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18 years Jaboatão dos Guararapes - (BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Jackson

    Só consegui ver o primeiro episódio e me sinto bem desencorajado a continuar. Apesar de ter um bom traço e ser bem-animada, além do ótimo trabalho de voz e algumas boas cenas e piadas, achei o conjunto da obra de mau-gosto e irresponsável. :/

    Como meu amigo bem disse, parece uma série feita por héteros sobre como acham que é ser gay. É problemática, desnecessariamente falocêntrica (o velho papo "de homem pra homem" que perdura até hoje) e em vinte minutos já reforça vários estereótipos. Cheguei ao ponto de recomendar que meus amigos não assistissem, porque realmente, não acho que valha a pena.

    O que me quebrou mesmo foi o final da primeira cena do primeiro episódio.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Além do óbvio mau-gosto de uma piada de assédio, é um cara que tentou matar um ônibus cheio de LGBT+ ainda mais — e a Lemon deixou ele fugir por ser bonito. ÓBVIO que é assim que gays são, né?

    A partir dali, eu já sabia que seria algo bem duvidoso.

    Sim, é importante que tenhamos uma série LGBT+ de destaque nesse momento. Mas justamente por ser uma série LGBT+ com tanto alcance e visibilidade, poderia ser bem mais socialmente responsável e menos gratuitamente apelativa. Mesmo eu, que sou pintosa, não me encontrei ali.

    Por fim, não — eu não desligo meu lado problematizador. Além de não ser algo que eu ativar ou desativar por já fazer parte do meu senso moral e social, seria injusto se eu o fizesse só por ser um programa LGBT+. A comunidade tem tanto potencial para ser problemática e reafirmar estereótipos quanto alguém de fora.

    Em quesito programa LGBT+, acho que volto a me limitar a 'RuPaul's Drag Race'. Temática parecida, abordagem completamente diferente.

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  • Jackson

    Sendo bem sincero, eu gostei bastante do primeiro episódio e acho que consigo apreciar como uma história alternativa aos Titãs que conheço!

    Apesar disso, tem uns pontos da adaptação que eu não concordo muito, e eu acredito que o episódio fluiria melhor se fosse dividido em "blocos" diferentes que se encontrassem no final (tipo, só Ravena/só Robin/só Estelar/tudo se conectando/cena pós-episódio com o Mutano).

    O figurino ainda continua triste, pra mim. :/

    Anna Diop é muito rainha, mas aquele visual não a favoreceu em nada. Acho que o mais me incomodou foi o cabelo, que eu ainda tinha esperanças de ser uma peruca. Nem acho que precisasse ser mais parecido com as versões anteriores, só acho que aquele visual não funcionou... Acho que uns dreads vermelhos que pegassem fogo ficariam muito mais fodões, sabe?

    Mas eu preciso dar os créditos a quem fez o figurino da Ravena, que apesar de ser uma roupa "civil", ainda referencia o traje de heróina dela de um jeito bem bacana. Eu usaria aquelas roupas, achei um luxo! ❤

    Mas é um ABSURDO que ainda não tenham posto em evidência a verdadeira protagonista dessa série, a bunda do Dick. Estou indignado, muda Brasil! >:c

    Ciborgue continua fazendo falta, mas eu tô torcendo pra que ele entre na próxima temporada. Sei que eles estão focando mais em desenvolvê-lo na 'Liga da Justiça', mas até a segunda temporada chegar, acho que há um bom tempo pra botar as ideias no lugar!

    Mas acredito que o que mais me incomodou foi a Ravena. Apesar da trama e da personalidade dela funcionarem bem no contexto da série, a apatia e a petulância da cavala fazem falta. Achei ela muito garotinha indefesa, o que tem sido minha reclamação desde os trailers, e eu não acho que isso vá mudar ao longo da série.

    Apesar disso tudo, a série tem bastante pontos positivos! <3 A história é bem-desenvolvida e me instigou o bastante pra garantir que eu veja o próximo episódio. A vontade de ver tudo se desenrolar, o grupo se unir e sair dando uma coça no pessoal é gigantesca. Acredito que há um potencial imenso potencial pra evoluir os personagens e abordar as dinâmicas do relacionamento entre todos.

    Os efeitos especiais também são incríveis — a cena em que a Estelar revela os poderes foi espetacular, e a Ravena The Monya também me fez dar uns pulos da cadeira! :o Admito que a cena de luta do Robin também foi muito bem-feita, apesar de lutas não me animarem muito.

    Enfim, tô prontíssimo pra ver como essa história se desenrola! ❤ Manda mais que tá pouco!

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  • Jackson

    Nunca pensei que uma apresentação de comédia terminaria me deixando com arrepios e um nó na garganta, mas isto me pegou desprevenido. Hannah Gadsby conseguiu subverter todas as minhas expectativas e me surpreender da forma mais espetacular possível.

    Por não estar muito atento ao mundo da comédia, eu não conhecia a artista. Mas acho muito importante e necessário dar voz a comediantes "marginalizados" — mulheres, pessoas não-brancas, LGBT+... —, e é justamente o tipo de humor que eu procuro. Um retrato verdadeiro, ácido e bem-humorado de como é viver e sobreviver na sociedade quando a sociedade não lhe quer nela. Esse foi um dos motivos para que eu desse uma chance a esse especial.

    Contudo, 'Nanette' não me entregou humor, porque não é um show de humor. Apesar de ter várias alfinetadas hilárias que merecem as ovações que receberam, ele se trata sobre contar uma história. Retratar a realidade.

    Não apenas a realidade de Hannah, mas a realidade de cada pessoa que não se encaixa no padrão, cada pessoa que precisou crescer acreditando que sua existência era um erro, cada pessoa que foi desumanizada e submetida por uma sociedade que não consegue enxergar as semelhanças além das diferenças. É onde esta obra encontra sua força.

    É notável a qualidade do roteiro deste show. Hannah vai aos poucos construindo uma história engraçada e leve sobre seu lugar na sociedade, até subitamente chegar a um clímax de ouriçar qualquer um que sabe o que ela passou, que entende ao menos um pouco do que ela está falando. Ela mescla os tópicos mais improváveis de forma que chega a ser poética, para contar uma história sentida, autêntica e revoltante.

    Acho que é impossível terminar de assistir sem compartilhar da raiva que a artista tem dentro de si. Ela grita, luta e esbraveja, porque tem muitos motivos e porque a história prova que só assim ela poderia ser ouvida. Porém, o mais marcante de tudo não é sua raiva — é a sua esperança.

    Ela grita, porque tem esperança de que a escutem. Ela luta, pois acredita que pode conquistar algo melhor para si e para outras pessoas iguais a ela se seguir em frente. Ela esbraveja, porque espera um momento em que ela não precisa mais fazer isso.

    Ela conta a sua história para que outras pessoas não precisem mais se sentir sozinhas, inadequadas ou repulsivas como ela se sentiu. Para que ela não precise mais se sentir assim. É onde esta mulher incrível encontra sua força.

    Afinal, "não há nada mais forte que uma mulher destruída que se reconstruiu". Sensacional.

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  • Nenhum recado para Jackson.

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