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Minha visão sobre cinema foi alterada depois de ter tido contato com as obras de dois gênios: Stanley Kubrick e Glauber Rocha.

"Uma ideia na cabeça, uma câmera na mão" - Glauber Rocha.

"A própria falta de sentido da vida força o homem a criar seu próprio significado. E se ele pode ser escrito ou pensado, pode ser filmado" - Stanley Kubrick.


Diretores por filmes que mais tive oportunidade de assistir:

# 1º lugar: (19 filmes)
- Alfred Hitchcock

# 2º lugar: (17 filmes)
- Irmãos Coen

# 3º lugar: (13 filmes)
- Martin Scorsese
- Steven Spielberg

# 4º lugar: (12 filmes)
- Stanley Kubrick [+ 2 curtas]

# 5º lugar: (9 filmes)
- Robert Zemeckis
- Glauber Rocha [+ 2 curtas]
- Charles Chaplin [+ 2 curtas]
- Yasujiro Ozu
- Luis Buñuel

# 6º lugar: (8 filmes)
- Clint Eastwood [somente como diretor]
- Akira Kurosawa

# 7º lugar: (7 filmes)
- Billy Wilder

# 8º lugar: (6 filmes)
- Miloš Forman
- Tim Burton
- Silver Tendler
- Francis Ford Coppola
- David Lean
- Christopher Nolan

# 9º lugar: (5 filmes)
- David Fincher
- Quentin Tarantino
- Bryan Singer
- John Huston
- Nicholas Ray
- Vittorio De Sica
- George Miller
- Ridley Scott
- James Cameron
- Zhang Yimou
- Nuri Bilge Ceylan

# 10º lugar: (4 filmes)
- Federico Fellini
- Roman Polanski
- Terrence Malick
- Ingmar Bergman
- Hal Ashby
- Darren Aronofsky
- Woody Allen
- John G. Avildsen
- Oliver Stone
- Irmãos Wachowski
- José Padilha
- Jon Turteltaub
- Brian De Palma
- Fritz Lang
- Sidney Lumet
- Jean-Jacques Annaud
- Elia Kazan
- Frank Capra
- François Truffaut
- Carl Theodor Dreyer
- George Lucas
- Otto Preminger
- Hirokazu Koreeda
- Samuel Fuller
- Wim Wenders
- Asghar Farhadi

# 11º lugar: (3 filmes)
- Paul Thomas Anderson
- Walter Salles
- Eduardo Coutinho
- Orson Welles
- George Cukor
- Alan Parker
- Danny Boyle
- Michael Haneke
- David Lynch
- Peter Weir
- Gus Van Sant
- James Mangold
- Arthur Penn
- Sergio Leone
- Mike Newell
- Peter Jackson
- Roland Emmerich
- Zack Snyder
- Alejandro G. Iñárritu
- Jia Zhang-Ke
- Giuseppe Tornatore
- Masaki Kobayashi
- Edward Yang
- Héctor Babenco
- Franklin J. Schaffner
- Roberto Rossellini
- Luchino Visconti
- John Boorman
- Nelson Pereira dos Santos
- Andrei Tarkovsky
- Majid Majidi

# 11º lugar: (2 filmes)
- Werner Herzog
- Sergei M. Eisenstein
- Bernardo Bertolucci
- Frank Darabont
- Richard LaGravenese
- Sam Mendes
- Alejandro Amenábar
- William Wyler
- Michael Curtiz
- Robert Wise
- John Hughes
- Blake Edwards
- Bruno Barreto
- Robert Altman
- Pedro Almodóvar
- Vincente Minnelli
- Sam Peckinpah
- Leon Hirszman
- John Woo
- Ida Lupino
- Abbas Kiarostami
- Kon Ichikawa
- Louis Malle
- John Ford
- Tony Kaye
- Kleber Mendonça Filho
- Joseph L. Mankiewicz
- Jean Renoir
- Mohsen Makhmalbaf
- Bahman Ghobadi
- Hou Hsiao-hsien

# 12º lugar: (1 filme)
- Spike Jonze
- Ang Lee
- Lars Von Trier
- George Stevens
- F. W. Murnau
- Hayao Miyazaki
- Krzysztof Kieslowski
- Jean-Pierre Jeunet
- John Schlesinger
- Isao Takahata
- Jacques Tati
- Alain Resnais
- Andrzej Wajda
- Kaige Chen
- Kenji Mizoguchi
- Kar Wai Wong
- Dariush Mehrjui
- Robert Bresson
- Naomi Kawase
- Apichatpong Weerasethakul
- Henri-Georges Clouzot
- Aki Kaurismäki

# Diretores que pretendo acompanhar/conhecer:
- Coreia do Sul: Kim Ki Duk; Park Chan-wook
- Estados Unidos: Cecil B. DeMille
- Itália: Pier Paolo Pasolini; Valerio Zurlini
- Hungria: Béla Tarr
- Rússia: Aleksandr Sokurov
- Irã: Jafar Panahi
- Grécia: Theodoros Angelopoulos

Últimas opiniões enviadas

  • Moreira M.

    Num país de inexpressiva indústria e produção cinematográfica, idem ao seu órgão de fomento, não é se de estranhar que 7 Caixas (Siete Cajas) seja o longa-metragem referencial do cinema paraguaio. Isso não significa que tal filme seja ruim, longe disso; ou que de fato não mereça esse status, pois nesse pauperismo para com sua sétima arte é mais do que compreensível que sim! Mas não deveria! Não deveria simplesmente porque o cinema paraguaio ainda se encontra bastante relegado, e suas produções ocorrem de maneira muito esporádicas, assim estando muito distante dos respectivos cinemas incipientes da América Latina: Uruguai, Peru, Venezuela, Colômbia, Bolívia e Equador.

    Houve demasiadamente adoção de subterfúgios para prender o espectador. Isso chega a irritar! O enredo está inflado de clichês, sendo cada cena subsequente extremamente previsível. O argumento é pouquíssimo convincente. Apresenta personagens muito caricatos e mal desenvolvidos. A trama se dá através de incidentes grotescos, na qual são sucedidas por outros incidentes bizarros, brutescos e improváveis. 7 Caixas sustenta-se unicamente por sua ótima qualidade técnica: particularmente aos movimentos de câmeras e excessiva sonoplastia, que indiscutivelmente foi capaz de satisfazer o espectador moldado na estética do espetáculo de Hollywood. Observa-se muito mais formas pré-forjadas do que conteúdo "sui generis". Apesar disso, é recomendável para aqueles cinéfilos que tem interesse em conhecer a filmografia latino-americana.

    As personagens principais de Siete Cajas sempre são interceptadas pelas personagens coadjuvantes. Nunca não há pausa para o espectador resfolegar, pois a aposta dessa película é restritamente sua desenfreada ação. A cada cena, mas sem critério algum, a trama segue na artificialidade escancarada! Personagens imaturos e pouco convincentes, espécie de ventríloquos. O diretor é uma espécie de ilusionista fajuto, que tenta hipnotizar o espectador diante de suas emaranhadas imagens em movimentos, cuja carece de lógica e mais do que isso, destituído de essência!

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    E contraditoriamente o desfecho é a personagem de Victor rindo da própria desgraça, ao ter sua imagem que fora gravada enquanto refém, exibida no noticiário televisivo.

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  • Moreira M.

    Película de ótima qualidade, que a faz ser uma das legítimas representantes do expressivo cinema argentino. Atuações inquestionáveis, Ricardo Darín como sempre em ótimo desempenho artístico, assim como os demais atores. Roteiro e argumentos consistentes que foram bem aproveitados no enredo, direção firme que priorizou o conteúdo ao invés da técnica, esta sempre em sintonia com a trama. Sem dúvidas, está entre os dez melhores filmes da Argentina. Considero que não houve forçamento de barra do desenrolar das cenas; em nenhum momento transpareceu que “Nove Rainhas” nos vendesse algo artificial, apesar do desfecho ter me causado uma "pane". Desfecho este, que para aqueles mais atentos percebeu, que não houve descompasso com a trama.

    Abaixo, resenha simples:

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Após saber que a personagem de Marcos (Ricardo Darín) fora enganado pelo seu comparsa Juan, isso no desfecho, fiquei raciocinando em exatamente qual ponto do filme isso se deu. Achei impossível que fosse logo ao início, naquela primeira cena sequência, pois pensei: será que o Juan teria a expertise em tramar todo esse miraculoso plano? E se fosse mesmo ao início, porque ele precisaria de Marcos para aplicar esse golpe? Pois ficou muito evidente que Juan teria capacidade de realizar tal golpe sozinho.

    A princípio, o mais lógico para mim, seria que Juan tramara esse golpe em cima de Marcos após este ir ao hotel, a pedido de sua irmã Valéria (namorada do Juan, que só será revelado ao expectador no final), para resolver uma pendência com Sandler, um exímio falsificador de documentos. Mas não, tudo indica que Juan, em parceira com sua namorada, criou sua rede desde o início para aplicar um golpe em cima do também golpista Marcos. Este que também tentaria golpeá-lo diversas vezes, mas sempre sem êxito, pois Juan sempre estava um passo a sua frente “prevendo” seus movimentos. Possivelmente sua namorada Valéria, que é irmã de Marcos e por desavenças de longa data para com ele, tenha pedido Juan para sacanear o irmão.

    Todos os infortúnios e êxitos da dupla parecem ter sido propositalmente orquestrados por Juan: vacilo intencional ao tentar dar dois golpes seguidos na loja de conveniências, que seria decisivo para aproximar-se de Marcos; ligação da Valéria para Marcos, informando sobre um antigo sócio que o queria vê-lo no hotel onde ela trabalha; pseudo conquista da confiada da mãe de Sandler, este que os “enviaram” para pegar um envelope contendo o selo falso guardado na casa dela, mas ela só confiou e entregou-o para o Juan, impressionando ainda ais a figura de Marcos, que ficava cada vez mais surpreso com suas habilidades peculiares das quais não possuía; venda de um selo falsificado para o magnata Gandolfo; interceptação de sua mala por ladrões (seus contratados) numa moto logo após a dupla golpista ter chegado ao um acordo com o comprador desse selo, porém tal selo foi integramente rasurado após ser lançado no rio por um dos ladrões; definição do preço e compra do selo original na mão da irmã do falsário Sandler a ser revendido ao Gandolfo; sua namorada sabendo da ganância do irmão, fora indiretamente responsável por ele pegar e apostar (na qual perderia) toda sua economia para compra do selo original, boa parte dessa poupança de Marcos fora conseguida após ele próprio se manifestar (fraudulentamente) como único e legítimo herdeiro da família deixada pelo avó; Juan também fizera um acordo, por fora, com o comprador, sugerindo-lhe incluir na compra o “combo” Valéria; sua namorada aproveitando essa ocasião decidira desmascarar o irmão Marcos diante do caçula Federico; pedira à Valéria que além de receber a quantia exata em espécie referente a venda do selo original pegasse também um cheque (simbólico) para supostamente receber num banco específico, muito provável que ele sabia da falência e declaração deste banco no dia seguinte, assim não despertaria nenhuma suspeitas de traição por parte de Marcos.

    Em suma, o desfecho da trama: é revelado que na verdade o selo original pertencia ao Juan, ele combinara com Sandler para fazer uma réplica e deixar o original na casa de sua irmã, para assim viabilizar o golpe (pessoal) em cima de Marcos, a pedido de sua namorada Valéria que não tem boas relações com o irmão golpista.

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  • Moreira M.

    Alamar nos faz refletir sobre a vida, difícil de não ser tocado pela sua mensagem humanística.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Natan é filho de Roberta, uma italiana, e Jorge, um mexicano remanescente dos povos maias, que se conheceram durante viagem no México. Quando o casal se separou, Roberta decide retornar à Itália juntamente com o pequeno Natan. Jorge decide passar um último tempo com seu filho, levando-o à sua terra natal, num vilarejo localizado no mar, para lhe mostrar seu modo de viver. Ao chegar, Nestor, pai de Jorge, esperavam-lhes, e após reformarem a casa – espécie de palafita sobre o mar –, passam todos os três a viverem juntos. A rotina diária consiste em acordar cedo e sair ao mar para pescar, da qual boa parte da pescaria é vendida para um barco mercante e a outra porção é destinada para própria subsistência.

    Apesar de estarem distante da metrópole percebemos que aquele vilarejo marítimo mantem contato com o mundo globalizado. O boné que o avô usa tem em sua estampa o símbolo do Superman. Outra coisa que pode ser observado é o processo atualização que o vilarejo sofreu: o avô possui um rádio comunicador para se informar sobre a condição do tempo.

    É incrível como se dá a harmoniosa interação deles, e dos demais vilarejos, com a fauna local. Gaivotas que sobrevoam a palafita no momento em que eles estão manuseando os pescados da tarde. A presença de crocodilos, ao redor da palafita, que esperam os bagaços dos peixes lhes serem jogados. A ave que adentra a casa em busca de insetos. Nessa cena o Jorge ensina ao Natan o nome da ave migratória da África, “Bulbucos íbis”, conhecida como “carrapateira”. De desconfiada a ave passa a se acostumar com a presença humana que lhes dão os insetos em seu bico. Ainda no alto mar a carrapateira calmamente, em pé no assoalho do barco, pega carona.

    Eles chegam à praia de uma ilha próxima, e vemo-los lavando o casco do seu barco. Ali, próximo da areia, também há crocodilos. E a população local reage naturalmente com a presença dessas feras.

    O filme, implicitamente, menciona a necessidade de se ter paciência. Em duas cenas vemos isso. Na primeira quando Nestor diz ao seu filho Jorge que para os que gostam do mar ali é um lugar ideal, mas pra quem não gosta será muito infeliz se permanecer. No segundo momento foi quando Natan tenta pegar a ave apressadamente, o pai responde-lhe “devagar, filho” e adiante “tem que ser delicado, é uma ave”. Podemos perceber o respeito que eles têm com outros seres que também vivem naquele vilarejo. Ao se acostumar ali, a ave foi batizada de “Blanquita”. Contudo, depois disso nunca mais foi vista.

    Nos momentos finais, o pequeno Natan jogou uma garrafa com papel e flor dentro, e perguntou ao seu pai se ela irá para Itália ou para o México. E na última cena, vemos Natan e sua mãe já na Itália.

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  • Guilherme Oliveira
    Guilherme Oliveira

    Que bela reflexão! Nosso senso crítico é moldado a cada experiência exposta. O sensacional de outrora, hoje, não provoca o mínimo interesse e vice-versa. Fico extremamente feliz por em determinado momento, ter participado deste processo em sua vida. Bem, vossa senhoria colocou um tal de Akira Kurosawa em minha vida, através de Rashomon. Assim como acompanhou um jovem anunciando com empolgação, uma comédia genérica estrelada por Robert De Niro e Morgan Freeman como se bons atores fosse sinônimo de qualidade (rsrsrs). Sinta-se responsável também pelo meu desenvolvimento.

    Francamente, não me visualizo brincando com netos na varanda (rsrsrs). Nada contra quem segue tal cartilha. Apenas sou contrário quando feita por imposição (acredito que na maioria das vezes). Por medo de uma provável rejeição da sociedade ou receio de uma suposta futura solidão. Já foi vítima alguma vez da célebre pergunta ´´Como assim não pretende ter filhos!? E quem vai cuidar de você no futuro? ``. Pois é, somos mesquinhos e inseguros por demais. Volto a bradar: quem conhece a si mesmo, e usufrui-se desta benesse para desfrutar o que a vida oferece, desconhece a solidão. Ou melhor, não escuta How Soon Is Now? toda noite sozinho na cama como a maioria pensa. Uai, todo aconchego é sempre bem-vindo. Ainda mais quando compartilha das mesmas preferências musicais (rsrsrs).

    Cara, gosto bastante desta temática. Sendo assim, gostaria de indicar uma obra que gosto bastante. Trata-se da´ ´dramocomédia`` italiana dirigida por Mario Monicelli: Parenti Serpenti. Alavanca reflexões pertinentes acerca dos nossos primitivos pensamentos.

    Bem, em relação a classificação elaborada por você, não consigo discordar. Embora em alguns polos minha experiência inexiste. Citando apenas um exemplo: o cinema peruano. Cujo qual começarei pela obra presente em sua lista, Contracorrente.

    Enfim, referente ao mundo cinematográfico também estou sem algo em mente. No entanto, não posso deixar de relatar aqui como nosso país não cansa de me surpreender. Primeiro, com uma patética comoção orquestrada por movimentos duvidosos contra uma mísera exposição artística. Agora, com um aval de um magistrado, pseudos psicólogos estão autorizados dar suporte aos pacientes que desejarem deixar de serem homossexuais. Velho, na boa... deixa para lá. Grande abraço.

  • Guilherme Oliveira
    Guilherme Oliveira

    Em determinado momento cogitei elaborar algumas listas. Duas em especial: uma traçando cronologicamente o período noir, e outra sobre seriados que considero subestimados e/ou desconhecidos pelo público em geral. Mas, como perfeitamente descrito por você, há listas aqui presentes que esmiúçam perfeitamente algumas temáticas. Dentre elas, estão os tópicos citados por mim. Quem sabe em um futuro próximo!? Por enquanto, continuarei a garimpar (atividade que exerço com enorme prazer) às listas elaboradas por cinéfilos entusiastas, que ajudam a manter o verdadeiro propósito de uma rede social - dentre eles você. Obrigado!

    Vejo os dois cinemas com trajetórias semelhantes. Surgimento, conhecimento, período de estabilidade, inatividade, retomada e momento atual. No panorama atual, não há como disputar em termos de efetividade com nossos vizinhos. Em um país como a Argentina, uma reorganização bem fomentada acontece de forma mais incisiva. Desde sua fundação, o INCAA possui certa autonomia. Ela alimenta sua indústria. Seja injetando capital, administrando escolas de formação, ou possuindo salas para exibição de obras ´´caseiras``, exercendo assim, um contraponto as Multiplex com seu bombardeio internacional. Em parceria com a França, há alguns anos implementou o ´´Cinema na Escola`` (ou algo parecido). Projeto que visa a introdução do público infantil ao cenário cinematográfico realizado ali. (...). Costumo brincar dizendo que: o Brasil é formado por diversos países dentro de um. E, exatamente esta diversidade cultural que fomentou nossa originalidade de outrora, e, nos fornece sobrevida nos dias atuais. Mas, ao contrário de nosso pais vizinho, nossa reconstrução acontece de forma tímida e difusa. Que por consequência, abre espaços para produtoras alavancarem seus projetos questionáveis. E, ainda assim, produzimos e alavancamos para o grande público obras magníficas. Vide as obras citadas por você, além de tantas outras. Nossa, complicado responder tal questionamento. Bem, levando em consideração minha experiência pessoal, história e atual situação, acredito que nosso cinema seja mais abrangente e convidativo. Viva o guerreiro e judiado cinema nacional que tanto admiramos!!!

    Minha experiência com o cinema argentino se restringe ao contemporâneo. Não por opção, mas por mera acessibilidade. Baseando-me nisto, cito de imediato Nove Rainhas. Embora seja uma obra de qualidade, credito a ela importância por seu papel de representante do novo cinema argentino. Agora, artisticamente falando, observo O Filho da Noiva como um clássico portenho. Talvez não ainda não consiga etiqueta-la como referência, mas gosto bastante da originalidade de Medianeras: Buenos Aires da Era do Amor Virtual. Um retrato descontraído e pertinente de nossa era. E quanto a você?

    Legal não sabia dessa. Sei que esta expressão é equivalente ao nosso famoso ´´xisss`` das fotografias (rsrsrs). Olha, embora meu único contato com o cinema uruguaio fora perante Whisky, não me furto em dizer que sim. Obra única, singela e espetacular! Embora não compartilhemos da mesma visão acerca da solidão (temática abordado com extrema sutileza), observo-me na figura de Jacob algumas vezes. O que torna isto uma experiência incômoda, mas não menos fascinante.

    Sem problemas. Assim que assistir Dunkirk lhe darei um toque.

    Isto realmente é uma questão complicada. Pois maioria não visualiza o cinema como arte, logo, não percebem que ali contém uma licença poética. Em tempos onde a leitura, cada vez mais, perde terreno para o visual, ele é abordado com enorme perigo, como uma fonte instantânea de informação. E, quando carregamos conosco apenas um prisma mastigado da história, já sabemos o que esperar.... Enfim, dentre as opções elencadas por você, acredito que a peneiração em meio ao bombardeio de informações, sempre será a melhor decisão! Pena que este papel fique a cargo de uma parcela ínfima.

    Sim. Nomes como Ettore Scola e Mario Monicelli encabeçam minha lista. Agrada-me também as típicas comédias italianas daquele período. Assim como o famoso Giallo Italiano. Tendo como principais nomes Mario Bravo e Dario Sargento.

    Fique tranquilo meu rapaz! Certamente você não está sozinho nesta empreitada. Além do mais: preferência não é sinônimo de desqualificação. Mas, se levarmos em consideração que o NI influenciou diretamente o cinema principal movimento francês (entre tantos outros, inclusive o tupiniquim CN), argumentos contrários ao seu pensamento ficam restritos meramente a gosto pessoal.

    Enfim, por hoje é só. Ou melhor, antes que me esqueça: anote meu novo número 9 93366362. Abraço!

  • Guilherme Oliveira
    Guilherme Oliveira

    Dentre as opções que sobrevoam este inóspito cenário, vejo na pessoa de Ciro uma opção viável no intuito de acalmar os dois lados. Embora tenha várias ressalvas com sua figura. Uma delas surgiu com uma recente entrevista concedida para a rádio Super Notícia. Indagado sobre a legalização das drogas, ele disparou: ´´ Sou candidato a presidente, não de guru de costumes. Respeito todas as opiniões, as igrejas são contra, e eles são meus aliados no enfrentamento da pobreza. Então não quero ser guru. Mas o usuário não pode ser reprimido. ``. Fala sério! Um nome que vem ganhando força nos últimos dias é a do ex-ministro Joaquim Barbosa. Enfim, nesta metamorfose ambulante que é o cenário político, nos cabe apenas esperar.

    Sim, me recordo de sua euforia ao relatar a experiência com a obra de Dreyer. Homenagem em formato de lista mais que justa.

    Não sabia que você possuía listas fora aquelas que eu sabia. Parabéns pela iniciativa e empenho cara! Falando especificamente da indicada por você: elementar descrição. Evidencia-se por ela o patamar alcançado pelo atual cinema argentino. Entretanto, permita-me indicar mais duas películas oriundas daquele pais: trata-se de Lugares Comunes e Leonera. Indico também, duas películas que guardo grande estima: Numa Escola de Havana (Cuba) e A Jaula de Ouro (México). Além do thriller O Quarto Secreto (Colômbia- Espanha). (...) Deparar-me com Whisky na lista é gratificante por demais. Obra magnifica! Assim as excelentes Pelo Malo e 7 Caixas (obra hollywoodiana filmada em território paraguaio rsrsrs). Caso encontre As Cores da Montanha disponível por aí, não hesite em avisar.

    Você citou uma obra assinada pelo Mel Gibson. Bem, ao menos ele não vende falsa isenção, como tantos por aí. Você já sabe o que esperar de sua obra. E, sinceramente falando, eu meio que respeito isso. O maniqueísmo e o glamour fomentam a história. O cinema como parte dela, recorre a romantização para torná-la cativante. Justificável. Não há como fugir deste panorama. Quando falamos da esfera SGM então, meu deus... Releve isto ou ficará desapontado além da conta. (...). Na verdade, estou curioso para saber sobre o que discutiremos acerca de Dunkirk. Não dá para adiantar? Brinks.

    Tenha certeza que começarei por este.

    Nem tanto, nem tanto. Não possuo o poder da vida eterna como o velho Élcio Mumm-Ra (rsrsrs). De fato, quatro anos para certas coisas é muita coisa. Vejo só, mais algumas constatações: nem sequer aproveitou o auge do saudoso Bate-papo da Uol. Grandes amizades fiz ali. Provavelmente nem sabe da existência do chip 31 anos da Oi (romances promissores saíram dali). Pobre gafanhoto...

    Sim, é uma temática muito interessante. Sobrevoando outras esferas, devo ressaltar que não tenho condições de argumentar sobre os dois últimos polos. Como diria uma famosa atriz: ´´Não sou capaz de opinar``. Devo fazer apenas uma correção em minha escrita anterior: teoricamente, é evidente que gozamos um período de maior liberdade. Mas, na prática, sabemos que não é bem assim. Enfim, voltando ao tópico, em relação ao nosso país, francamente não saberia dizer. No campo artístico e inventivo, não há dúvida. Mas, vislumbrar um contexto de liberdade naquele período, principalmente ao final da década é uma tarefa íngreme. Sobre o cinema francês e italiano, concordo plenamente. Embora devo ressaltar que vejo o cinema italiano da década de setenta não muito distante.

    De boa, na verdade foi mais uma brincadeira. Navegando nas ondas do Youtube, deparei-me com o seguinte vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=qncjEZK4I6c. Enfim, o cerne da questão aqui não é o conteúdo, mas sim, a enorme semelhança do condutor com uma pessoa que ambos conhecemos. Concordas comigo? Brinks!