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Últimas opiniões enviadas

  • Cristine

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    Sobre o último episódio. Chorei tanto com a Serena entregando a bebê pra June que nem sei. A personagem Serena sempre foi uma surpresa, totalmente complexa, forte e NADA maniqueísta. Ela teve a vida toda o desejo de ser mãe e acredito que por isso abraçou toda a causa da forma como o fez. O amor que ela sentiu quando conheceu a criança e a preocupação que teve com o futuro desta fez com que ela abdicasse estar junto dela, por que sabia o que era melhor para a filha. É muito louco ver como ela ajudou a criar um sistema que separa as mães de filhos, e assim de repente se vê sendo separada da filha justamente para que ela possa sair desse sistema. Depois June decide não fugir. Ela fugiria até ver que poderia deixar a bebê com a Emily, então ela decide não fugir mais, e não por que ela é louca ou algo assim, acho que porque ela pensou na filha que ainda está dentro do país e como ela não poderia deixar a filha pra trás. O amor da Serena pela Nicole fez com que ela deixasse a Nicole ir embora, e o amor da June pela Hannah fez com que ela não fosse embora. A primeira coisa que eu mais amo nessa série é que debate homofobia, machismo, etc e como as pessoas usam a religião para justificar isso. Como os homens, que na série condenam uma menina de 15 anos por se apaixonar e fugir do casamento, ao mesmo tempo frequentam puteiros, e ainda se dizem pessoas "de Deus". Eles impuseram um sistema onde deveriam abdicar de seus pecados pela vontade de Deus mas ao mesmo tempo não abdicam, simplesmente por que são homens e estão no poder. A famosa hipocrisia. Na minha opinião, pior do que as pessoas que fazem coisas ruins em nome de Deus e da bíblia por que realmente acreditam que seja o melhor e estão cegas pela religião, são as pessoas, como o comandante, que fazem coisas ruins em nome de Deus mas não seguem as próprias leis que impõem nos outros. Outra coisa que eu amo na série é que os personagens são complexos, profundos, existindo personagens muitas vezes são bons e muitas vezes ruins. São personagens que possibilitam diferentes interpretações e opiniões.
    A última cena, em que June coloca o capuz e corre, pra mim foi uma cena para mostrar que ela está voltando para Gilead para começar a revolução, tanto pela expressão que ela faz, de raiva, mas de força. As Marthas se uniram para se ajudar e até as mulheres privilegiadas se uniram para pedir aos homens mais direitos a suas filhas. Assim como Serena deixou sua filha ir embora. Só espero dessa próxima temporada que ocorra a revolução e que não inventem muita coisa para enrolar e lucrar mais. Sobre o que o pessoal falou também de que a segunda temporada foi muito enrolada, de que todas as tentativas dela de fugir deram errado, e que a série sempre voltava pro mesmo lugar, acho que isso tudo foi necessário para que a gente sentisse na pele como ela lutava e lutava muito, e sempre voltava pro mesmo lugar. Pra gente sentir como pessoas em uma posição dessa, como negros que foram escravizados, como muitas vezes as pessoas desistem de lutar, desistem de resistir, por que é muito doloroso, por que é muito difícil, e por que perdem a fé ao longo do tempo, assim como muitos de nós perdemos em não acreditar mais na melhora da série. Fica cansativo? Fica. Mas acredito ser esse o propósito. Nos deixar cansados junto com o cansaço dela.


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  • Cristine

    Me impressionou muito a fotografia do filme. O que eu achei sobre o roteiro em geral é que não atingiu seu objetivo.

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    Acredito que o objetivo tenha sido deixar na dúvida se o beijo aconteceu ou não, mas pra mim ficou bem claro. Acho também que como o personagem faz comentários machistas e pedófilos, não fica tão fácil tentar enxergar o lado dele. Eu pessoalmente fiquei com muita raiva dele grande parte do filme, após os comentários dele sobre a menina de 12 anos. Também achei o final incompleto. Mas a proposta do filme é boa, é provocadora. É interessante também refletir como talvez muitas crianças inventem coisas para fugir de uma atividade que não as agrada, uma atividade que gera muita pressão por parte dos pais cobrando que a criança seja perfeita. No caso do filme, a criança está sendo muito pressionada pelo pai, então seria possível que tivesse inventado o beijo e assim não frequentar mais as aulas e as competições.Achei a ideia do filme boa, mas também que a execução deixou a desejar.

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