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(BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Marlos

    Dá o que pensar assistir esse filme logo no dia em que manchas de óleo chegam na minha cidade.
    Em um cenário apocalíptico, logo após perder o pai e descobrir que não conseguirá se refugiar em sua casa de campo, uma família tenta sobreviver. Nesse momento passam imersos em um nevoeiro, nada se vê a frente, não há futuro!
    Uma criança esperneia angustiada que seu passarinho de estimação fugiu, ela o quer de volta. Quando consegue o mata ao mantê-lo preso ao seu corpo. A mesma mentalidade infantiloide está presente em quem quer garantir a soberania da amazônia, se diz no direito de queimá-la, entregar ao garimpo. Segue cena de incêndio.
    Conseguem integrar um grupo, mas a coisa continua crua e existencial. Passa na nossa frente a violência, a velhice, as disputas de poder como se fossem resultados de um mínimo multiplicador. Esses passantes podem ser personagens de ficção científica ou refugiados de desastres ambientais.
    O filme não deixa dicas de como sobreviver ao apocalipse, não há redenção. A inocência também não é uma virtude.
    Nesse continente devemos aprender nos mundos que sobrevivem a esse apocalipse há pelo menos 500 anos.

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  • Marlos

    Com uma linguagem bem diferente de Aquarius e O Som ao Redor, Kleber Mendonça filho produziu um filme mais popular. Com linguagem mais dinâmica, flerta com a gramática do western, como as panorâmicas, as transições e alternância de figura-fundo. Mas não é só isso, tem algo de ciberpunk, ou melhor cibercangaço, e isso é realmente empolgante. O cenário distópico do cibercangaço é inscrito no presente, um futuro apocalíptico imediato. De início a cartela avisa que esse futuro já chegou. O uso da tecnologia, celulares e GPS deixa claro que o ciborque não está em sua primeira geração, como já nos avisou D. Haraway. A tradicional alegoria do subdesenvolvimento do cinema nacional, pincelam barbáries televisionadas, sutilezas que poderiam figurar qualquer periferia. Os drones nos lembra que tudo que não é ocidente é periferia. Ao mesmo tempo que a periferia guarda uma filiação de resistência com o cangaço, o filme costura a filiação da Máquina de Guerra do Estado, entre Alemães, Estadunidenses e PMs.
    Maravilhoso!

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  • Marlos

    "Eu queria trazer aos senhores uma família de classe média do terceiro mundo, largada em seu estado puro, sem nenhum vinculo com nada, a não ser sua própria imagem: primitiva!
    Eu sei q para os senhores que se alimentaram por toda vida com os vícios dos colonizadores, que se acomodaram sob a proteção paternalista, que entregaram os bens mais caros de todas as suas forças, que se mostraram cúmplice de seus carrascos... Eu sei que para os senhores é quase impossível reconhecer a sua verdadeira imagem. Mas basta um pequeno esforço de memória, se ainda há memória, para reconhecermos que somos nos mesmos."
    Fantástico!

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  • Nenhum recado para Marlos.

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