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Últimas opiniões enviadas

  • André

    Narração em off demasiada auto-explicativa, como que adicionando um rigor dramático que a imagem por si só não consegue sustentar por tanto tempo, através de um trabalho de câmera - shaky pra caramba - e sua concatenação com registros intradiegéticos e subjetivos no mínimo preguiçosos ou em piloto automático.

    Fica a sensação de que a descida ao universo subterrâneo seria mais intrigante se Shimizu não teorizasse cada passo dado com extra-referências e a comentada narração; é um recurso que pretende torna-lo mais digerível só que acaba abolindo boa parte do potencial imersivo que adentrar num ambiente nunca antes imaginado causa.

    O que se pode tirar como uma unidade visual levemente particular é a instigante ambiguidade gerada por uma certa gesticulação que remete um erotismo imediato mas que, neste caso, representa a nocividade de um vampirismo ignoto - e possivelmente estejam aí mesmo os escassos highlights.

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  • André

    Suscita um sentimento de aprisionamento patriarcal que se evidencia com muito mais potência que o aprisionamento propriamente físico da garota. Pois Brisseau nos oferece uma encenação calcada majoritariamente nos subterfúgios dela para com as imposições absurdas de nível psicótico de seu pai e rejeição aos estímulos do ambiente burguês que a circunda (tão repleto de bens materiais, orgulhos acadêmicos e toda sorte de mimos que estão ali tão somente destituídos de real valor para ela, por simplesmente não completarem a lacuna de envolvimento paternal).

    Cada momento de fuga e de consequentes voyeurs lançados às pessoas que abruptamente surgem neste novo regime (e que lhe são tão desconhecidas quanto desvendáveis) é construído sob uma singeleza que atingirá seu ápice nos momentos em que ela, de certa forma, estabelece um vínculo afetivo por outrem e desperta o humanismo enjaulado; numa contemplação às belezas naturais dos arredores do casarão rural que recebe - para ela - uma significação muito particular daquilo que seria seu ideal de libertação. Uma libertação acima de tudo arbitrária.

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  • André

    Com ''Kairo'', Kurosawa volta às ramificações sociais de ''Ôinaru gen'ei'' para erigir uma espécie de b-side fundamentado no gênero que o tornou popular, o terror - mas obviamente não é cineasta preso à correntes específicas, vale frisar. Se debruçando sob um aspecto tão mortífero (depressão, suicídios em crescimento exponencial) quanto incontrolável, que é a percepção de nulidade existencial num campo de meios artificiais cada vez mais individualistas, basta que se embale esses temores numa misè-en-scene rigorosamente atmosférica – e incrivelmente consciente acerca do poder de seus dispositivos imagéticos – e temos aquilo que deve ser o ideal exemplar dum horror genuíno, preponderante e identificável da geração tratada por Kurosawa; que manipula a sonoplastia de um modo que potencializa os insights a níveis quase onipresentes de contato com o sobrenatural (sim, eu assumi a mesma aflição daqueles corpos tal como meus ouvidos ecoaram e foram tomados pelo desespero pungente dos fantasmas). Com sagacidade, dilata o microcosmo de seus personagens para o tour de force no ato final, quando

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    materializa um apocalipse prenunciado

    - e até mesmo já existente outrora num sentido intimista, ou seja, naqueles planos em que se evidencia o isolamento urbano tão disseminado na contemporaneidade, onde o tato é praticamente tabu, onde a linha que ~divide~ vivos/mortos já nem tênue é mais, e sim dissipada -
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    no qual é fornecida redenção ao desmoronamento social dos poucos sobreviventes; que até ali, nada mais fizeram que sobreviver à avalanche digital do novo século.

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