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Moderador
38 years (BRA)
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Sou jornalista de formação, com 16 anos de atividade, pesquisador de cinema desde sempre e diretor de filmes trash/independentes nas horas vagas. Minha graduação é em Jornalismo e tenho mestrado em Comunicação/Cinema. Escrevo sobre filmes obscuros e/ou bagaceiros no meu blog Filmes para Doidos (filmesparadoidos.blogspot.com), e com colaborações cada vez mais esporádicas no site Boca do Inferno (www.bocadoinferno.com).

Já quis ser mágico, escritor e ator de filmes pornográficos. Hoje tenho a certeza de que o cinema é mais do que uma paixão: parafraseando Mojica, "o cinema é a minha religião".

Últimas opiniões enviadas

  • Felipe M. Guerra

    "13 Histórias Estranhas Parte 2" engrossa a lista de produções independentes brasileiras que nunca chegarão ao público - pelo menos não no seu formato original. A estreia oficial do projeto foi em maio de 2017 no Fantaspoa - Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre. À época, já não eram 13, mas DOZE episódios, por conta do desligamento de um dos diretores envolvidos. Após duas exibições da antologia no Fantaspoa, os realizadores do projeto decidiram reestruturá-lo visando seu lançamento comercial. Para isso, quatro outros episódios foram suprimidos da montagem original (os de Cíntia Domit Bittar, Rubens Mello, Liz Vamp e deste que vos escreve), resultando num novo longa com os "sobreviventes", intitulado apenas "Histórias Estranhas". Desta maneira, o "13 Histórias Estranhas Parte 2" (ou 12 Histórias, que seja) representado por este cadastro, da maneira como foi exibido originalmente no Fantaspoa 2017, nunca mais será visto por ninguém que não estivesse naquelas duas fatídicas sessões...

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  • Felipe M. Guerra

    Batizado "Terror na Estrada" no Brasil, embora 80% do filme ocorra efetivamente FORA da estrada - CURVE é um thriller que começa "A Morte Pede Carona", logo se transforma numa versão automobilística de "Gerald's Game" (o livro, pois o filme ainda não tinha saído então), e termina sendo uma das maiores bombas que vejo em muito, muito tempo. A história até começa bem, mas não demora a se transformar num verdadeiro monumento à idiotice humana, que o espectador só assiste até o fim pela curiosidade mórbida de ver qual será a próxima atitude imbecil tomada pela mocinha - tipo tentar escapar de uma ameaça de morte voando com seu carro em alta velocidade de um barranco (e só por milagre não matando o agressor e ELA PRÓPRIA no processo!), acender uma fogueira ao lado de um carro capotado que pode estar vazando gasolina, ou apontar um revólver para um psicopata que vem lhe torturando há dias e dizer "Pare ou eu atiro!" ao invés de atirar de uma vez, e na cabeça! Em "Gerald's Game" a protagonista pelo menos usava a inteligência para tentar se livrar da situação em que estava presa, mas a mocinha de CURVE (presa de cabeça para baixo num carro capotado e pendurada pela perna esmagada) prefere passar vários dias deitada, olhando fotos e ouvindo rádio, esperando que sua perna se solte miraculosamente ao invés de, sei lá, fazer algum esforço, QUALQUER esforço, para tentar libertar-se (tempo, pelo menos, ela tem de sobra!). Some-se a isso o psicopata menos assustador e mais chato da história dos thrillers, e tem-se uma evidência incontestável da decadência do diretor inglês Iain Softley - um cara que, nos bons tempos, fez um puta de um filme de terror como "A Chave Mestra".

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  • Felipe M. Guerra

    Houve um tempo, entre final dos anos 1990 e começo dos 2000, em que os filmes orientais com fantasmas eram meu tipo preferido de horror. O filão fez sucesso no Ocidente, deu origem a uma cacetada de refilmagens horríveis e durou tempo considerável para percebermos como seus clichês e sustos se desgastavam rapidamente. Criador da franquia "O Grito" (e diretor tanto dos originais quanto das refilmagens americanas), o japonês Takashi Shimizu foi um dos expoentes dos filmes com fantasminhas de rosto branco e olho puxado. Mas vendo este seu FLIGHT 7500 fica difícil de entender como é que Shimizu já foi algum dia considerado um mestre do gênero.

    Não que a proposta não seja interessante: é uma história de assombração que se passa num voo comercial entre Estados Unidos e Tóquio - ou seja, um lugar fechado onde os personagens estão aprisionados durante horas sem salvação. Mas a execução é amadora: repleto de sustos frouxos e de aparições fantasmagóricas já vistas antes (e melhor) em dezenas de outros terrores orientais, FLIGHT 7500 é muito mais interessante e assustador ANTES do "terror sobrenatural" efetivamente começar, quando tripulação e passageiros são obrigados a lidar com violentas turbulências que realmente podem acontecer durante um voo.

    Já no momento em que os fantasminhas começam a pipocar o filme se torna sonolento e preguiçoso... tão preguiçoso que acaba optando, pela enésima vez, por um dos desfechos mais batidos e frustrantes do horror contemporâneo, um que os roteiristas adoram usar quando falta uma resolução real para a trama (não o "Foi tudo um sonho", aquele outro que você já deve ter imaginado...).

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