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Minha visão sobre cinema foi alterada depois de ter tido contato com as obras de dois gênios: Stanley Kubrick e Glauber Rocha.

"Uma ideia na cabeça, uma câmera na mão" - Glauber Rocha.

"A própria falta de sentido da vida força o homem a criar seu próprio significado. E se ele pode ser escrito ou pensado, pode ser filmado" - Stanley Kubrick.


Diretores por filmes que mais tive oportunidade de assistir:

# 1º lugar: (19 filmes)
- Alfred Hitchcock

# 2º lugar: (17 filmes)
- Irmãos Coen

# 3º lugar: (13 filmes)
- Martin Scorsese
- Steven Spielberg

# 4º lugar: (12 filmes)
- Stanley Kubrick [+ 2 curtas]

# 5º lugar: (9 filmes)
- Robert Zemeckis
- Glauber Rocha [+ 2 curtas]
- Charles Chaplin [+ 2 curtas]

# 6º lugar: (8 filmes)
- Clint Eastwood [somente como diretor]
- Akira Kurosawa
- Yasujiro Ozu
- Luis Buñuel

# 7º lugar: (7 filmes)
- Billy Wilder

# 8º lugar: (6 filmes)
- Miloš Forman
- Tim Burton
- Silver Tendler
- Francis Ford Coppola
- David Lean

# 9º lugar: (5 filmes)
- David Fincher
- Quentin Tarantino
- Christopher Nolan
- Bryan Singer
- John Huston
- Nicholas Ray
- Vittorio De Sica
- George Miller
- Ridley Scott
- James Cameron

# 10º lugar: (4 filmes)
- Federico Fellini
- Roman Polanski
- Terrence Malick
- Ingmar Bergman
- Hal Ashby
- Darren Aronofsky
- Woody Allen
- John G. Avildsen
- Oliver Stone
- Irmãos Wachowski
- José Padilha
- Jon Turteltaub
- Brian De Palma
- Fritz Lang
- Sidney Lumet
- Jean-Jacques Annaud
- Zhang Yimou
- Elia Kazan
- Frank Capra
- François Truffaut
- Carl Theodor Dreyer
- George Lucas
- Otto Preminger
- Hirokazu Koreeda
- Samuel Fuller
- Wim Wenders
- Asghar Farhadi

# 11º lugar: (3 filmes)
- Paul Thomas Anderson
- Walter Salles
- Eduardo Coutinho
- Orson Welles
- George Cukor
- Alan Parker
- Danny Boyle
- Michael Haneke
- David Lynch
- Peter Weir
- Gus Van Sant
- James Mangold
- Arthur Penn
- Sergio Leone
- Mike Newell
- Peter Jackson
- Roland Emmerich
- Zack Snyder
- Alejandro G. Iñárritu
- Jia Zhang-Ke
- Giuseppe Tornatore
- Masaki Kobayashi
- Edward Yang
- Héctor Babenco
- Franklin J. Schaffner
- Roberto Rossellini
- Luchino Visconti
- John Boorman
- Nelson Pereira dos Santos
- Andrei Tarkovsky
- Majid Majidi

# 11º lugar: (2 filmes)
- Werner Herzog
- Sergei M. Eisenstein
- Bernardo Bertolucci
- Frank Darabont
- Richard LaGravenese
- Sam Mendes
- Alejandro Amenábar
- William Wyler
- Michael Curtiz
- Robert Wise
- John Hughes
- John Boorman
- Blake Edwards
- Bruno Barreto
- Robert Altman
- Pedro Almodóvar
- Vincente Minnelli
- Sam Peckinpah
- Leon Hirszman
- John Woo
- Ida Lupino
- Abbas Kiarostami
- Kon Ichikawa
- Louis Malle
- John Ford
- Tony Kaye
- Kleber Mendonça Filho
- Joseph L. Mankiewicz
- Jean Renoir

# 12º lugar: (1 filme)
- Spike Jonze
- Ang Lee
- Lars Von Trier
- George Stevens
- F.W. Murnau
- Hayao Miyazaki
- Krzysztof Kieslowski
- Jean-Pierre Jeunet
- John Schlesinger
- Isao Takahata
- Jacques Tati
- Alain Resnais
- Andrzej Wajda
- Kaige Chen
- Kenji Mizoguchi
- Hou Hsiao-hsien
- Kar Wai Wong
- Dariush Mehrjui
- Robert Bresson
- Nuri Bilge Ceylan

# Diretores que pretendo acompanhar/conhecer:
- Coreia do Sul: Kim Ki Duk; Park Chan-wook
- Tailândia: Apichatpong Weerasethakul
- Estados Unidos: Cecil B. DeMille
- França: Henri-Georges Clouzot
- Itália: Pier Paolo Pasolini; Valerio Zurlini
- Hungria: Béla Tarr
- Rússia: Aleksandr Sokurov
- Irã: Bahman Ghobadi; Jafar Panahi; Mohsen Makhmalbaf
- Grécia: Theodoros Angelopoulos

Últimas opiniões enviadas

  • Moreira M.

    Alamar nos faz refletir sobre a vida, difícil de não ser tocado pela sua mensagem humanística.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Natan é filho de Roberta, uma italiana, e Jorge, um mexicano remanescente dos povos maias, que se conheceram durante viagem no México. Quando o casal se separou, Roberta decide retornar à Itália juntamente com o pequeno Natan. Jorge decide passar um último tempo com seu filho, levando-o à sua terra natal, num vilarejo localizado no mar, para lhe mostrar seu modo de viver. Ao chegar, Nestor, pai de Jorge, esperavam-lhes, e após reformarem a casa – espécie de palafita sobre o mar –, passam todos os três a viverem juntos. A rotina diária consiste em acordar cedo e sair ao mar para pescar, da qual boa parte da pescaria é vendida para um barco mercante e a outra porção é destinada para própria subsistência.

    Apesar de estarem distante da metrópole percebemos que aquele vilarejo marítimo mantem contato com o mundo globalizado. O boné que o avô usa tem em sua estampa o símbolo do Superman. Outra coisa que pode ser observado é o processo atualização que o vilarejo sofreu: o avô possui um rádio comunicador para se informar sobre a condição do tempo.

    É incrível como se dá a harmoniosa interação deles, e dos demais vilarejos, com a fauna local. Gaivotas que sobrevoam a palafita no momento em que eles estão manuseando os pescados da tarde. A presença de crocodilos, ao redor da palafita, que esperam os bagaços dos peixes lhes serem jogados. A ave que adentra a casa em busca de insetos. Nessa cena o Jorge ensina ao Natan o nome da ave migratória da África, “Bulbucos íbis”, conhecida como “carrapateira”. De desconfiada a ave passa a se acostumar com a presença humana que lhes dão os insetos em seu bico. Ainda no alto mar a carrapateira calmamente, em pé no assoalho do barco, pega carona.

    Eles chegam à praia de uma ilha próxima, e vemo-los lavando o casco do seu barco. Ali, próximo da areia, também há crocodilos. E a população local reage naturalmente com a presença dessas feras.

    O filme, implicitamente, menciona a necessidade de se ter paciência. Em duas cenas vemos isso. Na primeira quando Nestor diz ao seu filho Jorge que para os que gostam do mar ali é um lugar ideal, mas pra quem não gosta será muito infeliz se permanecer. No segundo momento foi quando Natan tenta pegar a ave apressadamente, o pai responde-lhe “devagar, filho” e adiante “tem que ser delicado, é uma ave”. Podemos perceber o respeito que eles têm com outros seres que também vivem naquele vilarejo. Ao se acostumar ali, a ave foi batizada de “Blanquita”. Contudo, depois disso nunca mais foi vista.

    Nos momentos finais, o pequeno Natan jogou uma garrafa com papel e flor dentro, e perguntou ao seu pai se ela irá para Itália ou para o México. E na última cena, vemos Natan e sua mãe já na Itália.

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  • Moreira M.

    Pickup on South Street deve ser analisado em duas perspectivas: na época de seu lançamento e doravante a isso.

    Primeiramente, deve ser analisado na época de lançamento, em 1953, nos primórdios da neurose da Guerra Fria, que dividira o mundo em duas ideologias políticas-econômicas (capitalismo x comunismo). Esse filme representa bem o pavor/neurose/patriotismo dos estado-unidenses num período que reinava a incerteza se o inimigo soviético iria atacar ou não diretamente seu país. A trama central gira justamente entorno da equação química-matemática contida na película fotográfica que seria repassada para os comunistas, que já estavam de saída prevista ao exterior. Talvez, o diretor preferiu sutilmente — mesmo que sua obra, a priori, soa está em prol do discurso anticomunista — deixar que o público tirasse suas próprias conclusões sobre a temática. A cena mais sutil está na fala da informante Moe dirigida ao “canalha” Comunista: “O que sei sobre comunistas? Nada! Só sei uma coisa: Não gosto deles”.

    Anjo do Mal sobrevive no século XXI sem aquela mesma essência de seu lançamento, sobretudo com o fim da bipolarização política do mundo, marcado pela queda do Muro de Berlim, em 1989. Um dos fatores limitantes seja por ter optado pelo gênero noir a fim de subsidiar o enredo. Como esse gênero costuma dualizar os personagens, assim abre margem para distorção do caráter dos mesmos. Percebe-se nisso as lacunas existentes: no modo como retrata a ingenuidade/passividade amorosa da personagem Candy, a malandragem ardilosa do Skip e a altíssima periculosidade do comunista Joey. Houve a retratação dos personagens, mas sem o dissecamento profundo de suas condutas, facilmente o público pode ser que optara por compactuar com aquela mensagem propositalmente explicitada (discurso anticomunista, o “bem” contra o “mal”: final feliz), e assim, reduziria Anjos do Mal em um mero e simplista filme-propaganda do Estado estado-usinense. Entretanto a isso, o fato é que o roteiro e o enredo são bastante limitados, salvo a boa direção de Fuller, Anjos da Mal não passa de um filme regular, mas que apesar disso poderia ter sido um pouco melhor.

    Essa é a marca do diretor Samuel Fuller, que sempre tende ancorar em questões secundárias para desenvolver a questão primária. Mas infelizmente desvirtuou/ofuscou outras essências desse filme. Independente disso quem conhece outras obras desse cineasta sabe da sua qualidade.

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  • Moreira M.

    Este é um tipo de filme que, por ser esteticamente autoral, é imprescindível que o espectador já tenha tido contado com outras obras desses cineastas (Ethan e Joel Coen). Estes que procuram forjar o máximo possível o ridículo e impossível em suas cenas, que muitas das vezes não se encaixam; mas se trata da assinatura cinematográfica dos Coen: humor alternativo, nonsense e seco. Pra quem acompanha a filmografia dos caras vale a pena assistir "Ave, César!", já para os marinheiros de primeira viagem sugiro não começar por esse filme, pois não compreenderam.

    "Ave, César!" foi o décimo sétimo (17) filme dos irmãos Coen que assisto, então digo que está longe de ser o melhor e como também de ser o pior. É mediano, nota 6/10!

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  • Filmow
    Filmow

    O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!

    Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)

    Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
    Boa sorte! :)

    * Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/

  • Guilherme Oliveira
    Guilherme Oliveira

    Não, não. Quando sai do Templo Sagrado, chamado VF, esmiucei-me no submundo do trabalho informal. Brincadeira. Mas de fato, quando sai do VF, comecei a atuar de forma autônoma, na área da informática. Atividade que em seu começo, rendia frutos consideráveis. Hoje, não mais. Principalmente por estes tempos nebulosos, que afetaram meu principal nicho: microempresas. Acordos quebrados, falta de pagamento. Estava difícil e cansativo. Somado a tudo isto, surgiu uma oportunidade de ingressar no HBH, para atuar como Analista Administrativo. Aceitei prontamente. Mas calma, não abandonarei minha fiel escudeira, apenas estamos dando um tempo na relação (rsrsrs).

    Os pais ainda insistem com esta história patética? A grande maioria, que alcança os almejados quinze minutos de fama, não conseguem sugar ao máximo, tudo aquilo que são ofertados pela fama repentina. Passado todo o alvoroço, a volta para o anonimato deve ser cruel. No caso da fama mirim, os tutores são os grandes responsáveis por essa exposição bizarra, no vale tudo pela volta do sucesso. Coitado do garoto. Poderia muito bem, estar desfrutando das atividades corriqueiras da idade.

    Super Mário do Villefort (rsrsrsrsrsrsrs)! O mito e suas alcunhas... Quem dera, carregasse comigo tal vocação de contar histórias. Nossa; pergunta difícil. Neste momento, não consigo vislumbrar uma resposta. Se fossem parecidos fisicamente, gostaria de ver Ednílson, interpretando o mito, em um dos períodos de sua vida. Puxando este gancho, acredito que o VF renderia um belo sitcom. No estilo de The Office (rsrsrs).

  • Guilherme Oliveira
    Guilherme Oliveira

    Estou me referindo ao mercado formal de trabalho (rsrsrs). De fato, acredito que nossa querida rede social, tenha sido a catalisadora inicial. O ponto de reencontro. E nossas afinidades perante diversos temas, além da sétima arte, seja o fator crucial para nossa frutífera e contínua, interação social.

    Boa! Quem dera tivéssemos mais ´´egoístas`` neste mundo. Por intermédio das benditas pressões sociais, muitos acabam desperdiçando a oportunidade do conhecimento interno. Saber daquilo que gosta e desgosta. Experimentar, conhecer, sofrer, viajar, estudar... Claro que tenho conhecimento da importância das relações, mas como é construída a grande maioria, considero como um desperdício de tempo. Ou melhor, de vida.

    De fato, Geraldo é uma figuraça! E a gargantinha (rsrsrs)? De fato, isto era chato pra cacete! Além do prazeroso hábito de ´´mascar a dentadura``. Sobre esse, não me pairava nenhuma dúvida, em relação as suas faculdades mentais. Entre tantas peripécias deste mito, acrescento essa: Não me recordo o ano, mas como de praxe, uma música chiclete (https://www.youtube.com/watch?v=KxfbDorKkw8), reinava naquele período. Como não poderia ser diferente, a bela canção já estava em sua posse, perante seu celular. O percurso casa/trabalho/trabalho/casa, poderia ser classificado como considerável. Mas para amenizar todo esse calvário diário, Geraldo anestesiava-se com a bela canção. Sim, durante todo o trajeto, exalava do alto-falante do aparelho móvel (em um volume considerável), a insuportável canção. Até que um belo dia, um rapaz lhe proferiu as seguintes palavras: ´´Cara, você provavelmente deve ter problemas mentais, mas eu não estou nem ai! Hoje, você vai descer no próximo ponto. Amanhã, se eu entrar nessa porcaria, e você estiver escutando essa desgraça, eu te mato! `` Nunca mais ouviram a bendita canção. Histórias de um mito!

    Um ser inteligente, é aquele que usa de toda sua evolução física e biológica, em benefício da máxima exploração do ambiente ao seu redor. Também gosto de imaginar, que o sábio, é aquele capaz de distinguir diante tantas informações adquiridas, aquilo que se enquadra como sendo o mais benéfico/próspero, não apenas si, mas também para o meio em que se encontra. Não, não tenho pretensões em me candidatar ao posto de ´´o novo filosofo de boteco 2017``, mas acredito que tal visão, mesmo que bastante superficial, acerca de temas tão complexos, não esteja muito distante assim.