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32 years, CANOAS - RIO GRANDE DO SUL (BRA)
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"Deixe-me te dizer uma coisa que você já sabe. O mundo não é um mar de rosas; é um lugar sujo, um lugar cruel, que não quer saber o quanto você é durão. Vai botar você de joelhos e você vai ficar de joelhos para sempre se você deixar. Você, eu, ninguém vai bater tão forte como a vida, mas não se trata de bater forte. Se trata de quanto você aguenta apanhar e seguir em frente, o quanto você é capaz de aguentar e continuar tentando. É disso que a vitória é feita!
Agora, se você sabe o seu valor vá e conquiste, mas esteja preparado para ser atingido, e não ficar apontando para os outros dizendo que não esta onde queria estar por causa dele, ou dela, ou de qualquer um!
Covardes fazem isso, e você não é um covarde.
Você é melhor do que isso. " (Sylvester Stallone - Rocky Balboa)

Últimas opiniões enviadas

  • Felipi Vidal Fraga

    O documentário “Malala” (2015) estreia no Brasil em um momento muito propício para se discutir a violência advinda do fundamentalismo religioso. O atentado sofrido pela paquistanesa em 2012, quando foi baleada na cabeça por um membro do grupo islâmico fundamentalista Talibã – que também atingiu duas colegas suas de escola - não está diretamente ligado aos recentes ataques de radicais mulçumanos na França, mas eles estão historicamente e culturalmente conectados. Ambos os casos são um reflexo de uma cultura intolerante, alimentada por diversos fatores e acontecimentos históricos, que só terão uma mudança efetiva, se criarmos um contexto mundial para o surgimento de outras meninas como Malala Yousafzai.O próprio longa-metragem deixa evidente a impressão de o quanto à menina já nasceu predestinada, a se tornar um ícone para as mais de sessenta milhões de mulheres, que têm o direito à educação negado em diversos países todos os dias. Seu pai, Ziauddin Yousafzai, lhe batizou com o nome de uma heroína do Afeganistão, quase como numa esperança de concretizar já no nascimento, o que aspirava para sua filha no futuro. Segundo a introdução do filme “Malalai de Maiwand” foi uma mulher que brandiu um estandarte para incitar os guerreiros afegãos, a continuarem combatendo os ingleses durante uma batalha no séc XIX e que acabou perdendo a vida durante seu ato de coragem. Nome, também, de outra conhecida crítica do Talibã, a política afegã Malalai Joya.

    Dirigido por Davis Guggenheim, vencedor do Oscar de Melhor Documentário de 2006 com “Uma Verdade Inconveniente”, “He Named Me Malala” já é por si só interessante e encantador por causa da personalidade que documenta. Além disso, ele apresenta uma linguagem narrativa ainda mais atrativa do que a de “An Inconvenient Truth”, utilizando animações e a narração dos próprios documentados para causar uma empatia mais efetiva no espectador. A animação que introduz o longa e aparece em diversos momentos, soma-se a narração da própria Malala e de seu pai Ziauddin, dando uma sensação de intimidade e expressando muito bem os sentimentos de cada um deles ao reviver seu passado.

    Mais do que contar os poucos 17 anos da adolescente ativista dos direitos humanos, o documentário aborda o poder das palavras. É por meio do discurso falado, antes do uso das armas, que os líderes do Talibã, organização extremista que ordenou a tentativa de assassinato da garota, tentavam impedir que o povo da cidade do vale do Swat no Paquistão, quisesse aprender conhecimentos considerados "ocidentais". Foi por meio da fala que o professor e pai de Malala, em conjunto com livros e amigos, sejam na sala de aula ou em comícios, influenciaram a menina a utilizar o verbo, primeiro em um blog com pseudônimo e depois no rádio e na TV, mesmo diante do risco de suas vidas.

    Mesmo que a Paquistanesa tenha aparecido frequentemente nos noticiários nos últimos três anos, ainda existem muitas pessoas que não conhecem sua história, também contada no livro "Eu sou Malala - A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã", publicado em 2013. A maioria sabe que ela foi agraciada com um Prêmio Nobel da Paz, talvez lembrem que ela é a pessoa mais jovem a receber a premiação, mas, mesmo assim o filme deixa espaço para a emoção e a surpresa. Quem, ao assistir, não se lembrar exatamente do ano em que foi premiada, vai se decepcionar por ela não ter ganho em 2013 e ficar satisfeito com o anúncio de seu nome, junto com o do indiano Kailash Satyarthi, na edição de 2014, mostrada só nos créditos do longa. Mais do que tudo, vai se revoltar com a descrição de como ela foi baleada junto com as amigas em um ônibus escolar e vibrar com sua recuperação e seu discurso na ONU.

    Nos momentos em que é acompanhada nas suas relações familiares é que nos surpreendemos mais com a lembrança de que ela não é muito mais do que uma adolescente, recém saída da infância. As brincadeiras com os irmãos menores e os pais, as responsabilidades escolares como os deveres de casa, num contraste com seus encontros com chefes de estado, mesclam a inocência do mundo infantil com a violência do universo adulto. Isso nos leva a compreender, que sua força vem da pureza de quem foi obrigada a amadurecer muito cedo, de quem foi intelectualmente bem orientada, conseguindo assim lidar com questões sérias, como a fome, a guerra, a intolerância, entre outras, com um carisma que cativa muitas pessoas pelo mundo, em prol de suas causas sociais.

    Os recentes debates brasileiros sobre feminismo por causa do ENEM e os projetos de lei que querem alterar as regras para o aborto, também dialogam de certa maneira com a produção audiovisual, já que Malala se declara como feminista. Em entrevista a atriz Emma Watson (a Hermione de Harry Potter), para a divulgação da obra documental, a paquistanesa revelou ter decidido assumir o feminismo após assistir o discurso da inglesa, como embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres em 2014. Após a entrevista, Emma publicou uma postagem com muitos elogios a Malala em seu perfil do Facebook.

    Malala não é o documentário mais original e inovador já realizado, algumas ideias se repetem de forma exageradamente didática e emocional. Entretanto, em tempos de Estado Islâmico é consolador assistir um filme destes, para nos lembrar e dar a esperança de que onde existe violência e ignorância, também floresce conhecimento e coragem. Esperamos que muitas "Malalas" surjam nos próximos anos, mas, que repitam apenas seus feitos nobres, sem a necessidade de passar pelo mesmo momento trágico.

    #FÃCULT
    #FanCu lt
    #PipocadePimenta
    #FVFraga

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Francis York Morgan
    Francis York Morgan

    Opa! Beleza? Vi que você marcou como "Já vi" A Capital dos Mortos 2. Sabe onde posso assistir? valeu

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