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Últimas opiniões enviadas

  • Francisco Bocchini

    O drama da família pobre, perdida no que resta de uma vida passada e diante do difícil reencontro é cortado, em diagonal, por um drama ainda maior. O dilema imposto pela questão agrária; a posse da terra, a exploração dos cortadores nas fazendas, as condições precárias no trabalho, a mudança na paisagem transformada em latifúndio, a doença do filho da matriarca; tudo soma-se para determinar o destino dos cinco personagens.

    Não há beleza a ser mostrada. Ela é apenas a lembrança daquilo que já foi. Tanto assim que os pássaros se recusam a apresentarem-se diante da câmera, por mais que o avô e o menino chamem. A tragédia a que todos estão mergulhados se traduz na fala do velho Afonso para justificar sua partida e a longa ausência - "...não suportaria ver tudo se acabar". Uma chuva negra de cinzas cai diariamente sobre a casa. É a mensageira das queimadas e da morte que se abaterá sobre a família.

    O menino não tem com quem brincar. A falta de outras crianças no filme é o retrato do isolamento a que todos foram submetidos. Vivem numa guerra surda e vã, simbolizada pela determinação da matriarca que recusa-se a entregar o pouco que lhe resta. Seguirá resistindo e sozinha.
    O filme é um retrato amargo e realista de um dilema agrário repetido exaustivamente no mundo.

    O trabalho de câmera reforça o drama em tomadas letárgicas, em closers silenciosos. A luz usada atenua os contrastes e culmina magistralmente na cena impressionante das queimadas. O roteiro é conciso, focando nos dois dramas abordados e que se confundem na história; o social, da terra e o familiar, do reencontro.

    Um filme sensível e que nos deixa uma mensagem de coragem e injustiça.

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  • Francisco Bocchini

    Não sou muito fã do cinema pensado e criado para adolescentes americanos dos anos 80. Essa proposta de cinema tem que ter gente muito talentosa e inteligente na produção para não virar somente um monte de amontoado de cenas sem nenhum sentido. Sobretudo na direção. E é ai que o filme do Jackson merece reconhecimento.

    O diretor de Senhor dos Anéis já demostrava, à época, que conhecia o riscado e dominava os códigos da sétima arte. Destaque para a montagem precisa que em conjunto com a trilha sonora dá à narrativa o equilíbrio entre suspense, ação, terror e humor. O trabalho de câmera e luz (fotografia) é outro ponto forte do filme.

    Quanto ao roteiro nada a salientar - esse tipo de filme não pede lógica ou a mínima racionalidade mesmo - a não ser que se estende um pouco além do que poderia. Achei, ao final, um pouco cansativo. Mas dentro da proposta a história está bem contada.

    Enfim, Peter Jackson já mostrava a que vinha.

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  • Francisco Bocchini

    Não há registro da infância de Jesus para além da natividade. Assim, toda e qualquer história dessa fase baseia-se em suposição ou pura fantasia. O cinema não tem de ser um registro fiel dos fatos mas não precisa ser tão oposta à eles. A despeito da liberdade artística que deve permear na produção de um filme penso que o espectador merece algum respaldo de verossimilhança quando tratar-se de fato histórico.

    Numa terra de gente morena e pele queimada pelo sol intenso temos uma Maria e José brancos, e um Jesus mais brancos que os dois. Fica flagrante que comprometeram o cuidado com a caracterização histórica em nome do esteriótipo católico europeu.

    Além disso, suponho que a guarda romana, força militar de ocupação, poderosa em toda região da Galileia não estaria a serviço, e muito menos responderia, ao rei Herodes, um judeu.

    A direção não compromete, está concisa, e o roteiro cumpre o seu papel.
    O ponto alto é a fotografia e a interpretação de alguns atores. Sobretudo a de Jonathan Bailey como Herodes, Sara Lazzaro como Maria e Rory Keenan como Diabo.
    Quanto ao menino Adam Greaves-Deal, no papel de Jesus, teve uma atuação não mais que satisfatória, numa produção que pedia por um milagre.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Nathane
    Nathane

    Oi, obrigada pela incrível opinião...
    mais eu ainda tenho mais uma dúvida: depois que ele é devorado, tem mais uma cena em que uma gota do poderoso perfume cai no chão, isso tem algum simbolismo/propósito ou era só uma ceninha pra finalizar?