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18 years Rio de Janeiro - (BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Matheus Mantuani

    Mais um filme do Lars von Trier para ser incompreendido. Claramente um exercício sarcástico e de ridicularização. Embora a voz de Virgílio ecoe gradualmente, explicitando a ironia ácida do diretor, parece que imperou a tentativa de desmerecê-lo, de volta a Cannes depois de anos em depressão.
    Dillon clarifica ainda mais a situação: “Os EUA viraram o território perfeito para abrigar o mal que toma conta deste mundo cada vez mais sem alma”. Jack fala, para uma de suas vítimas, que esta poderia gritar por socorro e ajuda, e ele teria a certeza de que ninguém responderia, nem mesmo a polícia. Este é “o inferno são os outros” mais latente da crítica especializada de Cannes, a mesma que aplaudiu os de Noé. Em minha sessão, nunca vi tantas pessoas deixando o Cinema: é esta Arte que choca e instiga que constrói Lars e seu estilo.
    Voltando ao filme, esteticamente perturbador, não apenas pela violência explícita, a qual choca por si, mas também por conter divagações acerca da existência e da dialética que perpassam Heráclito e Hegel habilmente. Gosto muito da câmera na mão, da decupagem característica, da filosofia do absurdo, daquela fotografia do epílogo que anestesia, como uma pintura.
    Seria esta catábase a árvore de Goethe no coração do totalitarismo? O diretor deixa tudo mais óbvio ainda quando Jack vai comprar balas com a personagem Al, a qual acaba por lhe fazer muitas perguntas idiotas: “fuck you, Al” (all?). É estarrecedor como a banalidade de Arendt pega para algumas coisas, e para outras nem tanto. O Cinema inteiro ria de um transtorno da personagem; hipocrisia, ou apenas o tom sarcástico de Lars, para incomodar?
    A cena final é muito boa, por carecer de anábase, por escancarar o que von Trier pretendeu com esse filme, e com toda sua obra — que inclusive tem uma participação especial quando Virgílio e Jack, no melhor do diálogo socrático, discutem o processo criativo. Acho que o diretor realmente construiu a casa, mas seguindo a moda de Speer. Hit The Road.

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  • Matheus Mantuani

    Filme foucaultiano sobre liberdade sexual e de corpos. Na Modernidade, o simples ato de discutir estes assuntos rompe a moralidade e abre espaço para reflexões anti-hegemônicas. Autoconhecimento e intimidade ganham força, numa trama que embaralha gêneros, cinematográficos e sociais.
    Este roteiro híbrido de documentário e drama confunde-nos sempre acerca do que é real e ficção. Acompanharemos personagens interessantíssimas: Laura, que não aceita ser tocada, traumatizada por abusos de infância cometidos pelo seu pai; Tómas, que perdera todos os pelos de seu corpo, narrando o sofrimento e a posterior aceitação e superação da situação, muito embora obceque-se por um suposto relacionamento já terminado; Christian, que sofre de AMA, mas é completamente feliz com a vida, ao lado de sua mulher Grit. Todos subvertem o público, rompendo preconceitos, mostrando-se humanos.
    Menção especial para Hanna, mulher trans que ajuda Laura a conhecer e entender o próprio corpo, em sessões de terapia sexual com direito a Brahms e História da Música. E por falar nisso, a trilha sonora e a mixagem de som estão muito boas. Por ser filme de estreia de Adina Pintilie, assusta a mão sofisticada da diretora na montagem, edição e fotografia limpa e ambiente. Em resumo, Urso de Ouro merecidíssimo.
    A cena final é libertadora, em todos aspectos.

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  • Matheus Mantuani

    Importantíssimo, por ainda dialogar com a infeliz situação política da Europa e do mundo, e por ser um grito de esperança às vidas perdidas nos atentados de 22 de julho. Há aqui três proezas técnicas na articulação e desenvolvimento do filme. Em primeiro lugar, a escolha do diretor por um plano sequência impecável, assustando por quão bem orquestrado está o roteiro — desconheço como a câmera foi utilizada, já que ela move-se rapidamente, descendo terrenos erodidos em que o dolly shot é aparentemente impossível. Em segundo lugar, a atuação de Andrea Berntzen. Esta garota consegue transmitir muitas sensações com seus olhares e gestos, é absurdo! E em terceiro lugar, a opção de narração. Como o filme propõe-se a inserir o espectador na ilha de Utøya, é improvável que aquele não se emocione ou sinta-se vulnerável, na condição de um dos jovens.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Kaja cantando “True Colors” antes de ser morta partiu meu coração :(


    E após ver o filme, assisti aos vídeos de julgamento do terrorista de extrema-direita, notando que havia comentários brasileiros saudando-o como herói. É assustador aonde alguns caminham, a desumanização que se está promovendo, e o conservadorismo latente em pessoas que externalizam seus medos através da violência e do mal. Não conseguirão.

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  • Sávio
    Sávio

    Massa. Essa mostra é aqui no litoral, pouco conhecida mas foda kk, dá uma pesquisada.

  • Sávio
    Sávio

    O mubi é o streaming q tem 30 filmes e todo dia sai um e entra outro? Tlgdo sim. É uma opção bem interessante. Eu ando vendo mto filme nacional, esse fds estive na Mostra de Cinema de Gostoso.

  • Sávio
    Sávio

    Massa por aq. E a andas vendo?

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