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Aracaju - (BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Cristian O.  SANTOS

    Mesmo que minhas desconfianças não façam referência a sua força teórica, erudição ou extraordinária capacidade elucidativa da realidade de uma época, esse filme robustece e até consegue justificar levemente minhas ressalvas sobre a figura histórica do senhor Marx por meio, claro, de todo significado duvidoso que qualquer pensador volitivo gera em uma sociedade quando este possui, contraditoriamente, um pleno sentido comunitário, pois, “creio” que não combinam. Para tanto, basta observar a conotação fatalista (não sei se intencional) com que o diretor Raoul Peck termina seu filme, visto que ele faz o uso de fotos sequencialmente históricas que ritualizam o movimento capitalista do tempo de Marx para cá. Sendo que a falaciosa luta de classes para mim, sempre foi uma nulidade clara e o problema do capitalismo não está numa contradição quantitativa/qualitativa, pelo contrário, sua força é a conformidade de uma mesma qualidade quantitativa... Ora, até o pai do pai do “Plunct, Plact, Zum” com menor capacidade intelectiva há muito percebera isso. Por isso que minhas questões giram sempre no torno limitar da honestidade de qualquer pretensa afirmação socialista. Já sobre a dupla, intuitivamente, nutria simpatia ou sempre questionei uma maior importância para o Engels, porque de alguma forma desconfio que ele era dotado de aguçada sensibilidade em possível contraste com a prepotência marxista – é nesse sentido que o filme me acalenta, mesmo com o ator Stefan Kornarske reportando fraqueza com sua interpretação. Aliás, pelo título o filme prometia uma fabulação mais interessante, ou que pelo menos ratificasse incisivamente o arcabouço intelectual de ambos, ao invés de ficar como está tão espaçado pelo meio, sem um início bem examinado. Assim, é quase um tratamento herético quem tenta(r) falar de Marx sem certo respeito pelas suas próprias regras, já que isso enfraquece a própria ontologia marxista. Por esse motivo o filme limita-se e se abstrai no mesmo formato (“cachorro atrás do próprio rabo”) que instigou os protagonistas a denegrirem, com sua “crítica da crítica da crítica”, a ineficiência de um idealismo alemão. Ou seja, como a força das palavras não encontram respaldo no que é mostrado, torna-se apenas mera insinuação sem nenhuma práxis teleológica. Talvez no fundo o “materialismo histórico dialético” seja só uma faceta bem orquestrada de outro engodo, lúcido, mas atrelado ao abstrativo, porque a modificação da realidade na verdade é bem fácil - só que a verdadeira transformação que superaria a potência mediadora do homem é mais interna do que externa, enfim, pobre mesmo são as canoas que, continuamente, acabam esquecendo que um dia já foram árvores...

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  • Cristian O.  SANTOS

    MÃE! tecnicamente é um filme espetacular e, possivelmente por isso, conseguiu alcançar uma merecida dubitação crítica em torno de si ( 0,0 ou 10,0 acaba sendo um exercício de particularidade). Tanto, que acredito que sua qualificação em extremos tenha sido gerada pelo evidente contraste qualitativo, com o uso intencional de uma exegese demasiadamente grotesca. Infelizmente suas pretensões, ou até mesmo arrogância, proporcionaram em mim um desencanto tão grande, que irei desmerecer qualquer outro tipo de livre abordagem cinematográfica que se faça em cima de uma mitologia, seja ela bíblica ou não, quando posta em correlação com a contemporaneidade. Não nego que o diretor Darren Aronofsky fez um esforço louvável e forçado na construção de algo que até tem uma carinha de obra-prima, no entanto, com um resultado bem dispensável. Opiniões à parte, sua linguagem metaforicamente finita em si mesmo não funcionou comigo, pois ele não fomentou nenhuma reflexão alheia ou posteriori para um deleite que superasse a admiração básica, apenas desgastou aquilo que já se encontrava bem desgastado. Portanto, julgo exótico como ideia, mas só isso.

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  • Cristian O.  SANTOS

    Criar expectativas em cima de certos filmes se torna uma viela um tanto quanto perigosa. Sobretudo quando o próprio filme esperado rompe barreiras tão longínquas, e passam a ser alardeados como um possível novo clássico imediato de um gênero, no caso, do horror. Engraçado que logo na primeira meia hora de exibição, “IT” estava rememorando uma crítica antiga que fiz depois de assistir “MAMA” na época de sua evidência. Não à toa, com perdão de uma ignorância justificável por seu pequeno currículo, acabei descobrindo que se trata, coincidentemente, do mesmo diretor. Na ocasião citada, redigi um pequeno rascunho contando que minha amargura girava em uma inabilidade para certos filmes contemporâneos de terror, que possuem uma linguagem que flertam com o ar aventureiro acima de uma narrativa com horripilante sutileza. Inclusive havia citado “O EXORCISTA” como exemplar prático para minha empatia desejável, e, que por uma dessas ironias do destino, acabou sendo usado como parâmetro histórico que dá a “IT” um outro tipo (nem tanto merecido) de notoriedade, ou seja, o de filme de terror com maior bilheteria mundial oferecido para os abaixo dos 18 anos. E é aí, tal qual “MAMA”, que pertence uma linhagem que espairece, mas não assusta uma criança de 10 anos, que se encontra minha dificuldade em apreender esses filmes como apavorantes. Como não li, acredito que esteja bem fiel ao livro, mas para quem tem uma vasta educação cinematográfica fica inevitável não entendê-lo como uma mistura de OS GOONIES, DEU A LOUCA NOS MONSTROS, A HORA DO PESADELO ou ainda CONTA COMIGO... Bom, como este último é do próprio Stephen King estaria mais compreensível. No entanto, o achei muito mais próximo de uma ótima e bem dirigida aventura adolescente do que de uma genuína fita de terror psicológico - que até ensaia uma ou outra cena mais contundente, mas que sempre a aborta no fim - principalmente pela presença dos adultos que se apresentam bastante caricatos, como por causa dos redundantes efeitos especiais que acabam diluindo qualquer intensidade. Sejamos honestos, a gangue de marginais adolescentes no filme causam mais espanto que as travessuras pueris que o palhaço Pennywise faz ao longo de todo filme. Portanto, vale como disse: medo não dá, mas com certeza vai divertir os adultos e a criançada que é uma beleza!

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