Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.

Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade.

filmow.com/usuario/guilherme___13/
    Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > guilherme___13
29 years (BRA)
Usuário desde Julho de 2012
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Dividimos o mundo em liberais e viciados em armas.
Em ateus e fundamentalistas.
Em abstêmios e drogados.
Entre químicos e naturais.
Em ficcional e factual, em ciência e sobrenatural.
Mas na verdade não é tudo assim tão preto no branco.

Você vai, nos dividir em terroristas e heróis.
Em pessoas normais e esquisitos, em pessoas boas e pedófilos.
Em coisas que lhe dão câncer.
E coisas que curam câncer
E as coisas que não causam câncer.
Mas há uma chance, que causem câncer no futuro.

Dividimos o mundo para parar de nos sentirmos assustados, entre errado e correto.
Entre preto e branco e, entre homens de verdade e fadas.
Em papagaios e canários.
Sim, nós queremos o mundo binário, binário 011101
Quanto mais você sabe, mais fica difícil.
De mudar de ideia, nem faz diferença você achar que não,
Não dá pra ver qual grama é mais verde
As chances são de que nenhuma das duas são, e de qualquer forma é mais fácil
ver a diferença, porque não é tão simples assim. (Tim Minchin)

Últimas opiniões enviadas

  • Guilherme Oliveira

    ´´A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia, ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa. Não por que simplesmente se isolar, mas por que os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme. `` Wikipédia

    O cinema para Nicholas Ray é imensamente algo pessoal. Assim como François Truffaut, seus conflitos pessoais são catalisados como inspiração. Um prato abundante de possiblidades. Um mix de sentimentos. Nicholas passava por um período conturbado em sua vida. Carregou consigo em On Dangerous Ground, temáticas recorrentes em sua filmografia, como a desilusão e o pessimismo.

    Somos apresentados aos créditos iniciais na compania de uma viatura. Conduzidos pelas ruas afagadas pela noite. Cenário inospito. Aspecto frio. Ela chega enfim ao seu destino: a casa de um detetive. Onde o mesmo recebe o afago de sua esposa antes de rumar para o trabalho. O mesmo ritual acontece. Dessa vez, em uma segunda casa. Logo, somos conduzidos a um pequeno cômodo, onde observamos um homem comendo apressadamente. Ao mesmo tempo que observa algumas fotografias. Encerrada tais ações, sem afagos, cumprimentos ou expressões, parte rumo ao seu destino.

    Esses poucos mais de quatro minutos evidenciam a intenção do diretor: partilhar a solidão em vários estágios. Elvidencia-se tal propósito na pele de Jim Wilson. Um profissional experiente que , convivendo diariamente com o mundo do qual seu ofício lhe proporciona, acaba por enquadrar-se a ele. Tornando-se uma espécie de anti-herói. Carregado pela descrença sempre alheio aos demais. Consequentemente sendo abraçado pela mesma.

    A estrutura escolhida pelo diretor, no primeiro ato, para explorar essa atmosfera foi bem executada. Utilizando-se do ambiente propício e, aliando-se a bela execução, evidenciou de forma massiva o imbróglio que Jim se encontrava. Ao final do segundo ato, o detetive é colocado em um novo panorama. Agora, onde Mary está inserida. Mary, deficiente visual, abrange os mesmos sentimentos literalmente e, ironicamente , acaba tornando-se a claridade de uma nova abertura que há tempos não pairava sobre Jim (e vice-versa). É nesse jogo de redescoberta que ambos buscam entre si a liberdade do ostracismo que tanto os enclausuravam.

    Muitos decepcionaram-se com o curso que a obra seguiu. Aguardavam um maior esmiúçamento da personalidade de Jim. As causas e sequelas que isso ocasionaria. Iniciou-se com a áurea de um noir destrutivo e cético que culminou-se como um drama de solução conveniente ou quiçá passiva. Sua transição fora imediata. De um homem alheio a qualquer manifestação de afeto. Que encontrava-se exaurido de tudo e todos, há descobridor da felicidade. Proporcionada pela influência de uma pessoa avessa ao seu mundo. Onde juntos, buscam escrever uma nova história. Sabe-se que o diretor não compactua com as chamadas soluções fáceis. Enfim, mesmo sendo contestado pela mudança repentina e cômoda em sua direção, Nicholas Ray realizou um grande trabalho. Mesmo com as ações externas tentando dizer o contrário.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Guilherme Oliveira

    Considerado um dos precursores do estilo que predominaria na década de quarenta. Embora não possua uma fotografia marcante, traz consigo outra característica que se tornaria marca registrada do movimento: a ambiguidade moral. Simbolizada principalmente por Alan Ladd, na pele de Philip Raven. Um assassino profissional metódico que aprendeu com a vida que socialização não existe, embora carregue consigo uma conduta ética.

    Resquícios morais era o máximo do padrão social naquela época. Em meio à Segunda Guerra, o pessimismo, a descrença, e o desconhecimento pairavam por todo o globo. Portanto, Hollywood fora mais uma máquina usada como um canhão de propaganda. Infelizmente, This Gun for Fire estava dentro do pacote e hasteou tal bandeira. Ao desenrolar da trama, entram em cena diálogos em forma discursos patriotas. Enaltecendo o martírio em prol da nação. Da redenção, perante um bem maior. Da divisão entre o bem e o mal. De uma distribuição geográfica entre heróis e vilões.

    Ainda que contendo algumas imperfeições que diminuem seu brilho, This Gun for Hire tem sua importância e seus méritos. Além de ser um dos precursores, de um magnífico movimento, foi a obra que projetou definitivamente Alan Ladd para o estrelato, aos vinte e oito anos. Também marcaria o início de uma frutífera parceria entre Alan Rudd e Verônica Lake. Parceria que rendeu ao total seis filmes. Sendo três deles policiais. Os demais foram The Glass Key e The Blue Dahlia.

    Sintonia nas telas, semelhanças (além da altura) fora dela. Introvertido, Rudd obteve uma carreira mais aclamada e consistente que Verônica, mas ambos à encerraram de forma melancólica. Enfrentaram problemas como a depressão e alcoolismo. Ambos falecerem ao cinquenta e um anos. Sem configurar em listas de melhores do gênero, This Gun for Hire não somente alavancou a carreira de dois grandes atores da era de ouro, como caracterizou e simbolizou uma era. Que usufruiu do auge em um passado distante, mas que jamais perderá sua magnitude.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Guilherme Oliveira

    O Metallica é a maior síntese da polarização dentro da música. Uma mera menção ao seu nome em uma roda de conversa é capaz de provocar sentimentos inexplicáveis. Essa seleuma deu-se início no ano de 1991 (precisamente no dia 12 de agosto), com o lançamento do quinto álbum de estúdio da banda, intitulado The Black Album. Ele fora o responsável por catapultar o Metallica para o estrelato e estremecer o mundo da música.

    Todo artista possui seu ápice criativo. And Justice for All foi o do Metallica. A evolução e a complexidade exposta no álbum é brilhante. Imaginar o que viria após isso era impossível. Qual caminho a banda seguiria após AJFA? Pergunta respondida após o lançamento do Black Album. Um ouvinte desavisado certamente pensaria tratar-se de um nova banda: o contraste era abismal. Uma forte ducha fria nos fãs mais puristas. Muitos deixaram de seguir a banda. Outros passaram a execrá-la. Tudo isso apenas atesta o quanto Black Album carrega sentimentos. E, acompanhar o making-off do álbum torna-se uma atividade obrigatória.

    Acompanhar o exílio e martílio da banda para a produção do novo álbum, juntamente com a introdução do produtor canadense Bob Rock em seu ambiente é muito interessante. Bob Rock inaugurou um novo modo de gravação: trazendo todos para o mesmo ambiente. O choque de personalidades, o conflito de ideias e a incansável busca de Bob Rock pelo timbre ideal para a bateria de Lars é fascinante. Bob Rock conseguiu captar novos horizontes. Trazendo uma simplicidade singular para o quarteto inimaginável até então.

    Trata-se de um documentário muito interessante. Acerca da produção do álbum que modificaria a história de uma banda. Comercialmente um acerto absoluto. Para muitos o início de uma derrocada. Uma coisa é certa: The Black Álbum fez e faz história. Nela estará sempre cravada. Colocou gêneros e centenas de bandas em evidência. Kirk Hamett diz ser o The Dark Side of the Moon, do Metallica. Pra mim é uma bela obra de uma banda que nunca teve o receio de vislumbrar novos processos. E isso é um grande mérito.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • L
    L

    Obrigada! Eu que agradeço.
    Seja bem-vindo! :*)