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22 years, Hellcif -PE (BRA)
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"A realidade é o refúgio dos que não têm imaginação."
Jean-Luc Godard

Últimas opiniões enviadas

  • Dora

    Ficou com peninha do Escobar ou até mesmo torceu pra dar tudo certo pra ele?
    O culpado por isso tem um nome: Wagner Moura.
    Com um ritmo bem marcado na condução de um curto período até a morte de Escobar, essa temporada abriu espaço para Wagner Moura brilhar ainda mais, é um leviatã brasileiro reinando e nos orgulhando. Havia um holofote enorme de 10 episódios virados para Wagner, que fez valer a atenção recebida e nos presenteou com uma atuação que fez alguns saírem da arquibancada, de onde observavam o ataque e não precisavam aprovar ou não, e partirem para a defesa dele. Também se abriu espaço para outros personagens ganharem ainda mais peso e contribuírem para a carga dramática. Foi extremamente envolvente o dilema de Peña, e devemos isso à brilhante atuação de Pascal. Tata também mostrou seu lugar (que curiosamente Escobar Jr não aprovou).
    Um narrativa impecável com um tom documental muito acertado para a série, a ficção acrescentada, o tiro mortal tão especulado, a surubalistica direção extremamente competente, marcando muito bem os passos rápidos e lentos, mantendo o jeitinho realístico Padilha de ser e superando as expectativa na resolução de um problema complicado: nós já sabíamos.
    E por fim, com o (tão aguardado) final de Pablito, não aposto em um arco tão lendário quanto o dele para mais duas temporadas (o que fará muitos perderem o interesse). Aposto em temporadas de alta qualidade em todos os aspectos, afinal a netflix não vem quebrando muitos corações, mas há um parâmetro altíssimo que dificilmente vai ser superado e ficará longe de comparações (mesmo a série se chamando NARCOS).

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  • Dora

    Mommy compôs uma das melhores experiências cinematográficas que já vivi, pois tive o prazer de vê-lo ao lado da minha mommy, que no final me brindou falando do sentimento maternal.
    Não sou entusiasta do trabalho de Xavier Dolan, é algo intimo e talvez precise rever algumas de suas obras, mas não é por isso que não se pode perceber que o talento e idade de Dolan são inversamente proporcionais, além de admitir que, finalmente, uma de suas obras me rendeu.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Eu estava totalmente entregue, 3 personalidades distintas criando uma relação de extrema dependência que era uma tragédia anunciada e se desenrolava nos conduzindo por um caminho apertado, um quadrado claustrofóbico que potencializava todos os sentimentos que as cenas carregavam, não havia outra opção que não fosse mergulhar nos problemas das 3 personagens e senti-los com todo peso e complexidade. Mas essa ópera triste também tinha picos de harmonia, tranquilidade e alívio, a tela expandia e respirávamos aliviados. A transição ao som de Oasis foi a melhor, o grito de Liberté também era expressão do que sentíamos junto com. Não poderia deixar de citar a cena em que Die idealiza o futuro, carregando ainda mais o bonde das emoções. As transições de formato foram um jogo bastante sensitivo e usado na medida e momento certos por Dolan.
    E aqui somo ao meu comentário a visão de alguém bastante competente para entrar no mérito, minha mãe, uma mãe que "julgou" Die por ter sido "fraca". Era notável que o dom da maternidade não estava em Die, que acabou se tornando totalmente dependente de Kyla e também da lei fictícia feita para apoiar sua “incapacidade”. E sim, também podemos lutar em favor de Die, há razões, mas me limito a falar da interpretação que minha mãe fez sobre a rendição diante da situação, e que em uma visão mais holística, estou de acordo. Foi satisfatório ouvir da minha mãe que é possível ir além do que Diane foi.


    A relação entre as três almas, entre as cenas, passagens e musicas, sobretudo a expressão de liberdade combinada com o som de Oasis, o amor ágape em exceção, limitado e condicionado (ou não). Ah, dessa vez Dolan acertou em cheio e me derrubou com força.

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