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Moderador
38 years (BRA)
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Sou jornalista de formação, com 16 anos de atividade, pesquisador de cinema desde sempre e diretor de filmes trash/independentes nas horas vagas. Minha graduação é em Jornalismo e tenho mestrado em Comunicação/Cinema. Escrevo sobre filmes obscuros e/ou bagaceiros no meu blog Filmes para Doidos (filmesparadoidos.blogspot.com), e com colaborações cada vez mais esporádicas no site Boca do Inferno (www.bocadoinferno.com).

Já quis ser mágico, escritor e ator de filmes pornográficos. Hoje tenho a certeza de que o cinema é mais do que uma paixão: parafraseando Mojica, "o cinema é a minha religião".

Últimas opiniões enviadas

  • Felipe M. Guerra

    Produzido em 1987 e sumariamente esquecido desde então - a despeito de ter gente famosa no elenco e a produção de Roger Corman -, SWEET REVENGE é uma daquelas bombas recomendadas apenas para quem gosta de desastres cinematográficos ou de ver gente famosa pagando mico. A ex-senhora DePalma Nancy Allen é uma das prisioneiras do ditador interpretado por um Martin Landau pré-Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, numa época em que o coitado aceitava qualquer cinquentinha para pagar o aluguel. A jovem Gina Gershon pré-"Showgirls" completa as caras conhecidas do elenco.

    Com míseros 78 minutos (?!?), qualquer tentativa de desenvolver personagens ou situações escoa pelo buraco. E apesar de emular aqueles sexploitation filipinos dos anos 1970, sobre escravas brancas lutando para fugir de seus opressores, SWEET REVENGE suaviza a sacanagem inerente a esse tipo de produção, aqui substituída por tiros e explosões. A única exibição rápida de peitos acontece na obrigatória cena de "banho sem roupa na cachoeira", o tipo de coisa imprescindível quando você está numa situação de vida ou morte fugindo de mercenários pela selva.

    Num roteiro impossível de levar a sério, o destaque vai para duas adolescentes que passam a usar metralhadoras com maior destreza do que soldados treinados para matar ("Nós vimos o filme do Rambo... Duas vezes", justifica uma delas).

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  • Felipe M. Guerra

    Lançado dez anos antes do filme do Paul Verhoeven, este anime de Tetsuro Amino foi a primeira tentativa de adaptar para as telas o famigerado livro TROPAS ESTELARES, de Robert Heinlein. Infelizmente, apesar de toda a liberdade que o formato 'animação' dá para que os realizadores enfiem o pé na jaca (em relação à ação e à violência), o resultado fica no meio do caminho entre uma adaptação mais fiel do livro e a aventura sangrenta dirigida por Verhoeven uma década depois em live action.

    Assim como o livro, a trama do anime dá mais destaque ao treinamento militar do protagonista Juan "Johnnie" Rico e seus companheiros da Infantaria Móvel, e não às sangrentas batalhas, como o filme. Dos seis episódios, apenas uns dois mostram os soldados em ação contra os invasores alienígenas - que aqui não são insetos, como no livro e no filme, mas umas formas gosmentas. E enquanto Verhoeven preferiu não colocar no filme os exoesqueletos do livro (armaduras robóticas gigantes que os soldados "vestem" para combater os invasores), aqui eles são um elemento central da narrativa.

    O ponto negativo é que esta adaptação elimina completamente a sociedade futurística fascista que é o elemento principal do livro, e que foi satirizada implacavelmente por Verhoeven no filme, sem nenhuma referência a governos totalitários ou à obrigatoriedade de servir ao Exército para tornar-se efetivamente um "cidadão", enfraquecendo o conjunto.

    Também falta ação, violência e, principalmente, uma motivação para a narrativa, já que o espectador acompanha a odisseia do jovem Rico na Infantaria Móvel com certo desinteresse durante os 150 minutos de duração da série.

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  • Felipe M. Guerra

    Infelizmente, apesar do que o título e o pôster anunciam, nem todos os episódios são ambientados no espaço (apenas dois, e mais a historinha que interliga a antologia). Os demais se passam em futuros distópicos e/ou envolvem tecnologia dando errado (pelo menos um deles, sobre a inteligência artificial de um telefone celular ficando MUITO inteligente, lembra bastante o seriado "Black Mirror"). E embora a inclusão de alguns segmentos numa antologia chamada "GALAXY of Horrors" seja bem questionável (o último principalmente), o resultado final é acima da média, ainda mais considerando o baixo nível de outros filmes recentes em episódios. Vale conhecer.

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