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Moderador
38 years (BRA)
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Sou jornalista de formação, com 16 anos de atividade, pesquisador de cinema desde sempre e diretor de filmes trash/independentes nas horas vagas. Minha graduação é em Jornalismo e tenho mestrado em Comunicação/Cinema. Escrevo sobre filmes obscuros e/ou bagaceiros no meu blog Filmes para Doidos (filmesparadoidos.blogspot.com), e com colaborações cada vez mais esporádicas no site Boca do Inferno (www.bocadoinferno.com).

Já quis ser mágico, escritor e ator de filmes pornográficos. Hoje tenho a certeza de que o cinema é mais do que uma paixão: parafraseando Mojica, "o cinema é a minha religião".

Últimas opiniões enviadas

  • Felipe M. Guerra

    Houve um tempo, entre final dos anos 1990 e começo dos 2000, em que os filmes orientais com fantasmas eram meu tipo preferido de horror. O filão fez sucesso no Ocidente, deu origem a uma cacetada de refilmagens horríveis e durou tempo considerável para percebermos como seus clichês e sustos se desgastavam rapidamente. Criador da franquia "O Grito" (e diretor tanto dos originais quanto das refilmagens americanas), o japonês Takashi Shimizu foi um dos expoentes dos filmes com fantasminhas de rosto branco e olho puxado. Mas vendo este seu FLIGHT 7500 fica difícil de entender como é que Shimizu já foi algum dia considerado um mestre do gênero.

    Não que a proposta não seja interessante: é uma história de assombração que se passa num voo comercial entre Estados Unidos e Tóquio - ou seja, um lugar fechado onde os personagens estão aprisionados durante horas sem salvação. Mas a execução é amadora: repleto de sustos frouxos e de aparições fantasmagóricas já vistas antes (e melhor) em dezenas de outros terrores orientais, FLIGHT 7500 é muito mais interessante e assustador ANTES do "terror sobrenatural" efetivamente começar, quando tripulação e passageiros são obrigados a lidar com violentas turbulências que realmente podem acontecer durante um voo.

    Já no momento em que os fantasminhas começam a pipocar o filme se torna sonolento e preguiçoso... tão preguiçoso que acaba optando, pela enésima vez, por um dos desfechos mais batidos e frustrantes do horror contemporâneo, um que os roteiristas adoram usar quando falta uma resolução real para a trama (não o "Foi tudo um sonho", aquele outro que você já deve ter imaginado...).

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  • Felipe M. Guerra

    BAD DAY FOR THE CUT é um interessante thriller de vingança irlandês sobre um pacato fazendeiro cinquentão que vive sozinho no campo com a mãe idosa, e que precisou sacrificar a própria vida para ficar cuidando dela. Quando a velhinha é morta por misteriosos bandidos, Donal resolve ir para a cidade com uma espingarda de dois canos para fazer justiça - tal e qual um John Wick geriátrico.

    O filme é muito bem dirigido (uma estreia promissora do diretor Chris Baughe) e aproveita tanto as paisagens rurais quanto as urbanas da pequena cidadezinha irlandesa em que foi filmado; a interpretação de Nigel O'Neill como fazendeiro vigilante também é um achado.

    O problema é que qualquer thriller de vingança que saia este ano empalidece automaticamente diante daquele soco no estômago que é o "Brawl in Cell Block 99"; e o filme irlandês também não é tão violento quanto poderia (e deveria) ser, considerando que martelos, marretas e até ferros de passar roupa são utilizados como instrumentos de extermínio de criminosos.

    Com um final inesperado e amargo, a melhor coisa de BAD DAY FOR THE CUT é comprovar que a vingança é um círculo vicioso: você pode até se vingar de alguém, mas logo um outro alguém vai estar querendo se vingar de você. E disso os irlandeses entendem muito bem, já que passaram décadas mergulhados num sangrento conflito entre católicos e protestantes, onde família inteiras foram aniquiladas no sistema "vinga daqui, vinga de lá"...

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  • Felipe M. Guerra

    Produzido em 1987 e sumariamente esquecido desde então - a despeito de ter gente famosa no elenco e a produção de Roger Corman -, SWEET REVENGE é uma daquelas bombas recomendadas apenas para quem gosta de desastres cinematográficos ou de ver gente famosa pagando mico. A ex-senhora DePalma Nancy Allen é uma das prisioneiras do ditador interpretado por um Martin Landau pré-Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, numa época em que o coitado aceitava qualquer cinquentinha para pagar o aluguel. A jovem Gina Gershon pré-"Showgirls" completa as caras conhecidas do elenco.

    Com míseros 78 minutos (?!?), qualquer tentativa de desenvolver personagens ou situações escoa pelo buraco. E apesar de emular aqueles sexploitation filipinos dos anos 1970, sobre escravas brancas lutando para fugir de seus opressores, SWEET REVENGE suaviza a sacanagem inerente a esse tipo de produção, aqui substituída por tiros e explosões. A única exibição rápida de peitos acontece na obrigatória cena de "banho sem roupa na cachoeira", o tipo de coisa imprescindível quando você está numa situação de vida ou morte fugindo de mercenários pela selva.

    Num roteiro impossível de levar a sério, o destaque vai para duas adolescentes que passam a usar metralhadoras com maior destreza do que soldados treinados para matar ("Nós vimos o filme do Rambo... Duas vezes", justifica uma delas).

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  • Beatriz
    Beatriz

    ow Felipe, obrigada por me passar seu curta com legenda. Agora sim consegui entender hahha mas realmente eu não gostei mto pq esperava algo mais voltado pro terror. Mesmo assim é bacana, vou mudar a nota no filmow :)

  • Beatriz
    Beatriz
  • Marcos Soares
    Marcos Soares

    Cara, eu acompanhava seu blog semanalmente, legal que encontrei tu por aqui. Abraço!