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Maranhense, morando em Curitiba-PR, estudando Cinema e Fotografia.

Últimas opiniões enviadas

  • Frederico

    É incomparavelmente o ápice do niilismo e misantropia na história do cinema.

    Sou estudioso do Cinema do Haneke desde a época que começava a ambicionar fazer faculdade na área. Já havia assistido todos os demais longas dele, restava somente assistir esse. Posterguei propositalmente pra não sentir falta de nada novo quando acabasse. De quando me apaixonei pelo cinema dele até hoje já passeei por outros diversas técnicas cinematográficos e estilos de direção que antes da faculdade eu nem sonhava que poderia existir, porém ainda me encanta o trabalho primoroso e a qualidade da potência imagética da direção do Haneke com a imagem incômoda, a violência fria, o terror silencioso, e a deterioração humana convertidos de maneira tão bem executada em planos e sequências.

    Neste cartão de visitas (seu primeiro filme longa-metragem), Haneke trabalha com uma história baseada em fatos reais e sequências de planos bressonianos conduzindo o público em uma narrativa demasiada monótona, arrastada e confusa. Pra quem não é vacinado com a estética narrativa do Haneke pode e deve achar um porre sonolento mesmo. Mas pra quem já viu outros filmes dele, e algo do Bresson, deve entender bem a proposta deste. O filme é ruminante, mas a violência fria é constantemente ameaçadora, é como estar um abatedouro e não ver seu algoz apenas o barulho do amolar da faca. Ele desenvolve melhor essas potências em Benny's video, White Ribbon, Funny Games e Caché. Os planos bressonianos neste filme cooperam bastante pra isso na medida que a atuação mínima e os planos detalhe evidenciam a natureza cíclica do vazio, a natureza robótica da vida cristã, capitalista e classe média. A reverberação do inútil e a despersonificação causada pela brutalidade da normalidade sufoca plano a plano cada segundo do filme. Quando a fuga ao sexto continente já não parecer ser suficiente, só resta buscar o utópico sétimo...

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  • Frederico

    Existe alguns furos e inconsistências no roteiro, porém o trabalho sonoro é muito bem realizado e cumpre com a função. O final foi um tanto quanto clichê, mas eu me senti satisfeito ao final da sessão pois conseguiu cumprir o papel de entretenimento nervoso. Fiquei também com vontade de quero mais porque amo filmes de ameaça alienígena (muito embora não tenha ficado claro que fosse uma ameaça alienígena eu interpretei como tal). Recomendo, mas este é um daqueles filmes que é mais interessante assistir no cinema do que em casa.

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  • Frederico

    Sinto que tenho muito a falar sobre esse filme ao mesmo tempo que creio que não quero falar nada! Meio que exatamente a atmosfera do filme. Chama atenção a provável inexistência do castelo e me fez indagar se Kafka não teria deixado o Castelo incompleto propositalmente exatamente para causar essa sensação de que não se chegou a lugar algum. Um ode ao cansaço físico e mental, de uma trama impossível. Um agrimensor que não mensura nada, ajudantes que não ajudam em nada, prefeito que não realiza nada, professor que não dá aula de nada, mensageiro que não entrega nada e provavelmente o cocheiro que não leva nada pra lugar nenhum. A normalização burocrática que travou tudo enquanto o frio e a neve toma conta das relações desgastadas. Um complexo e total descontrole claustrofóbico niilista assustadoramente perturbador e infinito. Um estado catatônico onde o frio quebra a vontade e a loucura distorce a ordem. Me recordei ao assistir de Satirycon de Felinni um filme feito em moldes parecidos por trabalhar em cima de um fragmento de cerca de 25% da obra original. O final é frustrante, mesmo que já esperado, evidenciando ainda mais a minha suspeita quanto aos objetivos de Kafka. Os ajudantes me fizeram recordar também dos personagens de Funny Games, a atmosfera remete também a tempos do lobo e a fita branca. O incomodo imagético marca registrada de Haneke em filmes como caché, código desconhecido e fita branca já podem ser sentidos aqui. A relação com Frida me lembrou de certa maneira a professora de piano, mas sei lá, talvez estivesse paranoico demais em ligar pontos. Não é um filme gostoso de se assistir, mas pra quem é fã do Haneke, e ao mesmo temo do Kafka eu diria indispensável pela proposta. Quero ler o Castelo pois se já me senti claustrofóbico com a metamorfose este embolo de diálogos vazios e incessantes que o livro traz como proposta vai ser uma aventura desafiadora. Sem contar que acredito que me fará crescer como roteirista no ponto em que há o desenvolvimento de uma narrativa que "não caminha" e funciona por mais que incomode. A importante citar também um trabalho sonoro diferenciado neste filme. Em Amour e Funny Games Haneke trabalha muito bem com os elementos sonoros mas nesse filme há de se destacar o incômodo sonoro para acentuação da incompreensão coletiva. ABSURDO! Eu recomendo que assistam, mas não assistam se quiserem ser feliz! haha

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  • Fran de Carvalho
    Fran de Carvalho

    Olá a você também :)

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Andreia Al.
    Andreia Al.

    Entendo sim! :) fique a vontade.