossa sandice que nos torna fascinantes, como diria a mãe da protagonista, ao reconhecer a própria falibilidade.

    É meio demodê ficar falando de aspecto técnico, mas adoro como isso tudo funciona bem aqui, do jazz melancólico que acompanha todo o filme aos enquadramentos, à paleta de cores e à iluminação das cenas. Uma joia. O elenco também, super afiado: muito bacana a química entre a sempre adorável Dianne Wiest e o Sam Waterston. Também adoro como só ao final me dei conta que o filme acontece todo dentro do mesmo ambiente, cheio de traumas e amarguras, tal qual o Gritos e Sussurros que lhe inspira. Um confinamento familiar que me fez pensar no Cassavetes também.

    Pela primeira vez em um bom tempo os créditos apareceram e eu estava genuinamente satisfeito com um filme do Woody Allen. Aqui ainda resta um fã apaixonado por sua obra, afinal, mesmo que tenha se desleixado, o cabra é bom e a essa altura não precisa provar mais nada pra ninguém.

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  • Adson

    Pra lá de decepcionante, mesmo contando com a presença de caras fodas como o Sam Harris (pouquíssimo explorado, diga-se de passagem). Tinha todo o potencial pra ser um doc responsa, mas agrega muito pouco em termos de informações e aplicabilidade na vida das pessoas. Mergulha muito rasteiramente em temas como mindfulness e meditação e dedica mais tempo, pra provar o argumento, aos relatos de gente rica desencantada com seus excessos consumistas. Newsflash: isso não cativa ninguém. Odeio a edição forçadamente bonitinha também, com aquela trilha que vai adotando ares redentores em cenas estratégicas, como se fosse um longo clipe do Coldplay (argh).

    Deixa, porém, uma boa mensagem, tanto que ao final do filme me perguntei "o que me faria feliz agora?" e decidi sair pra pedalar no final de tarde, me sentindo vitorioso e minimalista pra caralho.

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