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(BRA)
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"Depois, lá muito longe, entre as estrelas, a evolução começou a virar-se para outros objetivos. Os primeiros exploradores da Terra atingiram os limites da carne e do sangue; logo que as suas máquinas mostraram ser melhores que os seus corpos, começaram a mudar-se. Primeiro os cérebros, e depois apenas os pensamentos, foram transferidos para novos e brilhantes invólucros de metal e de plástico.
E, com eles, passearam entre as estrelas. Já não construíam naves espaciais. Eles eram naves espaciais.
Mas a idade das máquinas-entidades passou num ápice. Experimentando incessantemente, aprenderam a armazenar conhecimentos na estrutura do próprio espaço, e a preservar eternamente os seus pensamentos em geladas grades de luz. Podiam tornar-se criaturas de radiação, finalmente libertas da tirania da matéria.
Portanto, transformaram-se em energia pura; e. em mil mundos, as cascas vazias de que se desembaraçaram, contorceram-se um momento numa irracional dança da morte, e desfizeram-se em pó.
Eram agora senhores da galáxia, e o tempo não podia afetá-los. Vagueavam ao sabor dos seus desejos entre as estrelas, e, qual sutil névoa, mergulhavam nos próprios interstícios do espaço. Mas, apesar dos seus poderes quase divinos, não esqueceram completamente a sua origem, no lodo quente de uma mar desaparecido."

Últimas opiniões enviadas

  • Guilherme

    A atmosfera e a melancolia do filme, que juntamente com a trilha sonora, nos faz sentir como é pós morte, ser deixado pra trás, cada lembrança vivida... Coisas que nunca mais se repetirão. Comovente a cena dos fantasmas nas janelas...

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