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33 years Catanduva - (BRA)
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Jornalista, crítico de cinema, especialista em Artes Visuais pela Unicamp e professor de Semiótica e Produção de Rádio e TV no Imes-Fafica (Catanduva/SP). É coordenador da área de Comunicação e Artes do Senac Catanduva, comentarista de cinema na Nova TV (Catanduva/SP) e na rádio Câmara Bauru 93.9 e autor do livro "Cinema em Foco - Críticas Selecionadas" (2012). Atualmente colabora com resenhas de filmes em diversos órgãos de imprensa, dentre eles o boletim eletrônico Colunas & Notas, o site DVD Magazine e a revista Middia Magazine, bem como mantém o blog "Cinema na Web" desde 2008.
É também organizador e consultor de festivais e mostras de cinema brasileiro.
Como comentarista de cinema, já atuou nas rádios Jovem Pan, Bandeirantes AM e Globo AM e também nos jornais O Regional e Notícia da Manhã, além de ter sido colaborador de cinema nos sites E-Pipoca, Cineminha, UOL, Senac São Paulo, Argumento.net e Antenadão, na rede "O Jornal" (com a coluna semanal 'Filme & Arte'), no boletim informativo da UNESP/Bauru e no site Observatório da Imprensa.

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Últimas opiniões enviadas

  • Felipe

    “Grease” acaba de ganhar uma linda edição especial comemorativa de 40 anos, com uma nova capa toda desenhada e cheia de cor e extras imperdíveis, tanto em DVD como em Bluray. Edição caprichada para apreciarmos sem moderação esse estrondoso sucesso de público, daqueles filmes ingênuos adoráveis, que arrastou multidões aos cinemas. Uma fita musical vibrante, que registra uma época tão distante da atual, sobre o comportamento dos jovens na década de 50, com cabelos com brilhantina, topetes, o início das roupas de couro coladas no corpo, as saias rodadas, as danças de salão e o rock n’roll em germinação.
    O casal John Travolta e Olivia Newton-John, com intensa química e carisma, marcou toda uma geração com as músicas “You’re the one that I want”, “Summer nights” (“Tell me more”) e “We go together”, ainda hoje lembradas nos revivals dos anos 70. Travolta puxa os holofotes para si, roubando a cena e esbanjando simpatia. Tinha, na época, 23 anos, em início de carreira, um ano depois do sucesso de “Os embalos de sábado à noite”. E Olivia, uma graça, cantora com energia e ótima dançarina - pena que deixou a carreira no cinema, apareceu em cinco filmes deposite deste, como “Xanadu” (1980) e de novo com Travolta no fraco “Embalo a dois” (1983), dedicando-se hoje à música; ela enfrenta uma nova batalha contra o câncer de mama e mantem-se em tratamento. O casal brilha ao lado de um elenco coadjuvante fantástico e engraçado, como Stockard Channing, Jeff Conaway, e dos veteranos Sid Caesar, Joan Blondell e Eve Arden.
    Com visual colorido (tachado hoje de brega), o musical teve indicação ao Oscar de canção original (“Hopelessly devoted to you”), de John Farrar, e também ao Globo de Ouro (em cinco categorias – Ator para Travolta, Atriz para Olivia, Filme – Musical ou Comédia, e em duas canções famosas, a da abertura, “Grease”, de Barry Gibb, dos Bee Gees, e “You’re the one that I want”).
    Foi o melhor trabalho do diretor Randal Kleiser, de “A lagoa azul” (1980) e “Amantes de verão” (91982), especializado em fitas românticas melosas para jovens.
    Originou uma péssima continuação quatro anos depois, “Grease 2: Os tempos da brilhantina voltaram (1982), com ninguém do elenco original (na linha de frente do elenco tinha Michelle Pfeiffer, novata, em seu segundo trabalho), dirigido pela coreógrafa do original, Patricia Birch. Também deu gancho a um monte de filmes musicais com ritmo dançante, com temas sobre a juventude, de forma bem humorada.
    É um prazer rever e lembrar com saudade, ainda mais nessa incrível edição de colecionador, distribuída pela Paramount Pictures, com uma série de extras inéditos (como final alternativo, especiais de TV, making of, trailers, documentários e introdução do diretor). A nova edição está disponível em DVD e Bluray, em disco simples, e ainda numa luxuosa edição limitada, em bluray, com livreto ilustrado e um fone de ouvido com a marca Grease.
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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  • Felipe

    Dez anos depois do lançamento do documentário “Uma verdade inconveniente” (2006), o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore segue com sua luta contra o aquecimento global.
    Urgente e reveladora, a continuação de “Uma verdade inconveniente” toca ainda mais fundo na ferida do aquecimento global, um tema imprescindível nos dias atuais que vem ganhando forças nos debates políticos internacionais graças ao trabalho incansável do ex-senador e ex-VP americano Al Gore. Como no primeiro documentário, Gore volta a alertar o público em suas palestras sobre os perigos das ações desenfreadas dos humanos que agridem o meio ambiente, exibindo vídeos chocantes de desastres ambientais, de geleiras polares em constante derretimento causado pelas alterações climáticas, de cidades afetadas por inundações, furacões e doenças até tempo atrás controladas. Seja nas Filipinas ou no Brasil, percebe-se a devolutiva da natureza quando atacada. É uma reação em cadeia: o homem destrói, a natureza devolve com fúria. E a mensagem de Gore é clara: se cada um não mudar os velhos hábitos, o mundo sucumbirá.
    Indicado ao Bafta de melhor documentário e ao Golden Eye, no Festival de Cannes, este filme corajoso nos deixa atônito – e espero que quem assistir coloque a mão na consciência para fazer a sua parte, mesmo com atitudes simples, na recuperação do planeta Terra.
    Al Gore esboçou a ideia, assim como no anterior (que foi premiado com dois Oscars), e novos diretores assumiram o projeto (a dupla Bonni Cohen e Jon Shenk), com orçamento mínimo, de U$ 1 milhão (infelizmente a bilheteria ficou bem abaixo do esperado).
    Já disponível em DVD pela Paramount Pictures, com bons extras, como novos depoimentos de Al Gore e o clipe com a música-tema, “Truth to power”, da banda OneRepublic.
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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  • Felipe

    O filme de ficção científica mais aguardado dos últimos anos, excepcional na concepção gráfica, uma obra de mestre do visionário cineasta Denis Villeneuve. Sem dúvida a continuação de “Blade runner – O caçador de androides” (1982) é um dos trabalhos mais impressionantes do cinema, que agitou a crítica mundial e surpreendeu o público, com mil motivos para isto tudo. Quem perdeu nos cinemas tem a chance de vibrar com a explosiva cópia em DVD ou bluray.
    A história se passa novamente em Los Angeles, num futuro apocalíptico, agora no ano de 2049, exatas três décadas depois dos acontecimentos do primeiro filme. A degradação ambiental destroçou o planeta Terra enquanto a tecnologia cibernética substituiu o homem em suas tarefas. Há superpopulação nas cidades, a poluição ambiental tornou-se fatal e a escassez de alimentos elevou o número de mortos. Nessa conjuntura a poderosa empresa de Engenharia Genética Tyrell criou cópias perfeitas de humanos, chamados de replicantes, destinados para o trabalho forçado em outros planetas – a maioria são escravos, proibidos de viver na Terra. Eles colonizam espaços interplanetários, abrindo lugares para serem habitados. A Tyrell então lança uma novidade tecnológica, uma linha moderna de replicantes, obedientes, com implante de memórias fabricadas para gerar nesses robôs um sentido de vida – pela lógica do filme, se os replicantes possuem memórias autênticas, desenvolvem emoções e reações verdadeiras próximas a dos humanos. Um dos caçadores de replicantes, K, vaga em seu carro com a missão de “aposentar” modelos antigos de replicantes e procura também razões para a existência. Ele é uma dessas criações robóticas, recém-designado para investigar uma misteriosa caixa com ossos de uma mulher. O caso o leva até o ex-blade runner Rick Deckard, foragido há trinta anos, e K sai em busca do seu paradeiro. Só Deckard possui a chave para resolver o enigma que envolve a origem dos replicantes. Mas nada será fácil para o agente solitário, emboscado a todo minuto por um grupo de replicantes mercenários, assassinos de primeira classe.
    Na linha futurista do anterior (uma obra-prima de Ridley Scott), o trabalho ímpar de Denis Villeneuve prossegue com a visão distópica do mundo, numa época mais sombria e assustadora, reforçando uma sociedade individualista, sufocada em arranha-céus, em que os humanos vivem de máscara, pois a poluição se tornou letal e deixou o céu escuro de dia. Tão bruta quanto é a tecnologia, hiperavançada, com carros voadores invadindo a Grande Los Angeles, responsável em redesenhar a inteligência artificial, sobrepondo-a aos humanos, com a possibilidade de convívio com pessoas holográficas (elas servem até para prazeres sexuais).
    Nesse caos pertinente para amplas discussões, o filme atesta fatos que no primeiro ficaram subentendidos sobre os personagens. Assim como no anterior, e também no livro de Philip K. Dick “Androides sonham com ovelhas elétricas”, que inspiraram os dois “Blade Runner”, volta-se a questionar pontos filosóficos sobre a existência humana com sobriedade: de onde viemos e quanto tempo ainda temos na Terra, além do poder da memória. Com viés científico, traz diálogos sobre a expansão das fronteiras da ciência cuja dimensão provoca o desequilíbrio do ecossistema, favorecido pelas intervenções humanas sem limites. Já vivemos parte disto. E será que daqui a 30 anos veremos o restante do que o filme apresenta?
    O processo de criação desse filmaço saiu dos esboços mentais de um dos diretores mais criativos da última década, o canadense Denis Villeneuve, de “Sicário: Terra de ninguém (2015)” e “A chegada” (2016), que realizou um feito cinematográfico único com união de uma equipe de primeira linha: Villeneuve reuniu de novo um velho parceiro, o diretor de fotografia Roger Deakins, que em sua 14ª indicação ao Oscar ganhou a primeira estatueta por este trabalho impressionante, e o designer de produção Dennis Gassner, também indicado ao Oscar pelo filme. Deakins e Gassner, a pedido de Villeneuve, utilizaram o mínimo de green screen (fundo verde) optando por locações e sets de filmagens gigantescos – por isso há tantas texturas, várias cidades de arquiteturas diferenciadas serviram para a base da obra, como Hungria, México, Islândia e Espanha. Misturaram cores fortíssimas, tanto quentes quanto frias, numa escala visual absurda de neon, azuis, vermelhos e alaranjados.
    O elenco, um tiro certo. Ryan Gosling lidera com uma performance enigmática, atrelado por participações marcantes de Sylvia Hoeks, Jared Leto, Dave Bautista, Robin Wright e Ana de Armas, além de dois atores do primeiro Blade Runner, Edward James Olmos e, claro, Harrison Ford, que só aparece da metade pra frente, numa participação aguardada por todos.
    “Blade runner 2049” é para assistir duas, três, quatro vezes. A beleza plástica, a direção, a trilha sonora, a narrativa e a história nos convidam para uma revisão. Que obra esplêndida! Enobrece o anterior, realça os detalhes, nos deixa atônitos.
    Ganhou dois Oscars (melhor fotografia e efeitos visuais) e indicado a outros três (edição de som, mixagem de som e design de produção), e venceu dois Bafta (fotografia e efeitos). Assisti no cinema, revi em Bluray semana passada e logo vou colocar play de novo. No balanço de 2017 entrou na minha lista dos melhores do ano.
    Uma dica: se gostar do filme e quiser afinar seus entendimentos sobre a história, assista aos bons extras (tanto do DVD quanto do Bluray). Saiu em versões em DVD, em Bluray e em steelbook com disco duplo, com mais bônus. Merece atenção nos extras os três curtas-metragens dirigidos por três cineastas a convite de Denis Villeneuve, na verdade prólogos, cujos enredos mostram eventos ocorridos entre 2019 e 2049, ou seja, entre o novo e o velho Blade Runner. Um é o anime de Shinichirô Watanabe, “Blade Runner: Black out 2022” e os outros dois foram criados por Luke Scott, “2036: Nexus dawn”, com Jared Leto, e “2048: Nowhere to run”, focando no personagem de Dave Bautista.

    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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