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18 years Aracaju - (BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Thiago

    Um filme que veio do passado mas com uma visão de futuro impressionante e que caiu num momento bastante oportuno para o cenário que o Cinema está vivendo (peguei-me a flertar com a ideia de ser uma peripécia divina) e sem necessariamente definir qual tipo de Cinema é o "bom cinema", mas defendendo o autorismo como uma boa forma de sempre levar o Cinema adiante.

    O filme é essa espécie de "mockumentary metalinguístico" que se passa por um documentário realizado por um amigo do protagonista (protagonista esse um diretor já idoso que se propõe a fazer um grande 'comeback' após um hiato na carreira) à partir de arquivos feitos por fãs, documentaristas e outras pessoas que iam visitá-lo e levavam câmeras portáteis, tudo isso dentro da ficção do filme. O que já é paradoxalmente confuso e me remeteu ao documentário F for Fake (1973).
    A narrativa é toda fragmentada e despeja informação atrás de informação de uma maneira impressionantemente funcional, com uma edição e diálogos incrivelmente ágeis que certamente superam até mesmo a velocidade usada nos filmes anteriores do Welles.
    Mas é tanta coisa que sempre valerá uma revisita. Apesar que, o mais importante do filme dá para ser captado.

    Welles foi um homem que amou tanto o Cinema que esse filme soa como um poético testamento para as próximas gerações de autores. E isso é muito lindo!

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  • Thiago

    É impressionante como toda a frieza que o método bressoniano possibilita está perfeitamente orquestrada à história que esse filme nos mostra.

    É como se aqui tivéssemos um retrato de desesperança e comunhão com a tragédia que um indivíduo abraça após perceber que até mesmo a oposição que existe as instituições tidas como 'pilares' estão cheias de ideias equivocadas. Uma ode ao absurdismo como forma de encarar o caos.
    No começo do filme os personagens lamentam o fato de ter ficado tarde para uma possível revolução. Quase uma década já tinha se passado depois dos eventos de Maio de 68 e tudo já tinha esfriado no espírito revolucionário que habitava a França. Mas no decorrer do filme a ideia absurdista vai mostrando cada vez mais sua face. O protagonista adquire uma radicalidade maior, pensamentos suicidas o invadem. É importantíssimo os momentos em que é mostrado os personagens vendo as corporações poluindo o mundo e todo o impacto causado por isso.
    E sei lá, fazer o que? A reação do povo não adianta de nada. O maior trunfo para a esquerda no mundo era a Revolução Russa e ela se tornou a Poderosa URSS que tinha como mentalidade apenas desenvolver-se mais que os Estados Unidos.
    É tudo caótico, trágico e sem fé... Então vale a pena lutar ou é melhor se matar? Porque não importa quão boa sejam as intenções dos humanos em transformar o mundo, parece que tudo irá ruir por quem tiver no poder, que provavelmente é o Diabo.

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  • Thiago

    Ah, como o Ridley Scott é um excelente criador de mundos! Passou-se um tempo que assisti esse filme e lembro com carinho de diversas cenas pelo designer maravilhoso. Queria tanto que fosse uma obra-prima... Porém o Scott sempre teve um problema na forma de trabalhar os roteiros (nunca escritos por ele), e esse de William Hjortsberg ainda por cima, que carece de qualquer inspiração para criar alguma estória diferente do que já foi visto em outras fantasias.

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