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  • vitor
    vitor

    Pois é, a quantidade é tão impressionante que no fim eu tô vendo que a maioria dos alunos não está conseguindo nem começar alguns deles. Complicado na verdade, porque em algum momento a gente empaca e não sabe mais se tenta ir na sequência ou pular logo pro próximo, caindo em uma pane geral. Mas as aulas foram boas apesar disso, o professor assumiu bem o clima de ir abrindo "as séries", acho que a ideia foi de estimular os caminhos de cada um mesmo. Parece que ele se empolgou por ter tudo digitalizado pra passar pra turma, rs.
    Mas eu senti bem isso nas aulas que fiz em filosofia mesmo, acho que em ontologia e até em estética ficamos bem centrados em um só texto. Dez páginas de desdobramentos infinitos, às vezes. No cinema acho que só rolou esse esquema justamente com o imagem-movimento (e tempo), num grupo de estudos, no qual liamos os textos juntos... Aliás, você conhece a versão em forma de transcrição das aulas? Lembrei porque já estávamos na leitura do imagem-tempo quando alguém chegou da Argentina com essa versão do primeiro livro e começamos tudo de novo.

    Então, tô tentando tirar um amparo teórico da lógica dos sentidos e do diferença e repetição mesmo. Tenho conseguido pensar muitas coisas com eles mesmo, porém dessa vez quero tentar ficar no Garrel, estando tão atrasado na minha pesquisa, como estou, tentar selecionar algumas coisas nos textos que eu sinto que estão nos filmes dele, inclusive enquanto conjunto.
    E você me recomenda algo de música serialista?
    Eu acho que conheço só como conceito, mas nunca cheguei a ouvir nada...
    E que legal que você estuda o Spinoza. Eu não conheço muito, na verdade, mas tenho muito interesse desde que um colega fez um tcc que abordava uns filmes do Clint Eastwood a partir do livro da Ética, hehehe. Os livros que você citou, do Deleuze, eu sinto que são os mais centrais, ou pelo menos eu tenho ouvido isso...

    Nossa, fiquei até curioso pra saber como é a ruindade desse texto sobre o Francis Bacon (tentei escrever só Bacon, mas não consegui, rs). E desses outros material, tem alguma coisa que você ache mais interessante? Eu lembrei porque tinha visto ele em aula recentemente: um colega bem viajão queria escrever um trabalho sobre as pinturas dele fazendo uma relação com as cartas que algum lorde teria mandado pra ele, mas conforme ele contava isso pra turma, a gente foi percebendo que na verdade a coisa não batia e as cartas não foram pro pintor e sim pro filósofo,hahaha. Mas já valeu pelas pinturas que ele mostrou.

    Depois me diz o que achou do Garrel, quando conseguir ver alguma coisa.... Falei mais do que o homem da cobra, né? Desculpa!

  • vitor
    vitor

    Pois é, compartilho da sua impressão de que a filosofia é mais autocentrada mesmo. Mas acho que deve ter a ver com a própria coisa, que de certa forma é o que subjaz ou abrange as outras áreas, de tal forma que com a leitura de um texto filosófico já se esteja pensando (ao menos potencialmente) sobre qualquer outra área, e acho que daí também deve vir a necessidade dessas áreas de passarem por ela. No caso do meu curso ali na ufsc, era um pouco engraçado, porque muitos professores não tinham bem uma formação em cinema, então tinha uma interdisciplinaridade natural. Mesmo assim acho que o contato com a filosofia nessas outras áreas acaba sendo um pouco superficial ou instrumental, cheguei a fazer umas disciplinas por lá e senti uma diferença grande, pelo menos... E tem isso que você disse da quantidade de autores infinita também, né? Deve ser enlouquecedor, especialmente sem que se assuma a impossibilidade de conhecer tudo.
    Aliás, acho que um dos problemas de eu estar sofrendo nessa disciplina do Deleuze já é o excesso de textos, hehehe. A gente passou por Diferença e Repetição, A Lógica dos Sentidos, as aulas transcritas sobre Leibniz e as aulas transcritas sobre Spinoza, fora outros textos complementares. Então não tem texto específico, rs. O assunto, no entanto, seria criação de séries ou pensamento por séries. Legal da sua parte me oferecer ajuda, não gostaria de te carregar com isso, mas se quiser me responder por e-mail ([email protected]), talvez eu consiga te dizer alguma dúvida mais específica depois por lá, de preferência simples, hehe. Você pesquisa algum autor específico?

    Eu conheço pouco do Francis Bacon, apenas algumas pinturas que talvez eu tenha visto em aula mesmo. Acho bem interessante algumas coisas, vou dar uma espiada na internet pra relembrar. Esses livros acho que valem mesmo pelas imagens, né? Eu ganhei um de uma amiga do Hopper e gosto bastante, mas não sei porque eu acho que nunca tive ânimo pra ler nada do texto, não sei o que acontece, haha.
    O Garrel acho que quase nada conhecido mesmo. O filho dele, Louis, que é bem famoso na verdade. Os filmes do Philippe eram mais "experimentais" até os anos 80 mais ou menos, dessa fase eu recomendaria "A Cicatriz Interior", embora eu mesmo não tenha conseguido ver ainda esses primeiros filmes. Depois vão ficando mais dramáticos aos poucos. Talvez o mais famoso seja "Amantes Constantes". Eu gosto bastante de "O Vento da Noite" e "A fronteira da Alvorada" e tem esse curta no youtube:

    https://www.youtube.com/watch?v=KQDYxQu7vM0&t=2s

  • vitor
    vitor

    Ah, pena. Mas no fim o Marcelo (o diretor do filme), disse que o debate foi meio decepcionante mesmo, com a discussão caindo num papo sobre corrupção que não tinha muito a ver com o filme. Se rolar outra exibição aviso, mas na verdade é raro eu ficar sabendo de coisas por aí. Eu tenho até boa parte da família no Rio, mas ninguém muito ligado em cinema pra me avisar das coisas mais "obscuras", hehe. Acabo sabendo mais das mostras grandes tipo, as do CCBB ou Festival do Rio. Que coisa, eu achei que era tudo bem mais divulgado por aí (talvez porque aqui em Florianópolis seja tão fraco que na proporção a impressão seja essa mesmo).

    Filosofia, que legal! Eu tinha muita vontade de estudar filosofia, fazer um curso mesmo e tal, fiz só algumas disciplinas durante a faculdade e gostava bastante. De certa forma eu acabo estudando agora, faço mestrado na literatura e estou sempre lendo alguns filósofos, no entanto é só uma parte meio específica e que só me faz ver como eu tinha que ler tantas outras na verdade. Agora por exemplo estou fazendo uma disciplina que é praticamente sobre Deleuze e não tá fácil, hehe.

    Eu cheguei a ver uns vídeos e umas fotografias ali no tumblr, sim. Lembro principalmente de umas fotos de ruínas bem bonitas. Talvez seja mais fácil de ver a "conversa" entre as pinturas e por isso elas predominem, muito embora eu também consiga ver a conexão com as outras técnicas.

    Nossa não lembrava que o Bresson era pintor também! Mas é, com certeza daria pra achar outros. Lembro agora do Renoir que era sobrinho do Renoir (duh!), hehehe. Eu estou pesquisando o Philippe Garrel e queria, entre outras coisas, tentar pensar um pouco a pintura nos filmes dele, mas ainda não sei bem qual caminho seguir... Ele tem vários personagens artistas, mas não queria ir bem por esse caminho...

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