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Últimas opiniões enviadas

  • Edson Palmeiras

    O talento e versatilidade de Chazelle.

    "O Primeiro Homem" foge lindamente da cartilha de cinebiografias tradicionais e filmes sobre acontecimentos históricos. Nada ufanista, o filme é um estudo de personagem muito dedicado e detalhista. Um retrato cinematográfico intimista que mostra o que sentia e movia o primeiro homem que chegou à lua.
    O foco não está em mostrar uma jornada de heróis e a realização de um grande feito.
    Embora a obra tenha uma eficiente reconstituição de época e mostre os acontecimentos históricos com clareza, o que faz com que o espectador se envolva é a capacidade do diretor em criar sequências de diferente caráter muito ricas e bem encenadas.

    A atmosfera do longa ressalta com primor o desgaste de Neil Armstrong e todos em sua volta. As muitas experiências e tentativas da NASA ganham forma em cenas bastante imersivas. Nos sentimos como aqueles astronautas ao acompanhar os ambientes claustrofóbicos e sufocantes. A pressão e as sucessivas falhas das missões também tornam cada nova tentativa psicologicamente mais tensa.

    A importância do lado humano em "O Primeiro Homem" é imensa. Muito do filme é dedicado as cenas com a família. A arriscada profissão do lendário astronauta interfere diretamente na dinâmica e astral da casa. Há um clima melancólico quase permanente(que também é causado pela perda irreparável de um familiar), mas ainda assim sentimos o amor entre todos eles. Praticamente não há momentos românticos entre Janet(a esposa) e Neil, porém nota-se o amor, cumplicidade e forte ligação entre ambos.

    Os inúmeros fracassos da NASA, os sacrifícios, as mortes, as ausências e as tristezas são fortemente sentidas durante todo o longa. Temos aqui uma obra emocionalmente pesada, porém muito sóbria.
    O entendimento de que se perdeu muito mais do que se ganhou é notório. Não há satisfação, nem sentimento de vitória. Na cena mais tocante do filme, surge o desabafo silencioso em um gesto poético e simbólico. Há finalmente a aceitação do luto.
    Ao término da bem sucedida missão histórica, a realização pessoal de Neil Armstrong acaba, na verdade, sendo um alívio que proporciona a paz consigo mesmo.

    Acompanhar e conhecer a jornada pessoal do reservado e complexo personagem principal é maior do que tudo que o cerca.

    Direção formidável e competentíssimas performances de Ryan Gosling e Claire Foy.♡

    Outro grande trabalho de Damien Chazelle. Seu nome se firma mais e mais entre os grandes cineastas do cinema americano atual a cada longa.

    Um dos melhores filmes do ano.

    .
    Excelente.

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  • Edson Palmeiras

    Reflexivo e deveras poderoso trabalho de Bresson.

    A constatação da falência do espírito de uma época em 92 minutos.
    "O Diabo, Provavelmente" acompanha seu protagonista em sua caminhada de crescente pessimismo diário.
    Movimentos revolucionários e ideais sem força, religiões que passam longe de oferecer saídas e atrocidades ambientais cada vez maiores refletem um mundo vazio e sem brilho.
    O olhar de Charles, o protagonista, enxerga o amor e as relações humanas como insuficientes em sua vida. Enxerga a sociedade em completo estado de decadência.
    O filme se desprende totalmente de uma abordagem emocional. O desenvolvimento da obra prioriza uma visão extremamente analítica do mundo de Charles e de seus pensamentos e conclusões.

    Conhecermos a figura que surgiu morta nos primeiros minutos de filme é impactante.
    Não há julgamentos sobre os motivos que o levaram a tal ato. Presenciamos apenas o conhecer de uma jornada muito humana e desoladora, mas consciente e de fácil entendimento.
    Os minutos finais são de enorme potência e inesperada beleza.

    Um dos grandes filmes do mestre francês.

    .
    Excelente.

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  • Edson Palmeiras

    *Possíveis spoilers abaixo!*

    Interessante drama sobre a escolha de se viver à margem da sociedade.

    Pai e filha vivendo numa aparente plenitude e felicidade encontradas diretamente no apoio/afeto do outro. A simplicidade da rotina e a pouca oferta de recursos não os afeta nem deixa vazios, pelo menos à primeira vista.
    A sociedade, que interfere e molda todos, entra em ação mudando as vidas e dinâmica entre os dois. Falta confiança para encarar o novo mundo, mas o aprendizado vindo com as novas experiências permitem despertar curiosidades, vontades e planos novos.
    A forma de lidar com a inadequação diária se mostra diferente para ambos, os novos sentimentos que vem à tona colocam pai e filha em lados opostos.

    Passados traumáticos ficam ocultos e difíceis decisões geram rompimentos.
    O filme opta por ocultar o motivo da dor, mas o sofrimento é sentido no olhar e na força da despedida.

    Fica a sensação de que o longa poderia ser bem mais arrebatador e intenso. Contudo, o saldo geral é positivo.

    Ben Foster e Thomasin McKenzie entregam ótimas atuações. Performances contidas e muito humanas.

    Mais um bom trabalho de Debra Granik.

    .
    Bom.

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  • Amanda
    Amanda

    Igualmente moço. :)

  • Amanda
    Amanda

    Aceito moço. :)

  • João Filho
    João Filho

    Ah sim, faz sentindo mesmo... e é muito bom a moderação fazer isso, já que evita a presença dos ~viajantes do tempo~ hahaha