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Itapecerica da Serra - (BRA)
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Eu sofro de CINEFILIA e não tenho cura!!!

Últimas opiniões enviadas

  • Adriano Silva

    Indicado ao Oscar 2018 na categoria Melhor Roteiro Original!
    DOENTES DE AMOR (The Big Sick)

    The Big Sick é uma comédia romântica dramática dirigida por Michael Showalter com roteiro, produção e atuação de Kumail Nanjiani. O longa é baseado na história verídica de como Kumail Nanjiani conheceu sua atual esposa, a co-roteirista Emily V. Gordon.

    The Big Sick navega pela comédia e pelo drama! O começo do filme é bem morno e até um pouco monótono, ao apresentar o dia a dia de Kumail, um motorista de Uber paquistanês e comediante de stand-up. Kumail vive nos EUA com sua família paquistanesa e sonha em se tornar um grande comediante. Uma família que seguia seus costumes e suas tradições há anos, como o fato das esposas que a mãe de Kumail arrumava para ele, todas tinham que ser paquistanesa.

    A partir do momento que Kumail conhece Emily (Zoe Kazan) em um de seus shows, o filme toma um grande fôlego e começa a ficar bem interessante de acompanhar. É muito gostoso de acompanhar a forma como eles vão se conhecendo e se interessando um pelo outro, na medida que começa nascer um grande amor entre ambos. Kumail começa a despertar seus sentimentos por Emily, na medida que ela também começa a se interessar por ele. Nesse momento o roteiro cresce e nos apresenta uma questão muito interessante entre o mais novo casal, que é o fato de Kumail começar a sentir algo verdadeiro por Emily, porém se esbarrar na tradição de sua família, que de certa forma ocasionaria até em sua expulsão. E no fato de Emily começar a se apegar verdadeiramente em Kumail e descobrir toda sua questão familiar.

    Do meio para o fim do filme entramos na parte dramática do longa, que é a parte em que Emily contrai uma grave doença e fica em coma no hospital. A partir daí, Kumail se vê na grande questão de sua vida, que é o fato de já estar apaixonado por Emily e não conseguir deixá-la no hospital. Esta segunda parte do filme é sem dúvidas a melhor, quando começamos a acompanhar o grande drama pessoal de Kumail. O roteiro começa a ficar mais sério e a tomar rumos muito interessantes. Como o fato de Kumail talvez se sentir de certa forma culpado pela situação atual de Emily (uma vez que o próprio discutiu muito sério com ela antes de ela ir parar na UTI do hospital).

    Nessa segunda parte do filme entram em cena os pais de Emily, Beth (Holly Hunter) e Terry (Ray Romano). Um casal muito engraçado, que deu uma suavizada na parte mais pesada da trama. Holly Hunter e Ray Romano funcionaram muito bem em cenas! Kumail Nanjiani desenvolve seu próprio papel em sua própria história, nada surpreendente, apenas normal (acho que ele funciona melhor na segunda parte do filme, porque sinceramente eu não o achei engraçado, pelo menos em partes desse filme). Zoe Kazan é a parte mais fofa do filme (eu diria). Gostei de sua personagem, gostei da sua atuação, achei bem carismática e verdadeira.

    Tem umas partes um tanto desnecessárias, como o fato de alguns momentos de comédias com algumas piadas, que eu acho que foge um pouco do ritmo do filme. Em alguns momentos eu não consegui sentir uma verdadeira comoção pelos protagonistas, acho que faltou um pouco de emoção.

    No mais: The Big Sick conta com um roteiro original de certa forma até interessante, mas nada excepcional. É um filme mais descompromissado, aquela comédia romântica com uma carga mais dramática que vale a pena conferir. [19/02/2018]

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  • Adriano Silva

    I, Tonya

    O longa é baseado em eventos reais sobre a vida de Tonya Harding, uma ex-patinadora artística americana. Narra o nascimento de uma estrela a partir de sua infância, passando pelo estrelato e terminando em um final de carreira trágico. Dirigido por Craig Gillespie (A Hora do Espanto) e estrelado pela maravilhosa Margot Robbie (uma das mulheres mais sexy do planeta), Sebastian Stan, Julianne Nicholson, Caitlin Carver, Bobby Cannavale e Allison Janney.

    O roteiro de Steven Rogers (não é o Capitão América - kkkkkkk) estava perdido na BlackList de 2016, até Margot Robbie decidir buscar um papel que a elevasse em um novo patamar na indústria cinematográfica americana (além de atuar, ela também assina a produção do longa). Até então, Robbie havia aparecido inicialmente na obra-prima de Scorsese ("O Lobo De Wall Street") e de lá pra cá ela sempre vinha fazendo papéis com pouco destaque, como em "Golpe Duplo" e "A Lenda de Tarzan". Em 2016 ela ganhou todas as atenções quando encarnou a belíssima Arlequina em "Esquadrão Suicida" (o filme é péssimo, mas ela é o que ainda salva o longa). Robbie queria mais, queria ser notada e nos impactar com um grande trabalho, e não é que ela conseguiu nos impressionar, nos brindando com sua brilhante e estupenda atuação em I, Tonya.

    O longa funciona como um documentário baseando-se em relatos e reportagens da época, com uma apresentação narrada por cada um envolvido na história (ao final o longa apresenta imagens reais de Tonya competindo). O filme começa nos mostrando a infância da pequena Tonya, quando ainda era uma criança severamente castigada pela impiedosa e inescrupulosa mãe, o que de certa forma contou muito pra formação do carácter de Tonya. Uma infância pobre, dura e sofrida em Portland, em que mãe lhe exigia a perfeição no esporte, passando por uma adolescência amarga até chegar na vida adulta. Vida essa em que Tonya conhece seu abusivo e violento marido.

    A forma trágica como acompanhamos toda trajetória da vida de Tonya é de doer na alma. Tonya foi violentada pela vida, tendo que conviver com uma mãe daquele nível e um marido daquela espécie. Ela sofria todos os tipos de abusos e agressões físicas e mentais, tanto pela mãe, que a atacava de todas as formas e sem nenhum pudor, quanto pelo marido, que a violentava e agredia. A úncia coisa que Tonya sabia fazer na vida (e muito bem por sinal) era a patinação artística, o que de certa forma funcionava como uma válvula de escape para o seu dia a dia.

    Tonya apostou todas as suas fichas no esporte que ela tanto amava, se tornando a primeira mulher a conseguir o feito do "triple axel" em uma grande competição. Apesar do grande feito, o que ficou marcado na sua história foi a dura rivalidade com a patinadora Nancy Kerrigan e todo ataque planejado pelo seu marido e seu segurança. Envolvida em tais fatos, Tonya teve a sua carreira interrompida no atletismo, sendo exonerada do posto de patinadora da equipe norte-americana nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1994 (e também proibida de praticar o esporte pelo resto de sua vida).

    Margot Robbie entrega a sua melhor atuação da carreira até aqui, ao encarnar a vida de Tonya Harding. Uma atuação soberba, grandiosa, com muita maestria, ela soube extrair toda essência da personagem, nos alegrando nos momentos mais cômicos e nos emocionando nos momentos mais dramáticos. Robbie conduziu com muita dignidade o papel da princesa do gelo, nos mostrando os seus relatos que a levou do estrelato ao fundo do poço. Ela não se encaixava na temática, não seguia as regras, ela não era a imagem que eles queriam que representasse os EUA. Show, Margot Robbie deu um show em todos os sentidos e foi merecidamente indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Uma pena que ela irá competir com duas atuações monstruosa de Sally Hawkins e Frances McDormand, mas é sua primeira indicação e sua hora vai chegar (ela já é uma ótima atriz).

    Allison Janney entrega uma das melhores atuações que eu já vi na vida na pele de LaVona Harding, a mãe de Tonya. Uma figura desprezível, sarcástica, egoísta, sádica, que maltratava a filha em todos os sentidos, com agressões verbais e físicas (a cena da faca doeu em mim), com um ódio que era capaz de notar apenas com um olhar. Allison Janney está estupidamente fantástica em cena, está monstruosa, fascinante. A química entre ela e Robbie é estupenda, difícil me recordar de uma apresentação de mãe e filha com tamanha perfeição misturada com tamanha violência. Com essa atuação, Allison Janney ganha o Oscar de coadjuvante contra qualquer concorrente.

    Devo destacar também Sebastian Stan, que fez o personagem Jeff Gillooly, marido de Tonya. Outra baita atuação, que foi correta do início ao fim, sem titubear, com uma química perfeita com Robbie. Eu indicaria fácil à coadjuvante no Oscar, ele entrega uma atuação fantástica, com muito brilho e muita segurança, fazendo parte direto na trajetória da vida de Tonya e sendo peça-chave no seu escândalo.

    I, Tonya é uma obra-prima sensacional, genial, estupenda, onde tudo funciona com a maior perfeição possível, tudo milimetricamente acertado. Com uma belíssima narrativa, uma trilha sonora perfeita, uma fotografia prazerosa, uma edição à nível de Oscar, uma direção de arte de saltar aos olhos com a perfeição aplicada em cenários, figurinos, tudo muito bem ajustado pra época em que o filme foi rodado. As maquiagens e cabelos também foram destaques, como na própria Tonya, que teve uma maquiagem pesada, que envelheceu e enfeiou a atriz (como se fosse possível deixar a Robbie feia).

    I, Tonya está indicado em 3 categorias no Oscar 2018 (Melhor Atriz, Atriz Coadjuvante e Edição). Porém, na minha opinião deveria ter ganhado mais indicações, acho que o filme tem um potencial incrível e deveria estar entre os indicados à Melhor Filme (caberia fácil nos lugares dos superestimados Corra e Lady Bird). Na realidade os americanos nunca gostaram da Tonya Harding (ela nunca foi a referência no "American way of life") e jamais indicariam a sua cinebiografia à Melhor Filme do ano. [17/02/2018]

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  • Adriano Silva

    O show de Frances McDormand!
    TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

    O grande embate do Oscar 2018 na categoria "Melhor Filme" está entre TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME e A FORMA DA ÁGUA (isso é fato, a não ser que o Oscar apronte das suas como faz de vez em quando). TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME está indicado em 7 categorias no Oscar 2018, incluindo Melhor Filme (fortíssimo candidato pra levar a estatueta de filme do ano, apesar da minha torcida ser inteiramente de A FORMA DA ÁGUA).

    O longa é escrito, produzido e dirigido por Martin McDonagh e estrelado por Frances McDormand, Woody Harrelson e Sam Rockwell. Martin McDonagh entrega o trabalho da sua vida até o momento. É realmente impressionante o trabalho desenvolvido em TRÊS ANÚNCIOS, como roteiro, produção, montagem, direção, cenários, ambientação, fotografia e trilha sonora. Tudo feito minuciosamente com o maior cuidado possível, com uma riqueza de detalhes fantástica.

    Quero destacar aqui o maior acerto de Martin McDonagh no filme, o roteiro! Um roteiro genial, magnífico, potente, forte, que nos passou todos os sentimentos envolvidos por cada um presente naquela cidadezinha. McDonagh nos brinda com muita dignidade ao contar a sua estória fictícia com uma forma assombrosa de passar os fatos e os acontecimentos. Um roteiro que poderia facilmente se encaixar em uma história real, porque a forma como McDonagh encaixa o roteiro e os personagens é algo maravilhoso de se acompanhar. McDonagh vai além de um simples roteiro de um crime não solucionado no estado de Missouri, ele ousa ainda mais ao misturar temas como o racismo, o humor negro, os abusos sexuais, com uma crítica ácida aos departamentos de polícias dos estados americanos.

    O longa foi indicado em 7 categorias no Oscar com muita dignidade. Tudo no filme funciona de forma magistral, a começar pela trilha sonora de Carter Burwell, que está simplesmente soberba, magnífica, esplendorosa. Uma trilha sonora forte, com músicas de épocas que se encaixaram de forma magnânima na trama. A direção de arte também dá um show à parte, ao nos mergulhar em uma cidade com cenários incríveis e ricos em detalhes, com uma ótima ambientação que acompanhava cada passo de cada personagem com muita sabedoria (nada passava despercebido).

    Dois pontos foram cruciais para o grande sucesso de TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME! Um foi a sabedoria e inteligência de Martin McDonagh ao escrever um roteiro que beira a genialidade, e o outro foram esses três nomes que eu vou citar aqui: Frances McDormand, Woody Harrelson e Sam Rockwell.

    Frances McDormand dá um show, carrega o filme nas costas! É impressionante o que ela faz em cena com sua personagem Mildred Hayes. Uma atuação impecável, segura, corajosa, forte, aguerrida, com muita personalidade de uma mulher destemida e implacável na busca em solucionar o crime brutal de sua filha. Uma personagem marcante, que tinha seus medos e suas ambições, que buscava a qualquer custo o que queria (me remete a várias personagens femininas de filmes das décadas de 80 e 90). Frances McDormand está em seu ano, já ganhou o Globo de Ouro, Critic´s Choice Awards, SAG Awards e está indicada à melhor atriz no Oscar e no BAFTA. Torço muito pela Sally Hawkins, daria o prêmio pra ela com toda certeza, mas devo admitir que o Oscar desse ano é de Frances McDormand e ninguém tira.

    Woody Harrelson também é destaque no longa, como o chefe de polícia Bill Willoughby. Um personagem muito importante na trama, que também carregava seus problemas pessoais. Gostei muito do personagem do Woody Harrelson, achei perfeito as partes em que ele contracenava com Frances McDormand e Sam Rockwell, porém devo admitir que eu esperava um pouco mais de tempo para o desenvolvimento total de seu personagem. Entendo perfeitamente as escolhas de Martin McDonagh referente ao seu roteiro, mas eu queria mais de Woody Harrelson em TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME (Woody Harrelson está indicado à coadjuvante no Oscar).

    Sam Rockwell completa o trio de ouro de TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME! Típico personagem que dá show do início ao fim, nos impressiona em cada cena que aparece, por mais simples que ela seja. Podemos observar uma atuação completamente fantástica de Sam Rockwell, onde ele se mostra um policial arrogante e preconceituoso de início, com uma redenção altamente gratificante ao final. Assim como Frances McDormand, Sam Rockwell venceu tudo que foi indicado nesse ano, e também está indicado no BAFTA e no Oscar (outro que ninguém tira sua estatueta).

    Já elogiei e dei todos os méritos ao roteiro de Martin McDonagh, mas não posso deixar passar a cena do bar, que pra mim foi a parte de maior escorregada do roteiro. Na minha opinião ele peca nessa cena, acho que deveria ter sido melhor trabalhada e melhor desenvolvida, achei muito piegas a forma como foi entregue, não me convenceu (sem falar que esse personagem aparece na loja da Mildred e depois na cena do bar e não mostra a que veio). Mesmo com a parte citada, isso não tira o brilho da obra magnífica de Martin McDonagh, que ainda nos entrega um final ambíguo com uma forma surpreendente e intrigante. [15/02/2018]

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