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36 years, Pindamonhangaba, SP (BRA)
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"Amo fazer filmes. Gosto de compor imagens.
Tenho uma explosão de adrenalina quando estou atrás de uma câmera."
Sir David Lean (1908-1991)

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Últimas opiniões enviadas

  • Eduardo A. Salgado

    FOGO CONTRA FOGO (1995)

    Depois de 21 anos do único filme (O PODEROSO CHEFÃO – PARTE II, 1974), que fizeram juntos, mas que não dividiram nenhuma cena, finalmente nós pudemos ver a colisão entre dois grandes astros: Al Pacino e Robert De Niro!
    O diretor Michael Mann fez poucos filmes, se levar em conta o início de sua carreira no final da década de 60, mas são dos mais expressivos e acabou revelando-se um mestre em filmes policiais.
    O roteiro de autoria do próprio Mann é excelente, inteligente e muito esperto em abordar não apenas o conflito entre os ladrões e os policiais, mas de expor suas vidas pessoais e seus conflitos internos também.
    Outra qualidade que deve ser mencionada é que todos os personagens são importantes para a trama.
    Os protagonistas e antagonistas são obviamente dois monstros consagrados, então não poderia ser menos do que um espetáculo o encontro de Pacino (Ten. Vincent Hanna) e De Niro (Neil McCauley).
    Do grande elenco os principais destaques são: Val Kilmer (Chris Shiherlis) em um dos melhores pápeis de sua carreira e Natalie Portman (Lauren Gustafson) arrasando em seu 2° longa-metragem no cinema.
    O filme ainda conta com as presenças marcantes de Jon Voight (Nate), Diane Venora (Justine Hanna), Ashley Judd (Charlene Shiherlis) e Tom Sizemore (Michael Cheritto).
    Visualmente o filme é impecável tanto na fotografia de cores frias do italiano Dante Spinotti, como na edição ágil e precisa do quarteto de editores (Pasquale Buba, William Goldenberg, Dov Hoenig & Tom Rolf), que alternam as cenas de investigação com as cenas de assalto de forma brilhante.
    A trilha sonora de Elliot Goldenthal cresce conforme o ritmo do filme e falando em sonoridade é impossível não notar o trabalho dos técnicos (Chirs Jenkins, Ron Bartlett, Mark Smith & Lee Orloff) na mixagem de som.
    Acho um absurdo um filme com tantas qualidades ter sido completamente ignorado no Oscar, que não foi lembrado sequer nas categorias técnicas.
    Foi um sucesso de público, com renda superior a 180 milhões de dólares.
    São quase três horas de projeção, mas em nenhum momento fica monótono, pelo contrário e mesmo agora, quase 20 anos depois de sua estreia continua extraordinário e já o considero um clássico.
    Além do encontro histórico de dois grandes atores como Pacino e De Niro, o filme merece ser visto também por ser um dos melhores do gênero.

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  • Eduardo A. Salgado

    INVICTUS (2009)

    Um homem de tamanha grandeza como Nelson Mandela, que assim como Gandhi foi admirado muito além de suas fronteiras, não ficaria sem ter uma cinebiografia!
    Na realidade o longa-metragem Invictus, não é uma biografia completa e nem o primeiro filme a retratar o filho mais ilustre do continente africano, mas um fragmento importante na vida e na trajetória política de Mandela.
    O veterano Clint Eastwood, aqui dirigindo seu 30° longa-metragem de cinema com uma vitalidade invejável e provando mais uma vez seu enorme talento atrás das câmeras!
    O excelente roteiro de Anthony Peckham foi adaptado do livro “Conquistando o Inimigo: Nelson Mandela e o Jogo que Uniu a África do Sul” de John Carlin, concentrando-se na chegada de Mandela a presidência e o desafio de unir um povo separado pelo ódio racial.
    Focando o esporte, no caso a Copa do Mundo de Rugby como um dos principais fatores na união e celebração de uma nova África do Sul.
    Além de Mandela, outro personagem destacado é François Pienaar, o capitão da seleção nacional de Rugby, os Springboks.
    Como Mandela, ninguém menos que Morgan Freeman, que apesar de imensamente popular, nos faz esquecê-lo completamente e quem está ali em cena é o próprio Mandela, mas isso somente grandes atores são capazes.
    Matt Damon como Pienaar está perfeito, com uma das melhores atuações de sua carreira.
    Um destaque também é a bela trilha-sonora dos compositores Kyle Eastwood e Michael Stevens.
    O filme foi indicado para o Oscar de Ator (Morgan Freeman) e Ator Coadjuvante (Matt Damon).
    No Globo de Ouro recebeu indicações nas mesmas categorias, além de Melhor Diretor (Clint Eastwood).
    Dos 60 milhões de dólares da produção, Invictus arrecadou nas bilheterias mundias mais de 120 milhões!
    Confesso que não esperava tanto do filme, principalmente pelo “Rugby”, mas mudei de opinião já nas primeiras cenas.
    É um filme inspirador, que com o alcance do cinema espero que muitas pessoas vejam e conheçam mais um pouco desse homem extraordinário.

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  • Eduardo A. Salgado

    THELMA & LOUISE (1991)

    De todos road movies que vi, nenhum foi tão empolgante como esse! Sempre que o repriso tenho a mesma impressão, de que estou vendo um filme brilhante e inesquecível!
    Muitos consideram o filme feminista demais, eu já discordo e acho que já estava na hora de o cinema produzir um road movie inteiramente feminino, que se não é o melhor do cinema, então é o melhor da década de 90!
    A direção ficou a cargo do experiente e eclético Ridley Scott, que acrescentou mais dois papéis femininos fortes na sua filmografia, que apesar das diferenças não fazem feio a Ellen Ripley de Alien, o 8° Passageiro.
    Mesmo abordando o drama de duas mulheres cansadas da vida rotineira e infeliz que levavam, o roteiro original da estreante Callie Khouri é sensacional e foge do sentimentalismo barato, concentrando-se na amizade e na jornada dessas duas personagens contagiantes.
    Um filme de duas protagonistas brilhantes, Geena Davis (Thelma) e Susan Sarandon (Louise) estão perfeitas e realmente fica muito difícil dizer qual delas é a melhor.
    Dos coadjuvantes destacam-se: Harvey Keitel (Hal), Michael Madsen (Jimmy) e um jovem Brad Pitt (J.D.), ainda trilhando o caminho para o estrelato.
    Outros destaques do longa ficam por conta da trilha sonora de Hans Zimmer e a belíssima fotografia de Adrian Biddle.
    O filme venceu o Oscar de Roteiro (Callie Khouri) e foi indicado para Direção (Ridley Scott em sua 1° indicação), Atriz (Geena Davis & Susan Sarandon), Fotografia e Edição.
    Venceu também o Globo de Ouro de Roteiro e foi indicado para Melhor Filme e Atriz (Geena Davis & Susan Sarandon).
    O custo de produção foi de 16 milhões de dólares e a bilheteria ultrapassou 45 milhões.
    Hoje passados mais de 20 anos, o filme continua tão empolgante como em sua estreia e merece ser descoberto pela nova geração de cinéfilos.

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  • Ken
    Ken

    Edu, você assistiu Maniac, com o Elijah Wood, já? Apesar de controverso (metade detestou, a outra gostou muito) e com nota baixa, eu realmente adorei, achei fantástico poder olhar o mundo através dos olhos de um serial killer. Recomendo se ainda não viu.
    https://filmow.com/maniaco-t48251/

  • Leonardo Felipe
    Leonardo Felipe

    Olá, obrigado! Aceito sugestões.

  • Filipe Amaral
    Filipe Amaral

    São muitos Edu, espero chegar perto um dia, você precisa mesmo esse filme é maravilhoso. Mas me diga alguns ai pra assistir, vou entrar de férias e quero muitos filmes.