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Últimas opiniões enviadas

  • joão pedro

    cada filme que vejo do alan clarke é um tiro no coração que vai se despedaçando em novos pedaços para que abra oportunidades para novos cortes e isso até não ter fim. a misantropia subjetiva, o suprassumo do niilismo. dói e é real.

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  • joão pedro

    cronenberg entrega o limite escatológico em formato fetichista. o bizarro se leva ao sensual, antítese do imoral, ambientando os desejos mais ilimitados do ser: o prazer, o prazer, o prazer! a estética do nada
    ou a morte

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  • joão pedro

    The Post – A Guerra Secreta, ou a romantização da liberdade de imprensa para uma estatueta do Oscar

    Steven Spielberg como sempre caçando recompensas em premiações com seus roteiros de baixa qualidade e péssima direção.
    Em The Post – A Guerra Secreta, a ideia colocada para rodar nas telinhas mais acessíveis com financiamento do próprio governo que bloqueia ou mesmo tenta bloquear a liberdade de expressão da imprensa americana é contada com aquele melodrama básico “hollywoodiano”. Com atores consagrados, a história se passa em 1971 contando os fatos históricos sobre a liberdade de imprensa no mandato Nixon e os jornais adquirindo informações secretas do governo. Isso tudo é muito lindo e super crítico. Até a segunda página.
    Cinematograficamente, o roteiro pobre de informações e o foco em fotografia e direção artística para compensar acabam sendo o desenrolar do filme. A narrativa linear objetiva omite fatos importantes dos acontecimentos de vazamento de informações ultra secretos. Jornalisticamente falando, é interessante ver como funciona a cadeia hereditária e estrutural de um jornal. Com o foco principal em homens inteligentes falando, fazendo, vivendo e mulheres ouvindo, inclusive a editora-chefe do Washington Post, é meramente um personagem secundário do longa. Katherine Gaham foi uma das (se não) a principal peça para o caso Watergate, que levou à renúncia do então presidente Richard Nixon, que infelizmente isso foi omitido no filme não só como documento histórico mas também como a personagem que foi colocada como uma sonsa que não conseguia escolher entre dois tipos de chá sem consultar os grandes homens inteligentes que estavam ao seu redor. Péssimo.
    The Post esquece do seu papel principal de mostrar os acontecimentos históricos e passa a ser um estudo de como funciona um jornal impresso. Ben Bradlee (Tom Hanks) coordena uma equipe inteligente de jornalistas do The Washington Post, que vivia em crise por não conseguir publicar as melhores matérias, enquanto o The Times tinha as principais manchetes e fontes. Durante o filme, acontece esse desdobramento que é pouco detalhado e num piscar de olhos, nos trinta minutos finais do filme, os grandes jornais conseguem publicar sobre os acontecimentos no Vietnam, que até então era assunto confidencial do governo americano e a liberdade de imprensa é colocada como papel principal.
    Marx em seu texto "Debate sobre a liberdade de imprensa e comunicação", publicado em 1842, apontava que o nível de desenvolvimento da imprensa, em sua capacidade de crítica à realidade e ao estado de coisas, reflete sempre o nível de desenvolvimento político e social da sociedade que a produziu. Assim, se a imprensa é politicamente mais desenvolvida, politizada e crítica, isso se deve ao próprio grau de ebulição de ideias e praticas da sociedade que produziu tal imprensa. Nesse aspecto ganha relevo a imprensa livre, que é capaz de sintetizar e debater as principais ideias e problemas sociais. Em outro momento do mesmo ensaio, Marx indica que a censura mata o espírito público. Assistir The Post foi me sentir assassinado. Mas é claro que não vamos criticar o filme por não ter mostrado realmente o que se passava naquela época, visto que é uma produção americana feita por um diretor que talvez tenha se esquecido de mencionar os principais fatos históricos e tenha focado apenas no “happy ending” do longa-metragem. O cinema entretenimento, o cinema de 40 reais o ingresso não precisa apresentar todo o contexto histórico que isso foi vivenciado. Mesmo porque em quase duas horas de filme não dá nem para começar a mostrar todo o processo. O cinema feito por esse tipo de gente mata a liberdade do saber, mas ao mesmo tempo revive o riso e aquele pensamento apaixonante do cinema americano como lazer, visual e o grande estilo americano de viver. Ah, não podemos esquecer que esse grande longa-metragem tem como principal personagem o queridinho Tom Hanks. Esse mesmo, o ator de Forrest Gump. “Run, Forrest! Run...”, pois não há lugar melhor do que receber um material “simbólico” e tão importante como o Oscar. É pegar ou largar, certo Spielberg?

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  • Paola Fonseca
    Paola Fonseca

    :D Eu achei incrivel!!! Vou assistir sim, sem duvidas!

  • Paola Fonseca
    Paola Fonseca

    Obrigada por me enviar o link do Song Of Avignon é maravilhoso! Há tempos queria assistir e não encontrava. Esse vídeo foi postado em janeiro, acho que nesse ano eu não tinha procurado mais kkkk.

  • Senhor Ivan
    Senhor Ivan

    Seja bem-vindo,João.