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33 years Catanduva - (BRA)
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Jornalista, crítico de cinema, especialista em Artes Visuais pela Unicamp e professor de Semiótica e Produção de Rádio e TV no Imes-Fafica (Catanduva/SP). É coordenador da área de Comunicação e Artes do Senac Catanduva, comentarista de cinema na Nova TV (Catanduva/SP) e na rádio Câmara Bauru 93.9 e autor do livro "Cinema em Foco - Críticas Selecionadas" (2012). Atualmente colabora com resenhas de filmes em diversos órgãos de imprensa, dentre eles o boletim eletrônico Colunas & Notas, o site DVD Magazine e a revista Middia Magazine, bem como mantém o blog "Cinema na Web" desde 2008.
É também organizador e consultor de festivais e mostras de cinema brasileiro.
Como comentarista de cinema, já atuou nas rádios Jovem Pan, Bandeirantes AM e Globo AM e também nos jornais O Regional e Notícia da Manhã, além de ter sido colaborador de cinema nos sites E-Pipoca, Cineminha, UOL, Senac São Paulo, Argumento.net e Antenadão, na rede "O Jornal" (com a coluna semanal 'Filme & Arte'), no boletim informativo da UNESP/Bauru e no site Observatório da Imprensa.

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Últimas opiniões enviadas

  • Felipe

    Em comemoração ao Dia das Crianças, a Universal Pictures antecipou o lançamento de um box especial com três fitas de animação para a garotada, que acabaram de chegar em DVD nas lojas, em edições especiais. Neste foram reunidas três produções da Illumination, “Sing – Quem canta seus males espanta” (2016), que recebeu duas indicações ao Globo de Ouro; “Pets – A vida secreta dos bichos” (2016); e este “Minions” (2015), uma aventura descontraída e bem caprichada com os três personagens de destaque do Minions - Stuart, Kevin e Bob, adoráveis criaturas amarelas que apareciam nas fitas da franquia “Meu malvado favorito”. Ganharam o primeiro filme próprio, e aqui podemos ver como tudo começou. De cara, na abertura, ouvimos o grupo soltando a voz para a vinheta da Universal, uma sacada divertida. Logo acompanhamos uma breve linha do tempo com os Minions em passagens da História do Mundo, desde o surgimento da Terra, a briga com dinossauros milhões de anos atrás e até aloprar o exército de Napoleão Bonaparte, por exemplo, embalados pela canção “Happy together”, de The Turtles. No tempo atual, precisamente a década de 60, que é o eixo central da trama, os três Minions mais famosos saem da escuridão (como no Mito da Caverna, de Platão) para alcançar o novo, com a meta de encontrar um vilão que os inspire. É o start de uma jornada frenética, onde percorrerão o mundo, sempre com muita euforia, até cair nas graças da superpoderosa vilã Scarlett Overkill, criada especialmente para este filme.
    Do começo ao fim, vai por mim, a animação diverte crianças e adultos, e ainda tem referências cinematográficas e musicais da cultura pop, para os entendidos – como a turbulenta situação político-social dos Estados Unidos no fim da década de 60, com citações à Guerra do Vietnã, movimento hippie, Contracultura etc
    As vozes dos Minions, todas feitas pelo diretor, Pierre Coffin, provocam riso à parte - e ainda vemos nomes importantes do cinema emprestar a voz para personagens secundários, como Sandra Bullock, Michael Keaton, Jon Hamm, Allison Janney, Steve Coogan e narração de Geoffrey Rush.
    Indicado ao Bafta em 2016 na categoria melhor animação, “Minions” tem trilha sonora assinada pelo brasileiro Heitor Pereira (ex-Simply Red) e fecha com uma sequência surpreendente (não deixem que te contem para não estragar a boa surpresa!).
    Assim como os três filmes anteriores de “Meu malvado favorito”, produzidos pela mesma equipe, o orçamento foi parecido (este aqui de U$ 74 milhões) com uma bilheteria estrondosa, de U$ 337 milhões - atingiu os top 10 dos mais rentáveis de 2015. O público lotou as salas, conferiu com prazer, parte dos exigentes esperava mais, a crítica ficou dividida, porém na minha análise, como deu para notar, aprovei o resultado - os Minions deram o ar da graça numa animação engraçada, inteligente, ou seja, um passatempo de primeira qualidade. Já em DVD pela Universal em edição simples e no box. Confira também o extra, o “Jingle Bells” do Minions.
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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  • Felipe

    Uma boa comédia de erros produzida pela Netflix, engraçadinha, bem no gosto dos americanos, de apenas 1h23 de duração, lançada na plataforma em julho deste ano. Desde 2017 a Netflix vem lançando uma média de 15 filmes próprios por mês no Brasil, boa parte deles do gênero comédia, e essa fita independente é uma boa aposta, que foi mais apreciada pelos americanos, e aqui no Brasil não pegou.
    No elenco temos Josh Brolin, um bom ator versátil que faz de tudo um pouco e vem ganhando destaque em obras importantes do cinema, no papel do protagonista, um caçador e apresentador de um programa sobre caçada de animais selvagens. Ele viaja com o cinegrafista, interpretado pelo comediante e roteirista do filme Danny McBride (aqui melhor que de costume), e o filho adolescente até um camping para encontrar um cervo raro, de cauda branca, mas pelas trilhas da floresta vão se deparar com confusões. O título original faz referência a esse cervo difícil de ser localizado, enquanto a tradução no Brasil faz jus à primeira caçada do garoto Jaden, uma espécie de rito de passagem, uma iniciação à vida adulta, que o pai dele propõe.
    Além da comédia o filme procura saídas para o drama, em que pai e filho tentam se reconectar após um tempo afastados, com bons ingredientes desse gênero, sem ser piegas ou choroso, já que o humor se destaca!
    Eu gostei, assiste-se facilmente. O resultado deu certo por causa da mão boa do diretor Jody Hill, de fitas de comédias, que escreveu o roteiro ao lado do ator Danny McBride. Vale uma espiada no Netflix.
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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  • Felipe

    Uma excelente versão revisionista de uma personagem bíblica controversa, Maria Madalena, que nesta atualização ganha novos entendimentos, por isto uma produção polêmica e que dividiu a opinião do público, principalmente os religiosos.
    O promissor cineasta australiano indicado ao Emmy e ao Bafta Garth Davis, que havia feito um belo trabalho em “Lion: Uma jornada para casa” (2016), optou por uma fita de arte de base cristã, porém com amplitudes feministas, de uma outra Maria Madalena, contemporânea, não mais aquela mulher apontada como prostituta, o que produz um efeito catártico aos que estão diante da tela da TV, abrindo reflexões sobre o papel da mulher atual.
    Garth Davis contou com a ajuda de duas roteiristas para recriar a difícil versão, Helen Edmundson (de telefilmes britânicos) e Philippa Goslett (que tinha escrito o bom, mas pouco assistido “Poucos cinzas”, de 2008, sobre o pintor Salvador Dalí), e escalou para o papel principal Rooney Mara, numa interpretação impecável, uma das melhores da carreira. Assim acompanhamos de perto a vida de uma jovem humilde, devota e inteligente, isolada numa comunidade de pescadores, na região de Magdala, na antiga Galiléia (por isto Maria Madalena, ou Maria de Magdala). Ela quer sair de lá, briga com a família inteira por não aceitar imposições de um casamento, inclusive pais e irmãos acreditam que ela está possuída por demônios (tem até uma cena discreta de exorcismo, feito nas águas do rio). Contra todos, vai embora de casa e se junta a Cristo e aos apóstolos, que visitavam os arredores. O grupo criava ali um movimento social considerado radical, mal visto pela comunidade – e Maria também passa a ser desprezada, já que as mulheres não se juntavam aos homens nessas andanças. Ela parte para pregar a palavra de Cristo e aprender com ele o resgate dos pobres e oprimidos, cruzando terras infecundas, onde habitam pessoas com lepra e outras doenças.
    Corajosa e à frente de seu tempo, Maria rompeu com as tradições familiares e quebrou as rígidas hierarquias da época, tornando-se uma figura messiânica e destacável seguidora de Jesus até a crucificação dele. Para se ter uma ideia da relevância de Maria Madalena, em 2016 o Vaticano a reconheceu como uma mulher fundamental na história de Jesus, que acompanhou de fato os apóstolos em suas peregrinações (no filme ela dividia as caminhadas com o apóstolo Pedro, papel de Chiwetel Ejiofor), e atualmente é reverenciada em diversas culturas e religiões.
    Rooney Mara, duas vezes indicada ao Oscar (por “Carol” e “Millennium: Os homens que não amavam as mulheres”), cria a personagem com extrema distinção e brandura, com olhar penetrante e poucas palavras, e o filme narra sempre o seu ponto de vista no grupo dos apóstolos. Joaquin Phoenix faz Jesus, num papel-espelho de Maria, a ponte que liga a razão e a emoção entre a aprendiz e o mestre, numa interpretação incrível de um homem adorado, mas preocupado com o seu destino. Uma curiosidade: Phoenix e Rooney já haviam trabalho duas vezes juntos, em “Ela” (2013) e “Don't worry, he won't get far on foot” (2018, ainda inédito e sem tradução no Brasil).
    Outro bom ator que aparece é o francês Tahar Rahim, de filmes como “O profeta” (2009) e “O passado” (2013), no papel de Judas, além de Chiwetel Ejiofor.
    Dou destaque ainda para a emocionante trilha sonora, último trabalho do compositor islandês indicado ao Oscar Jóhann Jóhannsson, falecido prematuramente aos 48 anos em fevereiro deste ano, que realizou uma parceria com Hildur Guðnadóttir. O figuro é bonito, de Jacqueline Durran, seis vezes indicada ao Oscar e ganhadora por “Anna Karenina” (2012), e a fotografia, digna de suspiros (de Greig Fraser, indicado ao Oscar por “Lion” e de obras como “A hora mais escura”), rodada em lindas regiões da Itália, como Sicília e Apúlia.
    Coproduzido entre Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, “Maria Madalena” é uma das grandes surpresas do ano, filme lindíssimo e com uma discussão necessária para abrir a nossa mente! Fresquinho em DVD pela Universal!

    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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