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32 years Catanduva - (BRA)
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Jornalista, crítico de cinema, especialista em Artes Visuais pela Unicamp e professor de Semiótica e Produção de Rádio e TV no Imes-Fafica (Catanduva/SP). É coordenador da área de Comunicação e Artes do Senac Catanduva, comentarista de cinema na Nova TV (Catanduva/SP) e na rádio Câmara Bauru 93.9 e autor do livro "Cinema em Foco - Críticas Selecionadas" (2012). Atualmente colabora com resenhas de filmes em diversos órgãos de imprensa, dentre eles o boletim eletrônico Colunas & Notas, o site DVD Magazine e a revista Middia Magazine, bem como mantém o blog "Cinema na Web" desde 2008.
É também organizador e consultor de festivais e mostras de cinema brasileiro.
Como comentarista de cinema, já atuou nas rádios Jovem Pan, Bandeirantes AM e Globo AM e também nos jornais O Regional e Notícia da Manhã, além de ter sido colaborador de cinema nos sites E-Pipoca, Cineminha, UOL, Senac São Paulo, Argumento.net e Antenadão, na rede "O Jornal" (com a coluna semanal 'Filme & Arte'), no boletim informativo da UNESP/Bauru e no site Observatório da Imprensa.

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Últimas opiniões enviadas

  • Felipe

    Em 1398, nos primeiros anos da Dinastia Joseon, o comandante supremo Kim Min-Jae (Ha-kyun Shin) apaixona-se perdidamente por uma mulher mais nova, na medida em que enfrenta sérios desafios para o fortalecimento do reino da Coreia. A nova paixão irá desencadear intrigas e traições, e Min-Jae terá de tomar decisões vitais com seus aliados para governar com precisão o território recém-invadido.

    Há duas décadas o cinema sul-coreano detém espaço no circuito de cinema no Brasil, pela qualidade técnica dos filmes e histórias surpreendentes, contadas por diretores visionários, em especial os de terror. Épicos de guerra também viraram moda no país asiático, vieram para cá e foram ovacionados pelo público, e “Ascensão e queda de um império” encaixa-se como um exemplar bem tradicional dessas produções, um vigoroso drama de ação com pano de fundo histórico, com fatos reais romanceados durante a Dinastia Joseon, uma das mais duradouras, que existiu na Coreia do Sul por 500 anos.
    Com direção de arte deslumbrante, auxiliada por figurinos grandiosos, esta produção de orçamento alto se passa na primeira década da dinastia em questão, que foi a última da História da Coreia, marcada pela consolidação da doutrina confucionista, a aproximação com a cultura chinesa e a expansão do comércio e da tecnologia, momento crucial para o avanço do estado coreano. Por outro lado, dentro do reino sob plena reforma, haviam divergências gritantes, o caos imperava lado a lado com a violência desmedida, tudo em torno de lutas em nome da coroa, gerando traições e cobiça. Nesse contexto de descontrole social, são apresentadas duas figuras contraditórias - um rei desafiador, apaixonado pela primeira vez (por uma mulher mais nova), e um príncipe de sutil audácia, disposto a apropriar-se do trono, almejando o poder absoluto - e ambos retratam, disfarçadamente, duas autoridades máximas da Coreia, Yi Bang-won, rei da Dinastia Joseon, conhecido como Taejong, o Grande, e Jung-Na, príncipe e comandante supremo (trocaram nomes, todavia as características psicológicas foram mantidas; tem até uma chacina de cavalos, assustadora, que realmente existiu e está nos anais da História da Coreia). Todas as decisões para o andamento da história do filme passam pelo crivo destes dois personagens geniosos, representantes da ordem e da política nacional em formação – assim a obra centra a ação no pensamento do rei e do príncipe, para abrir o leque de plots e reviravoltas, bem armadas. E dá certo, pois as cenas de batalha são eficientes e empolgam, o romance fica na medida ideal e ganha créditos como um drama épico de qualidade. Quem dirige é um jovem desconhecido para nós, Sang-hoon Ahn, que em sua terra rodou outros quatro filmes (nenhum lançado aqui).
    Infelizmente ninguém soube do filme - no Brasil veio diretamente em home vídeo, pela Flashstar, oportunidade de agora o público assistir para conhecer os antepassados desse importante país da Ásia Oriental. Já em DVD. Indicação de primeira!
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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  • Felipe

    Acaba de sair no Brasil pela CPC-Umes Filmes, até então inédita em DVD, essa primorosa fábula em dois atos baseada em contos populares extraídos do livro de Alexander Pushkin (1799–1837), o maior poeta do Romantismo Russo. De grandeza técnica indiscutível, esta fita de fantasia épica muito querida na Rússia foi montada com extrema delicadeza e perfeição pelas mãos do diretor Aleksandr Ptushko (1900–1973), profícuo nome do cinema soviético, realizador de dezenas de obras entre a década de 20 e sua morte. Ele teve zelo em manter a sonoridade do texto quando o transportou ao cinema, por isso os diálogos têm rimas tonificantes, proclamadas por figuras carismáticas, quase circenses, que caminham por cenários suntuosos, coloridos, beirando um sonho desfrutável, onde homens conversam com esquilos e cisnes, absorvidos e transformados pela magia da natureza.
    Um filme sinestésico, que explora bem todos os nossos sentidos e nos leva imediatamente a um processo de catarse. Não deixem passar despercebida a maior fita de fantasia soviética de todos os tempos, um trabalho de mestre!
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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  • Felipe

    Um filme desafiador, já na minha lista dos melhores do ano, com um trabalho visceral e fora do comum de Cate Blanchett num tour-de-force interpretando 13 personagens em manifestos efusivos, alguns históricos, contra todo tipo de sistema e convenções. Cheiro de Oscar no ar... Na pele de uma viúva no funeral do marido, de um andarilho, de uma cientista (numa cena lindamente alusiva à "2001", com direito ao monolito negro), de uma operária no chão de fábrica, de uma professora com metodologias revolucionárias ou de uma ventríloqua que manipula um boneco em autoimagem, por trás existe um grito desesperado por mudanças, em uma sociedade deteriorada pelo modo capitalista de viver. As declarações públicas dos personagens surgem em referências claras a artistas modernos e contemporâneos que romperam com a arte tradicional (Kandinsky, Braque, Godard, Rodchenko etc). Para o diretor, só a arte, engajada e sincera, poderá salvar a humanidade de um sistema falido para habilitar uma nova práxis e por consequência reconstruir um novo mundo. Uma obra experimental desconcertante e urgentemente obrigatória!
    POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web

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  • Fernando Mendes
    Fernando Mendes

    Olá, Felipe! Adorei os Favoritos. Tomara que eu consiga chegar à marca de 8.500 filmes vistos hehe. Espero trocar ideias. Abraço!

  • danilo
    danilo

    E ai Felipe, está aceito! Seja bem vindo! Seus comentários são muito bons. Abraço.

  • Daniel
    Daniel

    Queria saber onde arranjou tempo para assistir todos esse filmes ? rsrsr