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Moderador
37 years (BRA)
Usuário desde Dezembro de 2009
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Sou jornalista de formação, com 16 anos de atividade, pesquisador de cinema desde sempre e diretor de filmes trash/independentes nas horas vagas. Minha graduação é em Jornalismo e tenho mestrado em Comunicação/Cinema. Escrevo sobre filmes obscuros e/ou bagaceiros no meu blog Filmes para Doidos (filmesparadoidos.blogspot.com), e com colaborações cada vez mais esporádicas no site Boca do Inferno (www.bocadoinferno.com).

Já quis ser mágico, escritor e ator de filmes pornográficos. Hoje tenho a certeza de que o cinema é mais do que uma paixão: parafraseando Mojica, "o cinema é a minha religião".

Últimas opiniões enviadas

  • Felipe M. Guerra

    CLOSE RANGE, o mais recente filme de ação do diretor B Isaac Florentine, é correto e econômico. E aí reside o seu grande problema: é APENAS correto e econômico, sendo que já faz alguns anos que se espera muito mais do homem - capacidade ele tem; pelo jeito o que lhe falta mesmo é dinheiro!

    Florentine é um sujeito que já está há anos no mercado de cinema de ação barato, rápido e rasteiro. O que não quer dizer que encare a função com má vontade; pelo contrário, filmes anteriores como "Ninja" (2009), "Bridge of Dragons" e "Cold Harvest" (ambos de 1999), todos lançados em vídeo ou DVD no Brasil, são uma bela amostra do seu trabalho e melhores que tudo que sai da "primeira divisão". Só que a cada novo filme você fica esperando aquele que será o ponto de virada, aquele que vai carimbar seu passaporte para a liga principal, aquele que terá suficiente dinheiro e produção para dar de laço nos picaretas que infestaram o gênero há décadas. Já passou da hora de Florentine estar dirigindo o novo "Os Mercenários", ou aventuras para atores fodões como Liam Neeson e Jason Statham.

    Pois bem, este ponto de virada na carreira do cara ainda não é CLOSE RANGE. Aliás, se bobear, este foi o filme mais barato que Florentine dirigiu na vida inteira. A trama, acéfala, se desenvolve em apenas duas locações. Praticamente não existe roteiro, e os diálogos se resumem em algumas ordens do vilão (para seus capangas tentarem matar o herói). O roteiro é econômico até em frases de efeito para o protagonista - o astro Scott Adkins, outro cara que manda bem demais e aqui distribui porradas e facadas como se não houvesse amanhã. Para quem gosta de filmes que vão direto ao assunto, este é um vencedor!

    O problema, para quem vem acompanhando a carreira de Florentine, é que tudo soa ainda mais barato do que de costume. O tempo todo a gente fica aguardando por aquele grande momento, e ele nunca vem. Até o final é bem caído, e o filme inteiro some da memória meia hora depois de vê-lo.

    CLOSE RANGE pode até valer como filmeco de ação rápido e descartável para perder 90 minutos da vida. Mas, infelizmente, cada novo filme de Florentine é mais frustrante que o anterior, e não por culpa do diretor: ficamos é com pena que alguém tão bom e com tanto potencial pareça condenado a continuar fazendo filmes tão fundo de quintal!

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  • Felipe M. Guerra

    Existem duas formas de avaliar THE MIND'S EYE.

    O problema é que uma não é justa com a outra.

    A primeira forma é avaliar como filme "indie", feito fora do circuito dos grandes estúdios e com baixíssimo orçamento. Por esse prisma, ele realmente brilha: é uma história sobre pessoas com poderes telecinéticos filmada totalmente com efeitos práticos inclusive nas cenas mais difíceis, quando cabeças e pessoas inteiras são explodidas. Também há um cuidado quase obsessivo com a fotografia (repleta de tons exagerados de azul e vermelho), com o desenho de som e com a trilha sonora oitentista. Enfim, para uma produção independente o nível técnico está muito, mas muito acima do esperado e realmente salta aos olhos.

    Aí entra a segunda forma de avaliar THE MIND'S EYE, que é como 'filme-filme'. E não tem salvação: parece que os realizadores ficaram tão preocupados com os aspectos técnicos que esqueceram de escrever um roteiro. (Mal) Sustentado por um fiapo de história, o filme sequer tenta desenvolver seus personagens: só sabemos quem são os "bonzinhos" e os "malvados" porque o filme assim determina, e esses últimos são tão caricaturais que parece até gibi ruim. Todos, heróis e vilões, também são muito burros: os bandidos, por exemplo, não aprendem nem na segunda, nem na terceira vez que você não deve apontar uma pistola para alguém que tem poderes telecinéticos ao invés de atirar de uma vez, antes que ele possa bagunçar sua mente e impedi-lo de apertar o gatilho. Para piorar, tudo é levado excessivamente a sério, sem nenhum senso de humor, sem nenhuma piadinha (proposital ou involuntária).

    Então, embora seja louvável a ambição de todos os envolvidos - que inclusive tentaram recriar com pouco dinheiro os efeitos de altíssimo nível de clássicos como "Scanners" e "A Fúria", e foram razoavelmente bem-sucedidos -, tal ambição também se revela um tiro no pé quando não há personagens interessantes nem história nova para contar. Considerando tudo isso, as sequências fraquinhas de "Scanners", mesmo aquela bagaceira chamada "Scanner Cop", ainda são muito mais eficientes (e muito mais cinema também) do que THE MIND'S EYE inteirinho.

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  • victor
    victor

    eai brother tudo bom vc sabe me dizer onde vc viu o filme https://filmow.com/dear-dictator-t214070/ ? valeu

  • Filmow
    Filmow

    Olá.
    Poderia aceitar a solicitação de amizade para te incluirmos no grupo de moderadores?
    Abraços.

  • Lord of Los Feliz
    Lord of Los Feliz

    Opa, tudo certo?
    Li outro dia no blog Canibuk uma entrevista com você e fiquei bastante interessado em assistir o seu flime "Entrei em Pânico..." original, mesmo sabendo que você não goste tanto dele hehehe
    Por acaso sobrou alguma fita do filme?
    abraço!