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Moderador
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Sou jornalista de formação, com 16 anos de atividade, pesquisador de cinema desde sempre e diretor de filmes trash/independentes nas horas vagas. Minha graduação é em Jornalismo e tenho mestrado em Comunicação/Cinema. Escrevo sobre filmes obscuros e/ou bagaceiros no meu blog Filmes para Doidos (filmesparadoidos.blogspot.com), e com colaborações cada vez mais esporádicas no site Boca do Inferno (www.bocadoinferno.com).

Já quis ser mágico, escritor e ator de filmes pornográficos. Hoje tenho a certeza de que o cinema é mais do que uma paixão: parafraseando Mojica, "o cinema é a minha religião".

Últimas opiniões enviadas

  • Felipe M. Guerra

    Infelizmente, apesar do que o título e o pôster anunciam, nem todos os episódios são ambientados no espaço (apenas dois, e mais a historinha que interliga a antologia). Os demais se passam em futuros distópicos e/ou envolvem tecnologia dando errado (pelo menos um deles, sobre a inteligência artificial de um telefone celular ficando MUITO inteligente, lembra bastante o seriado "Black Mirror"). E embora a inclusão de alguns segmentos numa antologia chamada "GALAXY of Horrors" seja bem questionável (o último principalmente), o resultado final é acima da média, ainda mais considerando o baixo nível de outros filmes recentes em episódios. Vale conhecer.

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  • Felipe M. Guerra

    A história dos bastidores deste filme é tão absurda e divertida quanto o produto em si.

    Em 1968, o diretor mexicano Rafael Portillo rodou um drama sobrenatural quase novelão chamado "Cautivos del Mas Allá", que não teve grande repercussão e logo sumiu dos cinemas direto para o esquecimento.

    Quase vinte anos depois, em 1984, uma pequena distribuidora picareta resolveu mandar o filme de volta aos cinemas mexicanos em busca de uns trocados fáceis. Como o "drama sobrenatural quase novelão" não teria interesse para o público dos anos 80, alguém (não se sabe se o próprio Portillo ou algum outro anônimo qualquer) rodou uma cacetada de cenas alternativas adicionando sexo, bruxaria e violência explícita à trama do filme antigo, rebatizando-o com o título auto-explicativo "Terror, Sexo y Brujería".

    Numa ideia absurdamente genial, chamaram o mesmo ator do filme de 1968, em versão envelhecida, para interpretar (óbvio!) o irmão mais velho dele mesmo na versão de 1984! Dessa maneira, Fulano pode ser usado para linkar as novas cenas com mulher pelada e violência às partes antigas!

    Esta nova versão também tem uma longa sequência de pesadelo num cemitério, mortes sangrentas, sexo e zumbis. Cenas de "amor inofensivo" do filme de 1968 viraram tórridas cenas de sexo aqui com a inserção de takes em detalhe mostrando peitos desnudos de outras "atrizes".

    Isso tudo explica a montagem caótica (que lembra o cinema do querido José Mojica Marins), e o fato de a história fazer pouco ou nenhum sentido.

    Finalmente, quando chegou a hora de lançar "Terror, Sexo y Brujería" em vídeo, a picaretagem novamente falou mais alto e, para aproveitar o sucesso de "Scarface" no México, o distribuidor resolveu rebatizá-lo outra vez como "Narco Satánico" - embora não exista qualquer menção a drogas ou traficantes no filme!

    Por tudo isso, e pelo resultado escalafobético de tal remontagem, é impossível dar menos de cinco estrelas para esse negócio!

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  • Felipe M. Guerra

    O "pesquisador" inglês Calum Waddell especializou-se em dirigir documentários sobre cinema fantástico sob encomenda, geralmente para serem incluídos em discos extras de edições especiais de grandes filmes. E se uso o termo "pesquisador" entre aspas é porque Waddell acabou se demonstrando um baita de um picareta, cujo trabalho às vezes versa sobre temas que ele sequer parece conhecer.

    É o caso deste frustrante "From Romero to Rome", que aborda, de maneira superficial e desinteressada, como o sucesso dos filmes de zumbis de George A. Romero provocou um 'boom' de produções baratas com mortos-vivos na Itália. O material é riquíssimo e poderia render um documentário muito divertido - e quase chega lá quando enfoca algumas das maluquices macarrônicas, como a mistura de zumbis e canibais "Zombi Holocaust" ou o pornô com zumbis "The Erotic Nights of the Living Dead".

    Mas se percebe que Waddell não tem o menor interesse em se aprofundar no tema. Ao invés de cenas dos filmes, usa cenas dos trailers porque é mais fácil e cômodo. Ao invés de procurar por diretores e roteiristas das obras sobre as quais o documentário trata, ele entrevista outros cineastas italianos que nunca fizeram filmes de zumbis, como Luigi Cozzi e Ruggero Deodato, e até alguns diretores ingleses contemporâneos (Alex Chandon, Darren Ward) que não têm nenhuma relação com zumbis italianos além de serem fãs (Waddell provavelmente foi entrevistá-los sobre algum outro assunto e aproveitou para conseguir uns depoimentos fáceis para encher linguiça).

    O resultado é um documentário que até diverte aqui e ali, mas que não traz nenhuma informação nova ou relevante para quem curte o tema, e transpira preguiça e desconhecimento a cada minuto.

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  • victor
    victor

    eai brother tudo bom vc sabe me dizer onde vc viu o filme https://filmow.com/dear-dictator-t214070/ ? valeu

  • Filmow
    Filmow

    Olá.
    Poderia aceitar a solicitação de amizade para te incluirmos no grupo de moderadores?
    Abraços.

  • Lord of Los Feliz
    Lord of Los Feliz

    Opa, tudo certo?
    Li outro dia no blog Canibuk uma entrevista com você e fiquei bastante interessado em assistir o seu flime "Entrei em Pânico..." original, mesmo sabendo que você não goste tanto dele hehehe
    Por acaso sobrou alguma fita do filme?
    abraço!