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Moderador
37 years (BRA)
Usuário desde Dezembro de 2009
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Sou jornalista de formação, com 16 anos de atividade, pesquisador de cinema desde sempre e diretor de filmes trash/independentes nas horas vagas. Minha graduação é em Jornalismo e tenho mestrado em Comunicação/Cinema. Escrevo sobre filmes obscuros e/ou bagaceiros no meu blog Filmes para Doidos (filmesparadoidos.blogspot.com), e com colaborações cada vez mais esporádicas no site Boca do Inferno (www.bocadoinferno.com).

Já quis ser mágico, escritor e ator de filmes pornográficos. Hoje tenho a certeza de que o cinema é mais do que uma paixão: parafraseando Mojica, "o cinema é a minha religião".

Últimas opiniões enviadas

  • Felipe M. Guerra

    Lançado dez anos antes do filme do Paul Verhoeven, este anime de Tetsuro Amino foi a primeira tentativa de adaptar para as telas o famigerado livro TROPAS ESTELARES, de Robert Heinlein. Infelizmente, apesar de toda a liberdade que o formato 'animação' dá para que os realizadores enfiem o pé na jaca (em relação à ação e à violência), o resultado fica no meio do caminho entre uma adaptação mais fiel do livro e a aventura sangrenta dirigida por Verhoeven uma década depois em live action.

    Assim como o livro, a trama do anime dá mais destaque ao treinamento militar do protagonista Juan "Johnnie" Rico e seus companheiros da Infantaria Móvel, e não às sangrentas batalhas, como o filme. Dos seis episódios, apenas uns dois mostram os soldados em ação contra os invasores alienígenas - que aqui não são insetos, como no livro e no filme, mas umas formas gosmentas. E enquanto Verhoeven preferiu não colocar no filme os exoesqueletos do livro (armaduras robóticas gigantes que os soldados "vestem" para combater os invasores), aqui eles são um elemento central da narrativa.

    O ponto negativo é que esta adaptação elimina completamente a sociedade futurística fascista que é o elemento principal do livro, e que foi satirizada implacavelmente por Verhoeven no filme, sem nenhuma referência a governos totalitários ou à obrigatoriedade de servir ao Exército para tornar-se efetivamente um "cidadão", enfraquecendo o conjunto.

    Também falta ação, violência e, principalmente, uma motivação para a narrativa, já que o espectador acompanha a odisseia do jovem Rico na Infantaria Móvel com certo desinteresse durante os 150 minutos de duração da série.

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  • Felipe M. Guerra

    Infelizmente, apesar do que o título e o pôster anunciam, nem todos os episódios são ambientados no espaço (apenas dois, e mais a historinha que interliga a antologia). Os demais se passam em futuros distópicos e/ou envolvem tecnologia dando errado (pelo menos um deles, sobre a inteligência artificial de um telefone celular ficando MUITO inteligente, lembra bastante o seriado "Black Mirror"). E embora a inclusão de alguns segmentos numa antologia chamada "GALAXY of Horrors" seja bem questionável (o último principalmente), o resultado final é acima da média, ainda mais considerando o baixo nível de outros filmes recentes em episódios. Vale conhecer.

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  • Felipe M. Guerra

    A história dos bastidores deste filme é tão absurda e divertida quanto o produto em si.

    Em 1968, o diretor mexicano Rafael Portillo rodou um drama sobrenatural quase novelão chamado "Cautivos del Mas Allá", que não teve grande repercussão e logo sumiu dos cinemas direto para o esquecimento.

    Quase vinte anos depois, em 1984, uma pequena distribuidora picareta resolveu mandar o filme de volta aos cinemas mexicanos em busca de uns trocados fáceis. Como o "drama sobrenatural quase novelão" não teria interesse para o público dos anos 80, alguém (não se sabe se o próprio Portillo ou algum outro anônimo qualquer) rodou uma cacetada de cenas alternativas adicionando sexo, bruxaria e violência explícita à trama do filme antigo, rebatizando-o com o título auto-explicativo "Terror, Sexo y Brujería".

    Numa ideia absurdamente genial, chamaram o mesmo ator do filme de 1968, em versão envelhecida, para interpretar (óbvio!) o irmão mais velho dele mesmo na versão de 1984! Dessa maneira, Fulano pode ser usado para linkar as novas cenas com mulher pelada e violência às partes antigas!

    Esta nova versão também tem uma longa sequência de pesadelo num cemitério, mortes sangrentas, sexo e zumbis. Cenas de "amor inofensivo" do filme de 1968 viraram tórridas cenas de sexo aqui com a inserção de takes em detalhe mostrando peitos desnudos de outras "atrizes".

    Isso tudo explica a montagem caótica (que lembra o cinema do querido José Mojica Marins), e o fato de a história fazer pouco ou nenhum sentido.

    Finalmente, quando chegou a hora de lançar "Terror, Sexo y Brujería" em vídeo, a picaretagem novamente falou mais alto e, para aproveitar o sucesso de "Scarface" no México, o distribuidor resolveu rebatizá-lo outra vez como "Narco Satánico" - embora não exista qualquer menção a drogas ou traficantes no filme!

    Por tudo isso, e pelo resultado escalafobético de tal remontagem, é impossível dar menos de cinco estrelas para esse negócio!

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