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Últimas opiniões enviadas

  • Cílio Lindemberg (李铭谦)

    16/02/2021: O filme estava em minha lista há um bom tempo por causa do título (Lost in Translation quer literalmente dizer, em inglês, ‘Perdido(a) na Tradução’), e eu, enquanto tradutor e estudioso dessa área tão instigadora, achei que ia encontrar altas demonstrações do que vinha estudando ambientadas, por exemplo, numa cultura diferente. Foi quase isso, mas quando li a sinopse eu fiquei com uma má impressão, com uma expectativa de que não ia gostar de algo que o resumo falara que aconteceria.

    Mas do que trata, né? Charlotte (Scarlett Johansson) está no Japão com seu marido, fotógrafo, que está fazendo ensaios e tem que ficar trabalhando o tempo todo. Ela, por outro lado, não consegue se adequar ao fuso horário, ficando acordada à noite, sentindo-se mais estrangeira que tudo naquele país, onde ela não entendia nada. Gente rica tinha que parar de passar vergonha e aprender os idiomas dos lugares de vez em sempre. Parei. Mas é!

    Do outro lado do filme (, mas bem do lado de Charlotte), uma outra narrativa toma espaço, a de Robert (Bill Murray), ator, estadunidense que nem ela, que também está no Japão a trabalho, mas que passa pelos mesmos problemas dela, a exceção de que vez ou outra ele possui uma intérprete. Então, Robert e Charlotte se conhecem e passam a sair de noite ou quando têm vontade para ir se divertir e matar o tempo por mais que nada compreendam do que as pessoas falam. Eles se tornam amigos, dividem seus problemas, tristezas e situações das quais não sabem como sair ou o que fazer. Ele, mais velho e ela, mais jovem. Por se sentirem aproximadamente da mesma forma, eles se entendem e isso é especial para os dois enquanto estiverem naquele local.

    O tempo todo, quando não há quem interprete, somos colocados para não entender nada também (nem a dublagem nem as legendas fornecem tradução praqueles momentos), assim como os personagens, para, talvez, que sintamos o efeito de estar num lugar e nada entender e nem uma só palavra capturar para firmar/construir significado. Até os gestos (por serem conjuntos de signos constituídos por gente de uma cultura diferente e cuja carga semântica, portanto, difere dos gestos conhecidos por Charlotte e Robert) não são suficientes para apreender muito do significado que lhes é comunicado.

    E, ao mesmo tempo em que eles não conseguem compreender o mundo de palavras e caracteres que os rodeia, ainda assim, eles são levados a formular significados, encontrando, inclusive, referências possíveis a seus próprios problemas, tal como Charlotte que pensa em seu casamento quando vê recém-casados num templo de Kyoto, ou Robert, ao perceber os resultados de sua última noite quanto a seu próprio casamento.

    O filme também saca um mistério à la Machado de Assis, “traíram ou não traíram?” ao propor que os personagens se despeçam um do outro, ao final do filme, com beijos bem próximos da boca e, também de um mais direto. Eu, contudo, não acho que fora traição. Foi de despedida, despedida de amigos que se gostaram muito, mas que faram falta um ao outro. Esse foi meu receio ao ter lido a sinopse: achei que o filme, vencedor de altos prêmios em sua época, cairia na mesmice de romantizar traição em cima dos sentimentos de alguém desavisado para construir o romance dos personagens principais. Já deu, né, filmes que romantizam a cultura da traição? A gente pode ser e fazer melhor do que isso, e ainda ser honesto com o coleguinha de vez em sempre.

    Eu gostei muito do filme, especialmente de todo contato estrangeiro que tiveram, seja com a língua e a cultura japonesa, seja com a língua alemã, que eu observei, sim, na sauna onde Robert aparece em mais uma situação de incompreensão: acompanhado, mas sozinho? Charlotte também. Ainda acho, no entanto, que a curiosidade os salvou e muito durante o enredo porque sair para viver, sair para ver com os próprios olhos, curiar, saciar os olhos com coisas diferentes; tudo isso, eu acho que foi essencial para que eles se conhecessem e para que fugissem desse mundo de incompreensão no qual tinham que ficar por um determinado tempo. E amei o abraço que deram na despedida, em que os gestos falaram amplamente mais alto do que qualquer palavra: eu baixo filme é para ver isso mesmo, essas atitudes de humanidade que tanto me alimentam a alma, me trazem a emoção bem aos olhos e me ajudam a enfrentar nosso país de hoje em dia e essa gente que fica o tempo todo falando que o país está uma maravilha, quando estamos à beira da ruína e sendo forçados a nos acostumarmos com a morte dos outros. Sinto-me completamente estrangeiro próximo dessa gente, e quero desesperadamente encontrar mais e mais quem me compreenda nisso aqui. Recomendo! ^^

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  • Cílio Lindemberg (李铭谦)

    16/02/2021: É... Até que foi legal, mas não superou a temporada anterior a ela. Gostei muito de vários episódios e de vários monstros, mas não gostei nada dos homens de letras britânicos, aqueles canalhas (e aquelas mulheres terríveis? Tá repreendido! Gostei de nenhuma, mas saberia bem em quem teriam votado se fossem daqui...). Só Mick, né, personagem do Adam Fergus, aquele bichão. Até que comecei a gostar. Eu sempre simpatizo com alguém que pensa fora da caixinha e demonstra sentimentos por aquilo ou aqueles que fora ensinado a matar ou tratar mal. Só queria um final diferente para esse personagem. Acho que o desperdiçaram com o final que teve...

    Gostei de Mary ter voltado. O combo sempre pode ser maior, mas não trouxeram John também. É uma pena que alguns caçadores tenham tido que morrer, sobretudo... Ai, ai... Eu lamentei muito por algumas mortes, principalmente pelas que teve no último episódio. =\

    Os criadores de série deveriam entender que matar o personagem não é o melhor jeito de manter o público assistindo. Plot twists são sempre bem-vindos, inclusive entradas inesperadas, mas matar personagens... Ai, ai... Pior jeito de mexer com o psicológico de alguém.

    Entendi qual foi a do final, mas... fica aí o questionamento: aquilo que nasceu foi mesmo o filho do anjo caído, foi o ator dos novos filmes de IT, foi aquele monstro () dos olhos verdes de Senhor dos Anéis (ou seria do Hobbit?), ou ainda terá sido Grendel, de A Lenda de Beowulf? Será que, finalmente, Supernatural vai enfrentar um monstro da literatura inglesa? LOL! Estou ansioso pra saber. ><

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  • Cílio Lindemberg (李铭谦)

    14/02/2021: Foi uma boa temporada. Eu gostei muito do desenvolvimento das histórias paralelas, as das caças com a história de Amara. Ela era bem audaciosa e questionadora, né? Eu lembro de alguns momentos em que ela questionava os personagens na trama e eram questionamentos bem pertinentes, que não ouço nem de religiosos nem de quem se diz cristão, mas enfim.

    Amei ter revisto personagens de outras temporadas (alguns dos quais não deveriam nem ter morrido), bem como novos personagens como Amara, que me lembrou muito Virgínia ou Verônica (?), aquela do orfanato das Chiquititas, mas da primeira versão, dos anos 90; e Billie, la faucheuse (a ceifadora), interpretada por uma atriz negra muito, muito talentosa, de nome Lisa Berry. Amei terem feito uso da visibilidade para artistas como ela, a quem não é dado chances de brilhar também, e para mim, ela simplesmente arrasou: que texto deram pra ela e que interpretação ela fez dele! Melhor ceifadora que já vi na série toda. Nem Tessa (das temporadas iniciais, 2 e 5, se eu não me engano) chegou a ser tão boa!

    Gostei muito também de ter visto novos monstros e lendas das minhas favoritas. Amei que os roteiristas estão deixando um pouco de lado, apesar de não totalmente, essa história de anjo e tal, o que deixou as 4ª e 5ª temporadas meio meh..., mas que souberam costurar bem com os demais elementos que chegaram ao enredo desta temporada.

    Não posso me esquecer de duas coisas: (1) Rowena, cujas aparições eu gosto muito e queria que ela fosse um pouco mais regular na série; e (2) a junção de forças que os representantes do bem e do mal fizeram no final da temporada. Foi simplesmente magnífico e me lembrou que, apesar de pensarmos diferentemente, ainda podemos nos unir todos contra o fascismo no nosso país...

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