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Últimas opiniões enviadas

  • ℋelder ♏a☂os

    Ainda no início, na cena de entrevista na qual os participantes expõem seus medos e aspirações, há uma série de referências visuais de livros e filmes, em geral navegando pelos temas do desejo, sexo, enclausuramento, delírio e psicose. Entre elas obras de ou sobre Freud, Nietzsche, Bakunin, Kafka, Oscar Wilde (De Profundis), e filmes tais como Querelle, A Mãe e a Puta, Vibroboy, Suspiria, Eraserhead, Um Cão Andaluz, Salò ou os 120 Dias de Sodoma, Possessão, e o cult austríaco Medo (Schizophrenia), que provavelmente serve de inspiração para a câmera inusitada e o tom claustrofóbico desta obra. As referências servem não só como homenagem a algumas obras e temas que inspiraram toda a carreira do diretor Gaspar Noé, mas também para alimentar alguma teoria sobre a própria trama do filme em si (o realizador do espetáculo de dança já teria tudo premeditado?). Senti que faltou o nosso Zé do Caixão, de quem o diretor é declarado fã. As cenas de delírio coletivo em cores vibrantes, com os corpos dos dançarinos vistos de cabeça para baixo, remetem quase que imediatamente à cena do inferno de Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver.

    Quanto ao filme em si, Clímax é filmado quase que em tom documental, com muita improvisação e planos-sequência, proporcionando uma experiência sensorial muito interessante. Não é um filme sobre efeito de alucinógenos, pois veja que nem todos os participantes se drogaram. É mais uma visão da própria condição alienante do mundo moderno, onde a tentativa de manipulação das massas é insidiosa (a droga na bebida). O LSD aqui é a faísca, mas são os medos e desejos, expostos no início do filme, os catalisadores do delírio. Entretanto, o filme procura não concluir dilemas morais ou aprofundar problemas sociais e psicológicos, e sim construir um aparato de sugestões visuais, cabendo ao espectador fazer o que quiser com elas.

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  • ℋelder ♏a☂os

    Impactante pela drama humano (senti náuseas em algumas cenas), mas enviesado por omitir algumas informações contextuais como a atuação do Jabhat Fateh al-Sham em Alepo. Há apenas uma rápida e bastante vaga menção. Visto com essa reserva, o filme cresce quando foca nas relações pais, filhos e terra (um importante símbolo de identidade). A cena final me incomodou um pouco, já que para um filme que prima pela crueza das imagens, a tomada com mãe e filha filmadas em um plano aéreo (via drone) destoa exatamente por ser algo encenado para ter algum impacto estético, que em contraste com o resto fica artificial.

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  • ℋelder ♏a☂os

    A queda do Império Romano do Oriente, pelo menos no meu tempo, era um assunto que no colégio era passado majoritariamente apenas como um marco: o fim da Idade Média e início da Idade Moderna. Nesse sentido não mostrava realmente a operação hercúlea e o drama humano. A série já vale por transmitir essa sensação de humanidade, de povos com suas culturas, crenças e ideologias diversas sendo postas à prova. Tem algumas liberdades artísticas que incomodam um pouco, mas é uma produção acima da média. A notar: A defesa de Constantinopla e o uso da arma bizantina denominada "fogo grego" inspiraram George R. R. Martin a criar o "fogo vivo" e seu uso na defesa de Porto Real no episódio da Batalha da Baía da Água Negra. Muito provavelmente por isso os produtores contrataram Charles Dance (o Tywin Lannister da série Game of Thrones) para ser o narrador da série.

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