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33 years Catanduva - (BRA)
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Jornalista, crítico de cinema, especialista em Artes Visuais pela Unicamp e professor de Semiótica e Produção de Rádio e TV no Imes-Fafica (Catanduva/SP). É coordenador da área de Comunicação e Artes do Senac Catanduva, comentarista de cinema na Nova TV (Catanduva/SP) e na rádio Câmara Bauru 93.9 e autor do livro "Cinema em Foco - Críticas Selecionadas" (2012). Atualmente colabora com resenhas de filmes em diversos órgãos de imprensa, dentre eles o boletim eletrônico Colunas & Notas, o site DVD Magazine e a revista Middia Magazine, bem como mantém o blog "Cinema na Web" desde 2008.
É também organizador e consultor de festivais e mostras de cinema brasileiro.
Como comentarista de cinema, já atuou nas rádios Jovem Pan, Bandeirantes AM e Globo AM e também nos jornais O Regional e Notícia da Manhã, além de ter sido colaborador de cinema nos sites E-Pipoca, Cineminha, UOL, Senac São Paulo, Argumento.net e Antenadão, na rede "O Jornal" (com a coluna semanal 'Filme & Arte'), no boletim informativo da UNESP/Bauru e no site Observatório da Imprensa.

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Últimas opiniões enviadas

  • Felipe

    Produzido e dirigido por Robert Zemeckis, de fitas populares dos anos 80 e 90 como “Tudo por uma esmeralda” (1984), a trilogia “De volta para o futuro”, “Uma Cilada para Roger Rabbit” (1988) e de duas obras máximas do cinema, “Forrest Gump: O contador de histórias” (1994) e “Náufrago” (2000), “Aliados” recebeu indicação ao Oscar e ao Bafta de melhor figurino (que realmente são de tirar o chapéu). Também produtor do filme, Steven Knight escreveu o roteiro, cheio de reviravoltas, a partir de uma história real ocorrida na metade da Segunda Guerra, de um agente que se apaixonou por uma linda jovem da Resistência Francesa, depois acusada de ser espiã dos nazistas. Knight roteirizou bons trabalhos de suspense, foi indicado ao Oscar por “Coisas belas e sujas” (2004) e aqui usou o talento nato para misturar drama com romance, guerra e espionagem, com pequenos, mas vigorosos momentos de ação, além de surpresas e um desfecho melancólico, fora dos padrões (o que é um bom sinal). Pode não parecer, mas o filme foi inteiramente rodado em estúdios, inclusive a abertura no Deserto do Saara.
    Tem duas lindezas de Hollywood, o galão Brad Pitt e a charmosa e misteriosa Marion Cotillard, que realçam a plástica do filme. E estão super bem em seus papéis. Na época das gravações, entre 2015 e 2016, Marion estava grávida do marido, o ator e diretor francês Guillaume Canet, impedida de atuar em certas sequências de perseguições; e Pitt se separava de Angelina Jolie - por isso saíram rumores na mídia de um possível caso entre os dois, negado por ambos.
    A ideia central traz vaga lembrança com fitas noir americanas, Marion tenta ser uma femme fatale, o mistério invade a tela com uma construção adequada de época, resultando num bom filme, à moda antiga, que exige atenção. Mas teve fraca bilheteria, arrecadando menos da metade do orçamento, que foi U$ 80 milhões.
    É possível assisti-lo em DVD e Bluray, lançados em 2017 pela Paramount Pictures. Boa sessão!
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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  • Felipe

    Quando realizou esta contemplativa e gratificante obra-prima do cinema em 1972, o diretor italiano Franco Zeffirelli (que completa 96 anos em 12 de fevereiro), já havia se consagrado com dois filmes de sucesso baseados em peças de William Shakespeare, “A megera domada” (1967) e “Romeu e Julieta” (1968). Neste drama romântico cult com fundo musical focou nos primeiros anos da juventude de São Francisco de Assis (1182-1226), na vida pessoal e nos feitos dele, e os fortes laços que teve com Santa Clara (1194-1253). Sob influência da Contracultura, o filme, na época, recebeu críticas negativas por ter transformado São Francisco num cidadão hippie, assim como Scorsese fez com Jesus em “A última tentação de Cristo”, anos mais tarde. Bobagem, pois o lado hippie que julgaram no personagem nada mais é que o abandono ao apego material, em que o personagem religioso (que morreu novo, aos 44 anos) pregava a igualdade, o bem comum entre os homens e a adoração pelos animais e pela natureza em si.
    Com boas opções de cenografia (o filme foi indicado ao Oscar de direção de arte), foi rodado em lindos campos da Itália, como Toscana, Sicília e Umbria, com figurinos condizentes à época em que Francisco viveu (séculos XII e XIII) e um roteiro simpático a quatro mãos – assinam o britânico Kenneth Ross (de thrillers de espionagem como “O dia do chacal” e “O dossiê de Odessa”) e os italianos Zeffirelli, Lina Wertmüller (de “Mimi, o metalúrgico” e “Pasqualino Sete Belezas”) e a falecida Suso Cecchi D'Amico (de obras do Neorrealismo, como “Ladrões de bicicleta” e “Rocco e seus irmãos”). Notória também a trilha sonora, do cantor pop Donovan, que escreveu especialmente canções para o filme, como a emocionante “Brother Sun, Sister Moon”. No elenco, britânicos e italianos trabalham juntos, com destaque para Graham Faulkner e Judi Bowker, respectivamente Francisco e Clara, e participações especiais de Alec Guiness, no desfecho, como papa Inocêncio III, além de Adolfo Celi, Valentina Cortese e a estreia de Peter Firth.
    É um dos filmes da minha vida. Assisti quando pequeno pela primeira vez em TV aberta (em 1995), depois revi em VHS e recentemente adquiri o DVD para uma revisão – e continua ótimo, emocionei-me, pra variar. Não tem como não gostar desse bonito tributo a São Francisco. Também há outras obras cinematográficas sobre ele, como “Francisco, arauto de Deus” (1950), magnum opus de Roberto Rosselini, “Francesco” (1989), docudrama com Mickey Rourke, e a básica “São Francisco de Assis” (1961), de Michael Curtiz.
    “Irmão Sol, Irmã Lua” saiu em DVD no Brasil por duas distribuidoras: uma pela Paramount, com melhor cópia, em widescreen, áudio original em inglês, mas sem extras, e outra pela Versátil, em fullscreen, baixa qualidade, áudio dublado em italiano e com extras em textos.
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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  • Felipe

    Obra máxima do diretor espanhol Carlos Saura, vencedora do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes em 1976 e indicada ao Globo de Ouro de filme estrangeiro. Aparentemente o filme é um retrato sobre a infância. Porém a psicologia é mais profunda. Saura esteve engajado contra o regime totalitário de Francisco Franco (conhecido como “El Caudillo”) na Espanha; por isso, “Cria cuervos” é uma fita de amparo político, que carrega uma aura de mistério, metáforas e inúmeras simbologias, dando indícios pelo próprio título – uma alusão ao ditado espanhol “Crie corvos e eles te comerão os olhos”. A mãe agonizando na cama remete à ideia da pátria doente, assim como o envolvimento do general franquista com a amante implica na concepção implícita da traição do país – e a morte dele por veneno sugere a revolta popular que pode depor um presidente.
    A música-tema, cantada por Jeanette, “Por que te vas”, sucesso na época, é cínica e ambígua. No elenco, destacam-se a garotinha Ana Torrent, em início de carreira, com nove anos – hoje uma mulher belíssima e importante atriz, além de Geraldine Chaplin (filha de Charles Chaplin), em papel duplo feito em tempos diferentes – a mãe e a filha na fase adulta.
    Um clássico de nossos tempos, que acaba de sair em excelente cópia pela Obras-Primas do Cinema, no box “Carlos Saura” – a caixa contém três discos, vem ainda com os filmes “A prima Angélica”, “Ana e os lobos”, “Depressa, depressa” e “Peppermint Frappé”, além de horas de extras e cards especiais.
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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