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Últimas opiniões enviadas

  • Felipe Walter

    Uma grande ponte conecta dois pedaços de terra que, sem ela, seriam intransitáveis, senão pela água. Por ela todos os dias passam centenas de carros, de um lado a outro nesse fluxo interminável do cotidiano humano. Além da funcionalidade para a qual foi construída, a ponte Golden Gate é uma obra arquitetônica muito bonita, atraindo turistas para nela tirarem belas fotografias. Abaixo dela a baía de San Francisco, muito frequentada por praticantes de esportes aquáticos e passeios de barco. Olhando assim, a construção é um grande símbolo da cidade, representando as belezas e o turismo desse centro urbano. Mas não só.

    A ponte é também tida como o lugar onde ocorrem o maior número de suicídios no mundo. Do ponto mais alto de onde uma pessoa pode pular até o mar são cerca de 75 metros. Um abismo que separa as pessoas que acabam por tirar as suas próprias vidas daquelas que nunca sequer cogitaram tal possibilidade. "Normal. Acontece o tempo todo", responde friamente um dos funcionários locais a uma turista desesperada ao ver pela primeira vez um salto em direção à morte. Da conexão de dois pontos de terra à segregação entre os suicidas e os 'normais', que seguem com indiferença após ver mais um corpo em direção à queda.

    O documentário trata com muita imparcialidade um tema extremamente delicado. Não vi aqui julgamento algum, o que acho esperado para um documentário. É um relato frio e neutro de algo que não é nada discutido na sociedade. Vemos um olhar quase que de dentro, pelos relatos dos parentes e amigos próximos. Da dor da perda à incompreensão dos mais íntimos. Dos longos minutos encarando o abismo, as causas são múltiplas. Seria uma patologia da nossa sociedade, que pouco discute o tema e muito segrega pessoas não nela encaixadas?

    *Achei a edição problemática, sendo por vezes confusa quanto sobre quem estava sendo comentado durante alguns momentos.

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  • Felipe Walter

    Poderia um regime ditador voltar a ocorrer em um país que já se libertou de uma ditadura? Seria possível a volta do nazismo, mesmo com os incontestáveis registros históricos provando seus malefícios?

    O que parece impossível nos tempos atuais (o filme é de mais de 10 anos atrás, mas continua atual), na verdade é bem simples. A manipulação pela disciplina e o efeito de manada, de se desejar pertencer a um grupo, pode fazer um grupo odiar toda e qualquer pessoa que não pertença a esse grupo. Não necessariamente de forma racional.

    Forma-se uma bolha de pertencimento e de falsa percepção da realidade. Ao mesmo tempo cria-se um inimigo distante, de fora da bolha. Quem é esse inimigo? Judeus? Anarquistas? Qualquer um que esteja de fora da bolha pode ser tido como inimigo, fortalecendo o espírito de grupo. Tudo começa como uma brincadeira e, quando vemos, tem uma massa de adolescentes idolatrando um mito.

    Não dificilmente, toma-se uma nação. "O que é uma autocracia?", pergunta o professor. É uma forma de governo em que o poder é concentrado unica e exclusivamente na mão de quem governa. Então, como podes me dizer que estamos em uma ditadura se é do desejo da maioria?

    Apesar da mensagem forte e necessária, que se faz presente, o filme contém vários clichês adolescentes, é pouco convincente em algumas parte e me sensibilizou muito pouco. No geral, um bom filme.

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  • Felipe Walter

    Uma experiência completamente imersiva. O filme me ofereceu algo diferente do que eu já vi sobre guerra, em especial a Primeira. Nada do romantismo e do heroísmo daquele que combate o inimigo com sua arma. Aqui, somos colocados dentro de uma situação de guerra na forma mais humana possível. O medo se faz muito presente nos detalhes. O concreto rachado e a madeira quebrada das construções abandonadas dizem muito sobre a guerra que ali passou, deixando apenas os vestígios da vida que ali existia.

    O real se faz muito presente, por vezes me senti fazendo parte das cenas. O barulho das moscas sobre os cadáveres putrefatos, assim como os ratos à procura da carne morta. Os corpos, que não tiveram um enterro digno, perdidos e esquecidos na lama. Não há bravura, não há coragem, mas sim o desespero daquele que está no campo de batalha e não sabe qual será seu último suspiro de vida.

    Com pouquíssimos cortes, o filme dá a impressão de que foi filmado de uma vez só, fortalecendo ainda mais o vínculo com a história. A fotografia magistral do Roger Deakins faz com que várias cenas sejam incrivelmente memoráveis, como pinturas executadas com primor. Somada a isso, a trilha sonora dá muito mais fluidez e traz toda a tensão necessária para fechar com chave de ouro a imersão na história.

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