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Últimas opiniões enviadas

  • Saint-Just

    sim, esta produção buscou suas próprias reviravoltas, alterando, assim, passagens cruciais do clássico "as brumas de avalon". sabendo disso, concordo com comentários anteriores de que um novo título seria melhor, já que essa obra não intentou seguir os livros à risca.
    dito isso, eu gostaria de ver esse filme? minissérie?, enfim, não como uma representação do universo repaginado por marion zimmer bradley, mas sim como um convite, um aperitivo para se aprofundar nessa vasta produção; como alguns disseram aqui, essa obra foi o que despertou sua curiosidade pela saga literária, e acredito que nesse sentido, esse especial para tv cumpre bem seu papel.
    obviamente que, se comparada a outras adaptações dessa mesma época, "as brumas de avalon" surge em desvantagem em termos técnicos, muito pelo pouco investimento que recebeu. a extensão dessa saga (composta por quatro livros) também se mostra como outro fator contraproducente; adaptar essa longa história, que perpassa diversas gerações, ainda mais para o meio televisivo, seria praticamente impossível.
    entretanto, conhecidas essas limitações, "as brumas de avalon" também possui seus méritos. a começar pelo elenco, que não poderia ter sido melhor escolhido. como outros já pontuaram, anjelica huston e julianna margulies roubam a cena e consagram esse excelente elenco, nos presenteando com atuações as quais, repito, mesmo diante das deficiências dessa produção, fazem jus ao que nos é mostrado nos livros. viviane e morgana são duas das personagens mais intrigantes durante os 4 livros dessa saga, e mesmo para quem não teve contato com a parte literária, essa adaptação faz questão de deixar isso bem claro.
    ao passo que "as brumas de avalon" se propõe a colocar as mulheres ao centro, não posso deixar de lado a importância de morgause. sim, você pode odiá-la, mas há de reconhecer também sua vasta inteligência e conhecimento político; a rainha de lot não apenas enganou camelot, como foi capaz de superar até mesmo viviane com suas estratégias.

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    aliás, outro elemento literário muito bem representado nessa obra é a ambiguidade moral de seus personagens. tome a mesma morgause como exemplo; se esta se mostra como uma mulher que irá até o seu limite em troca de poder, também não podemos julgar sua ambição, visto que é fruto das intervenções - algumas até imperdoáveis - feitas por viviane. gwenhwyfar segue a mesma linha, como podemos julgar sua trama que resultou no casamento infeliz entre morgana e uriens, se o mesmo aconteceu com ela, que ainda jovem e apaixonada por lancelot, teve de casar-se com arthur?


    essa produção também nos enche os sentidos com belíssimas paisagens tchecas e os vocais etéreos de loreena mckennitt. quanto à cenografia, se por um lado as cenas que envolvem cornwall, orkney e camelot deixam a desejar, a representação da ilha de avalon (a casa das donzelas, seus rituais, o tor...) não poderia ter sido mais certeira.
    assim, "as brumas de avalon" é um ótimo entretenimento - apesar da longa duração - àqueles que se propõem a isso e embarcam nessa jornada sem julgamentos prévios, prontos a se deixarem levar por esta grande aventura. ao final, descobrimos que, assim como aqueles na barca que leva até avalon, o que vimos durante pouco mais de 3 horas foram meramente brumas; há muito mais, há todo um universo mítico, pronto para ser explorado, para além dessa adaptação, basta apenas nos abrirmos a esse 'desconhecido'.

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  • Saint-Just

    não dava muito pelo pré-conceito (propagado por outros ~otakus) de que era algo bem furry... ainda bem que eu estava terrivelmente enganada, beastars foi uma grata surpresa nesta fall season.
    em termos visuais e estéticos, não me incomodei com o cgi (aliás, essa é uma opinião que não é só minha, muitos críticos e espectadores concordam nesse ponto). o anime tem algumas cenas bastante bonitas (principalmente devido à paleta de cor de cada uma), mas o que não se pode deixar de comentar aqui com certeza é sua opening. essa sacada de usar stop motion foi bastante certeira, agradou e é, talvez, a principal característica do anime. talvez você não tenha sequer assistido a um minuto de beastars, mas certamente se lembrará por muito tempo dessa opening. não me surpreende a netflix ter comprado os direitos, a originalidade (seja estética, seja narrativa) desse anime é inegável. mas, como nem tudo é perfeito, temos também uma ending meia-boca, não que isso vá influenciar muito a nota geral do anime.
    já quanto a narrativa, não acompanho o mangá, então não tenho tanta propriedade para comparar as adaptações de cada cena ou a fidelidade à trama original, por exemplo. do que li de outros espectadores, alguns pontos vitais do mangá foram suprimidos logo nos primeiros episódios. seja lá qual a motivação por trás disso, não acredito que tenha afetado a compreensão geral da trama proposta. aliás, um dos prováveis motivos para esses cortes pode ter sido a proposta de uma narrativa fluida e que se encaixasse nesse formato de 12 eps, outro acerto da produção de beastars. eu comecei o anime depois de todo mundo, mas os eps pareciam passar como num piscar de olhos e sempre com ganchos instigantes entre si, o que me fez ~devorá-lo em pouco tempo e lastimar essa pressa toda já que essa primeira temporada só contaria com 12 eps.
    outro ponto alto da narrativa são os ganchos e as reviravoltas de um ep a outro, tendo seu auge no episódio final. por um lado, lesões, sequestros e outras cenas de ação; por outro, entramos diretamente nos pensamentos dos personagens, sentindo junto a eles cada segundo de agonia, confusão e desespero. assim, o físico e o emocional se complementam numa jornada muito balanceada, mas não menos impactante.
    por fim, os personagens. não espere personagens caricatos ou fofinhos. o antropomorfismo de beastars é bastante cru, bastante ácido. sim, são animais, mas suas lutas são tão associáveis com as que enfrentamos todos os dias. a forma como haru se transformou para ter seu espaço naquela sociedade; o duelo agonizante entre legoshi e seus instintos, à medida que ele se aprofunda numa bela jornada de autoconhecimento; as dores sob a máscara de perfeição de louis... assim como na vida, em beastars, as aparências enganam.
    assim, somos deixados com grandes expectativas - e algumas dúvidas - até a próxima temporada.

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    legoshi mencionou um avô nessa temporada; considerando que ele praticamente não tinha vida social e se confinava no campus, como será sua relação com a família hoje? quem cometeu o principal crime da temporada, será que o culpado está bem debaixo dos nossos narizes esse tempo todo e nós só não queríamos vê-lo? que fim louis levou? quem era a pessoa com quem legoshi fala na cena pós-créditos da season finale? como haru, ainda tão confusa e indecisa, lidará com os sentimentos de legoshi? e juno, ela intervirá, mais uma vez, na jornada dos ~pombinhos, além de conseguir a fama que tanto almeja?

    pois é, essa temporada passou como num segundo, e, apesar de muito ter acontecido, ainda há bem mais pela frente. então, que venha a próxima temporada!

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  • Saint-Just

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    Mirou na crítica social, mas acertou na Síndrome de Estocolmo(?)
    Eu até entendi o debate proposto pelo filme, mas fazer isso envolvendo estupro foi... insensível e inconsequente, pra falar o mínimo.
    Ainda assim, posso ver como pontos *razoáveis* - em meio a esse erro fatal - a fotografia, a atuação da Fonzi (aliás, a Paulina é muito intrigante, com muitas camadas, dava pra ter dissecado mais) e, por último, mas não menos importante, a verossimilhança do que foi mostrado com a nossa própria realidade.
    Uma vez que essa realidade de descaso e impunidade ainda é, infelizmente, bastante implícita - nós vemos reportagens diariamente sobre isso, sabemos que existe, mas nada muda, apesar do passar dos anos -, o contato que temos com ela ainda é muito distante, muito frio. Despimos esses personagens da humanidade que compartilham conosco (o que, consequentemente, faz com que os vejamos como menos merecedores de direitos, menos merecedores do básico necessário para uma vida digna.)
    Não vou negar que a narrativa soa um tanto idealista - muito pelas escolhas da Paulina, seja em relação ao trabalho ou a forma como ela lida com seus estupradores -, MAS parte dessas vivências me pareceram verossímeis o bastante para que eu encerrasse o filme em silêncio, sem saber como reagir, sem palavras. Para além do estupro que foi tratado com descaso aqui, o desinteresse dos alunos, a precariedade dos serviços nesse vilarejo, a gravidez precoce e não desejada... o ápice dessa sequência de semelhanças, a violência policial, bastante desumana e que só alimenta o desejo do oprimido em tornar-se opressor... Todas essas situações são bastante reais, bastante similares à realidade brasileira, ouso dizer que até um problema sintomático, de longa data e que "nos pertence", como legado da colonização e de todo o desgoverno que se sucedeu às nossas independências/repúblicas e é perpetuado até hoje. Assistir esse retrato tão fidedigno das nossas próprias mazelas sociais é tocar na ferida e me deixa com um sentimento de impotência - o que é passível de solução nesse emaranhado de descaso? Nessa questão, o filme é um soco no estômago.
    Mas, voltando à questão do estupro - que, apesar de, como já mencionei, mal contada, não deixa de ser o eixo central do filme. Paulina agiu de um modo irracional (para muitos) e fica evidente que isso se deve aos seus privilégios (de classe). Não me recordo do filme tratar sobre isso, mas acredito que seja confiável afirmar que ela nunca lidou com algo do tipo na vida. Nunca saiu de sua bolha e teve um contato tão visceral com uma realidade tão divergente à sua. Talvez, se ela tivesse outra ideologia, mais classista/burguesa, teria sido a primeira a buscar por Justiça - mas afinal, o que é mesmo Justiça? A grande jogada do filme, no entanto, é que, desde o início, ela se posiciona de modo mais "humanitário". Paulina tem aspirações a ser revolucionária, mudar vidas - também evidenciado logo nas primeiras cenas. Mas, Paulina também é apenas uma mulher. Uma mulher sozinha querendo mudar um contexto que se estrutura sobre tradições arcaicas, sim, mas também milenares, que levam bem mais do que ela fez para que haja a mínima mudança. Paulina quis ser heroica, quis revolucionar... mas o timing, as circunstâncias simplesmente não eram as melhores. Isso faz de Paulina uma incompreendida.
    Enfim, assim como o meu texto (rs) a narrativa é confusa. O filme consegue - e ao mesmo tempo também não consegue - nos convencer, "vender seu peixe", como diriam. Apesar de tocar em outros pontos ímpares, como destaquei, a forma como se lida com o estupro aqui tira toda a credibilidade do resto da narrativa. Não são todos que conseguem escrever sobre estupro com a sensibilidade necessária; principalmente se o filme foi idealizado por homens cis e héteros. Porém, é possível também que a própria trama seja tão incompreendida quanto Paulina. É esperar um tempo e reassistir pra ver.

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  • Marcelo Colassante
    Marcelo Colassante

    Está aceita :)
    Ah ,e valeu pela curtida na lista de animes Shoujo ,espero que tenha encontrado algum (ou alguns) que possam te interessar :D

  • Alan Guimarães
    Alan Guimarães

    Olá, Karla, obrigado pelas curtidas da minhas listas de História Geral e de Geografia e espero que tenha gostado delas. E quanto as de História, tem também as minhas complementares de História do Brasil e Oriente Médio, dê uma conferida nelas também. Abraços.

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