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Últimas opiniões enviadas

  • Lorde Velho

    Desde que Halloween estreou em 1979 trocentos cineastas tentaram se inspirar na obra-prima cult de John Carpenter e levar sua essência um passo adiante. O problema é que quase ninguém sacou qual era de fato essa essência. Não era o lance do psicopata imortal atacando adolescentes, isso era só o pretexto, nada mais que uma ferramenta que, ao ser usada sem critério, não gerou mais do que imitações sem alma, marcando negativamente boa parte do cinema de horror dos anos 80. A essência mesmo era o estabelecimento de um jogo cênico no qual a tela inteira se torna uma ameaça em potencial, o extracampo em si uma fonte permanente de apreensão, cada canto da imagem, cada movimento de câmera, cada figurante ou elemento da mise en scène são assustadores por princípio. A fonte do mal sequer importa de fato, por isso não precisa (e nem deve) ser explicada, podendo ficar ao sabor das especulações que são prerrogativa do público... o que importa mesmo é o jogo. Isso é "It Follows", de David Robert Mitchell, um dos filmes de horror mais inteligentes e genuinamente assustadores dos últimos anos, e que não deixa de render evidentes tributos ao mestre Carpenter, tanto na trilha sonora como nas citações super explícitas a Halloween. Some-se a isso um elenco jovem hiper simpático (do tipo que você torce pra que vençam, não que morram logo) e temos uma pequena jóia a se conhecer e saborear:

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  • Lorde Velho

    Pistas, Sonhos e (Auto) Ilusões - Uma Defesa do Último Episódio de "Twin Peaks"

    (Artigo lotado de spoilers, nem clique no link abaixo se não tiver visto Twin Peaks até o final)

    "Queria finalmente fazer por escrito a minha defesa do último episódio da segunda temporada de Twin Peaks como, sim, o final da série. Não um final em aberto fruto de um cancelamento, mas sim como um desfecho definitivo, digno, coerente e, na minha sincera opinião, perfeito para essa série que transformou os paradigmas das séries de TV. Digo mais: independente do que vier a acontecer na nova série prevista para 2016, não alterará o status do "Episódio 29" como o melhor final que Twin Peaks poderia ter tido."

    http://lordevelho.blogspot.com.br/2015/03/pistas-sonhos-e-auto-ilusoes-uma-defesa.html

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  • Lorde Velho

    The Babadook é um filme de horror que só poderia ter sido realizado por mulheres. Explora medos intrínsecos a experiências às quais apenas mulheres se vêem submetidas, tanto no sentido biológico quanto no de lugar social. Não por acaso, boa parte do público masculino não está sacando muito bem do que se trata realmente essa produção australiana, por vezes comprometendo uma avaliação crítica. As resenhas em geral falam do livro infantil amaldiçoado, da criatura tipo bicho-papão que espreita no escuro, da criança em perigo e tecem comparações com outros filmes e autores que lidam com "horror para crianças", como Neil Gaiman e Guilermo Del Toro. Esses elementos fazem parte da mistura, com certeza, mas não são o foco, nem os protagonistas. Ironicamente, foi Gaiman que escreveu no clássico conto "Histórias na Areia", em Sandman #09, que "Há histórias que as mulheres contam umas as outras, em uma língua própria que nunca é ensinada aos meninos e que os homens mais velhos são sábios demais para aprender."

    The Babadook é uma dessas histórias de mulheres, narrada numa mídia em que quase todos os contadores de histórias são homens. Escrito e dirigido por Jennifer Kent (sua estréia na direção de longas), aborda um tipo de horror que nós meninos podemos até intuir, tentar imaginar, mas jamais compreender: o horror da maternidade. Soa terrível para quem (ainda) acredita no mito do amor incondicional materno ou na balela de que uma mulher só se realiza sendo mãe, e talvez isso explique porque tanta gente tem rejeitado o filme, exorcizando a própria perturbação com críticas negativas, mas mesmo esses não tem como negar a coragem da diretora e da atriz Essie Davis (da excelente série Miss Fisher's Murder Mysteries) em abraçarem um tema tão tabu.

    http://lordevelho.blogspot.com.br/2014/11/the-babadook-o-horror-da-ser-mae.html

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  • Rafael Modesto
    Rafael Modesto

    Velho! Li alguns comentários teus e acabei descobrindo teu blog. Parabéns pelo material selecionado. Estou lendo bastante sobre literatura gótica, pois estou pesquisando sobre o profano, embora no âmbito do teatro de bonecos. Porém como eu não tenho uma familiaridade com horror no cinema, o teu blog e teu perfil serão de grande ajuda.
    Obrigadão por existir. hahaah

  • Zoé
    Zoé

    Salve! Tô de olho nos seus escritos, bom demais. Grande abraço :)

  • 'Van Burmann
    'Van Burmann

    Muito obrigada por me aceitar!

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