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Cruz das Almas, BA (BRA)
Usuário desde Março de 2010
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Reformulo Clarice Lispector:
Cinema "não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca."

Últimas opiniões enviadas

  • Cristiano Contreiras

    O mórbido lúdico. O conto nipônico que não se debruça, somente, a uma superficial releitura do clássico de Edgar Allan Poe. Kaneto Shindô conceitua seu cinema em cima da persona feminina, a representação da vingança para construção da personalidade de Mulher que se vinga. O direito de ir contra ao poderio machista? A ótica segue a mulher e nora que são violentadas e assassinadas por samurais errantes. É quando a narrativa se transmuta de sinistro para conceituar a vingança.

    Shindô, sob o exercício da fotografia em chiaroscuro, coloca-nos próximos desta trajetória minimalista e sobrenatural. Inclusive, com doses eróticas cênicas. Um horror elegante e dotado de poesia visual. Não deixa de ser um diálogo sobre a Morte e também sobre o que plana a atmosfera fora do terreno vital. O que temos é um espiritualismo que brinca de tecer uma crítica à certas tensões japonesas sociais, através das defesas de mulheres à frente do seu tempo, emulando a perversão pra simbolizar o direito de escolha e personalidade. Pra não se tolher, resta a atitude sangrenta.

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  • Cristiano Contreiras

    O ato subversivo. Logo de início, a projeção investe em dez minutos de insinuações e cenas que caracterizam o comportamento transgressivo da protagonista. A jovem que rouba transeuntes sem medo da punição nas imediações de um metrô. Logo entende-se que ali é o centro de onde vai partir a crítica narrativa. Claudio Giovannese mantém a câmera próxima das pessoas que quer retratar, como artifício pro estímulo “naturalista” que quer criar em cena. Dafne (Daphne Scoccia), a típica adolescente sem perspectivas e mal educada pela vida oprimida, parte para a realidade dentro do cenário do reformatório. É lá que temos a insinuação sentimental, no qual a moça conhece na ala masculina um prisioneiro que passa a se corresponder e a estabelecer um elo de tesão e afinidade. Giovannese segue o padrão habitual dos trabalhos cinematográficos que exibem as vivências e dificuldades sob o teto da prisão, a dinâmica e rotina dentro deste ambiente, para percebemos a violência e amarga situação em que se encontra a sua personagem em foco.

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  • Cristiano Contreiras

    “Nós entramos sozinhos. E saímos sozinhos”. O caminhar de uma rotina sistemática, da solidão, da personalidade de uma figura humana envelhecida. Uma ode à finitude da vida. Os primeiros minutos da narrativa expõem o caráter pessoal deste personagem em seu modo de ser e agir. Tanto o chapéu de cowboy ou as botas que coloca, ou a gaita que entoa, fazem de Lucky um indivíduo próprio em seu habitat melancólico.

    “O realismo é uma coisa. É a prática de aceitar uma situação tal como ela é. E está preparado para lidar com ela”. Através da defesa de Harry Dean Stanton, no seu último papel e, sem duvida, melhor interpretação de sua carreira, compreendemos que ali existe um filme sobre fragilidades do fim de vida. John Carroll Lynch nos coloca próximos do cotidiano deste homem embrutecido pelo tempo, pela vida e pelo sol de memórias de um passado. Entre conversas com pessoas que o rodeia, na localidade, vamos nos situando com essa persona.

    Enquanto Lynch desconstrói a natureza do cotidiano deste homem, o prepara (ou nos coloca) para a eminência da morte. Quando sofre um acidente dentro de sua casa, a câmera logo corta do aparente vigor para a insegurança da velhice: Lucy se depara em um posto médico, ao lado de uma idosa, no símbolo do confronto de sua possível debilidade. Como alguém de 92 anos percebe que envelhece? Trata-se do olhar em torno de alguém que percebe a sua própria fragilidade. A sequência dele sentado, na penumbra do quarto, fumando e com a música de Johnny Cash tocando, é um dos momentos mais belos que um filme pode criar sobre a solidão. “Então, eu vejo a escuridão. Então, eu vejo a escuridão”.

    É um trabalho intimista. Não é a toa que a câmera de Lynch traça um diálogo com este homem, sempre colada à fronte ou atrás de seus passos metódicos e repetições do dia; ou mesmo quando sua preocupação e saúde comprometida se acentua na narrativa. Tal qual os cactos que povoam o lugarejo que mora, existe em Lucky certos fantasmas que persistem em sua jornada, pouco a pouco vem à tona sob nossos olhos marejados.

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  • Anderson
    Anderson

    Hahah obrigado. Não sei bem, mas acho que foi a preguiça mesmo. Sempre fui de ficar ruminando os filmes em silêncio. Odeio ficar escrevendo ou discutindo os filmes assim que assisto. Prefiro ficar em silêncio por algumas horas pensando. Daí meio que dá preguiça.

  • Igor
    Igor

    tudo bem?

  • Willian
    Willian

    Adicionei querido, amei suas ultimas opiniões nos filmes ;)