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Aracaju - (BRA)
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Baseado em 0 avaliações em comum

Últimas opiniões enviadas

  • Cristian O.  SANTOS

    De fato não consegui dar menos que 4 estrelas aqui no Filmow, pois o filme é mesmo bem dirigido, montado e até interpretado. No entanto, devo dizer, que toda superestima dada por outros em cima de uma suposta politização é bem exagerada. Não só pela falta de uma abordagem mais incisiva, mas também porque o filme tem a mesma fragilidade que desgasta ou lança qualquer discurso heroico idealista num anacronismo prático. Não é à toa que o conservadorismo atual do mundo real consegue sobressair-se como se fosse algo honesto e que nunca foi experimentado. Aliás, a salvo todo extremismo, duvido que alguém deixe de ver sentido no plano requerido pelo vilão “daqui”. Infelizmente isso é especulação externa e não interna, já que algo mais propositivo o filme não faz. Na verdade toda representatividade alardeada para um filme com negros e feito por negros, há muito já foi ensaiado por gente como Spike Lee ou com outros menos talentosos como o Mario Van Peebles, por exemplo - talvez, sem a mesma magnitude comercial. Entretanto, ele consegue sugerir certas controvérsias que não deveria defender como o próprio sectarismo de “raça”, fronteiras, absolutismo e até um inviável extra desenvolvimento conseguido mesmo com um isolamento no mundo... (Mudando de assunto, pelo menos aqui as mulheres são guerreiras legítimas e que passam bem longe do embuste proporcionado por certa Mulher-Maravilha)... Não que aqui o resultado não seja decepcionante, só que o nivelamento do filme é alto por ser deslumbrante do início ao fim, enérgico, fácil de ser consumido, mas que prescrevia para si um final menos morno ou realmente mais politizado. Portanto, acredito que o diretor Ryan Coogler é quem deve ser exaltado por ter elevado um nicho cinematográfico que no meu julgo já está saturado, ou seja, Pantera Negra é uma estória comum, porém, extremamente muito bem contada...

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  • Cristian O.  SANTOS

    Mesmo que minhas desconfianças não façam referência a sua força teórica, erudição ou extraordinária capacidade elucidativa da realidade de uma época, esse filme robustece e até consegue justificar levemente minhas ressalvas sobre a figura histórica do senhor Marx por meio, claro, de todo significado duvidoso que qualquer pensador volitivo gera em uma sociedade quando este possui, contraditoriamente, um pleno sentido comunitário, pois, “creio” que não combinam. Para tanto, basta observar a conotação fatalista (não sei se intencional) com que o diretor Raoul Peck termina seu filme, visto que ele faz o uso de fotos sequencialmente históricas que ritualizam o movimento capitalista do tempo de Marx para cá. Sendo que a falaciosa luta de classes para mim, sempre foi uma nulidade clara e o problema do capitalismo não está numa contradição quantitativa/qualitativa, pelo contrário, sua força é a conformidade de uma mesma qualidade quantitativa... Ora, até o pai do pai do “Plunct, Plact, Zum” com menor capacidade intelectiva há muito percebera isso. Por isso que minhas questões giram sempre no torno limitar da honestidade de qualquer pretensa afirmação socialista. Já sobre a dupla, intuitivamente, nutria simpatia ou sempre questionei uma maior importância para o Engels, porque de alguma forma desconfio que ele era dotado de aguçada sensibilidade em possível contraste com a prepotência marxista – é nesse sentido que o filme me acalenta, mesmo com o ator Stefan Kornarske reportando fraqueza com sua interpretação. Aliás, pelo título o filme prometia uma fabulação mais interessante, ou que pelo menos ratificasse incisivamente o arcabouço intelectual de ambos, ao invés de ficar como está tão espaçado pelo meio, sem um início bem examinado. Assim, é quase um tratamento herético quem tenta(r) falar de Marx sem certo respeito pelas suas próprias regras, já que isso enfraquece a própria ontologia marxista. Por esse motivo o filme limita-se e se abstrai no mesmo formato (“cachorro atrás do próprio rabo”) que instigou os protagonistas a denegrirem, com sua “crítica da crítica da crítica”, a ineficiência de um idealismo alemão. Ou seja, como a força das palavras não encontram respaldo no que é mostrado, torna-se apenas mera insinuação sem nenhuma práxis teleológica. Talvez no fundo o “materialismo histórico dialético” seja só uma faceta bem orquestrada de outro engodo, lúcido, mas atrelado ao abstrativo, porque a modificação da realidade na verdade é bem fácil - só que a verdadeira transformação que superaria a potência mediadora do homem é mais interna do que externa, enfim, pobre mesmo são as canoas que, continuamente, acabam esquecendo que um dia já foram árvores...

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  • Cristian O.  SANTOS

    MÃE! tecnicamente é um filme espetacular e, possivelmente por isso, conseguiu alcançar uma merecida dubitação crítica em torno de si ( 0,0 ou 10,0 acaba sendo um exercício de particularidade). Tanto, que acredito que sua qualificação em extremos tenha sido gerada pelo evidente contraste qualitativo, com o uso intencional de uma exegese demasiadamente grotesca. Infelizmente suas pretensões, ou até mesmo arrogância, proporcionaram em mim um desencanto tão grande, que irei desmerecer qualquer outro tipo de livre abordagem cinematográfica que se faça em cima de uma mitologia, seja ela bíblica ou não, quando posta em correlação com a contemporaneidade. Não nego que o diretor Darren Aronofsky fez um esforço louvável e forçado na construção de algo que até tem uma carinha de obra-prima, no entanto, com um resultado bem dispensável. Opiniões à parte, sua linguagem metaforicamente finita em si mesmo não funcionou comigo, pois ele não fomentou nenhuma reflexão alheia ou posteriori para um deleite que superasse a admiração básica, apenas desgastou aquilo que já se encontrava bem desgastado. Portanto, julgo exótico como ideia, mas só isso.

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