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Itapecerica da Serra - (BRA)
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Eu sofro de CINEFILIA e não tenho cura!!!

Últimas opiniões enviadas

  • Adriano Silva

    O Mestre Quentin Tarantino nos agraciando com mais uma de suas grandes obras.
    OS OITO ODIADOS (The Hateful Eight)

    OS OITO ODIADOS traz um elenco de primeira, formado por Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Channing Tatum, Jennifer Jason Leigh, Walton Goggins, Demián Bichir, Tim Roth, Michael Madsen e Bruce Dern. O longa se passa depois da Guerra Civil no Wyoming, retratando oito pessoas convivendo por dias dentro do armazém da Minnie, quando são colocados à prova a medida que seus segredos sangrentos vão sendo descobertos. Temos um inglês, um xerife, um negro, um mexicano, uma prisioneira e assim por diante.

    A película já começa de uma forma muito interessante, ao nos confrontarmos com uma carruagem perdida em meio a uma grande nevasca, levando o caçador de recompensas, sua prisioneira e o cocheiro, quando são encontrados pelo major e o xerife. Já nas primeiras cenas, já observamos uma marca registrada de Tarantino em seu mais novo filme, que são os diálogos. O longa possui grandes diálogos ao longo da trama muito bem executados e trabalhados. Os cenários são belíssimos (mesmo que maior parte do filme ocorre dentro do armazém), mas os cenários gelados e frios envoltos em uma fotografia densa e acinzentada ficaram maravilhosos. A trilha sonora do gênio Ennio Morricone já é uma marca registrada de Tarantino e se encaixa perfeitamente.

    Tarantino escreve e dirigi um western de uma forma que só ele sabe fazer, onde podemos observar suas assinaturas sangrentas e brutais. Como a forma violenta de demonstrar uma troca de tiros com sangue e miolos jorrando para todos os lados, típica remontagem de um cenário dos velhos faroestes em um bar com vários sujeitos resolvendo tudo na bala. Achei interessante a forma de como foi contada toda história dos oito odiados, mostrando o antes e o depois. Os figurinos também se adaptaram muito bem com todo cenário frio e gelado. Gostei da narrativa do Tarantino!!!

    Porém: OS OITO ODIADOS é um belo filme, mas não é nem de longe o melhor roteiro escrito por Tarantino. O longa começa bem promissor, mas dentro das primeiras 1h e 30, o filme fica muito maçante e arrastado. Tarantino é um cineasta bastante detalhista e quis entregar um filme bem explicado, onde até os mínimos detalhes de uma apresentação formal não era passado despercebido. Não tenho nenhum problema com filmes longos (acho até bem interessante, quando há necessidade de ser longo), mas acho que suas 2h 48min ficou um pouco longo demais e sem necessidade. Ficou um pouco cansativo e tedioso até chegar no final, onde podemos observar a melhor parte do filme. Quando somos confrontados com uma reviravolta incrível e muito boa, onde todos possuem seus segredos e ambições, sendo colocados para fora a fúria e a revolta de cada um ali presente. Um verdadeiro massacre no maior estilo dos westerns dos anos 50.

    Samuel L. Jackson é sem dúvidas o maior destaque do longa, interpretando o Major Marquis Warren. Um ser frio e calculista que defendia seus próprios interesses e objetivos, o negro com cede de vingança. Mais um belo trabalho entregue por Mr. Jackson, com uma atuação fina e soberba. Kurt Russell viveu o caçador de recompensas John "The Hangman" Ruth. Um ser ambicioso e perverso, que só pensava em si próprio e na maneira de como iria se dar bem obtendo sua recompensa pela cabeça da prisioneira. Mas seu personagem deixou à desejar (não por culpa de Kurt), mas na minha opinião, faltou espaço e tempo pra trabalhar o personagem, ele tinha muito mais pra oferecer, muito mais pra ser melhor explorado e trabalhado, até porque, Kurt Russell é um baita ator e seu personagem era muito promissor.

    Jennifer Jason Leigh viveu a prisioneira Daisy Domergue, que na minha opinião foi uma bela personagem, porém, também foi mal aproveitada. Daisy passou o filme inteiro sendo saco de pancadas de todos presentes, desde sua primeira cena até a última. O longa a tachava como uma famosa prisioneira que estava sendo capturada por seus inúmeros crimes cometidos (que crimes foram esses?). Jennifer teve uma bela atuação, com seu ar debochado e sagaz, que por mais que estivesse ali pra ser executada, não perdia sua pose e a oportunidade de zoar com a cara de todos. Entregou um ótimo trabalho, uma pena que não foi bem utilizada e até certo ponto foi mal construída.

    Walton Goggins foi outro destaque com seu personagem Chris Mannix. Um começo frio e lento, mas ganhou forças ao lado de Samuel L. Jackson, e deu um show e suas últimas cenas foram espetacular (o quer dizer da cena final com os dois jogados na cama e no chão todo ensanguentado). Michael Madsen, Tim Roth, Demian Bichir e Bruce Dern foram pouco aproveitados em seus personagens, mas até que estiveram bem.

    Portanto: o mestre Quentin Tarantino nos entrega um ótimo filme, muito bem feito, muito bem filmado e trabalhado, onde cada um poderá colocar o seu ponto de vista. O longa me agradou e muito, apesar de conter algumas coisas que me incomodou, mas é sim um grande trabalho. Não está entre as grandes obras-primas de Tarantino, mas vale muito a pena conferir!!!

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  • Adriano Silva

    IT - A COISA (It: Chapter One)

    Finalmente eu assisti ao terror mais aclamado de 2017.
    Devo dizer que o filme é bom, não tem nada de surpreendente ou obra-prima, como muitos o consideram, mas é bom.

    Terror é um gênero difícil de fazer, muitos adoram, outros odeiam....enfim!!!
    It é um divisor de opiniões, o que gerou e continua gerando bastante repercussão em cima do longa.

    O filme é baseado na obra de 1986 de Stephen King e já adianto que não li o livro. Portanto: It me chamou a atenção em vários pontos, como a ambientação, os cenários sombrios e macabros, a trilha sonora, que tem seus momentos mais suaves e tensos, o que deixa a trama ainda mais pesada. Gostei bastante da fotografia mais cinzenta e escura em alguns momentos.

    O roteiro é bem funcional e um tanto quanto intrigante, eu diria. O diretor Andy Muschietti (do bom filme MAMA / 2013) fez um ótimo trabalho e se mostrou bastante competente e inteligente, dosando o medo e a descontração ali, lado a lado. Muschietti usou de seus requisitos e soube dosar bem o longa, sem muitos exageros (discordando de algumas partes que falarei mais pra frente), mas assim como em MAMA, aqui, ele entregou um filme que consegue prender a atenção de seu espectador.

    O longa trabalha bem o lado emocional e consegue entrar em fatos que saem de seu principal vilão, o que deixa a trama ainda mais interessante. Como o fato das crianças se submeter a enfrentar seus próprios medos e traumas, na busca por respostas sobre o que realmente está acontecendo na cidade de Derry. O fato de elas terem que lidar com seus próprios vilões, que são seus próprios familiares. O longa retrata bem o drama das crianças sofrendo o bullying, o racismo e a pedofilia.

    O elenco mirim da um show à parte com muito carisma e competência, eles conseguem entregar bem cada personagem. Cada um vivendo e encarando seus próprios dramas, medos e traumas. Destaque para Sophia Lillis, que deu um show em sua personagem Beverly Marsh, conseguindo ser destaque como a única garota do "Losers Club" (destaque para a bela cena do banheiro). Bill Skarsgård é o dono da melhor atuação, melhor interpretação e melhor personagem. Ele realmente esteve impecável na pele do sombrio e tenebroso Pennywise, conseguindo ser assustador e cômico ao mesmo tempo, com suas faces e trejeitos espetacular.

    O longa acerta em vários pontos, mas também peca em outros. Como o próprio Pennywise, que na minha opinião, ficou perfeito na interpretação gestual de Bill Skarsgård. Acho que sua atuação fala por si só, não precisava da adição daqueles inúmeros efeitos especias. Pra mim, isso tirou um pouco da essência tenebrosa de Pennywise, aquele ar mais sombrio e assustador que ele esboçava apenas com um sorriso, se perde quando entra todos aqueles efeitos usados unicamente para impactar o público (como na cena final da luta entre as crianças).

    Quando eu disse que Muschietti dosou bem o filme sem muitos exageros, eu queria dizer na parte mais psicológica, usando os cenários macabros para adentrar nos medos e sustos das crianças e do público, como as próprias aparições de Pennywise. Mas acho que ele continuou no mesmo erro de MAMA, no quesito exagerar nos efeitos especias em cima das criaturas bizarras. O palhaço em si já é bastante assustador e sombrio, sem o uso dos efeitos - Enfim, minha opinião!!!

    Portanto: IT consegue entregar um terror bem feito e funcional, tirando alguns pontos que eu não concordei, mas o longa consegue te prender e até assustar em algumas partes (se você for daqueles que se assusta fácil). No mais, é um bom filme, que nos deixa empolgados para sua continuação.

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  • Adriano Silva

    SETE HOMENS E UM DESTINO (The Magnificent Seven)

    O longa é dirigido por Antoine Fuqua (do magnífico ´Dia de Treinamento`, que também conta com Denzel Washington e Ethan Hawke). Sendo um remake de Sete Homens e um Destino (1960), que por sua vez, também é um remake de Os Sete Samurais, de 1954.

    O longa é totalmente ambientado nos clássicos dos velhos Westerns, com cenários e vilarejos, com figurinos, com uma trilha sonora bem atípica. O roteiro é focado na história de um pacato vilarejo, que sofre com constantes ataques de um bando de pistoleiros. Cansados de tais ataques, eis que surge uma mulher com colhões para enfrentar seus próprios medos, no intuito de vingança e justiça. Ela se vê na possibilidade de contra-atacar e pede ajuda a um pistoleiro, que reúne um grupo especializado.

    O roteiro é bem básico, nada surpreendente, ou, que já não tenhamos visto antes. A primeira hora do filme é focada em reunir toda gangue de pistoleiros, das mais variadas espécies, e a segunda hora é totalmente focada na grande batalha. O primeiro ato do longa é o mais cansativo (eu diria), fica uma pouco maçante e arrastado, com toda preparação e busca pelos membros para formar o bando de pistoleiros especializados, porém, é até plausível, visto que uma coisa tem que acontecer de acordo com a outra e, nesse quesito, é funcional toda preparação que antecede o embate (mas não precisava ser tão longo).

    A melhor parte e a mais funcional, sem dúvidas, é a batalha final. Pra quem gosta dos velhos filmes de faroestes, vai adorar a luta final. Recheada com todos os ingredientes de um bom filme de Western. Com bastante tiroteios, no maior estilo, com um pano de fundo muito bom, retratando toda guerra causada por uma avassaladora luta entre os bandos rivais.

    Porém, faltou desenvolvimento em alguns personagens, principalmente os secundários. Temos um oriental, um descendente de indígenas e um latino. Um caçador de recompensas, um apostador, um fora da lei, um rastreador, um pistoleiro, um guerreiro e um assassino. Denzel Washington é o líder do bando, e foi o maior destaque de todo o longa. Uma atuação pragmática, ríspida, seca, no maior estilo badass dos pistoleiros (aquela famosa frase: O gatilho mais rápido do Velho Oeste......kkkkk). Muito interessante os desfechos finais de Sam Chisolm, quando somos confrontados com os verdadeiros motivos pelo qual ele aceitou ajudar o vilarejo.

    Chris Pratt está tão cômico quanto o icônico Senhor das Estrelas de Guardiões da Galáxia. Ele é o que mais chamou a atenção dentro do bando, com seu ar de deboche e seu jeito engraçado de ser, sempre tirando a atenção dos inimigos com suas mágicas cômicas. Chris funcionou muito bem no longa, entregou um personagem bem caricato (o que dizer de sua última cena, quando decidiu dar seu último trago no cigarro aos pés dos inimigos - SENSACIONAL).

    Ethan Hawke esteve bem com seu personagem perturbado, funcionou bem e foi fundamental para o bando (principalmente em seu retorno). Vincent D'Onofrio, Byung-Hun Lee, Manuel Garcia-Rulfo (que esteve no papel que inicialmente seria de Wagner Moura) e Martin Sensmeier completaram os Setes Homens, todos com suas diferentes características. Haley Bennett viveu o tempo todo ao lado dos pistoleiros, defendendo seu vilarejo e foi fundamental em cena. Ela viveu a personagem Emma Cullen, que decidiu pedir ajuda a Sam Chisolm para acabar com o bando que os ameaçavam, colocando a mão nas armas e enfrentando a batalha com todo seu poder feminino - ótima atuação de Haley Bennett. Não poderia deixar de destacar Peter Sarsgaard, que esteve muito bem com o personagem Bartholomew Bogue. O antagonista de toda história, o vilão sangue-frio, que impunha medo e soberania e, ao final, teve a melhor cena do longa com Sam Chisolm.

    Portanto, SETE HOMENS E UM DESTINO não é um filme ruim, mas também não tem nada de espetacular, é bem simples, mas muito divertido. Para os amantes dos Westerns vai agradar, para os amantes de ação também, e no meu caso, é um bom filme, com ótimos ingredientes de um Faroeste.

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