Você está em
  1. > Home
  2. > Usuários
  3. > madeixa_persequini
31 years (BRA)
Usuário desde Maio de 2010
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum

Aprendendo...

Se alguem não concordar com alguma opinião minha sobre algum filme, por favor fale comigo, acho que isso seria o auge do Filmow. Só não me fale mal de Poderoso Chefão...

Geólogo, viciado em mineral, aquarismo , cerveja de verdade e cinema (ñ. necessariamente nessa ordem).

Últimas opiniões enviadas

  • Henrique Cerqueira Persequini

    Em uma pequena cidade do interior, o sádico e desumano coveiro Josefel Zanatas, conhecido como Zé do Caixão (Mojica), é temido e odiado. Ele é obcecado por gerar o filho perfeito, que possa lhe dar a continuidade de seu sangue, e assim se tornar imortal. Para tal objetivo, ele vai até às últimas consequências, mas verá que suas vítimas irão cobrar uma cara vingança. Filme fundamental para fãs de terror, “À Meia-noite Levarei sua Alma” foi uma produção das mais peculiares já feitas. Com um orçamento extremamente reduzido, às custas da venda de todos os bens do diretor/roteirista/produtor/protagonista, José Mojica Marins foi quase a falência, sendo obrigado a vender os direitos do filme antes mesmo da estreia. Embora o filme tenha sido um sucesso de público, não rendeu nenhum vintém ao seu criador. Um dos pontos fundamentais de seu sucesso, fruto da genialidade de Mojica, é o tom subversivo e anárquico do filme. Zé do Caixão é um verdadeiro monstro: pega o que quer e consegue tudo que objetiva, passando por cima de leis, regras e costumes, igreja ou Estado. A atmosfera de horror gore é apavorante e amedrontadora, exatamente como o período histórico da época, além de extremamente realista e inovadora, inaugurando o gênero no Brasil. “À Meia-noite Levarei sua Alma” é uma demoníaca jóia na história do cinema nacional. Um filme que custou a ser compreendido e admirado pela crítica local, mas que sempre atingiu os espectadores em seus medos mais profundos e secretos, exatamente como queria Mojica.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Henrique Cerqueira Persequini

    4 vampiros ancestrais dividem moradia em uma república na periferia da Wellington dos dias de hoje. O cotidiano da vida de Viago (Waititi), um dândi do século XVII, Deacon (Brugh), o caçula do grupo com apenas 183 anos, Vladislav (Clement), o famoso conde romeno e Petyr (Fransham), um nosferatu de 8 mil, é registrado por uma equipe de filmagem (devidamente protegida com crucifixos) em um estilo reality show documentário. Problemas como uma pilha de louça suja de 5 anos, encontrar sangue humano em festa noturnas, lidar com a luz solar e não conseguirem adequar a maneira de se vestirem aos padrões sociais são mostrados de maneira rotineira e hilária. “O que Fazemos nas Sombras” é uma comédia única por saber contrapor situações do cotidiano com o fabulário geral coletivo que temos sobre vampiros. O roteiro é fluido e simples, nos colocando como espectadores dos personagens, como em um Big Brother macabro. É surpreendentemente engraçado ver conversas sobre temas como morte, dilaceração e lacaios sexuais com tamanha serenidade e desdém. Destaque para as atuações dos protagonistas, sempre no limite do absurdo, mas fiéis aos personagens propostos. “O que Fazemos nas Sombras” é uma surpresa ao gênero e um deleite aos amantes dos sugadores de sangue.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.
  • Henrique Cerqueira Persequini

    Ana (Egrei), uma estudante de psicologia, é contratada como babá pela matriarca de uma família que vive em um casarão isolado no meio das montanhas de Petrópolis. Ela é deixada sozinha com as crianças e o vigilante Augusto (Gomes); logo começa a receber insistentes telefonemas ameaçadores durante a noite e nota que existe algo de perturbador na casa. “O Anjo da Noite” é um filme único. Nos aspectos da direção, é impressionante como Khouri consegue nos passar tanto com tão pouco. Basta um plano detalhe em um olhar de Ana para nos sentirmos representados subjetivamente na cena. Já que, assim como a protagonista, não sabemos se há realmente uma presença maligna na casa, se é tudo fruto da imaginação e do cansaço ou se é a própria casa a fonte do medo. Há um momento que o vigia Augusto diz: "Eu só não gosto é da casa… É bonita, mas não é amiga da gente”. A fotografia do italiano Antonio Meliande (imortalizado posteriormente nas Pornochanchadas) é bela e funcional, imprimindo, mesmo em locações externas, planos claustrofóbicos e angustiantes ‒ vide o constante enquadramento do teto da casa pela visão de Ana. “O Anjo da Noite” é um clássico esquecido do horror nacional, uma pérola que merece ser relembrada e vista.

    Você precisa estar logado para comentar. Fazer login.

Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.

Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade.