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27 years, Aracaju, Sergipe (BRA)
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"L'éloignement des pays répare en quelque sorte la trop grande proximité des temps."

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Últimas opiniões enviadas

  • Murilo

    Duas mulheres tentam, com ardor, se aproximar uma da outra, mas enfrentam barreiras invisíveis, mas quase impossíveis de serem ultrapassadas. Barreiras antigas, que acompanharam as duas por boa parte das suas vidas. De um lado, Natalia Akerman, a mãe. A ansiedade e as crises nervosas agravadas pelo sentimento cada vez mais iminente de que já não lhe resta muito tempo. Cada dia, hora, até mesmo minuto, ao lado de sua filha se tornam preciosos. Porém, ao mesmo tempo, sente pavor de ter se tornado apenas um incômodo, um aborrecimento. A sua boca diz "Vá, pode ir", quando todo o seu ser queria apenas dizer :"Fique mais um pouco".
    E do outro lado, a filha, Chantal Akerman. Uma artista reconhecida, mulher livre e independente, mas completamente solitária. Como a própria diretora nos diz em seu filme Là-bas, as únicas pessoas com que ela realmente conseguia cultivar uma sensação de intimidade eram seus parentes mais próximos, mas sua própria natureza a fazia se afastar delas. Inventava desculpas para não precisar sair ou se mantinha ocupada com algum projeto. Sua tentativa de se aproximar mais de sua mãe era também uma tentativa de se aproximar mais do mundo, das pessoas ao redor. Não é à toa que a sua câmera, sempre ligada quando está com a mãe, parece estar tão interessada com o que ocorre fora da casa quanto com o que acontece dentro.

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    Entretanto, a relação delas parece jamais poder sair da superfície. Elas conversam e conversam, mas nunca falam realmente nada. Não há intimidade o suficiente ali para se abrirem, contarem o que realmente se passa em suas mentes e espíritos. Quando a mãe, já sem forças para portar qualquer máscara, começa finalmente a falar o que de fato pensa, sente e desesperadamente deseja, já é tarde demais. No final, em que com apenas uma sequência de imagens fica subentendido que sua mãe teria falecido, Chantal violentamente fecha a cortina da janela do seu quarto (janela essa que permaneceu aberta durante todo o filme). Ela já não queria ou podia ter algum contato com o mundo. Desta vez, seu isolamento seria definitivo.

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  • Murilo

    Ao contrário do que pode dar a entender o título nacional, Amor à Flor da Pele não é uma história de amor fervilhante.

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    Os dois amantes pairam a poucos centímetros um do outro, mas jamais chegam a compartilhar a mesma órbita. É um amor resignado, ciente de que jamais poderão ficar juntos.
    Contando com uma belíssima fotografia e o uso brilhante da trilha sonora, Kar-Wai filma os movimentos do casal como uma valsa, onde os dançarinos se cruzam em escadarias estreitas ou fogem da chuva em ruas sombrias, mas que jamais chegam a se tocar.

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  • Murilo

    Afetado pela paixão que nutria na época por Jeanne Moreau, Truffaut criou Jules e Jim a partir deste sentimento. O fascínio que os protagonistas sentem por Catherine é o mesmo que o diretor sentia pela atriz. Um ponta de melancolia pode ser sentida a cada vez que ela sai de cena. Um arrepio de alegria e desejo desponta cada vez que ela retorna.
    E esse é o maior mérito não apenas de Jules e Jim, mas do próprio cinema em si. O de ser capaz de registrar não apenas pessoas, objetos e sons, mas sentimentos genuínos, por mais efêmeros que estes possam ser.

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