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Últimas opiniões enviadas

  • Felipe Storino

    A franquia Velozes & Furiosos passou a chamar minha atenção quando deixou de ser apenas sobre carros tunados e virou uma franquia de ação. Mas não qualquer tipo de ação. Com o passar dos filmes, a série foi se entregando cada vez mais à loucura, cenas impossíveis e roteiros sem sentido. Vin Diesel e companhia passaram de ladrões a super espiões que combatem ameaças utilizando carros em vez de armas. Afinal, como bem disse o sábio Rogerinho do Ingá: “o carro é uma arma, mas é uma arma do bem”. Com toda a escala de maluquice aumentando a cada novo filme, terminei de assistir ao sétimo capítulo me perguntando se eles conseguiriam superar tudo que foi mostrado ali. Ao assistir apenas o trailer de Velozes & Furiosos 8 eu já tive a certeza de que a resposta era sim. Algo que finalmente confirmei assistindo o filme inteiro.

    Velozes & Furiosos 8 já abre com uma sequência fantástica na qual Vin Diesel precisa salvar o primo que está com problemas. E é óbvio que o problema será resolvido através de um racha pelas ruas de Cuba, mas não sem antes do protagonista dizer frases de efeito como “não importa o carro, mas sim quem está atrás do volante”. Além disso, é fascinante que ele decida correr para salvar o carro do primo, mas a primeira coisa que ele faz é praticamente desmontar o veículo para ganhar mais velocidade. Pra quem achava as corridas dos primeiros filmes mentirosas, essa aqui vai além de qualquer limite. Tem o Vin Diesel utilizando anel de lata de refrigerante pra fazer gambiarra no motor, motor explodindo por causa da velocidade e até carro andando muito mais rápido na marcha ré do que de frente. Sem contar que ele faz isso mesmo com o nitro ligado, sendo que ele fica na parte de trás do carro. Mas segue o jogo.

    Esta sequência inicial se encarrega basicamente de passar a mensagem “não levem esse filme a sério porque nós não levamos”. Velozes & Furiosos é para ser sentido e não entendido. Seguindo este mantra por todo o filme, o roteiro de Chris Morgan serve apenas como uma desculpa para as insanas e divertidas cenas de ação. Temos chuva de carros, The Rock amassando porta de aço com um soco e Vin Diesel utilizando uma serra circular tal qual um assassino de filmes slasher, como Sexta-Feira 13. Mas nada chega aos pés de ver a equipe fugindo de um submarino no meio do gelo e de assistir The Rock manusear um torpedo com as próprias mãos. Ah sim, não podemos esquecer da sensacional cena envolvendo uma bola de ferro gigante no meio das ruas de Berlim, na Alemanha. O mais impressionante é que, mesmo com tanta coisa acontecendo na tela, as cenas de ação são muito bem executadas pelo diretor F. Gary Gray. Mesmo nas cenas com vários carros pulando pra lá e pra cá, o diretor consegue manter uma lógica, nunca deixando o espectador perdido sobre o que está acontecendo.

    Além das cenas de ação absurdas, o roteiro conta ainda com aquelas reviravoltas que já são recorrentes na série. Temos personagens que morrem, mas na verdade estão vivos e outros que surgem como grande surpresa, mesmo que a gente nem lembre dele ter aparecido em outros filmes. Mas são justamente essas tosquices que fazem a franquia ser divertida. Dessa forma, as partes mais fracas de Velozes & Furiosos 8 são justamente aquelas nas quais o roteiro se leva a sério demais. Nestas cenas com mais diálogos os defeitos da história saltam aos olhos, afinal, ninguém aguenta mais ver o Vin Diesel falando sobre família. Sem contar que as motivações dos vilões na série nunca são grande coisa. É normal que filmes de ação tenham momentos com mais diálogos para dar um respiro ao espectador, mas aqui isso mais atrapalha que ajuda.

    E vocês devem ter reparado que, até agora, eu citei apenas os nomes dos atores e não dos seus personagens. Isso se deve ao fato de que, com exceção do personagem do Vin Diesel, eu não sei o nome dos outros personagens. Porque a verdade é que isso não importa, o filme tem aquela aura de que aquilo tudo é apenas uma reunião de amigos que estão se divertindo enquanto ganham uma grana. Isso fica ainda mais claro quando o personagem do falecido Paul Walker continua recebendo homenagens, mesmo que o personagem continue vivo na história da franquia. A grande questão que fica ao final de Velozes & Furiosos 8 é: como eles vão conseguir superar a perseguição no gelo? A única solução que consigo enxergar é uma continuação que se passe no espaço. E se isso acontecer, ele será o maior filme de ação galhofa da história, podendo ser superado apenas por um possível crossover entre Velozes & Furiosos e Transformers. Imagina o Vin Diesel pilotando o Bumblebee. Sonhar não custa nada.

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  • Felipe Storino

    Documentário bem foda produzido pela Frances Bean, filha do Kurt Cobain. Graças a isso, ele é cheio de imagens do arquivo pessoal da família, além de ter entrevistas bem sinceras da Courtney Love e da mãe do Kurt. É um documentário que não tenta endeusar a figura de Kurt Cobain e ainda desfaz algumas lendas, como aquela que dizia que ele nunca quis ter fama. Depoimentos de amigos e trechos do diário pessoal dele mostram que ele sempre quis ser famoso. Também é bem maneiro o fato do documentário ilustrar com animações as passagens que apresentam apenas áudios gravados pelo Kurt.

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