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27 years (BRA)
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Cinéfilo confesso. Amante das imagens. Pseudo crítico. Ouso dizer que sei alguma coisa sobre Cinema. Bem pouco, mas sei. Sei que o Cinema existe para ser, mais que entendido, sentido. Gosto dos lugares que ele me leva, das situações em que ele me coloca, das pessoas que me apresenta e dos sentimentos e sensações que só ele embute em mim. Mas, dentre tantas coisas maravilhosas que me fazem amar a Sétima Arte, destaco aquela que, talvez, considero ser a mais importante: a fantástica pluralidade de pensamentos e reflexões que emanam de nossos neurônios assim que assistimos a um filme, fazendo-nos perceber a magnitude do ser humano e de ser humano.

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O que as estrelas significam?

½ estrela = péssimo
★ estrela = muito ruim
★ estrela e ½ = ruim
★★ estrelas = fraco
★★ estrelas e ½ = regular
★★★ estrelas = bom
★★★ estrelas e ½ = muito bom
★★★★ estrelas = ótimo
★★★★ estrelas e ½ = excelente
★★★★★ estrelas = perfeito

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50 filmes especiais para mim?

1) Melancolia (Lars von Trier/2011)
2) Persona (Ingmar Bergman/1966)
3) Um Corpo Que Cai (Alfred Hitchcock/1958)
4) Ida (Paweł Pawlikowski/2013)
5) Humano (Yann Arthus-Bertrand/2016)
6) O Escafandro e a Borboleta (Julian Schnabel/2007)
7) O Regresso (Alejandro G. Iñárritu/2015)
8) Paris, Texas (Wim Wenders/1984)
9) Na Natureza Selvagem (Sean Penn/2007)
10) Cisne Negro (Darren Aronofsky/2010)
11) Foi Apenas Um Sonho (Sam Mendes/2008)
12) Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert/2015)
13) Central do Brasil (Walter Salles/1998)
14) O Substituto (Tony Kaye/2012)
15) A Vida é Bela (Roberto Benigni/1997)
16) Um Estranho no Ninho (Miloš Forman/1975)
17) Shame (Steve McQueen/2012)
18) 2001 - Uma Odisseia no Espaço (Stanley Kubrick/1968)
19) Dançando no Escuro (Lars von Trier/2000)
20) Tudo Sobre a Minha Mãe (Pedro Almodóvar/1999)
21) Ela (Spike Jonze/2013)
22) Perfume (Tom Tykwer/2006)
23) Tomboy (Céline Sciamma/2011)
24) Dogville (Lars von Trier/2003)
25) Moulin Rouge! (Baz Luhrmann/2001)
26) Closer (Mike Nichols/2004)
27) Meu Pé Esquerdo (Jim Sheridan/1984)
28) Tempos Modernos (Charles Chaplin/1936)
29) Beleza Americana (Sam Mendes/1999)
30) O Auto da Compadecida (Guel Arraes/2000)
31) Match Point (Woody Allen/2005)
32) Encontros e Desencontros (Sofia Coppola/2003)
33) Os Sonhadores (Bernardo Bertolucci/2003)
34) A Árvore da Vida (Terrence Malick/2011)
35) Moonlight - Sob a Luz do Luar (Barry Jenkins/2016)
36) A Bruxa (Robert Eggers/2015)
37) Meia-Noite em Paris (Woody Allen/2011)
38) A Outra História Americana (Tony Kaye/1998)
39) Irreversível (Gaspar Noé/2002)
40) Noites de Cabíria (Federico Fellini/1957)
41) A Primeira Noite de um Homem (Mike Nichols/1967)
42) O Sol é Para Todos (Robert Mulligan/1962)
43) O Grande Lebowski (E. & J. Coen/1998)
44) As Horas (Stephen Daldry/2002)
45) Taxi Driver (Martin Scorsese/1976)
46) Pulp Fiction (Quentin Tarantino/1994)
47) Boyhood (Richard Linklater/2014)
48) A Caça (Thomas Vinterberg/2012)
49) Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Mike Nichols/1966)
50) De Olhos Bem Fechados (Stanley Kubrick/1999)

Existem muitos outros, mas essa seleção representa bem o que mais gosto da Sétima Arte.

P.S.: A lista não está em ordem de nenhuma natureza.

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Uma citação?

"Fotografia é verdade. Cinema é verdade vinte quatro vezes por segundo." - GODARD, Jean-Luc

Últimas opiniões enviadas

  • Guilherme Guimarães

    Eu sou fã do James Wan e me empolguei bastante quando saiu a notícia de que ele seria o responsável por comandar o primeiro grande filme sobre o Aquaman. Depois de assistir, o que posso dizer é que a experiência não foi lá essas coisas, infelizmente. Não é que o filme seja de todo ruim. Não mesmo! Existem qualidades inegáveis nele. Como a criativa direção de arte de Fred Palacio e Richard Hobbs (este último responsável pelo universo pós-apocalíptico de “Mad Max - Estrada da Fúria”) e o empenhado elenco que traz atuações simpáticas e divertidas de Jason Mamoa, Amber Heard, Nicole Kidman e Temuera Morrison.

    Contudo, definitivamente, há sempre algo nos filmes da DC que não me deixa mergulhar de corpo e alma na proposto ou narrativa (desculpa pelo trocadilho infame rs). Algo que me causa um descolamento da fantasia e rompe o pacto assinado entre espectador e obra. Não sei explicar direito, mas isso acontece comigo em relação a quase toda filmografia da empresa, com exceção da trilogia do Batman orquestrada por Christopher Nolan, eu não consigo embarcar ou comprar muito bem as ideias dos filmes. Talvez o problema esteja até comigo.

    Primeiramente, destaco mais uma vez a habilidosa direção de arte responsável por dar vida ao universo subaquático da produção criado a partir da mitologia dos quadrinhos, respeitando-a, mas também trazendo elementos novos. Isso realmente foi bem legal de se ver. A computação gráfica também está bacana (apesar de dar umas escorregadas aqui e ali). Outro destaque positivo que faço é em relação às coreografias das lutas, todas muito bem trabalhadas nas cenas (como as de Kidman e Mamoa ainda no primeiro ato).

    Por falar em Mamoa, que homão da porra! É impossível ficar indiferente à sua presença diante das câmeras. Para além do sexy appeal, o cara consegue extrair e entregar uma atuação carismática e convincente. Ilustra bem aquele tipo de caso em que você olha para o ator e para o personagem e pensa: “ele foi feito para esse papel”.

    Porém, como disse, em vários momentos me peguei sentindo como se estivesse vendo um desenho animado, problema este oriundo talvez da falta de apuro do roteiro e das escolhas artísticas da direção. A história me soou problemática, não por falta de estruturação, pois os atos em si funcionam bem, mas pelo que chamo de desinteresse narrativo.

    Isso pode ser constatado com o Arraia Negra (vivido por Yahya Abdul-Mateen), em que há um bom vilão, há uma boa motivação para ele, mas não há um desenvolvimento apropriado para ambos dentro do roteiro. Tudo acaba ficando meio bobo e risível demais, fazendo com que o espectador desacredite daquilo que vê. Pelo menos foi esse o efeito causado em mim.

    Essa falta de compromisso do roteiro de David McGoldrick e Will Beall em fazer da sua história algo grande o suficiente para ser lembrado por dias após ser assistido, acaba fazendo com que, na verdade, seja esquecido em poucas horas.

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  • Guilherme Guimarães

    Ao que parece, minha Natalie Portman está de volta e mais em forma do que nunca. Sua entrega à complexa persona de Celeste somada à ótima crítica contida no roteiro de Brady Corbet é o que atribui ao filme a profundidade que ele necessita para envolver o espectador em algo substancial. A ousada direção de Corbet também diz muito a respeito do seu objetivo dentro desta eloquente sátira do mundo contemporâneo, que mastiga tragédias e regurgita celebridades como no bom e velho ditado que diz “se a vida te der limões, faça uma limonada”.

    O culto à morte encabeçado pela mídia e idolatrado pela sociedade também é colocado à prova durante os 110 minutos do filme. O sensacionalismo que alimenta a virtualização mórbida de acontecimentos tão repulsivos quanto hediondos é o que mais me chamou a atenção aqui. A crítica que devemos fazer em relação a um comportamento tão vil quanto esse deve recair, sobretudo e principalmente, em nós mesmos, antes de apontarmos o dedo para esse ou aquele culpado. Antes de qualquer coisa, somos cúmplices deste ciclo vicioso retroalimentado constantemente pela paranóia e pela esquizofrenia social. Estamos doentes em nossa essência e essa máxima é levada ao pé da letra em todas as linhas do roteiro.

    Se o texto de Corbet traz toda uma conjuntura de aspectos reflexivos a respeito do atual momento em que vivemos enquanto seres humanos sedentos por tragédias, os subtextos exploram elementos secundários que perpassam a construção narrativa de uma maneira perspicaz. Aliás, tudo muito bem calculado e orquestrado pela astuta fotografia de Lol Crawley (vencedor do Festival de Sundance por seu trabalho em “Ballast”, em 2008) e pela instigante trilha sonora, composta por canções originais escritas por ninguém menos que Sia.

    Volto a elogiar a brilhante, ainda que breve, participação de Portman na produção. Ela enriqueceu todas as cenas em que estava presente trazendo detalhes e nuances de sua personagem que norteiam o espectador sobre os meandros de sua personalidade e caráter. Um ser humano caótico e cheio de imperfeições encobertas pela maquiagem da fama. As rachaduras que a expõem como tal revelam uma mulher enfraquecida pela espiral alucinante de sua própria imagem midiatizada, expurgando-a como uma “pobre menina rica” que teve sua alma esvaziada para ser preenchida por algo tão superficial e robótico quanto a persona que assume no palco.

    Contudo, se o filme possui um primeiro ato formidável e um segundo empolgante, ele acaba pecando na forma como conduziu sua história para o desfecho no terceiro ato. Apesar de reconhecer que o show que encerra o filme obteve múltiplos esforços da direção de arte e da própria fotografia para fazê-lo grande (como tentou ser), ele é, além de arrastado e não agregar nada de especial à obra como um todo, terrivelmente embaraçoso. Portman se empenhou ao máximo ali, mas não funcionou muito bem como uma cantora pop star. Acredito que tenha sido mais demérito da direção do que dela propriamente dito. Meu palpite para o fracasso do terceiro ato como um todo foi do orçamento que não conseguiu comprar a ideia, literalmente.

    Porém, “Vox Lux” é um retrato fiel de um tempo. O tempo presente. O nosso tempo. Sua relevância talvez seja maior daqui 20 ou 30 anos, apesar de sua crítica se fazer necessária em qualquer momento. Se hoje ele pode soar como um filme esquecível, pueril ou até mesmo sem propósito, amanhã certamente ele será lembrado como um manifesto pungente ao esdrúxulo maquinário da fama que consome artistas com a mesma facilidade que os constrói.

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  • Guilherme Guimarães

    Ao contrário do que o título traduzido possa sugerir, o filme é apenas sobre um tumultuado período da vida de Maria Stuart, rainha da Escócia durante os anos de 1542 a 1567, tendo como pano de fundo alguns momentos-chave da vida de Elizabeth I, sobretudo aqueles em decorrência de algum feito da rainha escocesa. Mais um exemplo de que o título original, "Mary - Queen of Scots", ou a tradução literal dele cairia melhor e não criaria falsas expectativas no público.

    Feita a pequena observação acima, acredito que o longa-metragem possua evidentes qualidades, como o estonteante figurino de Alexandra Byrne, que eleva a obra pelo refinado apuro histórico, e o eficiente design de produção de James Merifield, que com a ajuda do departamento de maquiagem e cabelo entrega um ótimo trabalho. A direção de arte orquestrada pela dupla Sophie Bridgman e Todd Ellis também conseguiu fazer a lição de casa. Destaco também a sempre bela fotografia de John Mathieson, cujos trabalhos anteriores em "Gladiador", "O Fantasma da Ópera" e "Logan" aprecio bastante.

    O roteiro adaptado do livro de John Guy, "Queen of Scots: The True Life of Mary Stuart", por Beau Willimon, a meu ver é o grande problema da produção. Se por um lado ele é feliz em simplificar os fatos históricos de maneira a ajudar o entendimento da audiência sobre o que está sendo relatado em tela, principalmente por se tratar de intrigas palacianas cujos meandros políticos são invariavelmente complexos de serem compreendidos, por outro lado ele peca em transformar figuras históricas tão emblemáticas em personagens unilaterais sem muitos contornos.

    Alguns momentos me irritaram por não terem sido trabalhados de uma maneira consistente. Acompanhamos o desenvolvimento da monarca escocesa que galga os degraus da maturidade política, mas, sem mais nem menos, se transforma em uma criança mimada e inconsequente diante de suas decisões dentro da corte. O problema não está no acontecimento em si, mas em como ele é representado, soando meio forçado pela direção. É como se Rourke dissesse: "Ronan, agora preciso que você seja madura e sábia" ou "Ronan, agora preciso que você seja uma criança desprovida de qualquer senso ou razão".

    O que vai valorizar de fato as duas rainhas do título (e me contradizer um pouco) são as entregas de Saoirse Ronan (Rainha Maria Stuart) e Margot Robbie (Rainha Elizabeth I) que estão muito boas e conferem às suas respectivas personagens mais profundidade que os dedos de Willimon previram na escrita. Algumas cenas e passagens são realmente muito bonitas, como os momentos que expõem a fragilidade e os conflitos internos vividos por Elizabeth em relação à sua mal resolvida infertilidade ou o diálogo final que traz as duas protagonistas numa conversa franca sobre lealdade, traição e, não menos importante, vaidade.

    Resumindo: é um bom filme, com equívocos históricos e de roteirização, mas que não deixa de ser eficiente no que se propõe.

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  • Vítor
    Vítor

    Sou desses... dei 3 pra Moulin Rouge e 5 pra Ponte para Terabitia, me julguem!

  • Vítor
    Vítor

    nem consigo ver meu grau de compatibilidade cinéfila por causa do tanto de filme.... não precisava humilhar, gui!

  • Rhuan Carlos
    Rhuan Carlos

    Valeu obrigado, a sua também tem muitas obras interessantes, incluindo varias que ainda pretendo ver.

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