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Eu não acho que seja fácil ser definida. Eu tenho uma mente dispersa. E eu não sou nada que você pensa que eu sou. E amanhã, pode ser que eu não seja nada do que penso que sou hoje.

Últimas opiniões enviadas

  • Paloma Rangel

    Primeiro eu gostaria de deixar evidente minha admiração pelo elenco e pelas pessoas que submetem-se a papéis como esse. Há uma diferença enorme entre o ator que interpreta um personagem rico ou feliz, em um cenário de glamour, e o ator que está presente na miséria e expressando as consequências da mesma condição.

    Não pude deixar de me lembrar constantemente de Gummo (Korine). O desfoque na história, cenas perdidas e aparentemente sem nexo (o que são característica Dogma 95, como citaram abaixo), a miséria e a decadência humana sendo representadas de forma tão crua me levam a concluir que todos esses elementos usados na narrativa cumprem com eficiência a intenção do filme (deixando até mesmo a sensação de "vazio" em termos de roteiro, uma vez que a história é tão perdida quanto seus personagens).

    Há formas e formas de representar as coisas, o que esquecemos é que situações como as representadas existem e não são nem um pouco belas na vida real, e é assim que penso que Moodysson decidiu representar: par a par com o que existe, questões que podem não ter um cerne como Lilja, mas não deixam de ser reais. Mesmo sabendo que existem, estamos sempre inertes para a miséria ou ás vezes mesmo fazendo parte preferimos fechar os olhos e achar que não é tão ruim quanto parece. E o interessante deste tipo de filme é focalizar nossa atenção constantemente ao desagradável, e novamente isso não teria o mesmo efeito sem os elementos cinematográficos utilizados.

    Há uma parte do filme em que Rickard diz que a indústria pornô é a maior das indústrias, e que ainda assim encaram o que eles fazem como sujo e deplorável, mas se realmente o é, a humanidade tem um problema, porque estão apenas fazendo o que as pessoas gostam. Essa é a parte que mais me fez pensar, é uma questão que te acomete diretamente para fora do filme te incluindo em um problema real.

    É um filme forte, tanto visualmente quanto existencialmente, e é preciso estar sensivelmente disposto para assistir de forma atenciosa aos aspectos que levam a pensar.

    De fato não foi feito pra ser agradável, para ser apreciado, está em seus propósitos incomodar e provocar a reflexão de forma crua e real: e bem sabemos que essas realidades são perdidas e desprovidas de uma moral que diz que tudo fica belo e bem no final.

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