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Últimas opiniões enviadas

  • Renato Oliveira

    Este filme é uma oportunidade ímpar para reflexão e análise do que aconteceu com o mundo dezoito anos após o ano 2000. Pode parecer profético ou mesmo pessimista, mas não, o roteiro é reflexo de uma visão pessoal acerca de possíveis caminhos que as relações humanas teriam. As referências literárias são sublimes. O relacionamento do casal é apreciável. Acima de tudo é um filme sobre paixões: pelo cinema, pela literatura, pelos encontros, pelo sexo, pelo corpo do outro, entre outras.

    Em sua abordagem sobre o tempo, fomenta um questionamento quanto ao que tem sido perdido com o desenrolar de um novo milênio. A tecnologia sendo colocada de forma paradoxal. Ao mesmo tempo em que uma câmera de mão acompanha o percurso de um jovem cineasta, tão logo um celular seria fixado às bundas dos futuros escravos. Entre ganhos e perdas, o filme aponta algo de essencial que diz respeito às trocas interpessoais, ao envolvimento, ao diálogo, àquilo que deveria continuar a existir a despeito de transformações já previstas.

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  • Renato Oliveira

    Nas duas primeiras partes do filme, fica difícil decidir dentre qual dos dois protagonistas, boys versáteis discretos, é o mais boring. Tem-se uma acirrada disputa para a conquista do troféu "picolé de chuchu". Já na terceira parte, com a entrada da personagem de Jesuíta Barbosa, o roteiro indica tornar-se promissor. Ainda assim, fica apenas a promessa. Poderia ser uma abordagem pertinente e realista sobre a separação e os efeitos do tempo nos relacionamentos humanos. Mas não, nota-se apenas o apego ao modelo europeu de fazer cinema com o uso do silêncio e uma boa fotografia que, nesta produção, dizem tão pouco.

    O filme é pretencioso e tão somente consegue ser "raso no profundo". Por se tratar da relação de irmãos brasilidades é ainda mais fácil identificar o quanto o reencontro de ambos não é nada crível, seja pela forma como este se deu, seja por nada desenvolverem desde então. Faltou construção de personagens e diálogos bem escritos. Acima de tudo, faltou decidir entre produzir um trabalho para concorrer a premiações ou a criação de uma abordagem aprofundada que viesse agregar ao cinema gay brasileiro.

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  • Renato Oliveira

    Um exemplo de que é possível produzir um trabalho simples com profundidade.
    O roteiro faz uso da metáfora do peixe fora d'água para abordar a realidade daqueles que são jogados para fora do aquário, ao qual lhes é atribuído um não-lugar, designando-os a uma posição de assujeitamento. Obra que pode ser designada como "ousada" justamente por não se deter em modelos de filmes gays tampouco a esteriótipos cosmopolitas de LGBTs. Causa estranhamento a "ausência de purpurina" como um todo: homossexuais despidos das referências hegemônicas de moda; música sertaneja na trilha e a simplicidade na decoração dos ambientes. Esta estética somada ao fato das atuações parecerem espontâneas indica a possível intenção exitosa dos diretores de mostrar uma realidade como ela é.

    Enquanto em algumas cidades do mundo fala-se hoje em agênero, vê-se, pelo filme, que outras estão absolutamente distantes desta compreensão, de forma que o afeto entre dois homens continua sendo concebido como total disparate. Os três protagonistas, cada um a seu modo, são guerreiros. Eles refletem garra, resistência e autenticidade. Certamente representam a realidade daqueles que vivem em cidades interioranas, bem como os que se (re)afirmam em pequenos núcleos familiares, que pagam o preço por não atenderem a uma expectativa familiar heteronormativa.

    É certo que um filme com esta abordagem precisava ser produzido nos moldes em que foi feito. Realista e de algum modo poético. Fica o inquérito se o futuro reserva cidades assim, áridas, excludentes e ignorantes, ou se uma perspectiva nova poderá nascer a partir destes que ousam construir um outro tipo de laço.

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  • Nenhum recado para Renato Oliveira.

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