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Crítico de cinema filiado a Abraccine e OFCS em http://cinemacomcritica.com.br/ (instagram @cinemacomcritica).

Últimas opiniões enviadas

  • Cinema com Crítica

    Dentre as maiores barbaridades já inventadas pelo ser humano, a caça esportiva, também de recreativa, é uma das mais repugnantes, a começar pelo adjunto que deveria ser substituído por covarde. Pois somente isto explica o assassinato sistemático de animais, a metros de distância e incapazes de se defenderem do predador que porta rifles, apenas para satisfazer o ímpeto do poder (como afirma um dos entrevistados, que frisa que devemos fazer o que bem desejarmos na vida) e a ganância capitalista de lucrar, não importa quão imoral seja o mercado explorado.

    Não há nada mais doloroso do que assistir aos esforços derradeiros de uma girafa antes de expiar definitivamente ou então a quantidade assustadora de "troféus" (igualmente não representativo do que realmente são), e a direção do austríaco Ulrich Seidl, mais objetiva do que crítica, não se furta ao dever de retratar a vida que vai se esvaindo do olhar de uma então criatura majestosa.

    Intercalados entre a caça propriamente dita, depoimentos dos caçadores (desde o tipo de arma que preferem até confessarem a sensação após dispararem o gatilho) e do dono do safári onde se passa a ação do documentário. Este, o protagonista por assim dizer, mais pragmático e existencialista do que poderíamos antever, porém não menos repulsivo do que alguém que lucra com a morte de criaturas que deveríamos proteger. De fato, ele está correto ao culpabilizar o ser humano por todo a agressão cometida contra o planeta.

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  • Cinema com Crítica

    Se você for familiarizado com a literatura policialesca do escritor Harlan Coben e, claro, apreciá-la, ficará satisfeito com este seu trabalho inédito: nele encontrará toda sorte de personagens típicos do autor, que fogem do maniqueísmo de mocinhos ou bandidos, e percorrem a linha tênue da moralidade, ética e responsabilidade, assim como mistérios em forma de cebola (não riam), que expõem camadas adicionais à medida que a anterior é retirada.

    A questão é que a solução do desaparecimento de Jenny, filha do cirurgião interpretado por Michael C. Hall (o eterno Dexter), é muito pretensiosa, às vezes, flertando o ridículo. Certos comportamentos dos personagens nascem da semente do novelesco, antes de frutificarem no melodramático, extrapolando o bom senso e introduzindo um número de reviravoltas excessivas, na forma de ganchos ao término de cada episódio que parecem esquecidos nos episódios subsequentes. As performances aquém à média também não colaboram com a trama que acredita ser mais do que é.

    Além disso, o tema central - a responsabilidade paterna e a culpabilização destes (a geração passada) por parte dos próprios filhos (a nova geração) - é mal abordado na narrativa, que não sabe bem em que ponto do julgamento se posiciona. Embora certa turvação seja bem-vinda, pois revela que não há gabarito imediato para as perguntas efetuadas, a narrativa não sabe a melhor forma de evidenciar isto ao espectador. Só sabe, muito bem, criar uma montanha-russa que exige o binge-watching, em episódios curtos e misteriosos.

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  • Cinema com Crítica

    O melhor aspecto da sequência é a escalação do diretor J. A. Bayona (de "O Orfanato", "Sete Minutos Depois da Meia-Noite" e "O Impossível"), arquiteto talentoso de cenas de ação e terror bem planejadas e desenvolvidas. Mas nem todo o talento do diretor (ou o carisma de Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, ainda mais mal aproveitados do que no anterior) é suficiente para vencer o roteiro que parece uma sopa genética com o que há de pior na franquia desde "O Mundo Perdido".

    A linha mestre permanece a mesma desde o primeiro filme: a ganância do ser humano como mola desencadeadora dos conflitos, sendo que neste caso, as atitudes passam o irresponsável e imoral e chegam às raias da estupidez inexplicável. Ao mesmo tempo, o roteiro também está repleto de soluções cômodas, convenientes e que exigem mais do que a simples suspensão de descrença: personagens somem e reaparecem somente a fim de garantir mais uma cena de ação; certo espécime de dinossauro ora se comporta como se tivesse o cérebro do tamanho de uma ervilha, ora como um caçador sádico e que gosta de brincar com suas presas, ao passo que outra personagem empunha uma arma particular com convicção, mesmo que jamais poderia saber como funciona porque não assistiu à demonstração.

    A narrativa também desperdiça o tema preservacionista, empregando-o como desculpa breve para criar certo frisson social no início ou como justificativa para o comportamento de certa personagem ao término, bem como a participação de Jeff Goldblum. Será um sucesso daqueles, é verdade, e, confesso, é um entretenimento agradável e divertido, que deveria ser muito mais.

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