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Últimas opiniões enviadas

  • Yas Paranhos

    Confesso que este filme me dividiu entre gostar muito de alguns aspectos e detestar outros na mesma intensidade, portanto, meu coração está entre ter adorado ou não este trabalho. De maneira geral, por se tratar do meu mangá/anime favorito e estar a par desde os primeiros anúncios sobre o live action, há alguns anos, eu deixei as minhas expectativas no alto – e talvez tenha sido este meu maior erro.

    Não vou negar que apreciei deveras o longa, se eu disser que não, seria uma grande mentira. Por se tratar de um projeto de, tecnicamente, baixo orçamento e focado num público não só de nicho, em um primeiro olhar, eu posso dizer que gostei da matéria final, observando-a de um aspecto de primeira camada. As locações, sem dúvida, foram muito bem escolhidos e trabalhados, eu realmente me senti imersa em Amestris e foi um conforto no peito ver cenários tão familiares trazidos com tanto esmero para um universo.

    Assim como o filme num aspecto geral, os efeitos especiais me deixaram dividida. Algumas partes os efeitos foram aplicados de forma muito bem feita, como as transmutações de objetos, contudo, outros pontos deixou a desejar.

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    A própria transformação do Gluttony é tosca, os seus dentes pareciam mais espaguetes de piscina. Na cena em que o Ed arranca o automail e o joga longe, o seu braço mecânico mais parecia um molde tosco de cosplay feito com aplicação em craft e papel alumínio.

    A coisa começa a pegar quando a atuação entra na roda.

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    De início, eu já me senti agoniada pela interpretação da atriz que viveu a Trisha, ela parecia ter decorado o seu (pequeno) texto cinco minutos antes de gravar e não entrou na personagem de forma nenhuma. Os irmãos Elric pequenos também foram uma dor só, porque a dublagem feita em cima das crianças foi de matar, a voz não estava sincronizada com os movimentos labiais e os meninos pareciam alheios. Até aí, tudo bem, acreditei que aquele início derrapou, mas ainda tinha cerca de duas horas de filme para ver boas interpretações, o que foi um engano terrível. Dali para frente, foi só lágrimas, principalmente pelo ator que encarnou o Edward. Esta personagem é bastante esférica e demanda uma fluidez enorme para que as suas nuances de humor e comportamento sejam coerentes, o que faltou totalmente no Ed do filme, o qual acabou se tornando uma personagem plana, em que os sentimentos expressos não pareciam vir do fundo da sua alma, assemelhar-se mais que ele estava fazendo tudo movido por um fogo de palha, mesmo com as motivações profundas e longínquas explicadas e reforçadas diversas vezes ao longo do live action. Outras personagens também deixaram a desejar, o Roy, por exemplo, parecia só um militar quadradão e chato, não o cara com fortes motivações, irônico e perspicaz com o qualeu estava habituada. A Riza parecia um fantoche bobo que só estava ali para tapar buraco mesmo. O único que realmente gostei da atuação foi o Gluttony, ele sim foi o mais parecido se tratando do cânone do mangá.

    Quanto à seleção de elenco, nada tenho a queixar. Sei que muitas pessoas não gostaram pela escolha de atores asiáticos para interpretar personagens com feições europeias, mais especificamente germânicas, contudo, é importante lembrar o tamanho da dificuldade de obras japonesas conseguirem se impor no mercado do entretenimento e das artes, principalmente o audiovisual, sem sofrer White washing (vide Ghost In The Shell), foi uma situação contrária àquela que se está acostumado e é um fator positivo.

    Outro ponto que pegou para chorar de desgosto foi o enredo, e quando me refiro a este assunto, não quero dizer se foi igual ou diferente ao mangá. O live action é uma adaptação, e como qualquer adaptação, terá mudanças as quais devem se adequar para aquele veículo em questão. O problema foi a falta de progressão e as pontas soltas deixadas ao longo da trama e no final. A história de FMA é gigante e tentar condensá-la por inteira para se encaixar no período de duas horas sem fazer o devido recorte foi o que realmente pecou. Enquanto algumas adaptações feitas foram excelentes e bem pensadas

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    (vulgo a relação de efeito e causa de fogo, Roy e Maria Ross), [/sp oiler]as outras tantas, que somam a maioria, foram feitas de uma forma infantil. Parecia uma fanfic feita sem um rascunho prévio, e não estou fazendo comparação para menosprezar esta literatura (até porque eu mesma escrevo e gosto muito), e sim pela falta de sagacidade de fazer um corte para ser trabalhado. Se a questão era colocar um enredo que explicasse o universo, apresentasse as personagens e deixasse perguntas para uma sequência, seria muito mais fácil e coeso terem escolhido o(s) arco(s) inicial (is) do mangá, da mesma forma que a primeira adaptação do anime de 2003 fez, e ter moldado para um final igual, semelhante ou diferente do original, desde que fosse verossímil. [spoiler] Algumas coisas me tiraram do sério, como o Ed e o Al levando a Winry para cima e para baixo, INCLSUIVE EM PARTES DE CONFRONTO. Qualquer um que conheça a história e as personagens sabe que os irmãos Elric jamais arriscariam a amiga de infância a levando para um local de combate, o que acabou tornando não crível a personalidade dos irmãos (fora a impressão de que a Winry era uma mecânica desocupada que tinha tempo para ficar passeando por aí),

    Outro fator que merece destaque foi o quão engessada as atmosferas mudavam. Fullmetal consegue de forma brilhante caminhar do dramático ao cômico com naturalidade. No filme, todas as partes risíveis pareciam tão forçadas que eu acabei rindo de vergonha alheia. Tanto a seriedade quanto o hilário não pareciam cabíveis pela interpretação fraca e desatenta dos atores e as suas interações.

    Um dos pontos mais positivos que vi no filme foi a linguagem. De todos os pontos até agora, apenas este e a cenografia estão 10/10. As frases centrais necessárias para o desenvolvimento e naturalmente marcantes foram bem encaixadas, somando ao restante dos discursos os quais foram alterados para se encaixar na trama. O meu único ponto negativo foi para a tradução do japonês para o português, diversas traduções de verbos e frases foram ajustadas de tal modo que perderam o significado central.

    De modo geral, eu gostei. É um bom filme, não excelente, mas também não ruim. Foi ótimo ver uma obra tão boa adaptada para o cinema e matar as saudades de material novo sobre FMA, contudo, não será o filme que eu pegarei para assistir mais tantas vezes assim (como é o caso do mangá e do anime). Se você curte o universo de Fullmetal, dê uma chance, você vai esboçar alguns sorrisos e ficar de coração quentinho com algumas partes. <3

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  • Yas Paranhos

    Estive por anos esperando por este filme, e não me sinto nem um pouco desapontada. A espera valeu a pena <3

    Loving Vincent trás uma inovação muito boa na questão visual. Feito com bastante esmero, um filme pintado á mão foi uma ideia genial e arriscada. Em alguns momentos, exatamente por ser pintura, senti um pouco de falha na animação, tornando-se um pouco engessado, mas de resto, foi só deleite. Foi uma surpresa agradável em todas as cenas que faziam referências aos quadros do Vincent, pois, ao se deparar com uma obra de arte, sempre há o questionamento de como será que o objeto retratado estava se portanto no momento da captura, o que veio depois, e o filme soube trabalhar de uma forma bem divertida este aspecto.

    O enredo me agradou bastante, das primeiras vezes que soube sobre o filme, senti aquela pontinha de medo de ser mais um filme biográfico maçante, contudo, trabalhar o desenrolar do que houve após da morte do Vincent foi espetacular. Foram vários pontos de vista apresentados, de pessoas que realmente estiveram lá e tiveram relevância na vida do pintor. Não se sabia direito em que ou no que acreditar mesmo após o final do filme. Usar as cartas como ferramenta mediadora foi uma das ideias mais maravilhosas, exatamente pelo Vincent ser tão intenso nelas. Ainda sobre as cartas, a referência da biografia escrita pela Jo encheu meu coração de alegria.

    Creio que um dos pontos que mais me incomodou foi a linguagem usada no filme e a questão de tradução feita para o português. Enquanto no original as personagens utilizavam palavras e expressões modernas demais, a tradução fez uma adaptação boa neste ponto, utilizando palavras e expressões mais antigas, contudo, por várias vezes, a tradução levava a uma interpretação totalmente diferente daquilo que realmente quis dizer. O mesmo é sobre o título aqui no Brasil, eu entendo que utilizar o sobrenome ao invés do nome para a divulgação foi importante, mas, de certa forma, foi um pouco incoerente a união de "Com amor" e "Van Gogh", pois, misturou graus de intimidade diferentes, ficando confuso, mas é algo aceitável.

    Em suma, eu só tenho a agradecer por este filme ter sido possível, pela produção e pela oportunidade de ter prestigiado esta obra-prima no cinema. De longe, é um dos meus filmes favoritos. <3

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  • Sarah
    Sarah

    Você por aqui também, yay! ♥

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