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Últimas opiniões enviadas

  • Jessica Crusco

    Baseado na obra Dolores Claibourne, Eclipse Total, é numa contagem, uma das melhores adaptações de Stephen King. E o triste é que pouca gente sabe disso, ou poucos viram o filme. Nada de paranormalidade, assombrações ou demônios que infestam as histórias/adaptações do mestre. Que livro! Que filme! QUE HISTÓRIA! Amei a adaptação, Kathy Bates emociona, ficou incrível no papel de Dolores, não poderia ser outra pessoa e não poderia ser melhor, perfeita escolha. Aliás, todas as atrizes estão perfeitas em seus papéis, admiráveis. Gostei dos mecanismos dos flashbacks e da forma como as cenas são desconstruidas por eles, essa desconstrução na verdade construiu um dinamismo bem interessante para a narrativa do filme. A edição é primorosa! Ótimo roteiro e ótimas reviravoltas.
    Esse é pra quem acha que Stephen King é só monstros sobrenaturais e fantasias. Todo o terror da vida real, da violência contra mulher, do abuso, da violência doméstica e do machismo de forma geral, são muito bem retratados nesse filme. Daqueles filmes socos no estômago, história densa e pesada, em todos os aspectos, nas atuações, no roteiro, nas cores, na fotografia. Personagens femininas fortíssimas e memoráveis. Achei muito significativa a metáfora do Eclipse Solar para essa história, onde a mulher mostra que não é nem de longe um "sexo frágil". DOLORES EMPODERADORA!

    "É deprimente o mundo masculino em que vivemos." — Dolores Claiborne

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    "As vezes, Dolores, as vezes você tem que ser uma cadela bem arrogante para sobreviver. As vezes, ser canalha é tudo que resta para uma mulher." — Vera Donovan

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  • Jessica Crusco

    O que é a fotografia desse filme? Vítrea, vagamente reflexiva, permeada de transitoriedade; os restaurantes de luxo, apartamentos empresariais, bares requintados: há um toque de beleza artificial mesmo nos cenários mais naturais, um paralelo com a inacessibilidade da própria "Girlfriend Experience" do título: no fim, não sobra nenhuma experiência real de relacionamento, mas só caros momentos fugazes de solidões compartilhadas. Estava louca atrás desse filme para assistir, pelos riscos que o filme assume, a linguagem experimental e por Sasha Grey. Sasha Grey é uma mulher interessantíssima, sempre achei, a considero uma das pessoas mais interessantes e lindas do mundo. E o talento dela é inegável (pornô ou não, é sempre bom), se propôs a uma coisa totalmente experimental e deu conta do recado, não é o tipo de filme que dê para "disfarçar talento" porque não tem onde se apoiar, é o que é. Me impressionou muito sua desenvoltura, dominando com enorme categoria todas as cenas! E também sou fã do Soderbergh, então gostei bastante do filme. Cinema experimental de alto nível.

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