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Últimas opiniões enviadas

  • Renato Oliveira

    O empoderamento de uma mulher. Filme esplêndido cujo título não poderia ser mais apropriado. Este sintetiza a atitude de uma mulher transsexual frente não apenas a uma realidade hostil, mas a uma sociedade intolerante a tudo aquilo que diverge de suas rasas concepções de masculino e feminino. É possível que não mais se precise de produções sobre "autoaceitação gay" e "saída do armário", mas sim roteiros como este, que retratem o cotidiano daqueles que escolheram vivenciar uma sexualidade livre. Marina Vidal reflete a condição de "dar a cara a bater" e expressa força, resiliência e autenticidade. Certamente representa a realidade de LGBTs em suas lutas diárias, a despeito de diferenças econômicas e sociais.

    Obra mais que pertinente para a reflexão sobre a pluralidade de gêneros. O espelho colocado no lugar do sexo é uma excelente metáfora para anunciar que ser uma mulher não diz respeito à presença ou ausência de um pênis, mas sim a uma construção pessoal, à busca por uma singularidade, por um modo de se fazer presente no mundo.

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  • Renato Oliveira

    "Peço-te que não me dês aquilo que te peço".

    Uma joia do cinema italiano! Um ensaio concluído com maestria para se dialogar sobre o obscuro, o buraco e o silêncio. Muito além de um filme sobre julgamento, o roteiro aponta questões cruciais que envolvem os encontros humanos em sua dimensão propriamente física. Não por menos um personagem tão racional quanto o promotor é colocado a ser julgado por si mesmo e por todos num caminho à descoberta de que o sexo se situa muito além da racionalidade. Implica entrega, abandono, disparate. Existe beleza a ser contemplada em cada detalhe deste filme.

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  • Renato Oliveira

    Essencial. É um filme que precisava ser produzido. Tem-se mediante um olhar para o outro a oportunidade de reavaliar a própria história, as escolhas e a visão de mundo... E também de ampliar a cabeça, já que a educação escolar recebida sobre comportamento sexual não foi (nem ao menos tem sido) de significativa ajuda.

    Trata-se de uma narrativa situada nos anos 90, mas que retrata a condição atual no que diz respeito a ignorância em torno das soropositividades bem como o caminho solitário trilhado por aqueles em tratamento. Diferente de "The Normal Heart" cuja temática é similar, porém comercial e que não avança para além de um entretenimento dramático, eis aqui um filme que explora situações reais. A fatalidade do corpo doente bem como a proximidade da morte são mostrados de forma realista. Tem-se a impressão de que o desafio de manter-se soronegativo é menor se comparado a necessidade de enfrentar uma sociedade ainda ignorante ao assunto que, em muitos casos, se mantém apegada à própria condição de ignorância.

    Vale notar que a abordagem não se limita a uma visão europeia do problema, mas abarca outras realidades. Acima de tudo, contempla os dias de hoje, seja pelo insuficiente conhecimento difundido sobre o HIV+, seja pela segregação daqueles que lutam pela vida. Enquanto aqui no Brasil, por exemplo, ainda se presencia a discussão em torno da homossexualidade enquanto patológica ou não, fomenta-se no filme uma questão absolutamente mais ampla. Nesta, a ideia de desvio esta fora de cena, para então mostrar uma luta por sobrevivência, por acesso à saúde e para se existir da forma como se é.

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  • Vinicius
    Vinicius

    As entrevistas dela são realmente muito boas! Viu que saiu um doc da Linn, que inclusive estreou em Berlim? Parece que ganhou prêmio.