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Últimas opiniões enviadas

  • João Vitor Figueira

    Assistir Liga da Justiça conseguiu ser uma experiência parcialmente recompensadora e frustrante ao mesmo tempo. Há boas ideias, um bom ritmo e um inegável carisma da maior parte dos heróis, o que é mérito tanto do cânone da DC Comics quanto das atuações. O problema desta vez é que o filme peca por falta de ambição. O flerte com a fórmula da Marvel Studios foi quase um flerte fatal. Soou como uma declaração de rendição ao template do estúdio de Kevin Feige. É como se a DC dissesse: "Olha, precisamos de sucesso comercial, não podemos arriscar novamente e não é possível propor uma alternativa bem sucedida ao sucesso da Marvel. Só nos cabe imitá-los." Não há nada de errado com um pouco de humor, mas precisa ficar claro que o problema de Batman Vs Superman não era o filme ser sombrio demais. Christopher Nolan e Tim Burton fizeram ótimos filmes do Batman apostando em uma atmosfera dark. Não era preciso repelir totalmente esta carcterística em Liga da Justiça para ter apelo com o público.

    Por mais que Gal Gadot esteja incrível novamente como Mulher-Maravilha e seja ótimo que Diana Prince assuma a liderança daqui em diante, Liga da Justiça descaracteriza demais o Batman ao fazer dele um imitador do estado de espírito do Tony Stark de Robert Downey Jr. nos filmes da Marvel. Sem contar que as habilidades de Bruce Wayne são quase que totalmente jogadas para escanteio. A única coisa que o melhor detetive de Gotham sabe fazer no filme é ficar no canto enquanto os heróis com poderes cuidam da ação. Se o objetivo era apontar para a saída de Ben Affleck da franquia (como se especula), isso poderia ter sido feito de outra forma.

    Era sabido previamente que a Warner tinha imposto um limite de extensão para o longa-metragem, então dava para esperar que os maiores detalhes sobre as origens dos novos personagens do DCEU (Flash, Aquaman e Ciborgue) fossem deixados para seus respectivos filmes solo. Isso não é propriamente ruim. Foi o bom timming da montagem que fez de Liga da Justiça a produção mais dinâmica do DCEU até então. Como diversão, Liga da Justiça é um trabalho muito mais satisfatório do que que Homem de Aço e Batman Vs Superman por conta do ritmo ágil e preciso.

    O longa chega a dar a impressão de que vai se debruçar sobre temas interessantes. Cogita explorar o apelo do discurso reacionário em tempos de desesperança, o extremismo fundamentalista ou até desenvolver melhor as alegorias religiosas com as figuras do Superman e o vilão Lobo da Estepe (um antagonista genérico e esquecível, mas este mal está longe de ser exclusividade do DCEU). Ao evitar se enveredar por esses subtextos, a obra se contenta com sua função de entretenimento puro e perde a chance de avançar nas boas discussões que poderia trazer. No final, qual é a grande mensagem de Liga da Justiça? "Você não pode salvar o mundo sozinho"? Só isso?

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  • João Vitor Figueira

    Andreia Horta está, de fato, idêntica a Elis Regina. A pergunta que temos que fazer é: Isso basta para fazer desta cinebiografia boa? Por querer abranger diversos momentos da carreira cantora que foi a maior voz da MPB, "Elis" acaba apresentando um ritmo inconsistente, onde a sequência de cenas surge de forma atropelada, passando por excessivos eventos da vida da atriz sem maior profundidade e muito didatismo. Saí da sessão com a impressão de que sobraram números musicais e faltou envergadura narrativa.

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