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38 years, Londrina/Paraná (BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Marcelo

    Terror psicológico com pretensões de ser uma metáfora - e ao mesmo tempo uma crítica - sobre aqueles que fazem de tudo, até mesmo vender o corpo e a alma, para alcançar o estrelato. Uma situação específica da história lembra o caso de Harvey Weinstein e dos abusos sexuais que abalaram Hollywood em 2017. No entanto, a péssima atuação da protagonista e o roteiro preguiçoso, que não se empenha em explorar absolutamente nada sobre a seita do enredo, prejudicam o longa e o resultado final é uma obra mediana que é esquecida pelo espectador na mesma velocidade com que se devora um fast food.

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  • Marcelo

    Dois milhões de dólares. Esse valor irrisório para os padrões hollywoodianos era tudo que David Robert Mitchell possuía para dirigir seu filme. Felizmente, o orçamento extremamente limitado não foi desculpa para um longa-metragem ruim. Muito pelo contrário, pois, no que é apenas o terceiro projeto da sua carreira, Mitchell engendra um terror metafórico e digno de ser visto - seja pelas referências às obras oitocentistas do gênero, seja por se tratar de uma produção infinitivamente superior às que são apresentadas nos dias de hoje em franquias descartáveis e semi-amadoras, feitas sem um único pingo de qualidade.

    Em Corrente do Mal, somos apresentados a Jay (Maika Monroe), uma jovem que leva uma vida despreocupada no subúrbio de Detroit. Mas, depois de um encontro sexual incomum, ela se vê atormentada por estranhas visões e um sentimento constante de que alguém ou algo está seguindo-a. Confrontada com este fardo, Jay, com a ajuda de seus amigos, deve encontrar uma maneira de escapar da morte que parece estar a poucos metros de distância - seguindo-a incansavelmente.

    Não seria mentira dizer que início é relativamente lento. Apesar da extasiante cena inicial, a apresentação da realidade e do cotidiano de Jay não chega a ser muito empolgante. Muito dessa falta de atração deve-se a Maika Monroe, que demora para convencer no papel principal, surgindo, a princípio, como uma moça apática - o que muda com a introdução de Hugh (vivido por Jake Weary), personagem cuja função é introduzir o mal que servirá de fio condutor para a história. A partir desse momento, Maika incorpora com maestria o desespero e o pânico em seus gestos minuciosamente calculados e a narrativa ganha contornos macabros, entrando em ação também o talento do diretor David Robert Mitchell.

    Utilizando movimentos lentos com a câmera, o cineasta sabe como poucos explorar a tensão existente no ambiente. Ao contrário de muitos profissionais que abusam de uma trilha sonora burocrática para tentar envolver e até assustar o espectador , ele delega ao silêncio essa função. Grande parte do filme é desprovida de música, surgindo, esporadicamente, um ou outro ruído de efeito angustiante. Note, no momento em que Jay vai até a cozinha verificar o que quebrara o vidro da janela, como o som vai surgindo de maneira sorrateira e crescente na forma de uma leve batida. Antes de o público perceber tal recurso, ele já se vê totalmente tomado pelo mais primitivo e obscuro dos sentimentos: o medo.

    O roteiro apresenta, ao mesmo tempo, pontos altos e baixos. Pelo lado positivo, evidencia-se a metaforização da trama. A estranha criatura que segue incessantemente suas vítimas não é apenas o tradicional monstro de filme de terror - ela representa muito mais do que isso. Os mais atentos podem juntar as peças e perceber que se trata de uma alegoria da AIDS. Em primeiro lugar, a maldição é transmitida através do sexo. As outras pistas consistem no fato de a entidade maligna ser invisível (o vírus HIV, na maioria dos casos, é assintomático, ou seja, sua existência não é notada) e poder assumir qualquer forma (a doença faz-se presente em crianças, jovens, adultos, homoafetivos, héteros, etc.).

    Em uma época habitada por roteiros de terror que usam e abusam dos recursos mais pobres possíveis - como o desgastado uso do found footage, a estratégia da câmera na mão dos personagens que pode ser vista em filmes como A Bruxa de Blair, Atividade Paranormal e O Herdeiro do Diabo (todos horríveis) - , é de se aplaudir a criação de uma obra com um pingo de complexidade temática e que dê espaço para o público deixar de ser passivo e se tornar ativo na construção da história, já que o final, além de deixar pontas soltas para uma eventual sequência, é aberto a interpretações.

    Pelo lado negativo, a narrativa traz alguns deslizes que são difíceis de perdoar. O primeiro deles diz respeito ao grupo de amigos da protagonista Jay. Formada por duas mulheres e dois rapazes, a turma de fiéis companheiros não demonstra um único traço de carisma - a verdade é que metade deles poderia desaparecer do roteiro que não faria alguma diferença. Com o tempo gasto para acompanhar as ações desses jovens. Mitchell, que, além de diretor, também foi o roteirista, poderia ter inserido os pais de Jay no arco dramático do filme. Afinal, uma adolescente passar por tudo aquilo sem a presença ou a intervenção dos pais soa extremamente inverossímil. Mesmo que o seu desejo fosse focar no universo juvenil, é absurda a ideia de Mitchell de reduzir o papel dos adultos a alguns retratos na parede.

    Por fim, vale destacar a ambientação de Corrente do Mal. O subúrbio, as casas, as TVs antigas e os veículos lembram os anos 1970 e 1980, uma realidade que muito lembra as produções antigas de terror slasher, como Halloween - A Noite do Terror, de John Carpenter, e A Hora do Pesadelo, de Wes Craven. Contudo, a existência de alguns aparelhos eletrônicos (repare bem no artefato tecnológico utilizado por uma das amigas da protagonista) que soam estranhos até mesmo para os tempos de hoje comprovam o caráter atemporal da trama.

    Apesar de estar longe de ser perfeito, Corrente do Mal constitui-se como uma das melhores obras de terror dos últimos anos. Assim que você assistir, pensará duas vezes antes de fazer sexo com qualquer um. Caso esteja sendo seguido incessantemente, a única dica que eu lhe dou é: faça sexo urgentemente! (assista logo ao filme e saberá do que falo).

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  • Marcelo

    Criadas na década de 1980, as Tartarugas Ninja logo se tornaram ícones da cultura pop. Em pouco tempo, extrapolaram os quadrinhos e atingiram outras mídias, incluindo aí games, desenhos animados e cinesséries. Só faltava uma versão 3D em live-action, o que mudou no ano de 2009, quando a Nickelodeon anunciou que iria produzir um novo filme em parceria com a Paramount Pictures. Aos poucos, o projeto foi ganhando nomes; primeiramente, Michael Bay assumiu a produção; depois, o sul-africano Jonathan Liebesman (dos vergonhosos "Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles" e "Fúria de Titãs 2") foi confirmado como diretor; por último e pior de tudo, Megan Fox foi chamada para viver a protagonista. Tinha como isso dar certo?

    A resposta é não, a começar pela presença de Fox. Escalada não por seu talento (ele nem existe), mas pelo potencial de atrair a atenção do grande público, a atriz mostra-se perdida na pele de April O'Neil, a repórter que o roteiro demonstra não saber desenvolver, mostrando-a ora como a mocinha em perigo, ora como a investigadora nata que desvenda o grande segredo da trama só de revirar algumas coisas velhas. O filme funcionaria muito bem sem a presença da personagem de Fox, o que permitiria um maior tempo de tela das quatro Tartarugas Ninja - vividas através da tecnologia de captura de movimentos por atores semi-desconhecidos, elas têm uma excelente dinâmica juntas, sendo engraçadas e, ao mesmo tempo, fraternas e parceiras.

    Explicando praticamente tudo - desde o passado dos quelônios mutantes até o plano dos vilões - por meio de diálogos expositivos, o roteiro comprova ser preguiçoso e desprovido de qualquer originalidade. Além disso, ele transforma o temível Destruidor em uma figura sem carisma que solta frases de efeitos que parecem ter sido escritas por um adolescente de doze anos. Outro prejudicado pelo péssimo trabalho dos roteiristas é o personagem de William Fichtner, que acaba retratado de forma caricata e superficial.

    A direção de Jonathan Liebesman é problemática. Soma-se a tudo o que foi citado acima a falta de ritmo do longa (é muito fácil ficar entediado durante os cem minutos de projeção) e as cenas de ação mal conduzidas, como a do combate entre o Mestre Splinter e o Destruidor, que parece ter saído de um videogame, tamanha a artificialidade.
    Por outro lado, Liebesman sabe fazer bom uso dos efeitos visuais, algo a ser notado no realismo gráfico das Tartarugas - talvez seja essa a única qualidade do diretor.

    Os fãs que cresceram assistindo ao desenho irão reconhecer a precariedade dessa versão. Com o sucesso de bilheteria, uma sequência deve ser providenciada. Que da próxima vez Leonardo, Michelangelo, Donatello e Rafael ganhem uma obra à altura.

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  • Lu Souza
    Lu Souza

    Bem-vindo! :)

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/