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Últimas opiniões enviadas

  • Nataniel

    Esse filme é tão pra cima, perfeito pra assistir num fim de semana, nem que seja só pro pra desestressar. Já entrou pra categoria dos filmes mais fofos e adoráveis da minha lista.

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  • Nataniel

    O que mais me impressionou nesse filme foi, acima de tudo, a distorção daquilo que é, para muitos, um sonho: ser artista. Desde cedo, é criada em nós a imagem utópica e sublime do artista que é perfeito na sua arte. Um cantor, um dançarino, um instrumentista. É construída, sobre esses artistas, uma visão de glória e esplendor que passa a ser compartilhada por toda uma sociedade. Trata-se de uma imagem de um sonho alcançado, de uma pessoa que atingiu todos seus objetivos e vive em um puro êxtase existencial.

    Em Whiplash, essa ideia é desconstruída de forma abrupta e profunda. É um soco no estômago, um choque de realidade. Através de cenas fortes e muito bem construídas, fica possível entender o "outro lado" dessa imagem, aquilo que há por trás das cortinas, escondido sob a maquiagem e ofuscado pela luz dos holofotes. Aqui, é escrachado na tela o sangue derramado através de toda uma jornada de sofrimento e dor até que se alance a excelência. Mais do que isso, é feita uma crítica a partir do momento em que surge a questão: até que ponto vale a pena desistir dos prazeres da vida em busca de um ambicioso objetivo?

    Nesse momento, todos os olhares se concentram nos dois personagens que dão forma e concretizam toda essa abstração. Andrew é a figura do garoto que inicialmente se apresenta como alguém deslocado na sociedade (uma imagem que não é muito difícil de ser percebida na vida real, nas escolas, no trabalho, nos laços familiares), mas que, assim que recebe o incentivo adequado - ou não - parte numa incessante busca de ser o melhor. A determinação e garra logo viram paranoia e obsessão, causadas e incentivadas pelo seu mestre, Terrence Fletcher, um homem que cruza as barreiras do socialmente aceitável ao tomar uma postura agressiva perante seus alunos, em busca de um objetivo maior. Em busca da perfeição.

    O impacto se consolida no terceiro ato, em que somam-se a excelente fotografia e sonografia, numa montagem de tirar o fôlego - literalmente - do espectador, com uma grande sacada do roteiro, que acerta em não dar uma resposta clara às perguntas e questões formuladas no seu desenvolvimento. Whiplash é um filme que marca, se destacando dentre outros do mesmo gênero, e merece nossa atenção para refletir um pouco a respeito das linhas que devemos - ou não - cruzar para alcançar os objetivos que almejamos para nossas vidas e que, em um certo ponto, a vida se encarrega de mostrar que não são aquela idealização que muitas vezes temos deles.

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  • Nataniel

    Gaga: Five Foot Two revela, antes de qualquer outra coisa, os bastidores de uma artista que ganhou o mundo. Todos conheceram suas polêmicas, seu lado excêntrico, desafiador e inovador. Mas, aqui, há uma busca intensa de se mostrar um outro lado dessa mesma pessoa, não de diva pop, mas de uma mulher comum, como qualquer outra. Essa é a proposta do filme que, desde o início, foca em questões pessoais como família, amizades, amor, fé e medos. Essa é a Gaga que não conhecemos, mas que constrói sua imagem de forma sólida e bastante carismática já desde o início. É impossível não se apaixonar por essa mulher que exala simplicidade e amabilidade.

    É importante ressaltar que desconstruir uma cantora pop que obteve sucesso de proporções astronômicas logo no seu primeiro álbum é um processo árduo, difícil e delicado, mas desenvolve-se aqui de forma coesa e sincera, transpassando realidade e honestidade de Gaga para com seu público. Os medos, inseguranças, problemas pessoais e de saúde, trazem um tom de tristeza em sua vida à medida em que é explicado, também, o processo de construção de seu último álbum, Joanne, que também se estrutura dentro destas mesmas características.

    Este é, aliás, mais um ponto que o longa acerta em cheio. Gaga sempre foi sinônimo de exacerbação, intensidade, e até mesmo exagero. Mas não foi isso que se percebeu no seu mais recente trabalho. Após um hiato de aproximadamente três anos, distante do seu público, Gaga voltou completamente diferente. Sem perucas, sem fantasias. Apenas Gaga. E isso trouxe inúmeras dúvidas e incertezas perante o futuro da artista, além dos vários questionamentos sobre o que aconteceu com a cantora. Mais uma vez, o documentário acerta em cheio nessa questão e marca mais um ponto ao trazer informações aos fãs a respeito de tudo isso.

    O documentário se destaca, finalmente, por focar apenas no presente da cantora. As consequências da fama, do sucesso imediato, e sobretudo de uma carreira que surgiu quando ainda muito nova, (como ela mesma diz, quando ainda uma garota, e deixou mais difícil a jornada que devia ser natural da vida, de crescer e se tornar uma mulher). Se a intenção da Gaga era mostrar seu lado humano, com qualidades e defeitos - como qualquer outra pessoa - ela definitivamente conseguiu. E, considerando que ela viveu os últimos 8 anos atrás de máscaras e fantasias, isso é, de fato, um feito e tanto.

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