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Últimas opiniões enviadas

  • Léo MVDC

    Uma aula de empatia por mulheres vítimas de abuso sexual.

    Outra grande minissérie da Netflix, funciona quase que como uma "prima" de 'Olhos Que Condenam'. Não, não são parecidas na estrutura a princípio, mas ambas trazem alertas oportunos e são muito emocionantes. Se 'Olhos Que Condenam' explora o racismo e preconceito da polícia e autoridades ao suspeitar de qualquer cidadão que não seja "branco", até mesmo culpando inocentes, 'Inacreditável' foca no machismo com que autoridades podem encarar mulheres vítimas de estupro, com aquele pensamento errôneo de que pode ser em parte, culpa da vítima. Há homens com anos de carreira na polícia, mas despreparados para lidar com as vítimas, devido pensamentos sexistas e machistas, como que mulheres que se expõem facilitam um ato violento, ou que muitas inventam um abuso por supostamente estarem carentes, querendo atenção ou por vingança.

    Logo que conhecemos um pouco da insegurança da menina protagonista (muito bem atuada por Kaitlyn Dever) e como isso leva a polícia a duvidar da versão dela, começamos a compreender como tudo nessa situação é difícil. Não existe apenas a agressão física, sexual e psicológica. Existe o fato de ter que expor isso, fazer uma bateria de exames, que muitos farão perguntas intrusivas que podem acarretar vergonha e culpa, há o fator de como sua família, colegas e vizinhos te encararão, como a própria mulher vai encarar a si mesma e a outros, como ela ficará insegura com relação a outras pessoas, especialmente homens, e caso autoridades que deviam dar apoio na verdade duvidarem, como isso pode ser um gatilho para depressão, negação, para deixar pra lá e carregar o fardo sozinha. São vários fatores envolvidos e não há absolutamente nada que um homem possa opinar sobre isso, pois ele nunca passará por isso.

    Somente quando duas detetives entram no caso, com atuações fortes de Toni Collette e Merritt Wever, é que começamos a perceber toda a empatia que tais vítimas precisam. Bastante diferentes em personalidades, ambas investigadoras criam uma amizade e uma meta de descobrir quem é o estuprador da região, numa caçada intensa para pegar esse monstro. Mas o diferencial delas é ajudar as vítimas nesse caminho, algo em que a maioria é relapsa. Uma aula de empatia e uma lição sobre nunca culparmos as vítimas, 'Inacreditável' faz jus ao nome não apenas por mostrar as barbáries que homens são capazes, mas por também mostrar que quando a vítima é mulher, muitos desacreditam nelas. A sociedade é feita de tal modo, que sempre arranja um jeito de menosprezar ou culpar a figura feminina, por mais que na maioria das vezes, os maiores problemas mundiais são causados pelo homem e no seu falso senso de poder e dever do "macho alfa". Por fim, ainda deixa a reflexão de que há áreas e trabalhos que deviam ser feitos exclusivamente por mulheres, devido sua maior sensibilidade e poder de empatia.

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  • Léo MVDC

    O clássico de 1994 é a melhor animação já feita, uma obra poderosa que marcou época e um de meus filmes favoritos, leia minha crítica no site Minha Visão do Cinema.

    Dito isto, esta nova versão não supera o original. Esse novo é uma obra-prima visual, o CGI de última geração é hiper realista, animais e paisagens parecem de verdade, a fotografia quente é de encher os olhos, é um filme onde o visual fala por si só, muito poderoso e que pode sim sair com o Oscar de Efeitos Visuais. Mas existem problemas.

    A começar que não é um live-action conforme foi vendido, é uma animação, não há animais e elementos físicos, é tudo digital. E a procura por fazer algo tão realista, às vezes parece que estamos assistindo a um documentário do Animal Planet. Isso não é algo de fato ruim, mas faltam expressões e portanto, falta sentimento aos personagens. A busca pela perfeição da embalagem acabou atrapalhando o interior, a alma, o coração do filme. Falta aquela emoção, aquele arrepio, aquele sentimento que o original trouxe. Sim, um pouco é devido o fato de ser um remake e você já viu aquilo. Mas um pouco também é por essa inexpressividade dos personagens. E algumas das dublagens do áudio original não encaixam bem, principalmente nos leões adultos (não assisti ao dublado nacional).

    Mas por outro lado, o filme ganha carga dramática graças à nostalgia, que sim, isso nos pega um pouco. Acompanhar as belas canções, a recriação de algumas cenas marcantes e ver Timão e Pumba, tudo traz um reconforto e uma certa lembrança emotiva. Scar também continua ameaçador. As novas cenas e a nova canção são um bom adicional que só deixam mais explícitos alguns detalhes sugeridos na outra versão. Aliás, Timão e Pumba são maravilhosos em qualquer versão, uma das melhores duplas da história do cinema <3

    Mesmo faltando um pouco de encanto, ainda é um belo filme graças a poderosa trama, que traz diversos tipos de ensinamentos e reflexões. Visualmente arrebatador e contemplativo, essa nova versão de 'O Rei Leão' é pra ser visto na melhor tela e qualidade possível, pois realmente a tecnologia utilizada aqui é estonteante. Mas se você quer se emocionar de verdade, reveja o clássico.

    NOTA: 7,5

    Obs: estou ansioso para ver que outros filmes com este mesmo nível visual virão por aí.

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  • Léo MVDC

    'Breaking Bad' é uma das melhores séries de todos os tempos, isso é irrefutável. Talvez a melhor? Muitos acham que sim. Então, era necessário um filme? Não, não era. Mas esse filme, assim como a série derivada 'Better Call Saul', são spin-offs que, embora não alcancem o clímax dramático e explosivo da série mãe, também não destroem com o legado da franquia. E na verdade, são belos derivados, pois ainda carregam os 3 pilares básicos de uma boa obra audiovisual: boas atuações, boa direção e bom roteiro.

    'El Camino' traz uma justiça poética ao conturbado personagem Jesse Pinkman, brilhantemente atuado por Aaron Paul (o ator merecia mais destaque em outros filmes, ele tem talento). Com um elenco coadjuvante de peso, todos muito bem, o filme faz uma série de referências e celebrações à personagens e acontecimentos da série, sem deixar de trilhar seu próprio caminho e confirmar alguns desfechos. A direção de Vince Gilligan continua inspirada, cheia de cuidado estético que não distrai, mas adiciona à narrativa. Usa-se planos mais fechados no rosto dos atores para extrair de suas interpretações e usa-se planos abertos para contemplar a direção de arte e a paisagem e fotografia das locações. Alguns jogos de câmera são bem orquestrados, servindo como criação e quebra de expectativas em momentos chave.

    Embora não tão poderoso quanto a série e com um certo ritmo lento no meio, o filme funciona por matar a saudade deste universo, trazer uma potente atuação de Aaron Paul, carregar uma linda identidade visual simples e orgânica, e conseguir carregar no seu roteiro características que lembram filmes de faroeste e de fuga, sempre com suspense e tensão, mas ao mesmo tempo, quebrando expectativas e tomando caminhos diferentes do que indicava. E também foi a despedida do veterano Robert Forster, que faleceu no dia da estreia do filme, na última sexta-feira.

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