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Dividimos o mundo em liberais e viciados em armas
Em ateus e fundamentalistas
Em abstêmios e drogados
Entre químicos e naturais
Em ficcional e factual
Em ciência e sobrenatural.
Mas, na verdade, não é tudo assim tão preto no branco.

Você vai nos dividir em terroristas e heróis
Em pessoas normais e esquisitos
Em pessoas boas e pedófilos
Em coisas que lhe dão câncer
E coisas que curam câncer
E as coisas que não causam câncer
Mas há uma chance que causem câncer no futuro

Dividimos o mundo para parar de nos sentirmos assustados, entre errado e correto
Entre preto e branco e entre homens de verdade e fadas
Em papagaios e canários
Sim, nós queremos o mundo binário. Binário 011101
Quanto mais você sabe, mais fica difícil
De mudar de ideia, nem faz diferença você achar que não
Não dá pra ver qual grama é mais verde
As chances são de que nenhuma das duas são
E de qualquer forma é mais fácil ver a diferença, porque não é tão simples assim.

Letra do comediante australiano Tim Minchin. Descrevendo através da melodia nossa intolerância de cada dia.

Últimas opiniões enviadas

  • Guilherme Oliveira

    ´´A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia, ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa. Não por que simplesmente se isolar, mas por que os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme. `` Wikipédia

    O cinema para Nicholas Ray é imensamente algo pessoal. Assim como François Truffaut, seus conflitos pessoais são catalisados como inspiração. Um prato abundante de possiblidades. Um mix de sentimentos. Nicholas passava por um período conturbado em sua vida. Carregou consigo em On Dangerous Ground, temáticas recorrentes em sua filmografia, como a desilusão e o pessimismo.

    Somos apresentados aos créditos iniciais na compania de uma viatura. Conduzidos pelas ruas afagadas pela noite. Cenário inospito. Aspecto frio. Ela chega enfim ao seu destino: a casa de um detetive. Onde o mesmo recebe o afago de sua esposa antes de rumar para o trabalho. O mesmo ritual acontece. Dessa vez, em uma segunda casa. Logo, somos conduzidos a um pequeno cômodo, onde observamos um homem comendo apressadamente. Ao mesmo tempo que observa algumas fotografias. Encerrada tais ações, sem afagos, cumprimentos ou expressões, parte rumo ao seu destino.

    Esses poucos mais de quatro minutos evidenciam a intenção do diretor: partilhar a solidão em vários estágios. Elvidencia-se tal propósito na pele de Jim Wilson. Um profissional experiente que , convivendo diariamente com o mundo do qual seu ofício lhe proporciona, acaba por enquadrar-se a ele. Tornando-se uma espécie de anti-herói. Carregado pela descrença sempre alheio aos demais. Consequentemente sendo abraçado pela mesma.

    A estrutura escolhida pelo diretor, no primeiro ato, para explorar essa atmosfera foi bem executada. Utilizando-se do ambiente propício e, aliando-se a bela execução, evidenciou de forma massiva o imbróglio que Jim se encontrava. Ao final do segundo ato, o detetive é colocado em um novo panorama. Agora, onde Mary está inserida. Mary, deficiente visual, abrange os mesmos sentimentos literalmente e, ironicamente , acaba tornando-se a claridade de uma nova abertura que há tempos não pairava sobre Jim (e vice-versa). É nesse jogo de redescoberta que ambos buscam entre si a liberdade do ostracismo que tanto os enclausuravam.

    Muitos decepcionaram-se com o curso que a obra seguiu. Aguardavam um maior esmiúçamento da personalidade de Jim. As causas e sequelas que isso ocasionaria. Iniciou-se com a áurea de um noir destrutivo e cético que culminou-se como um drama de solução conveniente ou quiçá passiva. Sua transição fora imediata. De um homem alheio a qualquer manifestação de afeto. Que encontrava-se exaurido de tudo e todos, há descobridor da felicidade. Proporcionada pela influência de uma pessoa avessa ao seu mundo. Onde juntos, buscam escrever uma nova história. Sabe-se que o diretor não compactua com as chamadas soluções fáceis. Enfim, mesmo sendo contestado pela mudança repentina e cômoda em sua direção, Nicholas Ray realizou um grande trabalho. Mesmo com as ações externas tentando dizer o contrário.

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  • Guilherme Oliveira

    Considerado um dos precursores do estilo que predominaria na década de quarenta. Embora não possua uma fotografia marcante, traz consigo outra característica que se tornaria marca registrada do movimento: a ambiguidade moral. Simbolizada principalmente por Alan Ladd, na pele de Philip Raven. Um assassino profissional metódico que aprendeu com a vida que socialização não existe, embora carregue consigo uma conduta ética.

    Resquícios morais era o máximo do padrão social naquela época. Em meio à Segunda Guerra, o pessimismo, a descrença, e o desconhecimento pairavam por todo o globo. Portanto, Hollywood fora mais uma máquina usada como um canhão de propaganda. Infelizmente, This Gun for Fire estava dentro do pacote e hasteou tal bandeira. Ao desenrolar da trama, entram em cena diálogos em forma discursos patriotas. Enaltecendo o martírio em prol da nação. Da redenção, perante um bem maior. Da divisão entre o bem e o mal. De uma distribuição geográfica entre heróis e vilões.

    Ainda que contendo algumas imperfeições que diminuem seu brilho, This Gun for Hire tem sua importância e seus méritos. Além de ser um dos precursores, de um magnífico movimento, foi a obra que projetou definitivamente Alan Ladd para o estrelato, aos vinte e oito anos. Também marcaria o início de uma frutífera parceria entre Alan Rudd e Verônica Lake. Parceria que rendeu ao total seis filmes. Sendo três deles policiais. Os demais foram The Glass Key e The Blue Dahlia.

    Sintonia nas telas, semelhanças (além da altura) fora dela. Introvertido, Rudd obteve uma carreira mais aclamada e consistente que Verônica, mas ambos à encerraram de forma melancólica. Enfrentaram problemas como a depressão e alcoolismo. Ambos falecerem ao cinquenta e um anos. Sem configurar em listas de melhores do gênero, This Gun for Hire não somente alavancou a carreira de dois grandes atores da era de ouro, como caracterizou e simbolizou uma era. Que usufruiu do auge em um passado distante, mas que jamais perderá sua magnitude.

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  • Guilherme Oliveira

    O Metallica é a maior síntese da polarização dentro da música. Uma mera menção ao seu nome em uma roda de conversa é capaz de provocar sentimentos inexplicáveis. Essa seleuma deu-se início no ano de 1991 (precisamente no dia 12 de agosto), com o lançamento do quinto álbum de estúdio da banda, intitulado The Black Album. Ele fora o responsável por catapultar o Metallica para o estrelato e estremecer o mundo da música.

    Todo artista possui seu ápice criativo. And Justice for All foi o do Metallica. A evolução e a complexidade exposta no álbum é brilhante. Imaginar o que viria após isso era impossível. Qual caminho a banda seguiria após AJFA? Pergunta respondida após o lançamento do Black Album. Um ouvinte desavisado certamente pensaria tratar-se de um nova banda: o contraste era abismal. Uma forte ducha fria nos fãs mais puristas. Muitos deixaram de seguir a banda. Outros passaram a execrá-la. Tudo isso apenas atesta o quanto Black Album carrega sentimentos. E, acompanhar o making-off do álbum torna-se uma atividade obrigatória.

    Acompanhar o exílio e martílio da banda para a produção do novo álbum, juntamente com a introdução do produtor canadense Bob Rock em seu ambiente é muito interessante. Bob Rock inaugurou um novo modo de gravação: trazendo todos para o mesmo ambiente. O choque de personalidades, o conflito de ideias e a incansável busca de Bob Rock pelo timbre ideal para a bateria de Lars é fascinante. Bob Rock conseguiu captar novos horizontes. Trazendo uma simplicidade singular para o quarteto inimaginável até então.

    Trata-se de um documentário muito interessante. Acerca da produção do álbum que modificaria a história de uma banda. Comercialmente um acerto absoluto. Para muitos o início de uma derrocada. Uma coisa é certa: The Black Álbum fez e faz história. Nela estará sempre cravada. Colocou gêneros e centenas de bandas em evidência. Kirk Hamett diz ser o The Dark Side of the Moon, do Metallica. Pra mim é uma bela obra de uma banda que nunca teve o receio de vislumbrar novos processos. E isso é um grande mérito.

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  • Moreira M.
    Moreira M.

    Me interessei pelo The Leftovers, num futuro próximo pretendo conhecer. De alguma forma associei essa com a série 3%. Tinha esquecido que você ainda não teve o privilégio de maratonar a badalada Game of Thrones, super lhe indico. E acredito que não há oportunidade melhor do que antes da estreia da tão aguardada última temporada. Este ano promete hein, verdade, eu até tinha me esquecido do desfecho de Mr. Robot. Uma polêmica paira ao ar cinefílico, foi merecido o Rami Malek ter levado a estatueta de melhor ator? Pergunto-lhe isso por que me deparei com muitas pessoas chocadas por esse feito. Em minha opinião achei merecidamente, e quanto a você, o que achou? E por sinal, ter contemplado Bohemian Rhapsody nas telonas foi uma das melhores experiências nos cinemas. Você também viu nas telonas?

    Ultimamente comecei a ver uma série de época chamada “O Levante da Páscoa”, sobre o levante pró-independência da Irlanda durante a Primeira Guerra Mundial. Série nos moldes do The Village. E aí, já teve a oportunidade de assistir as obras do Leon Hirzsman?

    Confesso que preciso consumir mais Podcast, inclusive sobre temas políticas. Anotado a sua indicação do Xadrez Verbal. Obrigado! Pra compensar costumo assistir tais conteúdos políticos no Youtube. Tenho seguidos alguns canais como Nerdologia (parte de História), Buenas Ideias e Leonardo Stoppa. Vale a pena conferir depois.

  • Moreira M.
    Moreira M.

    Desculpe seu sumiço, mas agora já consigo entrar na minha conta normalmente, valeu pela dica dos cachês e congêneres da informática!

    Começo por lhe perguntar se por acaso teve oportunidade de assistir algum dos filmes indicados, mas não se sinta pressionado (kkkkk), é só mera curiosidade de minha parte. Tem visto alguma série ou algum filme interessante? Pois nesses já quase dois meses que se passou tudo pode acontecer na vida do cinéfilo né (hahah).

    Respondendo sua pergunta se eu adquiri as versões restauradas da Videofilmes em relação às grandes obras do cinema nacional, eu baixei esses no site Filmescult. Esta cinemateca virtual que infelizmente anda de mal a pior, amargurando meses sem conseguir manter-se no ar, uma verdadeira pena para nós cinéfilos.

    Tem um bom tempo que acompanho os Podcasts dos Filmes Clássicos (http://filmesclassicos.com.br/lista-episodios/). Vale a pena conferir. Por enquanto só acompanho esse mesmo. E você, tem ouvido algum Podcast sobre cinema ou de outra área?

    Até mais!

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