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Amante de filmes cult, adoro filmes surrealistas, sombrios, perturbadores, psicológicos, noir, existencialistas e niilistas...

Últimas opiniões enviadas

  • Nathalya Moreira

    Não é uma obra autobiográfica, eu sou musicista, especializada em piano, porém conheço dentro do mundo da arte erudita, a história de paganini (um pouquinho dela, claro).
    É uma obra que quer desconstruir a figura mítica de Paganini, mostrar que ele foi um ser humano, retirar o ícone e colocar ali um ser humano.
    Vamos aos pontos:

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    - O diabo é ele mesmo, isso pode ser notado em várias passagens do filme, onde ele é totalmente ignorado, ou então nunca interfere nas decisões do personagem quando ele está certo de algo. É como se fosse a própria consciência de paganini, com todas suas culpas, conflitos, dificuldades, ambições...
    - o diabo também representa a exigência da indústria artística, e do mundo erudito musical daquela época, porém tão atual (ainda é assim).
    - ele aparentemente tinha algum distúrbio severo em resposta ao tratamento rude, grosseiro e violento do pai. O garoto era um virtuose, e o pai ainda estava insatisfeito, nisso, pela minha análise, o personagem dividiu-se entre os desejos dele mesmo, e os desejos do pai sobre ele (a famosa projeção). Neste aspecto o pai também podes ser o demônio.

    Não gostei muito da construção da narrativa, porém é uma bela fotografia. A nota é baixa em decorrência de direção, andamento, desenvolvimento do personagem principal... coisas que deixaram a desejar com uma premissa de roteiro tão brilhante... uma pena

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  • Nathalya Moreira

    Mano, eu vi esse filme de gaiata, pq meu pai queria ver então coloquei pra ele e estava observando e analisando pra comentar aqui.
    Vamos aos pontos:

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    - Não gosto de filmes religiosos e extremamente otimistas, pois eles adquirem um tom hollywoodiano muito clichê, sempre a mesma coisa, nunca uma ideia original... O filme tentou fazer as coisas mais palpáveis colocando detalhes, mas todo problema tinha uma solução extremamente otimista e fácil para o personagem, ele não demonstrava arregar, ou cogitar, coisas que realmente devem ter acontecido. Fizeram um super-humano, e com certeza, ele fez um trabalho lindo na realidade, mas ele é um humano como qualquer outro, e vemos isso em seu relato final (pra mim a melhor parte do filme).
    - A fotografia do filme é belíssima, estão de parabéns.
    - O desenvolvimento dos personagem é totalmente irreal, e isso me frustrou bastante.
    - O roteiro, quer mostrar o real e não mostra, mas quando tenta ser irreal também cai na originalidade, então fiquei WTF , o que o roteirista queria? talvez apenas público. É um filme pra grande massa se informar sobre o soldado, sem dúvidas.
    - a única mensagem que ficou pra mim foi '' convicções pessoais são coisas sérias''

    isso é tudo pessoal, sorry pela reclamação, porém sou uma pessoa amante do cult, surrealismo, realismo, suspenses psicológicos, mindfucks, ver um filme desse é meio que rever todos os meia boca que já vi.

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  • Nathalya Moreira

    Muito bom mesmo. Tenho borderline e amei a parte que não romantizaram a doença.
    Vamos à análise do filme:

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    - O filme tem intenção de mostrar a realidade de quem tem a doença, não de resolvê-la, de dar um sentido/história à trama.
    - O filme tem um andamento próprio e acompanha a vida da personagem ATRAVÉS DOS OLHOS DELA.
    - O filme usa de simbolismos e entrelinhas para explicar os motivos da doença de Kiki ter se desenvolvido
    - O pai de kiki tem responsabilidade sobre a doença da mãe, provavelmente, fez algo muito grave a ela ou a menina.
    - A mãe era doente, e tinha herdado um tipo de psicose da avó, que parecia ser esquizofrênica. Tudo isso traumatiza a criança.
    - Ficou em aberto se a mãe psicótica abusava sexualmente de kiki
    - O borderline não é uma doença cerebral, kiki desenvolveu pelo meio de convivência, é uma doença psiquiátrica, que é crônica e precisa ser tratada com terapia+ medicação para aprender a lidar.
    - O desenho de kiki mostra que ela era obrigada a conviver com sua mãe 'louca' , o que fazia com que ela precisasse ser independente num momento que necessitava disso. Ela foi negligenciada na infância.
    - Soltar o desenho no final do filme foi um simbolismo de que ela estava aprendendo lidar com o sintoma do Border, um deles, que é a dependência emocional. Ao soltar o desenho ela solta a maior dependência e primeira: a da mãe.

    Uma parte que me marcou foi essa ( vou escrever meio errado, adaptando ao sentido).
    '' Me sinto obrigada a fazer sexo. Sinto que só sou alguém quando abro minhas pernas, pois ali não há rejeição, sou idolatrada, sou como uma estrela famosa, uma rainha''

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