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Últimas opiniões enviadas

  • Dean Corso

    A Idade do ouro.
    Essa é certamente uma das mais importantes obras de Buñuel, é por consequência do movimento surrealista.
    Um filme que claramente expõe problemas sociais que nos afligem até os dias de hoje. O que faz dele um filme tão clássico, quanto atual.
    O filme começa com uma magnífica cena onde os protagonistas são escorpiões. E é baseado no comportamento desses aracnídeos, que Buñuel vai traçar o perfil comportamental dos personagens do longa: seres territoriais, traiçoeiros, vorazes e letais...
    A cena toda é muito bem feita, com a perfeita sincronia entre os animais, ambiente e o movimento da câmera. O que demonstra a aptidão que o diretor tinha para trabalhar com animais. Algo que assombrava outros gênios da Sétima Arte. Kurosawa que o diga...
    Dos escorpiões, como de costume no surrealismo, o foco passa a ser um grupo de quadro padres em uma montanha, esses homens até por suas vestimentas, vem a representar os primórdios do cristianismo...
    Dali a história segue com um grupo de camponeses, que parecem aguardar a chegada de alguém.
    Algo que se apresenta como a chegada de cidadãos colonizadores, e é aí que o filme realmente começa. Tal como suas críticas sociais.
    Inicialmente vemos pessoas de alta classe descendo de embarcações, mas o que era perfeito se torna inicialmente chocante com os cadáveres dos padres inicialmente citados.
    As críticas começam ferrenhas, já na primeira cena do casal protagonista.
    Onde o desejo e o sexo são reprimidos como uma praga por aqueles cidadãos extremamente puritanos.
    Depois disso temos uma referência bíblica, onde os colonizadores fundam sobre uma Pedra a Cidade de Roma Imperial, onde seria a sede da Igreja. Um gancho nas palavras de Jesus a Pedro: "sobre essa pedra edificarei a minha igreja".
    Só que com muita astúcia Buñuel observa que, o pilar dessa Santa Igreja, na verdade é o antigo antro do paganismo. Onde os mártires do início do filme pereceram. Fazendo assim duras críticas a estrutura da instituição religiosa mais poderosada terra.
    A partir dali, várias críticas sociais se desenrolam, com foco maior na elite, pouco preocupada com algo além de suas futilidades, ou como no caso do protagonista, dos seus desejos. Mostrando o quanto o desejo pode consumir não só o indivíduo como o que está ao seu redor.
    O desprezo pela vida humana, tal como a hipocrisia em relação a não ortodoxia, são veementemente criticados em cada cena.
    O final mostra o quão hipócrita e assassina pode ser a dita "sociedade civilizada", que vive apenas da aparência. Não importa o quão atroz sejam suas atitudes.
    As atuações são extremamente brilhantes, com destaque para Gastón Modot, que tem uma atuação impecável.
    Os elementos surrealistas, como as lágrimas com sangue, uma vaca sobre a cama, o as mais hora com, hora sem dedos são um espetáculo visual a parte.
    A fotografia é magnífica, tal como a trilha sonora.
    Em resumo, A Idade do Ouro é, na minha opinião, a obra prima máxima de Luís Buñuel, e funciona como um verdadeiro soco na mente, para nos colocar em nosso devido lugar enquanto cidadãos. Pois os falsos conceitos morais que nos regem, simplesmente não existem.

    10/10

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  • Dean Corso

    Um cão andaluz.
    Uma obra-prima, que no primeiro momento que assisti, juro a vocês, não entendi absurdamente nada. Porém anos se passaram, e após estudar o manifesto surrealista, é analisar cuidadosamente a obra de Salvador Dali, decidi reassisti-lo.
    E o que eu vi foi uma tremenda obra de arte.
    Antes de ver Um cão andaluz, temos primeiro que analisar qual a ideia dos seus criadores. É ao lermos o manifesto surrealista vemos o seguinte: o movimento foi pautado pelo que existe no subconsciente humano, sem as conceitos éticos ou morais, algo próximo da realidade dos sonhos. Ou seja, algo que existe na nossa mente, mas não acontece por N fatores que regem nosso mundo.
    Em um primeiro momento temos uma das cenas mais chocantes da história do cinema, um homem afiando uma navalha cria um clima de tensão, que termina com a sinistra cena da mulher tendo o globo ocular cortado.
    Algo inimaginável até então no cinema. Principalmente pela brilhante estética da cena, onde o difícil é distinguir o que é real, da ficção.
    A partir dali, o filme tem um salto de oito anos no tempo.
    Considerando a introdução de choque inicial, Buñuel nos prepara para o que vem a seguir.
    O que vemos ao longo de pouco mais de 14 minutos de filme é uma incrível visão do mundo surreal e sem regras dos sonhos.
    Onde o inexplicável e o impossível parecem não existir.
    A parte estética desse filme é um show a parte, desde sua fotografia em preto e branco, até suas técnicas inovadoras até então, como as cenas envolvendo as formigas saindo das mãos do protagonista.
    As atuações são impecáveis e transmitem as confusas emoções envolvidas na trama sombria do curta.
    A trilha sonora se encaixa muito bem na atmosfera do filme.
    Em resumo, Um cão andaluz é uma verdadeira obra prima da Sétima Arte, é merece ser admirada por todos os amantes do cinema.

    10/10

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  • Dean Corso

    Moscou contra 007, o segundo filme da franquia encabeçada pelo espião mais famoso do cinema, o britânico James Bond, e é também, um dos melhores filmes da sequência até aqui.
    Em Moscou contra 007, temos novamente Sean Connery vivendo o espião inglês James Bond, que terá que lidar com os efeitos colaterais dos eventos do primeiro filme: 007 - contra o Satânico Dr. No.
    A organização conhecida como Spectre mais forte do que nunca, e agora tem um audacioso plano, envolvendo os russos, e o Serviço Secreto Britânico, que consiste no roubo de uma máquina decodificadora, o que na verdade é uma grande cilada elaborada para matar James Bond, como retaliação pela morte do Dr. No no primeiro filme.
    É neste cenário, de intrigas e mais intrigas, clima típico de um filme de espionagem ambientado na época da Guerra Fria, que o filme se desenha, e é nessa atmosfera que vemos a brilhante evolução de Connery como James Bond.
    O filme transcorre em um ritmo muito dinâmico, e novamente temos os elementos clássicos de um filme de James Bond, a trilha sonora oficial da franquia, uma abertura ainda mais impressionante do que a do primeiro filme, diga-se de passagem, uma das melhores da história da franquia. Vemos novamente um James Bond galanteador, e como de praxe, se envolvendo em um turbilhão de problemas por conta disso.
    Mas o filme também nos apresenta algumas novidades interessantes, como por exemplo, a primeira mulher a ser uma vilã da franquia, a General Soviética Rosa Klebb, brilhantemente interpretada pela cantora Lotte Lenya.
    Temos nesse filme também um vilão que não precisa sequer mostrar o rosto para ser apavorante, alguém que tememos apenas pela voz, e que conhecemos pela figura de um gato, o Senhor Stavro, que conhecemos pela voz de Anthony Dawson, um vilão que só seria visto em Com 007 só se vive duas vezes.
    Temos nesse filme também o primeiro "Brucutu" a fazer sucesso na franquia, trata-se do ator Robert Shaw, que anos mais tarde se consagraria com filmes como: Golpe de Mestre, O Homem que não vendeu sua alma, O Comando 10 de Navarone e Tubarão, e que teve nesse filme, sua primeira grande oportunidade no cinema. E ele não decepcionou. Vivendo um psicótico assassino de aluguel, contratado pela Spectre, ele se fez valer de seu 1,80 M, para fazer da vida de James Bond e de seus aliados um verdadeiro inferno, inclusive a cena de embate entre ele e Bond no trem, está entre as melhores do filme. Além de sua performance brilhante, como um falso agente britânico enviado para ajudar James Bond, algo que designou com tamanha destreza.
    Temos nesse filme uma nova Bond Girl, e é claro, um novo affair de Bond. Trata-se Tatiana Romanova, uma agente Russa que tem a missão de fazer um jogo duplo, onde ele deve manipular James Bond, sendo que a mesma é manipulada pela Spectre, porém ela acaba se apaixonando por James Bond. A belíssima Daniela Bianchi interpreta a jovem russa, e obtém grande destaque, não só por sua beleza, mas por seu talento, pena que ela parou por ali, e não fez muita coisa no cinema.
    Sean novamente tem uma atuação irrepreensível, que mostra o quanto ele era o ator perfeito para o personagem. O perfeito 007.
    A direção do filme é assinada por Terence Young, o mesmo diretor do longa anterior, e que novamente faz um trabalho impecável, já que são dele, dois dos melhores filmes da história da franquia.
    Em resumo, Moscou contra 007 é um filme essencial para qualquer cinéfilo...

    Nota: 10

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  • Filmow
    Filmow

    Dean Corso,

    Como o filme A Espada era Lei (http://filmow.com/a-espada-era-lei-t128406/) ainda não está sendo exibido comercialmente, o sistema removeu a sua indicação “já vi”. Caso você tenha assistido à obra em alguma mostra ou festival, por favor, confirme data e local no formulário abaixo para reabilitar a sua marcação.

    Esta medida está sendo tomada para zelar pela veracidade e credibilidade do conteúdo publicado no Filmow, reforçando a relação de confiança entre o site e seus usuários.

    Obrigado pela colaboração.
    Equipe Filmow

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Paloma Viana
    Paloma Viana

    Olá! obrigada pelo convite, aceitei. Seja bem vindo :)

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