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Eu não acho que seja fácil ser definida. Eu tenho uma mente dispersa. E eu não sou nada que você pensa que eu sou. E amanhã, pode ser que eu não seja nada do que penso que sou hoje.

Últimas opiniões enviadas

  • Paloma Rangel

    Filmes silenciosos são filmes sensoriais. Na ausência de diálogos, o enfoque dos sons estão no cenário: no som do vento, nos objetos que batem-se contra os outros, nos tiros de caça, nas respirações fortes do homem, nos gemidos da mulher. É nessa sensibilidade de explorar ou vivenciar uma obra de forma sensorial que se encontra muitos aspectos do filme que não ditos.

    Dentro do contexto do filme, o silêncio é um elemento aplicado de forma inteligente. O homem que vive isolado não é um homem de muitas palavras, talvez por passar a maior parte do tempo sozinho. Quando está na companhia de uma mulher, comunica-se apenas para o que parece necessário.

    Observando todos esses elementos atrelados a rotina de trabalho bruto, é possível ter uma compreensão melhor do porquê este homem simplesmente "caça" suas mulheres no sexo como caça lobos para obter suas peles.

    O personagem manifesta todos os comportamentos que se espera de um homem rudimentar. A grande sacada do filme está na sensibilidade do personagem quando cuida das mulheres enfermas, quando no anseio de ser pai, faz um bercinho de madeira para os bebês. Então no mesmo cenário onde um homem compra mulheres, copula de forma animal, caça e mantêm comportamentos primitivos, esse mesmo homem parece ter a capacidade de cuidar, a saudade da companhia, o sonho de ser pai, e a necessidade de chorar. Tudo atrelado ao seu instinto protetor.

    É curioso também como, pelo menos eu, fui criando empatia pelo personagem ao longo do filme. A cena em que o personagem abraça a mulher para aquecê-la (que inclusive deu capa ao filme) após uma noite no mais terroroso frio foi de cortar o coração.

    O final não me pareceu tão previsível quanto muitos relataram. Frustrado na tentativa de ser pai e de forçar a mulher a viver com ele, ele a liberta. A partir daí, a sequência consegue ser muito sensível aos fatos que decorrem.

    Acredito que o filme deixe lacunas sim, principalmente em algumas sequências iniciais. Mas a intenção do filme me parece ter sido cumprida, e isso ás vezes é o suficiente.

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  • Paloma Rangel

    Impossível não se recordar da obra precursora de todas as distopias: Admirável Mundo Novo.

    Diversos aspectos, e em especial a questão dos sentimentos, que são descritos no universo de Huxley foram incorporados aqui (muito melhor do que nas próprias adaptações da obra, diga-se de passagem).

    Penetrando o contexto da época, é com toda certeza um filme de impacto, e também inteligente ao misturar noir com distopia. As poesias presentes nas passagens também conseguem ser adoráveis. Meu incômodo se restringe a execução de algumas cenas (talvez pelo descostume), que ao meu ver soam desproporcionais, ás vezes até incoerentes com o andamento do filme. E como não poderia deixar de comentar: Anna Karina está mesmo maravilhosa. É um filme interessante em muitos aspectos; embora tenha seus momentos enfadonhos.

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  • Paloma Rangel

    Além da proposta (muito bem cumprida), outro fator que me agradou é ter sido "simples" (em seu decorrer) e direto.

    O olhar de Pep Tosar é marcante.

    Sórdido, e soberbo.

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