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Crítico de cinema filiado a Abraccine e OFCS em http://cinemacomcritica.com.br/ (instagram @cinemacomcritica).

Últimas opiniões enviadas

  • Cinema com Crítica

    A arte oferece a oportunidade de visitar culturas que, caso contrário, não estariam tão facilmente acessíveis, e este drama familiar, além de ser um showcase para a atriz Ia Shugliashvili, também permite mergulhar na ex-república soviética da Geórgia através do modo com que trata suas mulheres. Na trama, bem simples, uma mulher casada e mãe de dois filhos adultos resolve separar-se, não somente do marido, como ainda da família, e morar sozinha em um apartamento que alugou por uma pechincha.

    O motivo por que tomou essa decisão radical não é verbalizado, apesar de estar ao alcance do espectador que enxerga a perda da liberdade e da autodeterminação, a partir do instante em que descobre que Manana não tem voz dentro de sua casa. A autonomia é um bem precioso demais para se abdicar por causa das convenções e compromissos impostos pela coletividade. Esta, a propósito, parece jogar contra as pretensões da protagonista, ao estabelecer conflitos que a sufocam, enclausuram e encurralam, todos eles consequências de ações que poderiam ser enxergadas como normais segundo o ponto de vista masculino, como por exemplo, a comemoração do seu aniversário - apesar de sua negativa - ou o pedido do irmão a colegas para que tomassem conta dela no seu bairro novo. Neste contexto, um exercício interessante seria a reflexão se o comportamento dos personagens permaneceria o mesmo caso fosse Soso, o marido, que abandonasse a família (posso até imaginar quantos dedos não estariam apontados para Manana como culpada por isto ter acontecido).

    Com uma câmera íntima e observadora o bastante para navegar, através de planos longos, bem ensaiados e com poucos cortes, no coração daquela família, a dupla de diretores Nana Ekvtimishvili e Simon Groß proporciona uma narrativa construída sem elementos fílmicos que chamem a atenção para si, mas com base na constatação de quão inestimável é poder chegar em casa e romper o silêncio sepulcral com a música clássica ou uma canção dedilhada no violão enquanto degusta um bom vinho e o doce sabor da solitude.

    Para mais comentários, visite o @cinemacomcritica no instagram. Acesse: www.goo.gl/YpQdyV ;)

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  • Cinema com Crítica

    Múltiplas personificações do Primeiro-Ministro Winston Churchill desaguaram nas mídias cinematográfica e televisiva em cerca de um ano: da solene performance de John Lithgow na 1ª temporada de The Crown, por que recebeu o Emmy, já enfatizando o seu segundo mandato, à composição hesitante e receosa de Brian Cox em Churchill, na iminência do desembarque das tropas nas praias da Normandia, evento que marcou o chamado Dia “D”, da atuação de Michael Gambon no telefilme Churchill’s Secret até à caricatura bolada por Gary Oldman neste O Destino de uma Nação, pelo qual deverá receber o Oscar da categoria mais como prêmio por sua carreira e em função da escassez de atuações marcantes neste ano do que, propriamente dito, por conta desta atrapalhada narrativa biográfica.

    Crítica completa:
    + www.goo.gl/UuYo8i

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  • Cinema com Crítica

    Se compararmos com os demais trabalhos de Richard Linklater ("Antes do Amanhecer", "Boyhood" dentre outros) é o que tem o roteiro mais problemático, com a introdução de uma série de conflitos descartáveis para protrair a duração além das 2 horas, quando, na verdade, o poderoso âmago da narrativa está na trinca Carell, Cranston e Fishburne. Estes, a bem da verdade, são como formas de anjo e demônio que aconselham Carell, mais contido e singelo do que costume, em uma atuação eficiente pelos vazios que nos permite enxergar no seu olhar e na sua alegria de viver, sugada depois da tragédia que lhe arrasou.

    Com base em chapas pré-moldadas (o pastor redimido, o alcoólatra despudorado) - em mais um deslize de Linklater - Cranston e Fishburne constroem personagens maiúsculos cujas presenças compensam a ausência, ao menos espiritual, do personagem de Carell, de novo, necessária como modo de enfrentar o luto. Gosto da dinâmica existente, ainda quando são debatidos, com os mesmos argumentos, temas que já acompanhamos, tipo o teísmo versus o ateísmo. algo que não esperamos de um cineasta com ponto de vista incisivo como o de Linklater. Que, detrás das câmeras, acerta ao evitar sentimentalismo e a pieguice, deixando-as a cargo da fotografia que recobre a narrativa com uma forma de neblina emocional pesada e asfixiante.

    No mais, é salutar assistir à América de Richard Linklater repleta de homens marcados por guerras supérfluas, e o diretor sabe distinguir a honraria que faz aos combatentes, sobreviventes e falecidos, e a crítica à indústria da guerra, que se alimenta da morte e sofrimento para continuar frutificando. É um contraponto valioso em uma história sobre camaradagem, o bem solitário e precioso que aqueles três homens trouxeram de volta consigo.

    Para mais críticas, visite o @cinemacomcritica no instagram. Acesse: www.goo.gl/YpQdyV

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  • Davi Fonteles
    Davi Fonteles

    Oi Marcio, sou eu o Davi do @davispielberg_lima. Quem diria encontrar você aqui. Muito legal.

  • Pedro Henrique
    Pedro Henrique

    Adoro teu ig haha

  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/