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Últimas opiniões enviadas

  • Gilberto

    Barry Lyndon

    Quando falamos em Kubrick os filmes que sempre vem à cabeça são 2001, A Clockwork Orange, Dr. Strangelove e The Shining, poucos são aqueles que se lembra de Barry Lyndon que na minha humilde opinião é um dos melhores filmes do diretor, se não o melhor.

    Barry Lyndon tem muita história para contar, somos apresentados a ascensão e a queda de Redmond Barry, o filme é grande e tem muitas passagens onde não existe nenhuma ação, ou seja, a receita perfeita para ser arrastado, cansativo e chato, mas Kubrick não perde a mão em nenhum momento, você fica preso, imerso no roteiro desde o começo.

    Redmond Barry ou melhor Barry Lyndon é um personagem altamente complexo, no começo do filme ele chega a demonstrar uma certa inocência, mas aos poucos essa característica vai dando lugar a ambição, ao ego, ao orgulho. Barry é um grande oportunista, ele aprende rápido a jogar com as cartas que a vida lhe oferece, e quanto mais cresce entre a alta sociedade europeia mais inescrupuloso ele se torna.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Mas como dizem: tudo que vem fácil, vai fácil. Barry se casou com Lady Lyndon por puro interesse, ele nunca a amou, interessava-se apenas em sua fortuna, posses, títulos, status, o inocente jovem quem desafiou a morte por amor a uma prima vulgar não existia mais, na segunda metade do filme vemos um homem vaidoso, arrogante, incontrolável. Mas a vida foi cruel com Redmond primeiro perde o filho que tanto amava depois vem a falência. Mas Barry Lyndon ainda é um ser humano e o remorso por ser indiretamente o responsável pela morte do próprio filho não lhe permite tirar mais a vida de ninguém, ele poderia muito bem ter matado o jovem Bullingdon, mas não fez, no final o próprio já havia admitido que sua vida de poder e riquezas chegou ao fim.

    Kubrick nos entrega uma obra prima, o filme é inteiramente bem filmado, a iluminação totalmente natural é maravilhosa, muitas cenas se parecem com pinturas da época de tão bem feitas, a trilha sonora é um show, o tema “Sarabande” deixa todas os momentos dramáticos ainda mais impactantes. Ryan O'Neal vive Barry Lyndon com maestria, sem sombra de dúvidas um de seus personagens mais marcantes.

    Volto a repetir Barry Lyndon é um dos melhores filmes do Kubrick, dói ver que ele não recebe o devido reconhecimento, ele não apenas bom por sua parte técnica, mas também pela sua excelente história que é brilhantemente desenvolvida ao longo de 3horas de duração que passam como se fosse 30 mim. Um verdadeiro clássico da sétima arte que merece ser apreciado por todo amante de bons filmes.

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  • Gilberto

    Batman: The Killing Joke

    A Piada Mortal é sem sombra de dúvidas uma das HQ’s mais importantes de todos os tempos, e não apenas para o universo do Batman, mas sim para o gênero como um todo. Alan Moore criou uma obra atemporal, uma história icônica que modificou a relação entre Batman e Coringa para todo o sempre.

    Pesada, inovadora, violenta, cruel, suja e genial talvez esse seja alguns dos adjetivos que melhor classificam A Piada Mortal, mas essa adaptação passa bem longe dessas qualidades, a história original é pequena, se fosse seguida quadro a quadro não chegaria a 40 mim de filme, mas como os roteiristas resolveram esse problema? Injetando uma sequência desnecessária de meia hora focado na Batgirl, mas se ao menos fosse algo bom dava para passar, mas é justamente o contrário, a aventura de Barbara é simplesmente ruim, como se não bastasse isso ainda inventam um relacionamento entre a moça e Bruce que é praticamente um incesto.

    Sei que muuuuita gente gosta da Batgirl (não é o meu caso) e A Piada Mortal é fundamental para o desenvolvimento da moça, mas ela nunca foi e nunca será a estrela dessa história, o Coringa é o centro das atenções e a animação simplesmente se esquece desse detalhe.

    Quando o filme realmente começa, lá pelos 30mim o espectador já está cansado e frustrado de uma maneira tão grande que nada mais importa, o que resta é aguardar pelo icônico final, certo? ERRADO, a controversa cena está lá, mas em momento algum foi transmitido o peso da mesma, nas HQ’s sentimos que aquele é o ponto de decisão, é o final da disputa em Batman e Coringa, o filme por sua vez é covarde demais para mostrar tudo.

    A melhor coisa do filme é o retorno de Kevin Conroy e Mark Hamill, fora isso é uma animação com traços bem mal desenhados, com uma história muito maior e melhor do que a que foi apresentada, talvez se a Warner tivesse feito como os japoneses que lançam OVA com tempo de duração bem curtinho o resultado teria sido melhor.

    Sei que é um sonho impossível, mas imaginem A Piada Mortal dirigida pelo Nolan e com o Bale e saudoso Ledger como Batman e Coringa, eu morreria feliz depois de assistir isso. E a propósito, mesmo que esse filme seja bem mais ou menos, Batman: The Killing Joke continua sendo uma obra-prima.

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  • Gilberto

    King Arthur: Legend of the Sword

    Filmezinho complicado esse em Guy Ritchie!? Nem de longe é a bomba que a crítica anda pintando, mas tem problemas demais, e alguns são sérios e prejudicaram o resultado final.

    Ritchie tem características de direção muito peculiares, e ao que parece o diretor se viciou em sempre fazer tudo do mesmo jeito, mas não é toda história que funciona como uma uma comédia repleta de cortes rápidos, as lendas Aturianas por exemplo sempre vão precisar de aventura, misticismo e fantasia, mas o que vemos aqui é um filme bem “realista”, um Arthur que não tem nem metade das características clássicas, as lendas propriamente ditas, não passaram nem perto, tem um teor político revolucionário completamente desnecessário, e uma história que falha em ser carismática.

    Um dos maiores problemas de Hollywood é querer atualizar, modernizar o que não pede isso, se fizessem um longa baseado nos mitos mais comuns do rei Arthur aposto que a recepção teria sido bem melhor, mas ao invés disso preferiram investir em um personagem “contemporâneo”, porque o Arthur do filme parece ser alguém que você conhece na esquina de qualquer rua. Não estou dizendo que o protagonista é ruim, ele é bom, mas não é o Arthur que eu esperava, principalmente porque ele não apresenta um pingo de nobreza, e me refiro a nobreza de espirito, o Arthur de Guy Ritchie é um malandro de rua.

    Com exceção de Arthur e Vortigern nenhum outro personagem recebe um desenvolvimento interessante para ser citado, aliás gostaria de ter visto mais cenas de Charlie Hunnam e Jude Law juntos, os dois são ótimos e poderiam ter agregado muito mais valor ao filme caso seus personagens tivessem mais embates.

    Apesar do roteiro não empolgar em muitos momentos, a produção do filme se destaca, os efeitos especiais são ótimos, a trilha sonora do não muito conhecido Daniel Pemberton é um das melhores coisas do longa, e a fotografia é de encher os olhos.

    Infelizmente o resultado final de King Arthur: Legend of the Sword não é o esperado, o filme não chega a ser um desastre, mas é uma releitura que ninguém pediu, Guy Ritchie nos entrega um Arthur do jeito que ninguém queria ver, não houve grandiosidade e envolvimento por parte do roteiro, o que sobrou em teor político faltou em misticismo. Sei que essa era uma introdução para o que veria a ser uma franquia, mas se a base não for solida, é impossível construir alguma coisa por cima. Para aqueles que procuram apenas diversão descompromissada o filme é uma excelente pedida, mas se você quer algo épico e grandioso, vou logo avisando: esse não é o filme.

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/