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Últimas opiniões enviadas

  • Lilian

    Assisti há um tempinho atrás, com uma expectativa enorme. Confesso que havia me decepcionado um pouco... como se faltassem respostas pra tudo, tinha muitos porquês que não me foram respondidos.
    Acontece que eu decidi comprar o livro, e a minha visão sobre a história (inclusive sobre o filme) mudou, e bastante.
    Passei a entender que a maioria das respostas é que, realmente, não existe resposta. Não tem nada que justificasse Kevin fazer o que fez.
    Ele tinha uma raiva imensa de tudo e de todos, desde que nasceu... ou, quem sabe, desde que estava na barriga de Eva. Mas por quê? Não tem um por que.
    Ele não foi uma criança desejada, pelo menos, não para a Eva. Tampouco foi um acidente. Ela desejou deseja-lo, numa noite, com medo de que, um dia, Franklin não voltasse. Desejou ter algo, ou alguém, que lembrasse ele. Mas nunca conseguiu ter aquele sentimento de mãe, que todos sempre falavam pra ela. E, ao nascer, quando ele a rejeitou, ela se sentiu livre para rejeitá-lo também.
    Mas Kevin, mesmo um bebezinho recém-nascido, sabia que o único que o queria ali era o Franklin. Só que o amor do Franklin era tanto, que chegava a ser forçado. Ele não era o pai que o Kevin queria, e sim, o pai que ele mesmo quis ter. Isso fez Kevin desprezar ele. Ele odiava o pai porque o pai era feliz, sem nem se importar em saber se filho era feliz.
    Ele tinha raiva da irmã, pois sabia que, diferente dele, a mãe não fazia esforço pra amá-la. Ninguém fazia esforço para amá-la. Ninguém gostava dela por obrigação. E odiava ela porque ela era feliz.
    A escolha das pessoas, no dia do massacre, foi a dedo (o que não aparece no filme). Ele escolheu diversas crianças, todas quais tinham e demonstravam sem vergonha seu amor por algo. E todos eram favoritos de algum professor, com exceção da professora, que considerava Kevin seu aluno favorito. Eles gostavam de algo, e as pessoas gostavam deles. Todos tinham planos de um futuro promissor e todos eram felizes.
    Ele odiava cada um deles por amar algo. Por demonstrar amor por algo. Ele não conseguia fazer o mesmo. Desde que nasceu ele não queria estar ali. E nada, nem ninguém, conseguiam fazer ele se sentir feliz.
    E Eva também desejava amar Kevin, algo que parecia quase impossível por n motivos. A maior demonstração de amor dela para ele foi o perdão – o que mais tinha me decepcionado no filme. Ela perdoou ele por saber que a raiva dele não vinha sem motivo. (Não que o ódio dele justificasse um massacre) Nas cartas escritas ao falecido marido – o que só acontece no livro – ela recapitula a vida dela de forma sincera. O que a fez observar que o Kevin nada mais era do que a projeção da arrogância e pretensão tanto dela quanto do Franklin. Ele juntava todas as coisas ruins dos dois, e, por não ter uma personalidade própria (“ele podia ser qualquer pessoa”, dizia ela), ele aplicava a risca todas essas atitudes de uma vez. Ela perdoa ele por também merecer perdão.
    Enfim, tanto o livro quanto o filme são maravilhosos. As atuações são magníficas e o filme é muito fiel ao livro. <3

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