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Itapecerica da Serra - (BRA)
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Eu sofro de CINEFILIA e não tenho cura!!!

Últimas opiniões enviadas

  • Adriano Silva

    O filme mais aclamado e mais polemizado do ano!!!
    MÃE! (Mother!)

    Mother é um filme de terror psicológico e suspense, escrito e dirigido por Darren Aronofsky. O novo longa de Aronofsky é a grande polêmica do ano, muitos o consideram como uma obra-prima e melhor filme do ano, e outros o consideram um verdadeiro "insulto Bíblico" e o pior filme do ano. Eu vou bem sincero: Eu gostei do novo filme de Aronofsky, mesmo contendo alguns pontos vagos e difícil de compreender, mas em contrapartida, o filme conseguiu me prender e me surpreender e me mostrou um ponto de vista diferente, que fugiu dos filmes triviais modernos.

    Aronofsky é um diretor minucioso, perfeccionista, obcecado em contar suas histórias e fazer alusões do seu ponto de vista, também é o diretor responsável em dar nós em nossas cabeças, e incluir argumentos e citações que são suas marcas registradas. Como em seus filmes - Réquiem para um Sonho, Cisne Negro e Noé.

    Mother é um filme difícil, delicado, único, que requer interpretações! O longa é cheio de metáforas, referências e citações Bíblicas (do ponto de vista do diretor/roteirista). Fazendo alusões e alegorias à Bíblia, à opressão feminina e até mostrando um Deus egocêntrico. O filme remonta a criação humana, passando pela sua existência e terminando em seu apocalipse, usando um enredo intrigante, curioso, misterioso, onde mostra a história em diferentes pontos de vista. Usando a figura de um Deus, sua inspiração, a mãe-natureza, Adão e eva e seus filhos Caim e Abel. Tocando em pontos como o porque da existência humana e qual a sua finalidade, o amor e a traição (o fruto proibido), a ambição humana e a nossa posição hoje na sociedade e a maneira como somos vistos aos olhos de Deus e da mãe-natureza, e o que estamos causando ao nosso planeta (a casa, como é citado no filme). O filme também faz uma crítica direta a sociedade!

    A forma como Aronofsky montou o seu roteiro e escreveu cada personagem é bastante interessante, ao mesmo tempo intrigante, refletiva e bastante interpretativa. Gostei do roteiro, achei muito curioso a forma como foi demonstrado cada parte do filme: Como o nosso mundo (a casa), Deus em uma figura egocêntrica (na minha opinião, uma clara referência a figura de Deus vista pelos olhos humanos de hoje em dia). A mãe-natureza em forma de uma figura que servia de inspiração para ele mesmo (Deus). Adão e Eva cometendo seus próprios pecados (clara referência à citação Bíblica, usando às figuras de Adão e Eva pecando e sendo expulsas do Éden). A tão preciosa Joia que era guardada com muito cuidado (outra referência ao fruto proibido, que Adão viu como algo grandioso, já Eva viu com ambição). Caim e Abel exalando o ódio, a ira e a inveja (referência a própria passagem Bíblica, até com os mesmo acontecimentos).

    Achei interessante a forma como Aronofsky mostrou a multidão degradando e depredando a casa (outra alusão a forma como o pecado teve a sua origem). Temos referências ao Dilúvio e a Sodoma e Gomorra (cena da pia que alaga a casa de água e a cena do extermínio da casa com fogo). A maneira como os seres humanos usam e destroem o planeta (guerras e extermínios), tudo isso dolorosamente sendo visto pelos olhos da mãe-natureza. Temos às alusões a Jesus Cristo: o nascimento do bebê e a forma como ele é recebido pela multidão da casa (com poucos presentes), juntamente com seus desfechos finais (mais uma referência às religiões modernas, ou até mesmo, os que se diz religiosos e usam isso ao seu favor).

    Uns pontos que eu não gostei e considero umas forçadas de barra de Aronofsky, foi às partes finais do filme. Achei a sua ideia muito plausível, porém de uma certa forma mal executada/trabalhada. Aronofsky não deixa a velha mania de forçar demais em cima de algumas cenas - como às cenas finais da Mãe, às cenas do bebê, a forma como ele quer demostrar a sua história (usando um exagero de efeitos), é difícil explicar sem dar spoilers. Ele sempre peca nesses quesitos, como foi em Noé, Cisne Negro e agora em Mãe! Eu acredito que a forma como Aronofsky escreve às suas obras são boas, mas a forma como ele conta a sua história usando uns certos exageros, que destoa um pouco, fica vago. Acho que é até por isso que muitas pessoas não se prendem a seus filmes, ou, não interpretam de maneira positiva.

    Jennifer Lawrence está perfeita (mais uma bela atuação em sua carreira), conseguiu uma ótima apresentação, com uma atuação leve e ao mesmo tempo pesada, que impactava o espectador. Uma personagem intrigante, curiosa e misteriosa que mostrava a visão feminina oprimida da esposa submissa ao marido. Javier Bardem é outro que merece destaque, seu personagem foi bastante importante na história. Uma atuação segura e bem ajustada, com momentos curiosos e espantosos. Ed Harris e Michelle Pfeiffer estão formidáveis, ela se destacou ainda mais com sua personagem misteriosa e intrigante.

    Darren Aronofsky conseguiu surpreender a todos com seu novo trabalho, tanto positivamente quanto negativamente, depende muito da visão e da interpretação de cada um. Mother é um filme muito detalhista e requer muita atenção, pois o mesmo contém muitas metáforas e alusões que são difíceis de serem compreendidas ou interpretadas (pelo menos ao assistir pela primeira vez). Tudo que eu destaquei aqui foram às minhas interpretações, não sei se da forma certa, ou da forma errada, mas foi o que eu consegui entender e compreender do filme. Tem várias cenas que eu não compreendi direito, ou não consegui pegar às referências corretas - enfim!! (talvez em uma próxima vez).

    Vale a pena assistir Mother? Descubra!!! [07/12/2017]

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  • Adriano Silva

    Quais os conceitos da vida para você?
    REGRAS DA VIDA (The Cider House Rules)

    O longa é dirigido por Lasse Hallström, baseado no livro homônimo de John Irving, e integrou a lista dos indicados ao Oscar em 2000. Ganhou os Oscars de Melhor Ator Coadjuvante (Michael Caine) e Melhor Roteiro Adaptado, além de ter sido indicado em outras 5 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Edição, Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora. Recebeu 2 indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme em Drama e Melhor Ator Coadjuvante (Michael Caine). Foi indicado ao Leão de Ouro de Melhor Diretor do Festival de Veneza.

    REGRAS DA VIDA é uma obra-prima!!! Um filme lindo, singelo, maravilhoso, impactante, surpreendente, tocante, profundo, que ao mesmo tempo é misterioso, intrigante e mergulhado em delicadas questões humanas. O longa tem um conceito, uma mensagem de vida que é questionado por muitos, uns conseguem sentir e se impactar com os relatos, outros nem tanto. O roteiro abrange vários pontos ao longa da trama, como questões sociais, fé, traições, aborto, pedofilia, visões humanas e conceitos de vida. O longa trabalha uma história mais crua, ao relatar os mais delicados pontos de vista de cada um ali presente, ou, o que cada um acredita, ou, a forma que cada um age em determinada situação - ponto alto da trama. O filme levanta questões que nos deixa com várias perguntas como: Quais são as regras da vida para você? De qual lado você está em questões como o aborto? Quais os verdadeiros significados da vida para você? Qual a sua posição perante o personagem Mr Rose? O que você vai levar de ensinamento desse filme?

    Lasse Hallström é muito bom com dramas, ele consegue extrair a essência de cada detalhe da sua obra, consegue nos emocionar e nos fazer sorrir. Dois pontos que eu quero destacar - A fotografia e a trilha sonora. Uma fotografia maravilhosa, muito bem executada, de encher os nossos olhos com belos cenários mergulhados na neve. Uma trilha sonora suave, calma, delicada, ao sons de pianos, que nos envolvia e nos deixava maravilhados. Belos cenários contemporâneos, envolvidos em ambientes gelados, que em contrapartida, era confrontados com belos campos de macieiras, com um tom de vida colorido.

    Tobey Maguire ainda muito jovem conseguiu um grande destaque no filme. Um órfão que cresceu em um orfanato, aos ensinamentos do Dr. Wilbur Larch, uma espécie de mentor, que lhe ensinou muitas coisas da vida, como a medicina. Porém, Homer Wells deseja buscar seu auto-conhecimento, suas curiosidades na vida, seus verdadeiros interesses, fazer novas descobertas. Nesse ponto ele deixa para trás o orfanato e parte em busca da outra parte da sua vida que ainda não foi despertada, como conhecer o mar, conhecer uma lagosta e se apaixonar. Tobey Maguire entregou um ótimo trabalho, muito bom mesmo, uma grata surpresa, visto que eu não conhecia essa parte da sua carreira.

    Michael Caine é o Dr. Wilbur Larch, médico e mentor do orfanato. Junto com as enfermeiras, eles cuidam das crianças órfãs e socorre as pacientes que estão grávidas à beira da morte. Dr. Wilbur Larch defende o aborto e tem as suas razões e suas crenças, o que é confrontado diretamente pelo seu aluno Homer Wells. Um aluno que ele criou como filho, se dedicando ao máximo em todos os aspectos, que ele o via como seu substituto no orfanato. Baita atuação de Michael Caine, um trabalho grandioso, soberbo, muito bem apresentado, com momentos mais dramáticos e tensos. Oscar merecidíssimo de Melhor Ator!

    Charlize Theron também era jovem quando interpretou o papel de Candy Kenda em REGRAS DA VIDA. Candy era a mocinha da história, filha de pescador e namorada de guerrilheiro, que vivia entre os campos de macieiras e já tinha passado por uma delicada situação na vida. Charlize Theron foi muito bem, mesma sendo bem jovem, ela segurou muito bem a personagem e não se intimidou em nenhum momento (mesmo nas cenas mais quentes).

    Paul Rudd foi Wally Worthington, o namorado de Candy, que partiu para a guerra e a deixou sozinha. Mesmo com uma curta participação, Paul esteve bem em seu personagem. Delroy Lindo viveu o personagem Mr Rose, que trabalhava no campo de macieira junto com sua filha e amigos. Delroy me surpreendeu bastante na trama, eu diria que foi um dos que mais me impactou com suas revelações. Gostei muito da Erykah Badu, sua personagem Rose Rose me surpreendeu e me entristeceu.

    Portanto: REGRAS DA VIDA é um filme verdadeiro, que nos faz pensar e refletir sobre várias questões da vida, até mesmo a nossa posição perante os acontecimentos destacados. A forma como é exposto os problemas e as dificuldades de cada personagem, é uma coisa grandiosa no filme, muito bem encaixada, e não foi apelativa, pelo contrário, foi refletiva. Um longa que emociona pela sua simplicidade em demonstrar a vidas daquelas pequenas crianças que viviam no orfanato esperando o dia em que iriam encontrar uma família, ao mesmo tempo nos indigna ao relatar os fatos que presenciamos ao longo da trama.

    REGRAS DA VIDA é uma verdadeira filosofia de vida!!!
    (detalhe: o filme está no Netflix) [04/12/2017]

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  • Adriano Silva

    A segunda grande obra do mestre Quentin Tarantino.
    PULP FICTION - TEMPO DE VIOLÊNCIA

    Estamos diante de uma das mais aclamadas obras do cinema na década de 90. Tarantino vinha de Cães de Aluguel para revolucionar com seu novo e impactante roteiro. PULP FICTION é um filme de 1994 e na época de lançamento causou um grande impacto no cinema, o que gerou e ainda gera até hoje uma grande repercussão em cima do longa. Visto por muitos como um dos maiores e mais influentes filmes da história cinematográfica e por outros como um filme mais normal e nada demais.

    O longa de Tarantino ganhou uma grande notoriedade naquele ano, sendo indicado à 7 Oscar, incluindo o de Melhor Filme, levando apenas o de Melhor Roteiro Original. Porém o longa ainda foi premiado no GLOBO DE OURO, BAFTA, CANNES, CÉSAR, MTV MOVIE AWARDS e FESTIVAL DE ESTOCOLMO. Naquele ano, o grande campeão do Oscar e que levou grande parte dos prêmios foi o clássico Forrest Gump (que eu concordo plenamente).

    Tarantino entregou um longa com um roteiro não-linear, cuja as história se entrelaçariam ao final, destacando três relatos em diferentes pontos, o que pra mim funcionou direitinho. O roteiro é sem dúvidas o grande ponto alto do filme, a forma com ele destaca a violência, o humor negro, às alusões a outras produções cinematográficas e referências à cultura pop da época (um grande influenciador). Todos os elementos que Tarantino utilizou em sua classe de gângster e assassinos de alugueis, que em contrapartida, eram muito bem apresentados.

    Outro grande ponto alto do filme e que merece um grande destaque é sem dúvidas, os diálogos. O longa é encaixado de uma maneira mais crua e mais independente, onde podemos observar uma grande lista de vários diálogos e monólogos utilizados de várias formas. A maneira banal como eles discutem sobre drogas e violências, é algo absoluto dentro do filme, o que pra mim, funcionou de uma forma magistral. Gostei muito da forma mais humorada que foi passada em alguns diálogos, como a cena que Vincent e Jules estão discutindo a maneira que são conhecidos os lanches do Mc e do BK em outros países. A trilha sonora do filme é algo épico, ganhando um destaque mundial, sendo muito respeitado e lembrado até os dias de hoje. Músicas que na época eram muito ouvidas em rádios e programas de TVs.

    Tarantino selecionou um elenco de primeira em PULP FICTION!!!
    Samuel L. Jackson pra mim, é o grande destaque do filme. Na época um pouco mais novo, Mr. Jackson deu um show com seus cabelos enrolados, mostrando uma atuação de primeira, muito bem ajustada e com diálogos impressionantes, sempre com alusões a uma passagem pseuda bíblica (a cena inicial de Mr. Jackson dialogando com os caras na casa, é fantástica, puta interpretação).

    John Travolta teve cenas icônica em PULP FICTION. Como não destacar a cena em que Vincet e Mia dançam, algo bastante lembrado e copiado até os dias de hoje. A cena em que Vincet chega na casa de Mia e ela fala com ele pelo microfone e ele fica totalmente perdido - É uma cena clássica e que virou um MEME mundialmente conhecido. Porém, eu achei o personagem do Travolta muito bom e bem funcional dentro do longa, mas eu fiquei esperando um algo a mais, principalmente do seu final (propriamente falando, do que acontece com seu personagem), não gostei.

    Uma Thurman está magnífica no filme. Uma personagem fina, carismática, atraente e muito louca, o que contribuiu diretamente pra trama. No auge dos seus 25 aninhos, ela teve uma bela atuação em PULP FICTION, o que falar da sua cena de overdose, ficou sensacional. Uma pena que o roteiro não focou muito em sua personagem, muita das vezes até a deixando um pouco de lado (acredito que sua história era somente o que foi apresentado), mas eu gostaria muito de ter visto uma cena final com ela, mostrando pelo menos os seus últimos desfechos.

    Bruce Willis está monstruoso em sua apresentação, fantástico mesmo. Assim como Samuel L. Jackson, Bruce Willis me agradou muito. Adorei a sua atuação, que começou de maneira um pouco mais contida, mas depois foi ganhando forças expressivas e se elevando de uma maneira muito grandiosa. A cena em que ele está preso e depois se solta e tem todos aqueles acontecimentos, é fenomenal, puta cena FODA!!!

    Quero destacar também o personagem de Ving Rhames, que foi passado para nós como o grande BIG BOSS da trama. De certa forma até me agradou, principalmente a maneira que ele foi apresentado inicialmente, com aqueles focos de câmeras pelas costas, o que o deixou com um ar mais elevado. Porém, é outro em que eu esperava um pouquinho mais, queria muito saber, ou pelo menos ter visto o seu personagem em seus desfechos finais.

    O restante do elenco está muito bem encaixado e funcional em cada cena, até mesmo o personagem do Tarantino ficou bom, eu gostei. Maria de Medeiros é uma mulher muito graciosa, bela, com um rostinho muito singelo e uma voz muito meiga, que suas aparições eram muito satisfatória.

    Portanto: PULP FICTION é um puta filme com um puta elenco funcional, que se tornou uma grande obra Cult e influente da história do cinema mundial. Muitos o consideram como o melhor filme de Tarantino, o que discordo, o filme é muito bom, muito grandioso, mas eu sinceramente esperava um pouco mais. Por ser um roteiro não cronológico, acho que Tarantino não explorou até aonde o seu roteiro conseguiria chegar, não é ruim, longe disso (é um ponto alto, como já destaquei). Mas quando eu estava mais empolgado e mais entusiasmado, o filme termina e eu fiquei com aquela sensação de: Não, já acabou? Queria ver mais acontecimentos com o restante do elenco, queria acompanhar os desfechos finais de todos - Enfim! Minha Opinião.

    Não deixa de ser um baita filme do Tarantino, mas não é a sua melhor obra-prima como outros. Eu adoro os filmes do Tarantino, sou seu fã, já acompanhei todas as suas obras cinematográficas, e ainda considero Bastardos Inglórios e Django Livre como seus melhores filmes - Bastardos Inglórios como sua melhor obra-prima da carreira até aqui. [19/11/2017]

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