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Últimas opiniões enviadas

  • Guilherme Guimarães

    Pra mim, "Big Little Lies" poderia ter sido encerrada brilhantemente no final da primeira temporada, que teve um início, meio e fim dignos da atenção e prêmios que gerou e ganhou. Porém, fomos agraciados com essa continuação de uma das maiores pérolas da história recente da HBO, que, veja bem, não é ruim, aliás, está longe de ser ruim, mas não consegue nem de longe atingir o mesmo nível da temporada antecessora.

    Temos um começo promissor, com os 4 primeiros episódios bem construídos e desenvolvidos, dando um gás para a sequência vislumbrada por David E. Kelley. A direção, assumida por Andrea Arnold, consegue manter o nível atingido pela temporada antecessora, sobretudo nos três primeiros episódios. A fotografia de Jim Frohna também respeitou a personalidade da série, levando em consideração sua cinematografia.

    O elenco continuou delicioso. Nicole Kidman ganhou um destaque maior nessa season finale e pode desenvolver sua Celeste Wright com mais vigor. Amo a forma como conduz sua personagem nessa temporada, trazendo contornos mais profundos à sua persona. Kidman, por favor, entenda: conte comigo para tudo. O mesmo aconteceu com Zoë Kravitz (mano do céu, que mulher linda!). A atriz conseguiu levar sua Bonnie Carlson para um novo patamar como a trama exigia. E soube sustentar isso muito bem.

    Reese Witherspoon, mais uma vez, surpreendeu-me. Eu não sou muito fã dela como atriz, mas aqui, devo dizer, ela trouxe sua Madeline Mackenzie à vida novamente com entusiasmo e carisma. Shailene Woodley pareceu-me um tanto apagada nessa T2, mas acredito que a culpa tenha sido mais do roteiro em si do que dela, propriamente dito.

    E aí, temos Meryl Streep. Como sempre, grandiosa. A atriz entrega aqui uma de suas melhores performances dessa década. Sua Mary Louise Wright ficou fabulosa em tela. Multifacetada e humana, como só Streep conseguiria fazer. Acho que se fosse elencar os 10 melhores momentos dessa T2, Streep apareceria em 8 ou 9.

    Contudo, a melhor parte dessa temporada, em termos de elenco, ficou a cargo de Laura Dern. Diferentemente da T1, em que Dern aparecia como apêndice antagonista da trama, aqui ela assumiu uma nova posição no contexto narrativo que muito favoreceu para o desenvolvimento de sua personagem e, consequentemente, para sua entrega como atriz. Ela está excelente, tanto no desenho que faz de sua Renata Klein quanto como alívio cômico da temporada.

    No frigir dos ovos, acho que a T2 de "Big Little Lies" obteve um saldo positivo, ainda que sofrido. Acumulou vários tropeços pelo caminho, principalmente a partir do quinto episódio em diante. A resolução soou-me apressada, corrida e pouco elaborada. Como se tivesse que resolver uma conta matemática, aparentemente, muito complexa de uma forma muito simplista e aquém da grandeza do roteiro da T1. Porém, ainda assim, a série soube terminar com honestidade e dignidade, não fazendo parecer tudo um grande "white people problem" (apesar de ser!), além de ter conseguido ficar acima da média em relação às produções televisivas que abordam temas similares.

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  • Guilherme Guimarães

    Bonitinho e, em certa medida, nostálgico, o remake de "O Rei Leão" consegue atingir um nível de qualidade técnica e artística, talvez, sem precedentes. Porém, devo dizer, que o filme, ainda que muito bem produzido e executado, não me envolveu ou me emocionou tanto quanto imaginei que iria. E falo isso, justamente, porque essa história foi uma das que mais marcou a minha infância.

    Talvez o problema não esteja no filme em si. Talvez esteja no fato de eu ter crescido, ou seja, comigo. E isso não deixa de ser triste, em certo ponto. Mas a verdade é que momentos-chave da narrativa não me emocionaram tanto como a animação de 1994 ainda me emociona. Bom, essa é uma outra discussão que não cabe tanto aqui.

    O fato é que o novo "O Rei Leão", dirigido pelo ótimo Jon Favreau, responsável inclusive pelo melhor live-action da Disney até o momento (na minha opinião), o belo "Mogli - O Menino Lobo", sofre daquilo que eu chamo de "muita técnica, pouca alma". Temos um filme incrivelmente perfeito do ponto de vista técnico e estético, mas, ao mesmo tempo, que traduz pouco ou de maneira inábil as sutilezas do texto da antológica história de Simba.

    Curioso que, para mim, as sequências originais da obra (que não são encontradas na animação de 94) funcionam muito melhor no filme do que as cenas "Ctrl+C + Ctrl+V". Nesse sentido, poderiam ter trabalhado mais o que não foi visto do que o que já foi. Acho que seria um tiro mais acertado do que simplesmente fazer uma imitação do desenho 95% do tempo.

    Além disso, outro ponto que atrapalhou um pouco a fluidez da narrativa foi a falta de emoção das personagens representadas, devido ao hiper-realista CGI, com seu elevado nível de fidelidade à noção de mundo real. Confesso que algumas cenas pareciam ter sido extraídas de algum documentário do National Geographic. Se isso foi bom para o filme? Não estou tão certo.

    No entanto, o filme não deixa de ser uma ótima reapresentação da história para as novas gerações. Com certeza, pode funcionar bem melhor com as crianças que não conhecem ou com quem nunca viu a versão animada.

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  • Guilherme Guimarães

    O bom de ser fã do Tarantino é que você pode ter muito bem construída a ideia do que vem a ser a assinatura cinematográfica do diretor, mas, ainda assim, terminar cada um de seus filmes devastado por todos os seus conceitos sobre ele serem dissolvidos como algodão doce na água. Aliás, mesmo devastado, ao fim da película poderá estampar uma surpresa agradável no olhar. Como uma criança que assiste a um show de mágica e fica perplexa com o coelho saindo da cartola.

    É curioso como Tarantino tem o dom de se reinventar e, ao mesmo tempo, ser fiel à sua autoria. Assisti ao filme no cinema com a Ciça e, ao final da sessão, lembro-me como ela foi cirúrgica no comentário que fez sobre a obra. Ainda tentando encontrar uma palavra para adjetivar o que tinha acabado de ver, ela disse: "esse filme é redentor". Pronto, não preciso dizer mais nada. É exatamente isso. O filme, sem spoilers, é redentor. E minha mulher é perspicaz, devo dizer.

    No entanto, se faz necessário tecer alguns elogios ao corpo de profissionais técnicos e artísticos que compõem o décimo primeiro longa-metragem de Quentin Tarantino. A começar pelo elenco brilhantemente escalado. Mais uma qualidade tarantinesca. Leonardo DiCaprio, como sempre, me fez ficar de quatro. Que homem, senhoras e senhores! Que homem! Dizer que sua atuação está perfeita é redundante. Porém, quem mais me chamou atenção (se isso é possível) foi Brad Pitt com seu, ouso dizer, melhor personagem desde Aldo Raine de "Bastardos Inglórios".

    Pitt rouba a cena. Está em seu melhor momento como ator. Eu me esqueci várias vezes que estava vendo ele, para falar a verdade. Sua entrega está tão incrível e incorrigível que qualquer coisa que se diga sobre isso seria pouco. O cara deu um verdadeiro show contracenando com DiCaprio (que pra mim é muito mais ator que Pitt).

    O elenco de apoio também está ótimo. Temos uma pontual Margot Robbie que, ao contrário das críticas que fizeram à sua breve participação (não vejo dessa forma!), está fantástica no papel e extraiu exatamente o que lhe foi pedido. E o que dizer da camaleônica Dakota Fanning? Confesso que só descobri quem ela era na produção semanas depois de ter assistido. Anotem esse nome: Julia Butters. Essa garotinha é excelente e ainda vai dar muito o que falar. Para encerrar sobre o elenco: Bruce Dern, eu te venero. Sua participação na obra é um presente para qualquer cinéfilo.

    A fotografia de Robert Richardson enaltece e eleva a qualidade cinematográfica do filme. Revela tantos pés quanto Tarantino pode gostar. Que fetiche delicioso, meu pai! O que dizer do design de produção e direção de arte de Barbara Ling e Richard L. Johnson, respectivamente? Fabulosos! O trabalho da dupla aqui se revela numa viagem ao tempo muito bem orquestrada ao crepúsculo dos anos 60.

    Enfim, sem querer me alongar muito, mas já alongando, "Era Uma Vez em... Hollywood" é, como o título sugere desde o princípio, um conto de fadas moderno. Uma fábula menos pomposa, epopeica e homérica. Muito mais sóbria, contida e madura. Uma história sobre um tempo, pessoas e lugares que estão envernizados pela aura desbotada de uma década que, mesmo antes de começar, já prenunciava uma revolução social sem precedentes.

    Um western sessentista que tem a vingança como base de argumento, como de costume é visto nos roteiro assinados por Tarantino. Só que, dessa vez, diferentemente de seus outros filmes, a vingança é toda e somente do espectador. Todos que assistem a obra podem (e devem) se sentir vingados. Cada um de nós, espectadores, participamos ativamente daquela sequência final. Por isso, mais uma vez, digo que a Ciça foi cirúrgica quando se referiu ao filme como "redentor". Pois bem, ele é.

    Mesmo não chegando a ser um dos meus filmes favoritos do diretor, ele, definitivamente, é um autêntico "Tarantino". Muito mais sutil, sofisticado e requintado que outrora.

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  • Tales de Castro
    Tales de Castro

    Viu há muito tempo = era muito novo. Você me deu margem para essa dedução. Então sim, justificado. Mas reveja. Espero um novo feedback desse filme que, para mim, só não supera Annie Hall. 😘

  • Tales de Castro
    Tales de Castro

    Falando nas notas baixas de que vc me acusou, venho aqui interpelá-lo: COMO ASSIM 3/5 PARA DESCONSTRUINDO HARRY?
    (Caps loko desativado)
    Um bj.

  • Ivonete D.
    Ivonete D.

    Obrigada!

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