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37 years, Aracaju - SERGIPE (BRA)
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Às pessoas que me fazem solicitações de amizade, peço desculpas. Por motivo de segurança não adiciono mais ninguém. Além do quê, não acho necessário... O Filmow consegue nos interligar por meio dos filmes. Dito isso, afirmo: Somos todos amigos!

Últimas opiniões enviadas

  • cristian oliveira santos

    Capitão Fantástico é o tipo de filme que me faria delirar se não tropeçasse em suas próprias ambições. Digo: eu compro a ideia propositiva, mas também percebo muita fragilidade visual acerca de suas justificativas. Só que talvez seja essa a sua intenção, ser levemente contraditório para não defender nenhuma ideologia de maneira absoluta. Desta maneira no seu percurso ele não é perfeito, mas levanta discussões interessantes sobre educação, concepção de mundo, extremismos, além de confirmar nossa condição humana de nunca saber o caminho certo a seguir. Assim seu humor é negro, mas refinado - piegas, mas subversivo, racional e surreal ao mesmo tempo. Mas felizmente, na sua conflitante somatória final, se faz bem abrangente. Como se não bastasse também, em tempos de polêmicas sobre os limites expositivos da arte no Brasil, ele faz valer até um ponto de vista interessante que transpassa a reflexão sobre a naturalidade da nudez animal. Ou seja, a de que seriamos mil vezes melhores se corriqueiramente nos predispuséssemos a uma autocritica verdadeira – o problema da humanidade então, é jamais entender a maneira exata do uso simplista de um espelho.

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  • cristian oliveira santos

    É triste saber que essa rememoração cinéfila, passou estrondosamente despercebido pelos cinemas. Isso é uma situação ultrajante para alguém que sempre foi referência em resultados nacionais de bilheteria: “os Estados Unidos já estão mandando o FBI investigar a gente”, brincava o Renato sobre seus tempos áureos de firme coexistência concorrencial com os enlatados americanos. O tempo passou e o que aludíamos como resultado de uma genialidade, demonstrou-se na verdade como um engodo que foi muito bem orquestrado. Tire Renato Aragão dos Trapalhões e nada lhe sobra como artista. O curioso é que, entre eles, o Dedé era o menos engraçado, muito por conta de sua funcionalidade no grupo, mas é quem mais manteve sua essência de outrora. Só que mesmo sempre evidente quem era o chefe do grupo, o sucesso não deve ser creditado apenas por ele - todos eram protagonistas e cada um sabia brilhar no seu tempo certo. Aqui, apesar da honestidade aparente, não sentir o filme como homenagem integralizada ao quarteto, isso fica claro ao final do filme. É um resgate solista que entristece um fã infantil que, inclusive, não deixou de ir ver seus resquícios até em bobagens como O TRAPALHÃO E A LUZ AZUL. Esse resultado pífio, tem a mesma proporção de lamento que me cercou ao revê-los trabalhado separados. Pior foi presenciar uma reunião feita, às pressas, pelo motivo errado, ou seja, seu Renato é incapaz de perceber que depois da dupla, trio e quarteto, perdia seu sentido sem eles. Sua parceria com o Dedé, com certo exagero, é a mesma encontrada na do GORDO E O MAGRO, como união que se imagina dentro de uma inerência. Mas o que posso proferir de um produto que é tão bom que nem o desejo de torna-lo ruim o destrói como um todo, e não é só por este ser uma revisão daquele que considero como o meu preferido da trupe, e nem por me queixar do esvaziamento em cima da questão social sobre a luta de classes de que trata o filme, pois até seu senso de nepotismo se faz suavizado... Já ao filme, só isso mesmo: convence porque é ótimo por si só, entretanto, não me venham com vielas de saudosismos mais amplos, porque tais conceitos não foram superados pelo filtro egocêntrico do único protagonista que de verdade foi homenageado, e, no fim, é bonito, mas menos do que pretendia ser.

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  • cristian oliveira santos

    Apesar da relativa decepção com o resultado geral, me conformo porque sei que tal sentimento se dá por um particular excesso de expectativa. Afinal, com exceção de O ÚLTIMO MESTRE DO AR, o diretor Shyamalan consegue deixar seus filmes com uma áurea de grandiosidade mesmo quando não são nada demais. FRAGMENTADO não foge dessa norma, e mesmo passando só um pouco por cima da média, pelo ponto de vista narrativo se faz impecável. Ele tem uma singela harmonia entre o contador e sua história que beira o cientifico. Aliás, seu nível demonstrativo equivale ao de um teórico que já passou até pelo estágio comprobatório. Infelizmente o filme se enfraquece por suas soluções comuns que ficam aquém de sua proposta inicial mais cerebral, esvaziando assim qualquer objetividade central. Seu maior pecado foi a falta de uma justificativa mais exata que casual em cima das qualificações das “vítimas”. Ele ensaia, resume ou desiste, mas caso fosse mais incisivo nesse aspecto sua tese ficaria mais fortalecida, pois acredito que sua intencionalidade transcende uma psicologia individualizada. Assim, a parte final decresce menos analítica e crítica optando por fazer um desfecho frágil e espetaculoso. Como o filme teve boas avaliações e bilheteria, estarei longe de fazer a voz de um equilíbrio negativo, pois é realmente bom - lamento apenas por ter percebido uma potencialidade maior que não foi atingida. Detalhe: a referência final é uma delícia para a cultura cinéfila, e por si só dá validade para todo o filme.

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