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"O gato da Sra. Frenchie desapareceu. Há cartazes em toda a a cidade escritos: “Alguém viu o doçura?". Todos vimos os cartazes, mas ninguém viu doçura, o gato. Ninguém. Até a manhã de quinta-feira passada, quando a Sra. Collete Piscine desviou o carro para não atropelar o doçura enquanto atravessava uma ponte. Esta ponte, agora um pouco danificada, se transformou em um tesouro local e até tem um nome sofisticado: "Pont de Flaque”. Bom, Colette, isso parece “culotte”, que significa “calcinha” em francês. E “Piscine” significa “piscina”.“Panty Pool”. “Flaque” também significa “piscina” em francês. Colette Piscine ou “Panty Pool” em frânces atravessou a “Pont de Flaque” ou a “Pont de Pool”, para não atropelar o gato da Sra. Frenchie, que desapareceu em Poontypool. Pontypool. Pontypool. Panty Pool. Pont de Flaque. O que significa isso? Bem, Norman Mailer tinha uma teoria interessante que utilizava para justificar as estranhas coincidências por detrás do assassinato de JFK. Como consequências de grandes eventos tanto antes como depois, detalhes físicos que sofrem espasmos por um momento, se separam. E quando voltam ao seu estado normal, tudo isso bate de uma forma pouco usual. Nomes de ruas, aniversários, segundos nomes, coisas supérfluas que se relacionam entre si. É o efeito cascata. Bem, o que isso significa? Bom, significa que algo vai acontecer. Algo importante, mas sabemos que sempre há algo que está prestes a acontecer." - Pontypool

Últimas opiniões enviadas

  • Luis Filipe

    “Corra!” chamou a atenção ultimamente por críticas positivas e, sobretudo, por ser visto como um “terror social”. Acho importante destacar esse ponto, já que temo que ocorra com ele o que aconteceu com “A Bruxa”, vendido como outro tipo de filme, retirando de sua propaganda os pontos que realmente o diferem – apesar de eu ter o amado e não mudaria nada –, então injustiçado pelo público. Apesar disso, creio que este, possa agradar públicos dos mais variados, principalmente aqueles que buscam por uma mensagem com enfoque profundo em seu enredo. Aproveito o espaço para reclamar da visão que a platéia ainda tem do gênero. Diferente de dramas ou outras obras que tenham costume de ganhar espaço em premiações, os espectadores julgam o terror pela previsibilidade do roteiro – talvez nesse não seja tão difícil ter uma breve noção da sua principal virada, principalmente quando somos apresentados pela sequência inicial, e fatos pequenos, que podem te fazer matar a “charada” – ou quantos sustos tenham tomado durante uma sessão, embora acredite que são pontos importantes para trama e constroem ótimos longas, vejo críticas que subestimam a mensagem por trás do horror.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Mesmo em cenas que não apresentem um clima constante de suspense, ainda há um certo desconforto com o racismo velado contra Chris, desde o policial que o aborda na estrada, seguindo para o encontro com a família de sua namorada e amigos, que tentam serem gentis, contudo, acabam por desencadearem momentos vergonhosos, obviamente pelo tratamento diferente que recebe. Esse pode ser considerado um ponto forte, nada que nos é apresentado antes do ápice pode ser considerado descartável, os fatos trabalham para mostrar o preconceito sofrido, não que em algum momento um dos personagens declare seu ódio contra a população afro-estadunidense claramente, talvez pelo discurso inicial dado pelo pai de Rose, dizendo que quando atropelaram um veado na estrada, fizeram um serviço em geral, por considera-los pragas naturais. Há uma clara linha que liga esse acidente com ele, já que a mãe do nosso principal personagem faleceu por um atropelamento, descoberta que só temos alguns minutos depois. Esse simbolismo se torna bastante presente.

    Uma ótima trilha sonora percorre conosco a abertura e encerramento, porém, na sonorização de cenas inciais com teor aterrorizante, senti-me um pouco incomodado pelo som distorcido que deseja complementar a imagem, tentando assustar o público, talvez só a presença dos personagens surgindo abruptamente em tela pudesse desconcertar o espectador. Isso não deixa o filme menos tenso. Com o tempo, tememos cada vez mais por Chris, enquanto descobre gradativamente seu possível destino. O clima cresce numa velocidade assustadora, geralmente interrompido por um alívio cômico, vindo do diretor e roteirista Jordan Peele, que faz um importante personagem, mas creio que essas cenas tenham sido mais longas do que precisavam, ou, as anteriores a ela não tenham tido o tempo necessário, talvez só estejam mal posicionadas, novamente, isso não tira a tensão da obra.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Um ponto a ser destacado leva pelo fato de não termos um protagonista imbecilizado para facilitar as escolhas do roteiro. Ele luta por si, se vinga, e diferente de outros filmes de terror, não se poupa entre escolher a vida de seus carcereiros ou a sua. Para eliminar o pai de sua namorada, que antes disse odiar os cervos da região, foi morto pela cabeça empalhada por um desses animais. As principais “burradas” que ele faz em sua fuga, podem ser explicadas por cenas anteriores que exploram sua mentalidade, e se torna gratificante ver alguém finalmente usando a lógica diante do perigo. Quando ele se livra da família de modo sangrento, ganhamos uma certa satisfação – ou no mínimo alívio –. Lembram de “Família Adams 2” – desculpe a comparação – quando a menina obrigada a se vestir de indía, destrói o teatro com um tipo de “vingança histórica”? Foi quase o mesmo sentimento.

    Enfim, se chegou ao fim desse comentário, provavelmente já viu “Get Out”, e se não viu, recomendo. Prepare-se para encarar algo que mesmo acompanhado de certos clichês que com o passar do tempo, ficam cada vez menos frequentes, tenha uma fórmula diferente do habitual. Jordan Peele teve um desempenho incrível para o seu primeiro filme, logo espero por suas próximas, que obras sejam encorajadas com o recebimento desta.

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  • Luis Filipe

    Algumas vezes, creio que meu gosto é duvidoso por apreciar “Marebito” ("a chegada de um estrangeiro que é celebrado como se fosse um deus", significado da palavra segundo meu DVD), tratado como obra dispensável e provisória, já que foi gravado em pouco mais de uma semana, mas acredito que esse tipo de pensamento causa equívoco, muitos filmes grandiosos foram filmados em pouco tempo, e talvez a construção dessa ideia só ganhe espaço por ter sido feito entre a produção de “O Grito” original e seu Remake estadunidense, longas de grande porte por terem influenciado muito o ocidente. O resultado de uma gravação simples, apela para o lado psicológico, o suspense constante colabora com seu universo surreal. A clara inspiração em Lovecraft na minha concepção, permite uma ideia carismática.

    Terror que trabalha justamente a concepção do medo, nosso personagem, entretanto, parece se ausentar desse sentimento enquanto vaga sem recuar por mundos surreais, fazendo-nos questionar sua sanidade e a veracidade daquilo que observamos em tela. Nosso principal, ressalta o valor e beleza daquilo que nos apavora. Sua gritante isolação daquilo que consideramos real para desfrutar da companhia da “F”, criatura com beleza resultante do seu tom imprevisível e natureza incerta. Não é de se espantar que o rápido encontro do protagonista com a pessoa mais sã da história acabe em desgraça.

    Logo, quando nos tornamos cúmplices dos atos de Masuoka que leva suas obsessões em níveis prejudiciais e radicais, observando a pouca privacidade de F, com um miticismo originário de histórias com teor vampiresco – embora ela não tenha quase nenhum tipo de independência em seus traços de submissão, muito comum nas histórias japonesas atuais –, toda a mitologia criada define o medo em sua forma mais sensitiva. Se arrastando por ruas comuns do Japão, a direção mostra os mundos obscuros que se estendem abaixo de nós. Talvez marcado pela inabilidade social com o isolamento, a loucura acirrada ganhe forças, entregando um filme de múltiplas referências e diversas interpretações, encarando uma concepção diferente de “terror”.

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  • Luis Filipe

    Sabia que conhecia a sua direção de algum lugar, do curta "Ilusão", outro que acho sensacional. Mas vindo falar deste, trilha sonora ótima com capacidade de se ajustar a cada tipo de situação. Primeiro, cores e sentimentos alegres, interrompidos por um clima pesado que toma lugar na tela. Não é difícil entender a protagonista ao longo dos seis minutos, embora não possua diálogos ou plaquinhas apontando exatamente o que está se passando em tela – ótima decisão não usar esses recursos, se não, possivelmente o resultado não iria ser tão satisfatório –, torna-se o limiar para o público compreender o que significa ter ansiedade. Aliás, incrível quando próximo de acabar, somos tomados pela música alegre por poucos segundos e logo após isso, voltamos ao clima de constante tristeza, releva a ideia de não ser um problema tão simplista assim e trabalhar com mais de um sentimento. Adorei, fico no aguardo de novos projetos.

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  • Clem Esquilo
    Clem Esquilo

    Oi Luis!!!!!!!! Boa tarde!!!!! Como vai?
    A faculdade vai bem!!!! Agora encaminhando para o final do semestre, algumas provas e trabalhos... superando sempre um novo desafio!!!!! E vc, estuda?
    Também gosto das poesias aleatórias da internet!!! Sabe aquele site da UOL, Pensador???? rsrsrs Um dia eu estava na praia sozinha, lendo um livro. Um moço passou e me ofereceu pra comprar um livro de poesias que ele mesmo tinha feito. Não podia, porque estava sem uma moedinha no bolso... Porém, conversando mais, acabamos trocando algumas dicas poéticas e conversando umonte sobre esse mundo. Final da história: ele acabou me presenteando com o livro. Essa é uma história tão gostosa que eu adoro me lembrar. As poesias são incríveis... inspiração pura...
    Sim! É esse Love mesmo! Quando você ver, me conta o que achou! ;-)
    Friends é meu amorzinho. Ontem acabei a 6a temporada. Série incrível, não sei porque demorei tanto pra ver.
    Sobre a Netflix, você tem razão. Mas pensando pelo lado deles, porque manter os filmes que não são vistos? Eles devem pagar para deixá-los no ar... não? Meu maior desejo é que ele funcione offline. Aqui onde moro dividimos a internet em 30 rsrsrs daí sempre cai, é horrível. Nesses momentos a Netflix me deixa na mão...
    Apesar de ter sido lançada em 2008, não conhecia Angel-A, mas acabei de ver o trailer e me interessei!!!!!!! Lendo aqui na internet, a série foi super bem conceituada... QUE SUPER! Obrigada pela indicação xuxu!!!!! Graças à essas super indicações eu sempre estou conferindo obras sensacionais!!!! :-)
    Acho que não tenho visto mais nada por enquanto :-( não sei nem se ainda posso me considerar uma cinéfila digna desse site!!! rsrsrs POR FAVOR, me diga que você não está no mesmo barco!!!!

  • Dheyson Alves
    Dheyson Alves

    Poxa massa, vou assistir os dois. "Cinema Paradiso" conheço de nome. Pontypool vou ver.

    Valeu, abraço

  • Karoline
    Karoline

    Gostar eu gostei, mas acho que o livro é detalhado demais. Tipo, é bem legal porque a gente consegue imaginar perfeitamente como é o quarto (o que deve ser muito bom pra quem não assistiu o filme), mas chega uma hora que cansa ficar lendo todos aqueles detalhezinhos. Mas vale a pena.
    Ah sim, que legal! Espero que esses projetos deem certo. :)
    Pois é! Eu, por exemplo, achava o Mr. Peanutbutter bem irritante nas outras temporadas, só que depois dessa última, nossa! Mudei completamente de opinião. Foi como se ele tivesse virado meu personagem favorito da noite pro dia, huahua. E também espero que continuem se aprofundando nele.

    Vendo muita coisa boa?