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Últimas opiniões enviadas

  • Nataniel

    Gaga: Five Foot Two revela, antes de qualquer outra coisa, os bastidores de uma artista que ganhou o mundo. Todos conheceram suas polêmicas, seu lado excêntrico, desafiador e inovador. Mas, aqui, há uma busca intensa de se mostrar um outro lado dessa mesma pessoa, não de diva pop, mas de uma mulher comum, como qualquer outra. Essa é a proposta do filme que, desde o início, foca em questões pessoais como família, amizades, amor, fé e medos. Essa é a Gaga que não conhecemos, mas que constrói sua imagem de forma sólida e bastante carismática já desde o início. É impossível não se apaixonar por essa mulher que exala simplicidade e amabilidade.

    É importante ressaltar que desconstruir uma cantora pop que obteve sucesso de proporções astronômicas logo no seu primeiro álbum é um processo árduo, difícil e delicado, mas desenvolve-se aqui de forma coesa e sincera, transpassando realidade e honestidade de Gaga para com seu público. Os medos, inseguranças, problemas pessoais e de saúde, trazem um tom de tristeza em sua vida à medida em que é explicado, também, o processo de construção de seu último álbum, Joanne, que também se estrutura dentro destas mesmas características.

    Este é, aliás, mais um ponto que o longa acerta em cheio. Gaga sempre foi sinônimo de exacerbação, intensidade, e até mesmo exagero. Mas não foi isso que se percebeu no seu mais recente trabalho. Após um hiato de aproximadamente três anos, distante do seu público, Gaga voltou completamente diferente. Sem perucas, sem fantasias. Apenas Gaga. E isso trouxe inúmeras dúvidas e incertezas perante o futuro da artista, além dos vários questionamentos sobre o que aconteceu com a cantora. Mais uma vez, o documentário acerta em cheio nessa questão e marca mais um ponto ao trazer informações aos fãs a respeito de tudo isso.

    O documentário se destaca, finalmente, por focar apenas no presente da cantora. As consequências da fama, do sucesso imediato, e sobretudo de uma carreira que surgiu quando ainda muito nova, (como ela mesma diz, quando ainda uma garota, e deixou mais difícil a jornada que devia ser natural da vida, de crescer e se tornar uma mulher). Se a intenção da Gaga era mostrar seu lado humano, com qualidades e defeitos - como qualquer outra pessoa - ela definitivamente conseguiu. E, considerando que ela viveu os últimos 8 anos atrás de máscaras e fantasias, isso é, de fato, um feito e tanto.

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  • Nataniel

    It não se limita a ser somente um filme sobre medo de palhaço. Esse é, na verdade, só um gancho para o desenvolvimento de uma trama muito mais complexa e bem construída, que diz respeito ao que é próprio de cada personagem. Cada um tem seu próprio medo, seus próprios desafios a serem enfrentados. Cada um tem seus próprios demônios interiores. E é isso que torna esse filme, de certa forma, especial. Há um brilhantismo na maneira em que a história é desenvolvida, em que cada medo é apresentado para ser, posteriormente, encarado pelos personagens e pelo público, e é esse o diferencial presente aqui. Parabéns a quem participou da criação desse longa que, sem duvidas, já é um dos melhores e mais marcantes terror do ano.

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  • Nataniel

    Acima de qualquer coisa, trata-se de um documentário triste. Triste e extremamente comovente. A vida de Whitney é retratada com enfoque na turnê de 1999, ao mesmo tempo em que é traçada uma linha cronológica desde o início promissor da carreira da cantora até o fatídico dia da sua morte.

    Evidentemente, não é possível resumir uma existência tão notória como a de Whitney em apenas 1 hora e 40 minutos, portanto há assuntos que foram enfatizados em detrimento de outros. A vida amorosa e os problemas pessoais - principalmente em relação às drogas - foram os escolhidos para estar em destaque, e é em razão disso que o filme se mostra extremamente humano e, sem grande esforço, consegue transformar um ícone da cultura ocidental em uma pessoa simples, frágil, com defeitos e qualidades, ou seja: em um ser humano, como de fato era Whitney (apesar de muitos terem se esquecido disso diante da grandiosidade e visibilidade que ela alcançou com seu talento).

    E isso já pode ser concluído quando se entende o próprio título do longa: Whitney levou seu nome à fama e ao sucesso, mas não se sentia livre para ser quem realmente era. A pressão exterior (da família e do público) a sufocava, e impedia de ser completamente feliz, mesmo com todas as realizações profissionais. Consequentemente, o único refúgio que ela encontrou foi a sua até então distração, seu escape da realidade: as drogas. E aquilo que era apenas diversão acabou se tornando um vício, uma dependência, e culminou na sua morte.

    Frustrações com a própria mãe, o pai, marido e melhor amiga. Tudo isso deixou Whitney sem chão, abrindo um vazio em sua vida. Um vazio que ninguém foi capaz de preencher. Ninguém e nada, além das drogas. Engana-se quem diz que Whitney causou a própria morte. O que a matou foi a falta de compreensão, afeto, amor. Embora fosse isso o que a cantora mais transmitisse a quem apreciasse seu dom, que era a sua voz.

    Tudo isso é muito bem retratado no documentário que, apesar de apresentar um desenvolvimento lento em alguns momentos, não deixa de ser interessante em nenhum deles. Os anos finais da cantora, no entanto, foram muito resumidos e deram a sensação de algo incompleto. Problemas pequenos, no fim das contas, quando observado todo o cuidado que se teve para a construção desse novo olhar sobre a vida da cantora. Para quem é fã, trata-se de uma nova relíquia, e para quem não é, parece uma forma honesta e verdadeira de se conhecer o mito Whitney Houston.

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